2. HAVAYOLU ENDÜSTRİSİNDE PLANLAMA ve ÇİZELGELEME
2.1. Uçuş Tarifesinin Tasarımı
2.1.2. Matematiksel model açısından serim yapısı
Um dos aspectos que merecem bastante importância quando se fala sobre teorias de interpretação no Direito Tributário, em especial a teoria da consideração econômica, é saber qual embasamento teórico está por trás de cada uma delas, o que levou a uma virada de posição em se tratando de concepções interpretativas e o porquê da assunção de uma determinada posição.
As três correntes jurídicas básicas que giram em torno da interpretação do Direito tributário são a jurisprudência dos conceitos, jurisprudência dos interesses e jurisprudência dos valores, assim, em ordem de aparecimento.
A jurisprudência dos conceitos está ligada a uma interpretação mais formalista e conceptualista. Para Aldemario Araujo Castro,
a corrente da interpretação vinculada à jurisprudência dos conceitos é historicamente relacionada com o Estado liberal e o individualismo extremado nele consagrado. Atribui importância crucial ao manejo formal dos conceitos e categorias jurídicas como representativos da realidade social. 128
No mesmo sentido, Ricardo Lobo Torres, assevera
A interpretação fundada na jurisprudência dos conceitos parte da crença de que os conceitos e as categorias jurídicas expressam plenamente a realidade social e econômica subjacente à norma, de modo que ao intérprete não cabe se preocupar com os dados empíricos. Aparece muita vez como interpretação sistemática ou lógico-sistemática, segundo a qual os conceitos e institutos
127 A título de exemplo colacionamos o seguinte entendimento jurisprudencial: STJ - REsp: 610893 CE
2003/0208219-6, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento: 01/06/2004, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 28/06/2004 p. 207.
128 CASTRO, Aldemario Araujo. Norma geral antielisiva. Constitucionalidade e outros aspectos
constitucionais relevantes. In: PEIXOTO, Marcelo Magalhães. Planejamento tributário. São Paulo: Quartier Latin, 2004, p. 377.
devem ser compreendidos em consonância com o lugar que ocupam ou com o sistema de que promanam.(...) Corresponde historicamente ao apogeu do Estado liberal, que cultiva o individualismo possessivo. 129
Não é outra a ideia de Sergio André Rocha, que ao tratar da jurisprudência dos
conceitos, assim assevera “ é possível compreender a jurisprudência dos conceitos como
uma doutrina formalista, segundo a qual a atividade de interpretação/aplicação do Direito dar-se-ia de forma lógico-dedutiva(...)”.130
Sobre o assunto, Kelsen já havia se manifestado,
A ideia de que é possível, através de uma interpretação simplesmente cognoscitiva, obter direito novo, é fundamento da jurisprudência dos conceitos, que é repudiada pela Teoria Pura do Direito. A interpretação simplesmente cognoscitiva da ciência jurídica também é, portanto, incapaz de colmatar as pretensas lacunas do Direito.131
Um dos maiores expoentes dessa teoria foi Friedrich Puchta, que pensou a jurisprudência dos conceitos com base em uma estrutura em forma de pirâmide, onde os conceitos inferiores se legitimam nos superiores, até chegar ao conceito maior que viria da filosofia.
A jurisprudência dos conceitos cedeu lugar como corrente doutrinária dominante à jurisprudência dos interesses, a qual deu origem, no campo da fiscalidade, à teoria da consideração econômica, já comentada por nós no item anterior.
O maior nome da teoria da jurisprudência dos interesses está em Rudolf von Ihering e Philipp Heck, os quais ligaram essa corrente doutrinária aos fins sociais do Direito. A crítica que os partidários da jurisprudência dos interesses faziam aos conceptualistas era de que nesta última o papel do juiz era limitado à subsumir o caso ao conceito jurídico. Não haveria, portanto, atividade criadora.
129 TORRES, Ricardo Lobo. Planejamento tributário. Elisão abusiva e evasão fiscal. Rio de Janeiro: Elsevier,
2013, p.12.
130 ROCHA, Sergio André. Evolução histórica da teoria hermenêutica: do formalismo do século XVIII ao
pós-positivismo. In: ELALI, André, MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito, TRENNEPOHL, Terence. (Coord.)
Direito tributário. Uma homenagem a Hugo de Brito Machado. São Paulo: Quartier Latin, 2011, p. 171. 131 KELSEN, Hans, op.cit., , p. 395.
A jurisprudência dos interesses teve esse nome porque, segundo Sergio André
Rocha, “ a interpretação jurídica deveria transcender o direito positivo, sendo integrada
pela noção de interesse, corporificando a denominada jurisprudência dos interesses”.132
Segundo entendimento de Ricardo Lobo Torres, são as teses principais dessa corrente doutrinária a autonomia do Direito tributário frente ao direito positivo, possibilidade de analogia, preeminência da capacidade contributiva sacada diretamente dos fatos sociais e a função criadora do juiz. Historicamente, preleciona o autor, corresponde ao período do Estado do bem-estar social. 133
Superando posições extremadas de uma e outra correntes, a jurisprudência dos valores trouxe uma nova concepção de interpretação do Direito tributário, mais aberta e transparente, na qual os princípios adquirem condição de normas jurídicas.
Aldemario Araujo Castro preleciona que é essa a atual quadra histórica de interpretação do Direito tributário (...) onde a transparência assume um dos principais vetores de tratamento ou relacionamento na sociedade de riscos (Estado subsidiário), notadamente na nova insegurança a ser enfrentada pelos mecanismos institucionalizados de solidariedade social e de grupo (...). Sustenta ainda o autor que nessa nova concepção, há espaço para a ponderação ou convivência entre a capacidade contributiva e a legalidade, cujo exemplo mais notório dessa convivência seja a norma geral antielisiva.
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Os maiores nomes que influenciaram essa nova teoria foram Gustavo Radbruch, Karl Larentz e John Rawls. É jurisprudência dos valores pois voltada à realização de valores, isto é, impõe uma interpretação jurídica que não se limita ao direito positivo, impondo assim uma ponderação de valores extrajurídicos.
O conhecimento dessas três correntes básicas de interpretação do Direito Tributário é importante na medida em que se nota toda uma evolução de pensamento acerca do modo de se pensar esse ramo do direito público e também o porquê de certas correntes de pensamento terem surgido, como, por exemplo, a consideração econômica e as normas antielisivas.
132 GUERRA, Sergio André, op. cit., p.181. 133 TORRES, Ricardo Lobo, op. cit., p. 13.