1. BÖLÜM
2.9. Matematik Öğretiminde EleĢtirel DüĢünme
O Moodle é um software livre de código aberto criado pelo educador e cientista da computação Martin Dougiamas, em 2001. A palavra MOODLE é o acrônimo de Modular Object-OrientedDynamic Learning Environment (Ambiente de Aprendizagem Dinâmico Orientado a Objetos). Na página oficial do Moodle8, o sistema é descrito da seguinte maneira:
O que é o Moodle?
O foco do projeto Moodle é sempre a disponibilizar aos educadores as melhores ferramentas para gerenciar e promover a aprendizagem, mas há muitas maneiras de se utilizar o Moodle:
x O Moodle possui características que lhe permitem usabilidade em grande escala para centenas de milhares de estudantes,
mas também pode ser usado para uma escola primária ou um entusiasta da educação.
x Muitas instituições utilizam como plataforma para realização de cursos totalmente on-line, enquanto outros simplesmente usam como contato em seus cursos (conhecido como blendedlearning).
x Muitos de nossos usuários gostam de usar os módulos de atividade (como fóruns, wikis e bancos de dados) para construir comunidades amplamente colaborativas de aprendizagem em torno de seu tema (na tradição construcionista social), enquanto outros preferem utilizar o Moodle como um meio de fornecer conteúdo aos alunos (tais como pacotes padrão SCORM9) e avaliar a aprendizagem utilizando tarefas ou testes.
Enfim, essa descrição evidencia o caráter altamente flexível desse sistema que atende a uma gama muito variada em termos de quantidade de usuários e serve a propósitos distintos de uso. O Moodle, assim como outros sistemas LMS, foi desenvolvido para promover modelos construtivistas de ensino e aprendizagem, que tem a participação e interação social como elementos constitutivo do processo educativo. No entanto, essa possibilidade depende do uso que se faz de tal sistema.
Esta observação pretende realçar que qualquer plataforma pode basear-se em determinados princípios e ser utilizada na valorização de outros opostos, sendo não a tecnologia mas as formas da sua utilização, nomeadamente na interacção e construção social e cognitiva das aprendizagens que definem o ambiente.
A Moodle é uma plataforma que pode facilmente ser montada ou organizada em torno de um conjunto de ferramentas de cariz construtivista ou utilizada segundo um modelo mais tradicional de sebenta eletrônica ou “dispensário de informação” sem qualquer semelhança com os ambientes de aprendizagem construtivistas no lastro dos conceitos atuais de construtivismo.” (VALENTE et al, 2009).
Nesse ponto reside a principal preocupação em torno do uso dos ambientes virtuais de aprendizagem e de qualquer outro recurso tecnológico
9SCORM (Sharable Content Object Reference Model). Em português: modelo de referência para compartilhamento de objetos e conteúdos.
comunicativo. Na medida em que a qualidade da comunicação ou da ação educativa não se encerra na tecnologia em si mesma, ela é apenas meio; a qualidade depende sim dos objetivos, métodos e fundamentos teóricos, bem como da ideologia por trás de todas as ações. Por isso, a importância de trazermos para o âmbito dessa pesquisa a força de um referencial como a Teoria da Ação Comunicativa, pois ela se ocupa do processo comunicativo de acordo com uma lógica diferente da técnico- instrumental vigente. Nesse sentido, se revela mais promissora para cumprir com os propósitos educativos e formativos das comunidades virtuais de aprendizagem.
Outro aspecto favorável ao uso do Moodle e das aplicações web 2.0 em sala de aula e nas comunidades virtuais de aprendizagem é a sua compatibilidade com os princípios teóricos mais elevados da educação como a visão construtivista do ensino, a valorização das interações sociais e do diálogo, a abordagem centrada no aluno, na qual este participa ativamente do processo de aprendizagem; a possibilidade do professor atuar como mediador nesse processo, sem perder a sua importância na construção do conhecimento.
Dessa maneira, acreditamos que ao propor a possibilidade do agir comunicativo nas interações virtuais de professores da área de ciências em processo de formação inicial e continuada, estamos colaborando para a iniciação de tais professores nesse universo da cultura digital, evidenciando o potencial que tais recursos podem ter para o ensino de ciências. Todavia o propomos numa perspectiva diferente daquela instrumental que usa a tecnologia para legitimar práticas pedagógicas estabelecidas. Na verdade, pretendemos nos apropriar de tais recursos tecnológicos guiados por uma lógica diferente, ou seja, pela racionalidade comunicativa, que rompe com a perspectiva meramente técnica e instrumental da ciência, que implica na construção de uma visão distorcida de ciência. Essa nova racionalidade se constrói pela via da comunicação, pela linguagem orientada para o entendimento entre sujeitos falantes. Trata-se de uma perspectiva participativa, dialógica, inclusiva e interativa, que se compromete com a formação de indivíduos comunicativamente competentes, questionadores e atuantes. Uma perspectiva que não considera a ciência dissociada dos cenários social, econômico, político e histórico, aos quais influencia e é influenciada. Uma ciência que por se situar num cenário mais amplo e complexo não se isola e nem foge do diálogo com outras
áreas do saber e, portanto, tem um caráter eminentemente interdisciplinar (dialógico e interativo).
Nesse sentido, vemos uma possibilidade de convergência entre a lógica comunicativa das tecnologias web 2.0 e a teoria do agir comunicativo. Entretanto, é preciso muita clareza para não confundirmos uma com a outra, pois ambas tem na comunicação o seu fundamento, mas podem servir a propósitos e racionalidades diferentes. É aqui que entra a perspectiva crítica no processo educativo, pois está sempre problematizando a formação do aluno ou do professor e buscando as ideias e valores mais profundos de tal formação, bem como de suas implicações a médio e longo prazo. Além disso, é preciso atentar para a coerência entre discurso e prática, pois o que acontece muitas vezes é a incorporação de um discurso libertário e democrático sufocado por uma prática instrumental e opressora dos indivíduos.
Mühl (2003) chama a atenção para tais aspectos quando afirma que O grande limite, no entanto, das teorias neopragmáticas e pós- modernas, no entendimento de Habermas, é a sua vinculação ao paradigma da consciência ou à filosofia do sujeito, apesar de todo o esforço que desenvolveram para dele se desvencilharem; negam o sujeito, mas, ao mesmo tempo, apelam a ele como referencial diferenciador entre o lógico e o retórico; fazem afirmações e não admitem a possibilidade de fazê-las.
[...]
Com essa atitude, tornam-se quase imunes às críticas das interpretações correntes e se dão o direito de sempre dizerem a última palavra sob a alegação de que o oponente não entendeu adequadamente o sentido e cometeu deslize categorial. Para Habermas, essas teorias não apresentam saídas para suas ambiguidades.
[...]
Contra essa postura derrotista cabe reagir com a reabilitação de uma ideia de razão – e de educação – que seja capaz de evitar os traços totalitários de uma razão instrumental, pragmatista e sistêmica ou os traços de uma razão inclusiva que tudo incorpora de forma indiferenciada e que triunfa como uma razão unitária acima de todas as diferenças. Essa saída Habermas busca na teoria da racionalidade comunicativa, que supera a visão de uma pedagogia baseada em uma subjetividade solipsista, autorreferente, encontrando no campo das interações comunicativas as condições de possibilidade para fundamentar um projeto educativo crítico e emancipador. (MÜHL, 2003, p. 257 e 258)
Essa ideia expressa com muita clareza o cenário de embate entre a racionalidade instrumental e a comunicativa no âmbito das instituições de ensino básico e superior, que são locais de formação e atuação profissional dos professores. Nossa posição nesse embate é colocada em defesa da ação comunicativa, ainda que para ampliá-la e viabilizá-la tenhamos que lançar mão de recursos desenvolvidos e apropriados pela própria razão instrumental, que subjaz ao desenvolvimento científico e tecnológico na sociedade pós-moderna.
Antes de encerrarmos esse capítulo, convém apresentar algumas características e funcionalidades da plataforma Moodle.
No que diz respeito aos recursos, o Moodle é composto por algumas atividades pré-instaladas, que podem ou não ser utilizadas pelos usuários, conforme seus interesses e necessidade. São elas:
x Avaliação do Curso x Chat x Diálogo x Diário x Fórum x Glossário x Lição x Pesquisa de Opinião
x Questionário - com questões de diversos tipos (escolha múltipla, verdadeiro ou falso, resposta curta, comparação).
x SCORM. É um formato de arquivo comum a diversos sistemas LMS, que permite a importação e exportação de cursos entre eles.
x Tarefa - atividade proposta pelo professor/formador aos alunos x Trabalho com Revisão
x Livro.
Além disso, o sistema inclui recursos como blogs, wikis, e permite a criação de links para páginas externas ao ambiente, a incorporação de vídeos da internet no ambiente, o compartilhamento de arquivos, a criação de bases de dados, calendários gerais e específicos, a criação de feeds de notícias e, principalmente, a instalação de módulos externos para a realização de tarefas específicas. Por se
tratar de um sistema com vários usuários com perfis diferentes, ele permite ao administrador conceder certos privilégios a determinados usuários como, por exemplo, a permissão para criar cursos ou editar e customizar as páginas do ambiente, inserir novas atividades, dentre outras.
4 Metodologia
Antes de apresentarmos os princípios metodológicos adotados pelo pesquisador nessa investigação, convém caracterizar o campo de pesquisa, o objeto da investigação e outros aspectos relevantes necessários para a compreensão do contexto da pesquisa, bem como das escolhas metodológicas do pesquisador.