• Sonuç bulunamadı

Mahremi İle Zina Eden Kimsenin Cezası

5. HZ PEYGAMBER (SAV)’İN OLMASI MUHTEMEL SUÇLARA KARŞI EMRETTİĞİ CEZALAR

5.8. Mahremi İle Zina Eden Kimsenin Cezası

Com base na teoria da semiótica da cultura, as funções do texto são comunicativa, criativa e de memória (LÓTMAN, 2000). Portanto, o tesauro de uma área específica tem por funções facilitar a comunicação, gerar sentido e novas ideias a partir dos enunciados de busca, além de preservar o registro da terminologia da área.

Entende-se por terminologia uma linguagem de especialidade, um processo, parte da língua natural, um conjunto de termos de uma área específica gerado pela prática, fonte de interpretação de conceitos e significados (BARROS, 2004; CABRÉ, 1999). Uma disciplina consolida-se quando impõe seus conceitos através de sua denominação (BENVENISTE, 1991), logo, a terminologia é inerente à cultura acadêmica especializada e suas comunicações técnico-científicas (artigos

especializados, livros didáticos, teses, manuais, resenhas), garantindo, assim, o seu domínio e constituindo-se como disciplina. Terminologia pode ser definida como uma disciplina centrada num objeto (as unidades terminológicas), levando em conta as áreas do conhecimento e os contextos em que aparecem (CABRÉ, 2005; SAGER, 1993).

Na área da área da Ciência da Informação, a terminologia fornece princípios metodológicos para a identificação de conceitos e suas designações e para o estabelecimento de relações entre eles, fornecendo referências concretas para o entendimento desses conceitos por meio de instrumentos terminológicos, como dicionários e glossários técnico-científicos. Para a linguagem documentária, a terminologia é o instrumento que busca a produção de sentido num contexto para representá-lo na informação documentária (LIMA, 2004).

Na área da Saúde Pública, a terminologia vem sendo construída a partir das publicações científicas, principalmente dos artigos nos periódicos, da grande área da saúde. Alguns deles, como Lancet, Nature, Science, expoentes da divulgação científica internacional, foram lançados nos séculos XIX e XX e são correntes até hoje. No decorrer do tempo, os periódicos foram se expandindo e se especializando,

caracterizando a “explosão bibliográfica” observada após as grandes guerras

(MEADOWS, 1999). Mais recentemente, as tecnologias de informação e comunicação ampliaram ainda mais as fontes para a formação da terminologia. LE COADIC (1996) comenta que o crescimento da literatura científica obedece a uma lei exponencial e o volume de informação nos faz “duvidar da cordialidade da nova sociedade da

informação” (p.7).

Tradicionalmente, na área da saúde, a alta aplicabilidade dos resultados de pesquisas demanda rapidez na divulgação das informações e, como consequência, sua terminologia se desenvolve constante e rapidamente. Dois vocabulários destacam-se: o tesauro Descritores em Ciência da Saúde (DeCS), mais usado em países da América Latina, e o Medical Subject Headings (MeSH), com maior divulgação internacional. O DeCS (Figura 5) é um vocabulário estruturado, trilíngue, criado pela Bireme para servir como linguagem única na indexação e recuperação de artigos para a base Lilacs e bibliotecas virtuais, com abrangência na América Latina. O DeCS foi desenvolvido

com base no MeSH, da U.S. National Library of Medicine, que será detalhado a seguir por ser um modelo.

Figura 5 – Página para acesso ao DeCS pela internet, 2014

O tesauro MeSH* é o vocabulário controlado da National Library of Medicine (NLM), composto por um conjunto de termos, os descritores, distribuídos numa estrutura hierárquica que permite busca em vários níveis de especificidade. Seus 26.142 descritores estão arranjados também alfabeticamente, além da estrutura hierárquica que os relacionam entre si. Periodicamente, a equipe de especialistas da NLM atualiza o MeSH com a inserção ou modificação dos descritores, contando com a colaboração de pesquisadores e autores por meio de sugestões (NELSON, 2011).

Apesar de trazer no nome a designação de cabeçalho (headings), remetendo às antigas listas de cabeçalhos de assuntos, o MeSH, pelas suas características atuais, pode ser considerado um tesauro. O nome Headings foi mantido no decorrer do tempo, como veremos no breve histórico mais à frente. A palavra mesh em inglês também traz consigo o significado de malha, entrosamento, estrutura entrelaçada, enredada. Na Informática, mesh quer dizer malha, ou qualquer sistema com dois ou mais caminhos em cada interconexão (MICHAELIS, 2005).

Outra observação sobre o MeSH é o grande número de descritores, muito maior que o comumente utilizado nos tesauros. Essa particularidade ocorre devido à quantidade de termos que se acumularam desde seu início, em 1954, com desenvolvimento da ciência.

O MeSH é usado principalmente para indexar as revistas da área biomédica selecionadas para a base MEDLINE/PubMed (5400 títulos) e pode ser consultado eletronicamente no site http://www.nlm.nih.gov/mesh.

A divulgação do MeSH era feita em volumes anuais impressos e acompanhavam a assinatura do Index Medicus. Com a popularização dos microcomputadores nas universidades passou a ser comercializado no suporte de CD Rom nas décadas de 1980 e 1990. Isso veio a facilitar sobremaneira a sua utilização, por permitir a combinação automática de termos e a sincronização direta com a base MEDLINE. Com o advento da internet, o MeSH passou a ficar disponível para consulta online com a característica de uma base de dados e interligado à base de dados MEDLINE. A interface de busca é frequentemente atualizada, buscando a usabilidade e uma construção centrada no usuário. Isso coloca em discussão, segundo ESTRADA (2011), se o tesauro MeSH está evoluindo e tornando-se um topic map, um modelo normalizado de sintaxes de intercâmbio para representar produtos e integrar conceitos em ambientes digitais em conformidade com a organização do conhecimento.

A página do MeSH na internet apresenta uma foto com a imagem de árvores, sendo que sua logomarca também é a imagem de uma árvore (Figuras 6 e 7). Isso representa a estrutura do tesauro com base na estrutura semântica. Cada grande galho da árvore corresponde a uma categoria da saúde e cada um desses galhos se ramificam em termos subordinados tematicamente aos principais. Dessa forma o símbolo escolhido, árvore, remete ao conceito teórico usado para construção do tesauro.

Figura 6 – Página para acesso ao MeSH pela internet, 2011.

Fonte: NLM

Figura 7 – Logomarca do Tesauro MeSH, 2011.

Fonte: NLM

A descrição apresentada, com o apoio da literatura sobre linguagens documentárias, permite-nos concluir que o tesauro MeSH é bastante completo e segue padrões de qualidade. Ele é elogiado por cientistas da computação, como Jim Gray (HEY e col., 2011). Entretanto, não podemos inferir se ele é útil para o usuário e atende o âmago da sua função, que é comunicativa, sem considerar a percepção desse sujeito e a complexidade na área da saúde, que encerra várias dimensões e abordagens, como as questões que envolvem o tema HIV/aids.

Benzer Belgeler