BÖLÜM 3 TÜREV ARAÇLAR VE DENETİMLERİ
3.7. TÜREV ARAÇLARIN MANİPÜLASYONU
3.7.1. Manipülasyonun Kavramsal Çerçevesi
Para compreender como as políticas educacionais se manifestam no processo e na execução do projeto pedagógico das escolas, faz-se necessário compreender o que é um Projeto Político Pedagógico (PPP).
Nessa perspectiva, cabe destacar que, por projeto, pode-se entender aquilo que se tem intenção de realizar, planejar algo, lançar-se para diante uma ideia com base na realidade existente, para o alcance de algo possível.
Segundo Gadotti (apud VEIGA, 1995), todo projeto representa uma ruptura, pois:
Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de estabilidade e buscar uma nova instabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (VEIGA, 1995, p. 12).
Conforme proposto pelo autor acima, o projeto admite romper com algo que já está estabelecido e isso, muitas vezes, acaba criando desconforto e instabilidades dentro da equipe. No caso de uma escola, a construção do projeto pedagógico que se pretenda democrático e participativo vai gerar conflitos entre os participantes da construção do projeto. Entretanto, esses conflitos podem gerar mudanças.
Veiga (1995) define o projeto político pedagógico como:
[…] um instrumento de trabalho que mostra o que vai ser feito, quando, de que maneira, por quem para chegar a que resultados. Além disso, explicita uma filosofia e harmoniza as diretrizes da
educação nacional com a realidade da escola, traduzindo sua autonomia e definindo seu compromisso com a clientela. É a valorização da identidade da escola e um chamamento à responsabilidade dos agentes com as racionalidades interna e externa. Esta ideia implica a necessidade de uma relação contratual, isto é, o projeto deve ser aceito por todos os envolvidos, daí a importância de que seja elaborado participativa e democraticamente. (VEIGA, 1995, p. 110).
A autora define o projeto pedagógico como um ato político, argumentando que toda ação pedagógica envolve intencionalidade. Ao mesmo tempo, o projeto é político por estar dentro de um espaço de sucessivas discussões e decisões. A participação de todos os envolvidos no projeto político pedagógico da escola, as resistências, os conflitos, as divergências são atos extremamente políticos.
No presente trabalho, decidiu-se manter a expressão projeto político pedagógico, embora as Diretrizes para o trabalho Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Paulista-SP utilizem o termo projeto pedagógico; no entanto, as escolas continuam utilizando o termo projeto político-pedagógico.
Pensar a organização do trabalho pedagógico da escola em sua totalidade tem por finalidade prática buscar a melhoria da qualidade de ensino. A escola é o foco de concepção, execução e avaliação do PPP, tanto em nível macro, da escola como um todo, quanto em nível micro, em cada sala de aula (LIMA, 2008). Romão e Gadotti apresentam uma concepção do PPP como instrumento direcionador eficiente e eficaz das ações na escola (apud Padilha, 2005):
É preciso entender o projeto político pedagógico da escola como um situar-se num horizonte de possibilidades na caminhada, no cotidiano, imprimindo uma direção que se deriva de respostas a um feixe de indagações tais como: que educação se quer e que tipo de cidadão se deseja, para que projeto de sociedade? A direção se fará ao se entender e se propor uma organização que se funda no entendimento compartilhado dos professores, dos alunos e demais interessados em educação. (PADILHA, 2005, p. 44).
O PPP deveria estar presente no cotidiano da escola como documento norteador das práticas educativas, sendo sempre retomado, quando houver a necessidade de se repensar a escola e suas práticas.
Para Veiga (1998), a construção do projeto político pedagógico é momento de reflexão que sempre deve ser retomado, pois, ao se traçar objetivos, eles sempre são passíveis de mudanças.
Para que o PPP tenha êxito e não se torne mais uma exigência legal a ser cumprida pela escola, a participação da comunidade escolar na elaboração e execução é fundamental, pois onde experiências e vivências diferentes se comunicam, as possibilidades de avanços e de transformações reais são muito maiores.
Ao se tentar realizar a construção coletiva de projetos político- pedagógicos, não, raras vezes, os sujeitos se esbarram em algumas dificuldades, o que leva escolas a optarem pelos processos menos complexos, utilizando-se de recursos já existentes, copiando modelos prontos ou se limitando a realizar o PPP com a colaboração de pequenos grupos.
Na elaboração do projeto político pedagógico, sempre é necessária a análise do contexto externo da escola para melhor compreensão de influências históricas, culturais e sociais.
Nesse sentido, Sousa (1998 p. 137-138) destaca questões muito importantes que devem estar presentes e respondidas pelo coletivo que está trabalhando na elaboração do PPP:
Historicamente, que visões de mundo têm orientado a práxis pedagógica dos nossos sistemas educacionais?
Que paradigma social tem sido reproduzido ou emergido de nossas práticas escolares cotidianas e como construir a identidade da escola?
Que concepção de homem está implícita ao processo educativo do qual participamos e que propostas temos, para construir o projeto político pedagógico de nossa escola?
Que pressupostos e implicações políticos- pedagógicas levantamos a cerca do ato educativo e como mudar as atuais perspectivas do gerenciamento escolar?
Que elementos concebemos como importantes na construção do projeto político pedagógico de nossa escola?
Assim, a complexidade presente na elaboração do PPP é enfatizada por todos os autores que se ocuparam do tema.