BULGULAR VE YORUMLAR
2. Maddi Yardım ve Bilgi Desteği 3. Takdir Etme Desteği
O caso da interdição de Carmem Silva Lopes34 ocorreu em 1935 e, portanto, posteriormente ao período da Primeira República. Contudo, é relevante a análise do interrogatório do juiz e do exame de sanidade efetuados no caso, para fins de comparação.
34Interdicção de Carmem Silva Lopes-1935 (Cartório de Orphãos). CX01nº6, s/n (Acervo: Arquivo Público de
Fortaleza)
Este processo ocorreu apenas cinco anos após o fim oficial do período da Primeira República e, entre ele e o processo analisado em tópico anterior, há a distância de cerca de doze anos. Ainda estava vigente o Código Civil de 1916, assim como outras legislações mencionadas no capítulo 3, como a Lei de Assistência aos Alienados. Entretanto, nota-se grande diferença, sobretudo em relação ao modo como o exame de sanidade é descrito.
Este, assim como o interrogatório do juiz, apresenta muito mais detalhe e riqueza de informações acerca da pessoa examinada do que qualquer um dos efetuados nos processos anteriormente analisados.
No interrogatório do juiz, constante à fl. 5, inicia-se com as informações de praxe, como a data (4 de janeiro de 1935) e quem estava presente (o Juiz municipal suplente da 2ª Vara em exercício, o escrivão e a examinada). Posteriormente, de modo expresso, são listadas as perguntas que foram feitas à examinada. São algumas destas: “Qual a sua idade? Seu nome? Estado civil? Naturalidade e residência? Em companhia de quem vive? Tem muitos parentes e moram todos aqui? Possui bens de raiz ou dinheiro? Quem os administra?”
Relata-se, nos autos, que a examinada não respondeu a nenhuma das perguntas e que, por esse motivo, e pelo aspecto da mesma, o Juiz entendeu que esta sofria de alienação mental.
Em nenhum dos processos tratados nos tópicos anteriores foram demonstradas as perguntas feitas aos supostos loucos, o que faz disto uma diferença marcante. Também não se tinha relatado a reação ou resposta da pessoa examinada, anteriormente, ainda que, no caso, a resposta tenha sido o silêncio.
Já em relação ao exame médico em si, verifica-se que os médicos nomeados para a realização da perícia foram José Odorico de Morais e Jurandir Picanço. O exame foi realizado na residência da examinada 4 de junho de 1935.
No laudo demonstra-se, inicialmente, um resumo do histórico da paciente, com base no depoimento da família:
Comemorativos: Informam as pessoas da familia que a paciente está doente há 12 anos, mais ou menos; frequentou, inicialmente, a escola primaria aprendendo a ler e escrever com dificuldade, notando-se, desde cedo, falta de entusiasmo e vivacidade proprios da idade; permanecia com o espirito infantil apresentando sinaes de debilidade mental. Há onze anos, mais ou menos, começaram a notar que a examinanda chorava com facilidade, irritava-se por qualquer coisa, sentindo fobias e impressões extravagantes com as quaes muito se preocupava, taes como a de julgar por algum tempo que tinha os pés como os de cavalo, ou aborrecer determinados objetos de casa. Outras vezes, falava excessivamente em assuntos confusos e andava por toda a cada, em agitação psico-motora. Depois foi a pouco e pouco perdendo a iniciativa, a memoria, o raciocínio logico, a afetividade. Dentro de pouco tempo passou a não falar, permanecendo indiferente ao meio e ás pessoas.
Após, passa-se ao “Exame objetivo”:
Exame objetivo: Moça de mediana estatura, tipo mesoestenico, em bom estado de nutrição, vestida cuidadosamente em regular condição de asseio e higiene. Ausencia de defeito físico, paresias ou paralisias. Facies stoleimado, indiferente, com pequenos tiques, rindo, ás vezes inexpressivelmente, sem oferecer ligação psicológica com o meio. A examinanda permaneceu, dirante todo o tempo doe xame, sem pronunciar a menor palavra, não respondendo a nenhuma pergunta do interrogatorio nem dando sinal de atenção, mesmo pela mimica. Não foi possivel, por isso, qualquer prova psicológica, resultando negativa qualquer solicitação. Silencio e indiferença eram o que se obtinha. A paciente limitava-se apenas a executar pequenas ordens como levantar, sentar, levantar um braço, crusar a pernas, fechar os olhos, etc.
Realiza-se uma análise acerca das condições físicas, em um exame somático do qual se chega às seguintes conclusões: “Nada de anormal para os aparelhos. Dentes mal conservados, piorras. Tibialgia e esternalgia. Reflexos tendinosos, vivos. Marcha e equilíbrio, normaes. Catamenios normaes, tendo sido menarca aos 13 anos.
Por fim, quanto ao estado mental, considera-se:
Pelo seu estado mental, vive a examinanda, atualmente, em casa como uma criança grande, quasi sempre indiferente e alheiada, ás vezes, irritadiça, recebendo da familia cuidados de asseio, higiene e toilete, pois, por si própria não toma a paciente as iniciativas necessárias.
Assim, acabaram os médicos peritos por opinar pelo diagnóstico de demência precoce, afirmando que a paciente se mostra em estado de alienação mental completo, restando impossibilitada de gerir sua pessoa e bens.
Portanto, mostra-se notória a mudança tanto no interrogatório do Juiz, quanto no modo de realizar o exame de sanidade, que, pelo menos neste processo em específico, foram descritos minuciosamente.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No presente trabalho, busca-se verificar o tratamento jurídico civil dos alienados, com recorte no período da Primeira República em Fortaleza. Almeja-se compreender como e em que medida era oferecida proteção jurídica cível aos ditos loucos no período, na capital do Estado do Ceará.
Com o auxilio do arcabouço contextual histórico e legislativo, apresentados nos capítulos iniciais, analisaram-se casos concretos da cidade de Fortaleza. Inicia-se com o exame de uma situação interna do Asilo São Vicente de Paula e parte-se para o observação de cinco processos judiciais de “Interdicão”/ Exame de Sanidade da competência do Cartório de “Orphãos”. Busca-se descobrir como a proteção conferida pela legislação de fato se manifesta no caso concreto.
Na análise, é preciso ter cautela para que não sejam feitas conjecturas infundadas. Deve-se resumir aos fatos. Estes são inúmeros. O primeiro relevante é que, mesmo tendo passado bem mais de trezentas pessoas pelo Asilo São Vicente de Paula, são encontrados apenas cinco processos judiciais de interdição. Não se pode dizer que não houve mais, sendo provável que tenham se perdido no tempo, como os prontuários do Asilo, os quais foram incinerados pela direção da Santa Casa. Mas os números não deixam de ser discrepantes.
Quanto aos cincos processos analisados, percebe-se em dois a ocorrência de internamentos independentemente da interdição, de modo que isso poderia justificar o baixo número de processos deste tipo. Como se demonstra, Nina Rodrigues, em livro escrito em 1901, comentou que a interdição, mesmo sendo extremamente lesiva, não era condicionada a processo judicial, nem mesmo o de interdição. Surgem, assim, dúvidas quanto ao limite de internar, quais seriam os requisitos antes da Lei de Assistência de Alienados para se internar alguém no Asilo da Parangaba, e se, até mesmo depois da lei, eram observados os seus preceitos. A falta de documentos e de informações mais precisas impede que, por hora, se alcancem conclusões mais verossímeis.
Segundo, relativamente à própria instituição da curatela para os alienados e o processo de interdição, vê-se claramente a influência das leis vigentes, como esperado, nos casos analisados. Apesar disso, até o caso de Maria José Bezerra (1923), sob a vigência do Código Civil de 1916, são citados poucos artigos das leis vigentes, mesmo sendo os procedimentos uniformes com as mesmas.
O que se conclui, porém, sobretudo no que se refere às disposições acerca de interdição e curatela, é que apesar de serem criadas ferramentas legais para a proteção de
alienados, estas nem sempre são respeitadas e efetivas para este fim. Além disso, em vários dos casos, percebe-se grande preocupação com o patrimônio, mas não tanta com a pessoa do doente mental.
Em nenhum dos casos é possível precisar se houve qualquer interdição injusta, ou curatela errônea, mas há certos atos praticados nos processos que são questionáveis. Por exemplo, é previsto interrogatório a ser feito pelo juiz, mas este muitas vezes não é reduzido a termo no processo, ou não é feito com detalhe, de modo que acaba por nada dizer (no caso Maria José Bezerra, inclusive, o escrivão deixa de reduzir o interrogatório a termo, contra disposição expressa do Código de Processo Civil e Commercial do Estado, simplesmente pela “anormalidade” das respostas da examinada).
Além disso, os exames de sanidade analisados, em sua maioria, são feitos sem detalhe, às vezes não trazendo informações pessoais da pessoa examinada além do nome. Os diagnósticos são vagos, não indicando doenças específicas, muitas vezes apenas asseverando que a pessoa “sofre de alienação mental” ou “possui insanidade mental”. A ausência de um diagnóstico mais completo não é justificada por falta de conhecimento científico da época, afinal, sabe-se que já havia diagnósticos bem mais precisos.
Não há como saber se isso advém de imperícia dos médicos quanto a doenças mentais, ou por qualquer outra razão. De qualquer modo, o resultado é que, pelo processo, acaba não sendo possível inferir praticamente nada sobre as doenças sofridas e seus sintomas. Além disso, a diferença dos exames de sanidade, nos quatro primeiros processos tratados e o último, o qual é cinco anos posterior ao período da Primeira República, é discrepante, sendo este incrivelmente detalhado em comparação. Acaba-se, assim, não sendo possível saber quais comportamentos e sintomas realmente geraram a interdição, até para julgar se esta foi cabível. Por fim, verifica-se que não é possível dizer com certeza que alguma das pessoas dos casos trabalhados foi injustamente interditada ou internada, considerando que a informação transcrita é insuficiente para uma conclusão mais contundente. Todavia, apesar de não se poder apontar falha específica em algum caso do Cartório de Orphãos de Fortaleza ou do Asilo São Vicente de Paula, pode-se afirmar que o sistema apresentado e os procedimentos adotados, do modo como foram feitos, dão, sim, margens a irregularidades. Desse modo, vê- se terem sido, de fato, previstos meios legais de proteção aos alienados, mas que a sua efetividade, mostrou-se bastante questionável, o que foi inclusive criticado inclusive pelos doutrinadores do período.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Cândido Mendes de. (Org.). Ordenações Filipinas: vol. 1 a 5. Rio de Janeiro, 1870. Reprodução fac-símile. Disponível em:
<http://www1.ci.uc.pt/ihti/proj/filipinas/b.htm>. Acesso em: 04 out. 2015.
AUGUSTO, Cristiane Brandão; ORTEGA, Francisco. Nina Rodrigues e a patologização do crime no Brasil. Revista Direito GV, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 221-236, jan./jun. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1808-
24322011000100011&script=sci_arttext>. Acesso em: 04 out. 2015.
BARRETO, Tobias. Menores e loucos em direito criminal. Ed. fac-sim. Brasilia: Senado Federal, Conselho Editorial, 2003. 148p. (História do direito brasileiro 2).
BARSTED, Leila Linhares; HERMANN, Jacqueline. (Coord.). As mulheres e os direitos
civis. Rio de Janeiro: Cepia, 1999. Disponível em: < http://www.cepia.org.br/doc/leis3.pdf>.
Acesso em: 20 nov. 2015.
BELCHIOR, Pedro. Tristes subúrbios: literatura, cidade e memória na experiência de Lima Barreto (1881-1922). 2011. 186 f. Dissertação (Mestrado em História Social) – Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Centro de Estudos Gerais, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2011. Disponível em:
<https://www.academia.edu/11691066/Tristes_sub%C3%BArbios_literatura_cidade_e_mem %C3%B3ria_em_Lima_Barreto>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BEVILÁQUA, Clóvis. Actas dos trabalhos da Commissão Revisora do Projecto de
Codigo Civil Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1901.
BEVILÁQUA, Clóvis. Direito da familia. Recife: Ramiro M. Costa & Filhos, 1903. p. 579- 594. Disponível em: <http://livros01.livrosgratis.com.br/bd000083.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BEVILÁQUA, Clóvis. Projecto de Codigo Civil Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1900. 268 p.
BICALHO, Clóvis Figueiredo Sette; LIMA, Osmar Brina Corrêa. Loucura e prodigalidade à luz do Direito e da Psicanálise. R. Inf. legisl., Brasília, a. 30, n. 118, abr./jun. 1993. p. 363- 388. Disponível em:
<http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/176139/000476788.pdf?sequence=3>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BITAR JUNIOR, Celso; CRIVELLARI, Thiago Fernando. Augusto Teixeira de Freitas. Belo Horizonte: Blog História do Direito Civil, 9 out. 2010. Disponível em:
<http://historiadodireitocivil.blogspot.com.br/2010/10/augusto-teixeira-de-freitas.html>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BONAVIDES, Paulo; ANDRADE, Paes de. História constitucional do Brasil. 6. ed. Brasília: OAB, 2004. 949 p.
BORGES, José Ferreira. Instituições de Medicina Forense. Paris: Casa de J. P. Alliaud, 1832. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=moNhAAAAcAAJ&dq=Lord+Eldon+em+Collinson &source=gbs_navlinks_s>. Acesso em: 14 nov. 2015.
BRASIL. Consolidação das leis civis. 3. ed. aum. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1876. Disponível em: <
https://ia800302.us.archive.org/16/items/ConsolidaoDasLeisCivis/CLC.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2015.
BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 24 de fevereiro de
1891). Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao91.htm>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BRASIL. Decreto nº 1.132, de 22 de dezembro de 1903. Reorganiza a assistencia a alienados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto- 1132-22-dezembro-1903-585004-publicacaooriginal-107902-pl.html>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BRASIL. Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916. Código Civil dos Estados Unidos do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l3071.htm>. Acesso em: 20 nov. 2015.
BRITO, Renata Corrêa. A internação psiquiátrica involuntária e a Lei 10.216/01: reflexões acerca da garantia de proteção aos direitos da pessoa com transtorno mental. 2004. 210 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2004. Disponível em:
<http://thesis.icict.fiocruz.br/pdf/brittorcm.pdf>. Acesso em: 04 out. 2015.
CAMARGO, Raul. Loucos de todo o gênero: critério da incapacidade mental no direito civil. Rio de Janeiro: Jacintho Ribeiro dos Santos, 1921. 141 p.
CASTEL, Robert. A ordem psiquiátrica: a idade de ouro do alienismo. Rio de Janeiro: Graal, 1978.
CEARÁ. Lei nº 1952, de 30 de dezembro de 1921. Código do Processo Civil e Commercial. Ed. Official. Fortaleza: Off. Graf. do Diário do Estado, 1922.
CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão. Diccionario de medicina popular e das sciencias
accessarios: para uso das famílias [...]. Volume 1 (A a F). 6. ed. aum. Paris: A. Roger & F.
Chernoviz, 1890. Disponível em:
<http://www.brasiliana.usp.br/bbd/handle/1918/00756310#page/1/mode/1up>. Acesso em: 04 out. 2015.
CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão. Diccionario de medicina popular e das sciencias
accessarios: para uso das famílias [...]. Volume 2 (G a Z). 6. ed. aum. Paris: A. Roger & F.
Chernoviz, 1890. Disponível em:
<http://www.brasiliana.usp.br/bbd/handle/1918/00756320#page/1/mode/1up>. Acesso em: 04 out. 2015.
COSTA, Jurandir Freire. História da psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro: Garamond, 2007.
DIDONE, André Rubens. A influência das ordenações afonsinas, manoelinas e filipinas na
formação do direito brasileiro do primeiro império: (1822-1831). 2003. 131 f. Tese
(Doutorado) - Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, Universidade do Museu Social Argentino, Buenos Aires, 2003.
FONSECA, R. M. A cultura jurídica brasileira e a questão da codificação civil no século XIX.
Revista da Faculdade de Direito UFPR, Paraná, v. 44, p. 61-76, 2006. Disponível em:
<http://egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/32391-39035-1-PB.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2015.
FOUCAULT, Michel. História da loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 1978. Disponível em:
<http://monoskop.org/images/1/15/Foucault_Michel_Historia_da_loucura_na_idade_classica. pdf>. Acesso em: 15 dez. 2015.
FREITAS, Roberta Kelly Bezerra de. Entre a pobreza e a loucura: o discurso psiquiátrico, o Asilo de Alienados e as Cartas sobre a loucura. (1874 a 1886). 2012. 120 f. Dissertação (Mestrado em História Social) – Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/6137/1/2012- DIS-RKBFREITAS.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2015.
GIRÃO, Raimundo. Pequena história do Ceará. 2. ed. Fortaleza: Editora Instituto do Ceará, 1962. 338 p.
GOMES, Patrícia Regina Mendes Mattos Corrêa. Pensamento e ação de Joaquim Felício
dos Santos: um Projeto de Código Civil Oitocentista. 2014. 233 f. Dissertação (Mestrado em
Direito) – Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: < www.teses.usp.br/teses/.../2/.../diss_patricia_rmmc_gomes_usp_direito.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2015.
GONÇALVES, Monique de Siqueira. A loucura na fronteira entre a medicina e o direito: a elite médica em busca da legitimação socioprofissional nas páginas do Annaes Brasilienses de Medicina (1860-1880). Rev. latinoam. psicopatol. fundam., São Paulo, v. 15, n. 3, p. 575- 589, set. 2012. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-
47142012000300010&script=sci_arttext>. Acesso em: 04 out. 2015.
GUIMARÃES, M. R. C. Chernoviz e os manuais de medicina popular no Império. História,
Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, p. 501-514, maio/ago. 2005.
Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v12n2/16.pdf>. Acesso em: 04 out. 2015. GUIMARAES, M. R. C. Os manuais de medicina popular do Império e as doenças dos escravos: o exemplo do "Chernoviz". Rev. latinoam. psicopatol. fundam., São Paulo , v. 11, n. 4, p. 827-840, dec. 2008 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 47142008000500009&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 04 out. 2015.
MACNISH, Robert. The anatomy of drunkness. 5. ed. New York: G. F. Hopkins & Son, 1835. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=ec5RBwSU5-
EC&pg=PA156&lpg=PA156&dq=collinson+lord+eldon+drunk&source=bl&ots=q7tdHFBB Qt&sig=QEtZlZ71FKNg6lDbcliqM8AbkTQ&hl=en&sa=X&ved=0CBwQ6AEwAGoVChMI 7PPp4tqQyQIVCxuQCh2v_weq#v=onepage&q=collinson lord eldon drunk&f=false>. Acesso em: 14 nov. 2015.
MIRANDA, Pontes de. Parentesco. Volume III. In: ______. Tratado de direito de família. 3. ed. ref. e aum. São Paulo: Max Limonad, 1947.
MOREIRA, Juliano. Notícia sobre a evolução da assistência a alienados no Brasil (1905).
Rev. latinoam. psicopatol. fundam., São Paulo, v. 14, n. 4, p. 728-768, dec. 2011.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 47142011000400012&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 04 out. 2015.
PEREIRA, Mário Eduardo Costa. Morel e a questão da degenerescência. Rev. latinoam.
psicopatol. fundam., São Paulo , v. 11, n. 3, p. 490-496, set. 2008 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 47142008000300012&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 04 out. 2015.
PEREIRA, Mário Eduardo Costa. Pinel: a mania, o tratamento moral e os inícios da
psiquiatria contemporânea. Rev. latinoam. psicopatol. fundam., São Paulo , ano VII, n. 3, p. 113-116, set. 2004 . Disponível em:
<http://www.fundamentalpsychopathology.org/uploads/files/revistas/volume07/n3/pinel_a_m ania_o_tratamento_moral_e_os_inicios_da_psiquiatria_contemporanea.pdf>. Acesso em: 04 out. 2015.
PEREIRA, Rodrigo da Cunha. Direito, amor e sexualidade. Belo Horizonte, [2000]. Disponível em:
<http://www.direitodefamilia.adv.br/2008/artigos_pdf/Rodrigo_da_Cunha/DireitoAmorSexo. pdf>. Acesso em: 04 out. 2015.
PEIXOTO, Antonio Luiz da Silva. Considerações gerais sobre a alienação mental (1837).
Rev. latinoam. psicopatol. fundam., São Paulo , v. 16, n. 4, p. 642-682, dec. 2013.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 47142013000400012&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 04 out. 2015.
PIMENTEL FILHO, José Ernesto. Urbanidade e cultura política: a cidade de Fortaleza e o liberalismo cearense no século XIX. 1. ed. Fortaleza: Casa José de Alencar Programa
Editorial – Edições UFC, 1998, v.1, 200 p.
PINEL, Philippe. Traité médico-philosophique sur l’aliénation mentale, ou la manie. Paris: Chez Richard, Caille, Et Ravier, 1801. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=i3I5Er_8jeQC&printsec=frontcover&hl=pt- BR#v=onepage&q&f;=false>. Acesso em: 15 dez. 2015.
RAATZ, Igor; SANTANNA, Gustavo da Silva. Elementos da história do processo civil
brasileiro: do código de 1939 ao código de 1973. Disponível em:
<http://www.tjrs.jus.br/export/poder_judiciario/historia/memorial_do_poder_judiciario/memo rial_judiciario_gaucho/revista_justica_e_historia/issn_1677-
065x/v9n17n18/ELEMENTOS.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2015.
ROCHA, N. M. D.; TRANQUILLI, A. G; Lepikson, B. B. A Faculdade de Medicina da Bahia no século XIX: a preocupação com aspectos de saúde mental. GMBahia, v. 74, n. 2, p. 103- 126, jul./dez. 2004. Disponível em:
<http://www.gmbahia.ufba.br/adm/arquivos/art_rev_20042.pdf>. Acesso em: 04 out. 2015.
RODRIGUES, Raymundo Nina. A medicina legal no Brasil. Bahia: Bahiana, 1906. 400 p. RODRIGUES, Raimundo Nina. O alienado no Direito Civil Brasileiro. Rio de Janeiro: Guanabara, [1933?].