III. Kaynakların Değerlendirilmesi:
1.2. Materyalizm
Os dois viajantes, Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio, publicaram seus livros de viagem, no século XX, aquele no ano de 1937 e este no ano de 1956, nos quais destacam-se os arquipélagos dos Açores e da Madeira, como viagens principais e objetos de comparação neste texto, especialmente, a ilha Terceira onde nasceu o poeta Nemésio. Os livros de viagem de Castro e Nemésio tem um ponto crucial em comum, são obras formadas por gêneros híbridos: a crónica jornalística, a reportagem, a poesia, o relato de viagem. Corsário das Ilhas é o resultado de duas viagens que o poeta fez às ilhas, a primeira de navio, em 1946, e outra de avião, em 1955, com comentários sobre as ilhas Canárias e crônicas sobre o mito Matheus Queimado (a representação criada por Nemésio sobre os Açores).
Encontra-se nesta narrativa o tom de confidências, pois o autor retorna às imagens da memória unindo-as às sensações do presente. O fluxo é contínuo, as memórias se refletem do antigo ao novo Nemésio, em forma de reencontro com próprio autor. Através do seu olhar de poeta, jornalista, romancista, etnógrafo, o autor de O Segredo de Ouro
73
Preto e outros caminhos, desenha um roteiro que sugere ser complementado pelo leitor. Assim como Raul Brandão convida o leitor para conhecer as ilhas, Nemésio cria também um itinerário.
Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio resgatam nas narrativas a simbologia do corsário, não como salteadores, mas como navegantes destemidos. Imbuídos pelo ímpeto da busca pelo conhecimento e por conhecerem a si próprios. Os autores fizeram do ato da escrita liberdade, denúncia e poesia. Os escritores marcaram nos seus textos de viagem, a realidade vivida em algumas comunidades, no período mais conturbado do século XX e deram ao conhecimento do público a descrição paisagística e humana das ilhas portuguesas.
A imagem do ser corsário em Ferreira de Castro está em toda a sua narrativa de viagem e teve o seu momento marcante na visita à Córsega — já analisada nos capítulos anteriores — quando o autor pesquisou sobre o folclore local e conheceu a psicologia do povo. Castro comenta que, “O corso ama a liberdade acima de tudo e tem o valor de se revoltar sempre que tentam escravizá-lo”. (Castro,1936:11). Neste fragmento destacam- se duas características da escrita de Castro, a liberdade e a revolta, que também são alusivas às condições do início das viagens do autor, como já foi visto nos capítulos anteriores.
Em Corsário das Ilhas, a simbologia do ser corsário para Vitorino Nemésio é autobiográfica, memorialística, onírica, impregnada dos sentimentos de ilhéu (da solidão, do isolamento, da introspeção,) do mar, do viajante. O próprio autor irá ser o corso que chegará de rompante à ilha e irá tomá-la para si como forma de reconhecimento da sua identidade, da sua paisagem e das suas memórias da infância. O autor se lança ao mar em viagem como um corsário.
Constata-se no capítulo, o “Primeiro Corso, 1946”, na “Ilha dos Coelhos” – Porto Santo, referência aos animais que povoaram à ilha71, a expressão e o desejo do autor de ser um corsário, quando reflete sobre a utilidade destas minúsculas ilhas. Nemésio diz que: “Estas ilhas pequenas e puras, como Porto Santo, Santa Maria, Graciosa, Flores, e sobretudo o miniatural e incrível Corvo, dão-me a impressão de existirem administrativamente apenas como simulacro pueris de ajuntamento humano”.
71 TRINDADE, Ana Cristina e PERNETA, Paulo. (2016). Bartolomeu Perestrelo. Disponível em:
74 (Nemésio,1998:72). E logo afirma que, “ Pobres e minúsculas ilhas da solidão, coroadas de cagarros e de nuvens, onde a vida humana ainda tem, de quando em quando, o sabor dos primeiros dias da criação do mundo… Das espessuras oníricas da minha gaveta de bordo sonho-me corsário ou mercador.” (Nemésio,1998:72)
Encontra-se no capítulo “Um Corsário dos Ares, 1955”, com a modernização das viagens já feitas de avião, a história do rapaz chamado Armando Ormonde Machado “um rapaz aproveitável, uma alma ardente, corajosa e confiada.” (Nemésio, 1998:182). Voou clandestinamente num avião da força aérea dos EUA, em direção à América. Nemésio o chama de: “O nosso homem, filho de um pobre lavrador, […] envergava a sua andainazinha de camponês açoriano, ou então calça de angrim e camisa ou blusa estampada, conforme o modelo importado dos trabalhadores do Campo.” (Nemésio,1998:181). Este rapaz também traz à memória do leitor a emigração dos açorianos para a América, em busca da resolução de seus problemas e marca a bravura do ilhéu em ser corsário, o autor declara isso a seguir:
Não se pode dizer que, na ocorrência, se portasse como um cavalheiro, de coração leal, pois já vimos que infringiu uma data de preceitos respeitáveis: fugiu aos pais e à terra, foi a boda sem ser convidado […]. Assustou a família em casa, ia alarmando o tio na Califórnia, fez a vida negra à polícia aérea de dois portos, ia criando complicações à bandeira do seu país… Em suma, um verdadeiro corsário – como se diz na ilha Terceira a rapazes travessos como Armando. Sim! E até porque corsário, nos primeiros tempos das ilhas, era isso mesmo: era aquele que chegava à terra alheia a bordo de uma nave, de surpresa e saltava em terra firme sem ninguém contar com ele. (Nemésio, 1998:182-183)
Nemésio era um corsário como Armando o foi neste texto. Na ânsia de atravessar a linha imaginária do horizonte, na necessidade de conhecer o que está além daquilo que a visão possa captar. Foi na infância, de Castro e Nemésio, que ambos expressaram a curiosidade cultural, de não ser apenas parte do microcosmo da aldeia ou da ilha, mas do global. Ferreira de Castro revela isso no pórtico da obra A Volta ao Mundo, que na infância subia ao cume do monte e ficava a contemplar as terras vizinhas e segundo o autor: “Ao fundo, esboçava-se o grande sortilégio, o mar, o íman que nos atraía ali. […] Tudo quanto existia para lá da nossa vista nos parecia fabuloso e nos fascinava irremediavelmente.” (Castro, 1986:13,VM, vol. I). Já Nemésio comenta no “Primeiro Corso, 1946”, quando era criança:
[…] via apenas, da vila de lavradores e de pescadores onde nasci, o minúsculo e alcantilado Ilhéu do Norte; — e, ainda assim, precisava subir
75 à Serra do Facho e deitar homens e casas para trás das costas. Rés-vés do Zimbral – uma rocha medonha – aquele penedo emerso era a primeira amostra de terra fora do nosso pé. (Nemésio,1998:58)
A relação de amizades entre dois autores fora registrada em cartas e na homenagem que Nemésio fez a Castro, no programa “Se bem me lembro72”, em 1974, ano do desaparecimento do autor de A Selva. Nemésio relembra a “forma da comunhão direta com o leitor” que Castro utiliza nos textos, a esperança que o autor tem na “evolução da humanidade” onde se instala o “idealismo humanitário utópico”. Como também a “literatura de ação” e a “emigração portuguesa” enfrentada pelo autor na sua infância.
A forma de viajar de Castro e Nemésio pelas ilhas principia pelo arquipélago da Madeira e após Açores. Castro prioriza nas últimas páginas de Pequenos Mundos e Velhas
Civilizações o enlevo na natureza das ilhas. Nemésio parte em “viagem sentimental” (Nemésio, 1998:57), hesitante como o “velho do Restelo”, devido às suas memórias do passado e entusiasmado para se reencontrar no lugar onde nasceu. A paisagem interior das memórias de Nemésio se sobrepõe a exterior, mas centrada nos relatos sobre os costumes e comportamento do povo o qual o autor pertenceu.
A escrita de Castro na crônica “Madeira e Açores” é baseada em descrições da paisagem, topónimos, crítica social, exaltação de alguns personagens como José do Canto, Antero de Quental e Raul Brandão. Esses autores foram fixados na paisagem como ícones naturais pertencentes àquele ambiente. É uma linguagem informativa e lírica, devido à escrita ser marcada pela exuberância da natureza refletida no autor. Relembrando ao leitor das crónicas de viagem, que a natureza faz parte da sensibilidade e identificação do autor de O Intervalo, como a sua afeição pelas árvores e o desejo de ser sepultado em uma paisagem mística de Portugal, a Serra de Sintra73.
Em Nemésio compreende-se sobre a escrita como o próprio autor a designa: “ […] Já o meu próprio escrever é fluído como o mar e, como ele, ilógico […].” (Nemésio, 1998:67). E complementa: “Eu fiz-me piloto e explorador de metáforas…” (Nemésio,
72 Cf. NEMÉSIO, Vitorino. (1974). Se bem me lembro, “Homenagem a Ferreira de Castro”. Disponível em:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/homenagem-a-ferreira-de-castro/#sthash.JlGW1mrs.dpbs [consultado em, 5.3.2018]
73Cf. ALVES, Ricardo António. (2014). “Sob as velhas árvores românticas”: Do significado de Sintra para
Ferreira de Castro. Revista Tritão. Sintra. Nº2. Dezembro.pp.2-18. Disponível on line em: http://revistatritao.cm-sintra.pt/index.php/neste-numero-2/sob-as-velhas-arvores-romanticas-do- significado-de-sintra-para-ferreira-de-castro [consultado em 10.04.2018]
76 1998:83). Inquietude, divagação, imprevisibilidade, da sua escrita, preenchida da simbologia do ser navegante, como um capitão ou ao barco que navega. Como se refere nesta afirmação: “O próprio dactilografar, um tudo-nada excitado pela minha primeira inspiração de longo curso, imita a pulsação do paquete largando.” (Nemésio,1998:57)
No prefácio da 3ª edição, de Corsário das Ilhas, António M.B. Machado Pires comenta sobre a forma da escrita de Nemésio, segundo o pesquisador informa:
A vida de bordo é, em si mesma, uma experiência criadora, que lhe reproduz o vaivém da onda na sua mobilidade interior permanente. Isto é: o movimento, quer de ideias, quer de palavras, quer de sentimentos, é uma constante na obra nemesiana; a sua viagem exterior é sempre paralela a uma viagem interior, feita de contiguidades temáticas, associações, transcursos epocais e histórico-culturais, sentimentais e nostálgicos. (Pires, 1981 apud Nemésio, 1998:24)
Os apontamentos dos dois autores sobre os costumes locais, a arquitetura, revelam como cada um fez a viagem cultural complementada pela utilização dos conhecimentos etnográfico. Em Nemésio, na visita à Madeira, o autor observa e anota sobre as casas dos camponeses, e verifica que,
A casa rural confunde-se frequentemente com a arribana e o palheiro; ela própria ainda é muitas vezes coberta de uma capa de colmo. Não havendo praticamente frio nas zonas cultiváveis, não há necessidade de ficar de portas fechadas. O melhor tecto ainda é a copa da árvore e o céu azul. Lavrar e coser é obra para fora de portas. As mulheres bordam na rua; os homens entrançam a mobília de verga ao ar livre. (Nemésio, 1998:42)
Como também Ferreira de Castro, em viagem etnográfica, observa e anota dados sobre as casas rurais. Castro descreve que,
As próprias choupanas oferecem curiosa traça, pois o colmo que as cobre quase roça o chão com as suas extremidades e forma, em cima, um ângulo muito agudo. Na frente, abre-se pequena porta com um janelo de quatro vidros e, de um lado e outro, exibem-se, em velhas panelas, latas e caixotes, variadas flores, que emprestam à humílima habitação uma admirável graça popular. […] Vive-se sobre a terra, em soturno desconforto. (Castro, 1986: 187,188, PMVC, vol. II)
As observações das casas dos camponeses, feitas pelos dois autores, apresentam semelhanças. Apesar da cronologia marcar o distanciamento dessas observações a situação do habitante madeirense da década de 30 era similar ao da década de 50. Castro
77 denuncia a pobreza que presencia na Madeira74 e considera o problema do alcoolismo entre os habitantes, a emigração e a falta de escolaridade, consequências da situação precária em que o habitante vive75. Cria-se no texto, questionamentos sobre a riqueza vegetal e turística da região, porém seus habitantes não se beneficiam dessa economia76. A viagem aos Açores tornou-se para Nemésio o encontro com o passado. As ideias, as paisagens, ficam impregnadas de memória. O autor analisa as consequências da distância da terra natal no reencontro com uma nova ilha e outra paisagem. No capítulo “A volta à ilha”, título ambíguo de dar volta no sentido de circular e no sentido de tempo marcando o retorno à ilha, Nemésio revela isso:
Dei ontem quase a volta à ilha Terceira, onde nasci e de que estou ausente há mais de trinta anos. Voltara aqui quatro ou cinco vezes apenas, em visitas relâmpagos. Assim, pude dar conta de que o tempo imprime às pessoas e às coisas ao longo de um estirão. Uma ilha tem condições de favor para semelhante reparo. O isolamento delimita com precisão absoluta o campo a examinar. […] A solidão, o inteiro apartamento quebrou-se para sempre com o rumo dos tempos novos, que trouxeram à terra dos Cortes-Reais, como uma ave traz um grão de junça no bico, a prenda de um aeródromo-ponte entre o Mundo Novo e o Velho. (Nemésio,1998:175)
Os Açores, em Castro, é valorizado pela sua beleza natural, suas camélias e hortências que o autor chama de, “cântico vegetal”77. Os jardins, as serras, estradas, o vulcão, a emigração dos açorianos para a América. Castro também cria um roteiro apreciando os pontos relevantes das ilhas. Todavia, sugere-se que o autor também tenha sentido e revelado na narrativa de viagem, a criação da identidade dos açores denominada por Nemésio de Açorianidade:
Quase todo o povo açoriano, tendo perdido, embora, alguns dos seus tradicionais costumes, mantém hoje, como há seculos, as velhas tradições espirituais, que dominam fortemente, a sua mentalidade. Sente-se isso no ar que se respira e na expressão da vida coletiva e individual, mal se arriba ao arquipélago; sente-se quando, em ameno convívio, o habitante, com o seu doce português, levemente cantado, discreteia sobre a existência humana. (Castro, 1986:199, 200, PMVC, vol. II)
74 Cf. Castro, 1986:185, PMVC, vol. II 75 Ibidem, p.186.
76 Cf. RODRIGUES, Manuel José. (2017). Região rica cheia de pobres. Diário de Notícias On Line. Disponível
em: http://www.dnoticias.pt/opiniao/cronicas/regiao-rica-cheia-de-pobres-BD2371704 [consultado em 08.03.2018].
78 O pesquisador João Leal comenta sobre a identidade açoriana e afirma que, “Próprio dos Açores seria um temperamento, uma maneira de ser, certo número de constantes de carácter presentes em particular nas camadas populares, que distinguiriam de forma clara os Açorianos dos restantes dos portugueses.” (Leal, 1997:193-194). E Castro nota que há alguma diferença, até na paisagem açoriana, o escritor afirma que:
Recorda-se a Terceira sobretudo pela sua personalidade, uma personalidade forte, que não se sabe se vem do homem, se da terra, se do conjunto; uma personalidade que se faz sentir mal desembarcamos, que se faz sentir até que partimos e mesmo depois de partirmos, quando se evoca a ilha como um vulto cinzento, com uma nuvem branca em cima, perdido na linha do horizonte”. (Castro, 1986:204, PMVC, vol. II) A afinidade entre os dois viajantes encontra-se também no sentido, que cada um tem, sobre a tendência do universal e do cosmopolitismo nos textos de viagem. Em Castro — já estudado nos capítulos anteriores —, predominam as ideias de pertencer ao mundo sem fronteiras, ser solidário com os outros povos. E introduzir nas linhas da cultura literária a perpétua memória deles. Essas características marcam o seu universalismo, além das que foram analisadas, que o autor confirma estar: “ […] sempre faminto da poesia do Mundo inteiro.” (Castro, 1974:52). O ser cosmopolita, cidadão pertencente ao mundo, que está sobre influência das outras culturas, é notado em Castro, desde a sua emigração para o Brasil, local onde se formou os ideais de justiça no confronto com o trabalho escravo e a solidariedade do povo do seringal na Amazônia. Da Floresta Amazónica para o mundo como escritor-ensaísta-jornalista-viajante.
O universal em Nemésio encontra-se como exemplo, no poema “Retrato” e sugere-se que essa forma de ser se estenda por toda a prosa de Corsário das Ilhas. O autor cria uma visão dele próprio como pertencente ao mundo. O eu-lírico inicia o texto citando alguns povos antigos numa forma de comparação com as qualidades mais proeminentes que os distingues como pertencentes ao do poeta. Até chegar, por fim, ao ser europeu, identificando-se nas partes de todos os outros que o antecederam, e o que restará será apenas, o “ Homem sou, homem só”. Conforme o poeta narra:
RETRATO
Cruel como os Assírios, Lânguido como os Persas, Entre estrelas e círios Cristão só nas conversas.
79 Árabe no sossego,
Africano no ardor; No corpo, Grego, Grego! Homem seja onde for.
Romano na ambição, Oriental no ardil, Latino na paixão, Europeu por subtil:
Homem sou, homem só
(Pascal: «nem anjo nem bruto»): Cristãmente, do pó
Me levanto impoluto78
O universalismo de Nemésio também está presente na sua vasta cultura, como afirma, Machado Pires, no prefácio de Corsário das Ilhas: “[…] de ilhéu apartado do seu microcosmo, dotado, porém, de uma vasta cultura que lhe dá informação, sentido do rigor da infância, cultura como confluência de saberes, eis o Nemésio do Corsário das Ilhas, que é, afinal, o Nemésio global.” (Pires, 1981:21 apud Nemésio, 1998)
Jacinto Prado Coelho afirma sobre a composição do homem Nemésio feita por várias partes de outros homens, evocando a sua universalidade e o cosmopolitismo de ser viajante e literário:
Em Nemésio coexistem, defrontam-se, o eterno saudoso das ilhas a Oeste – infância, família, antepassados, povo que trabalha, montanhas, furnas, o mar, o risco, a distância – e o vagamundo de olhos curiosos bem abertos, insaciáveis […] cosmopolita apesar de castiço, poeta brasileiro no Brasil, com receptividade e poder mimético admiráveis, escritor europeu (Prémio Montaigne por acto de justiça que tardava) que é preciso ler na intertextualidade mais ampla, por exemplo, se encontram um Pascal e um Unamuno, um Rilke e um Ortega, um Valéry e um Heidegger, não faltando entre os portugueses Camões e Pessoa, claro, e Nobre, Pessanha, Raul Brandão e Pascoaes. (Coelho, 1978:5)
Portanto, o sentimento da distância, do ser ilhéu, da curiosidade cultural, de ir sempre além da linha imaginária do horizonte; liberdade, o combate às injustiças sociais, o trabalho pela escrita, são modos de viver a viagem escolhidos por Castro e Nemésio que não se esqueceram das suas origens.
80