3. YAPI ÜRETİMİNDE OLUŞAN MALİYETLER
4.9 Maliyet Tahminini Etkileyen Faktörler
7. Lhe fazes dominar (a) ele nos trabalhos das mãos tuas:
tudo colocaste sob pés dele.
O Sl 8,7 começa com o imperfeito do hifil maxal “dominar”, “dar domínio”, “dar controle sobre”.557 No hebraico, este tronco hifil acusa a ação de outro autor.558
Quer dizer que, na lógica da poesia, o mesmo que “coroa” o rei (v.6), é o mesmo que lhe faz “governar” nos “trabalhos das mãos daquele que coroa” (v.6-7).
O verbo maxal é importante em nosso texto (Sl 8,7); dele derivam substantivos relacionados ao âmbito de “domínio”, “mando”, “reino”, “governo”.559 No Sl 8, a raiz
mxl possui um sentido de domínio político/real. Veja que em Gn 37,8 o tronco relaciona “governo/domínio” com “rei/senhor”. Confira também (Js 12,2; Jz 8,22-23; 9,2; Jr 30,21; Ez 19,11). Tal domínio, segundo a raiz verbal (2Cr 7,18; 23,20) pode cingir um sentido geográfico nacional (Dt 15,16; Gn 45,8.26) e/ou internacional, para identificar hegemonia sobre adversários políticos estrangeiros (Sl 106,41).
Se o TM utiliza a raiz maxal “dominar” (Sl 8,7), na LXX (Sl 8,7) se apresenta o verbo kaqi,sthmi “por embaixo”, “trazer em baixo”, “derrubar”, “ordenar”, “estabelecer”.560 O fato o assemelha ao sentido do TM, onde maxal pode ser estudado à
luz de outros verbos semelhantes que possuem indícios de comando. Um exemplo está localizado em Gn 1,26: radah “dominar”, “administrar”.561
Interessa perceber que o verbo radah “dominar”, “administrar” em Gn 1,26, pode ser analisado, não desde as relações hegemônicas, senão a partir de afinidades harmoniosas com a natureza. No texto, o consumo da carne (a morte do animal) está excluído da alimentação humana, a qual deveria ser a base de vegetais (Gn 1,11-12). Não há direito, porém, sobre aquilo que foi criado no quinto dia (peixes e aves; Gn
557 David J. A. Clines, The Concise Dictionary of Classical Hebrew, p.250.
558 Thomas Lambdin, Gramática do hebraico bíblico, São Paulo, Paulus, 2003, p.256.
559 J. A. Soggin, maxal “dominar”, em Diccionario teológico manual del Antiguo Testamento, vol.1,
p.1266.
560 Henry George Liddell e Henry Robert Scott, Greek-English Lexicon, p.340.
561 Ludwig Koehler e Walter Baumgartner, Lexicon in Veteris Testamenti Libros: a Dictionary of the
1,20), nem no sexto dia (animais; Gn 1,24).562 A afirmação encontra apoio no segundo relato da criação onde a tarefa do ser humano é cultivar a terra (Gn 2,15). Nesse enfoque (Gn 1,26), o vínculo amistoso que deveria existir entre seres humanos e animais fica explícito no fato de que ambos foram criados no mesmo dia! (Gn 1,25-26).
Considero que o verbo radah “dominar”, “administrar” (Gn 1,26) pode ser diferenciado do verbo maxal no caso do Sl 8,7. Pela forma e conteúdo do Sl 8, maxal reflete o anseio possessivo da corte em relação à natureza, aos próprios súditos, e aos outros povos.563 Na sociedade veterotestamentária, o rei controla grande parte da economia e dos dinamismos sociais.564 (Sl 2,7-12; 72,8-11; 1Rs 5,4; Sl 110,2; 72,8).
Nesta altura da análise podemos abordar o assunto das frases: “Lhe fazes dominar (a) ele nos trabalhos das mãos tuas”, “Tudo colocaste sob pés dele” (Sl 8,6). A ideia do domínio no Sl 8 fala do “governo” do rei e sua preponderância tanto geográfica quanto sócio-política.
O substantivo ma‘axeh “trabalho” (Sl 8,6) também é localizado no v.4. Em um primeiro momento é utilizado para falar do “trabalho do dedo de Javé” (v.4) e numa segunda ocasião para se referir ao “trabalho das suas mãos” (v.7), que o “rei” deveria de preservar. Esse ser humano “coroado” (Sl 8,6) estaria chamado a “servir” e não “ser servido”.
O Sl 72 encaixa com a ideologia regia oriental tratando da esperança na monarquia. A cada nova coroação, a comunidade dos ’ebyonim “oprimidos” (v.2-3.12- 13) aguarda uma “transfiguração” davídica: a esperança de que o novo rei governe segundo a justiça de Javé. Observo que o mesmo Salmo também inclui no “governo” do rei, a preservação da natureza. Ou seja: expressões como “chuva sobre a erva” (v.6), “chuvisco que irriga a terra” (v.6), “abundância de trigo pelo campo”, “flores e frutos”, “erva da terra” (v.16), “raças de toda a terra” (v.17); e além do mais, as menções a: “montanhas” e “colina” (v.3), “sol” e “lua” (v.5), “mar e rio” (v.8), “animais” (v.9) e
562 Milton Schwantes, Projetos de esperança: meditações sobre Gênesis 1-11, p.46. 563 Milton Schwantes, Projetos de esperança: meditações sobre Gênesis 1-11, p.46.
564 Eduardo Gaspar, El poder político y el poder económico según el Antiguo Testamento leído desde la
“terra” (v.16.20), fazem pensar numa totalidade harmoniosa. A preservação da vida humana é coesa com a preservação do meio ambiente e a gente da roça o sabe muito bem!
Contudo, a realidade do Sl 8 é outra. A próxima frase do v.7, que fala do domínio político, corrobora com nossa interpretação: “tudo o colocaste sob os pés dele” (v.7). A palavra hebraica kol com o qual inicia a segunda frase do Sl 8,7 tem o sentido de “totalidade”, “tudo”, “cada um”, “qualquer”.565 Expressa, no Sl 8,7, o significado de
“todas as coisas criadas”566 (Sl 103,19; 146,6; 24,1; 96,1). Quer dizer que o anseio da
realeza não exclui nada da atmosfera do seu domínio. Imediatamente, o verbo xit “colocar”, “pôr”, “estabelecer”567, que se utiliza em expressões antropológicas alusivas
à corporeidade humana,568 nos localiza no alvo da pretensão real: ter tudo, na forma de tapete, abaixo seus pés (Sl 110,1; 21,3.6; 132,11). Isso encontra sentido no cabeçalho do Sl 8,2.10 que, sem acreditar na proposta de reis humanos, promove a realeza de Javé (Ex 15,18; Nm 23,21; 1Sm 8,7; 12,12).
O Sl 8 possui um interessante enigma: dir-se-ia que o texto não fala explicitamente do soberano; que pelo contrário, a poesia democratiza a imagem real; pois a dominação sobre as pessoas parece excluída. Mas, a realeza, no texto, é como um bolo irrepartível. O despotismo cortesão fica explícito no corpo e cadáver dos animais oprimidos abaixo dos pés do monarca.569
Pode-se concluir, que o terror à natureza e o terror às pessoas, se encontram, no Sl 8, em formas papalelas. Afinal, como foi dito, há uma “despercebida” teologia no Primeiro Testamento que harmoniza a relação entre seres humanos e animais. Qual é a situação do mundo animal segundo o Sl 8? Vejamo-lo na continuação.
565 Acir Raymann, Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p.101.
566 H. Riggren, kol “totalidade”, em Theological dictionary of the Old Testament, vol.7, p.137. 567 William L. Holladay, Léxico hebraico e aramaico do Antigo Testamento, p.523.
568 G. Vanoni, xit “colocar”, em Theological dictionary of the Old Testament, vol.14, p.653.
569 Milton Schwantes, “Da boca de Pequeninos...”: enfoques antropológicos, em Estudos Teológicos,