Gençler Arasında Barış İdealleri, Uluslararası Saygı ve Anlayış Geliştirme Bildirgesi;
1. Maddede ayrımcılık terimi, ırk, renk, cinsiyet, dil, din, siyasal ya da başka bir
Os precursores do tema do envelhecimento e da velhice podem ser identificados desde a Antiguidade, como na própria Bíblia, que apresenta, no Antigo Testamento, as virtudes e o exemplo ou modelo das pessoas de mais idade, consideradas como sinônimo de sabedoria. Entretanto, se verifica um paradoxo com relação à compreensão da velhice, que segue ao longo do pensamento humano, pois ela tanto pode ser considerada como uma etapa de deterioração, como pode significar a existência de novas possibilidades a partir de um processo de preparação anterior a esta fase de vida (FERNADEZ-BALLESTEROS, 2009b).
Os estudos mais científicos sobre a velhice e o envelhecimento iniciaram a partir do século XX, com uma centralidade no âmbito médico e na saúde, a partir da identificação de problemas e de doenças e da busca de alternativas para garantir uma melhor qualidade de vida. Os fundamentos dos campos científicos da gerontologia19 e da geriatria foram estabelecidos especialmente nos anos de 1903 e
1909, por dois grandes estudiosos, Metchnikoff e Nascher20, respectivamente (PAPALÉO NETTO, 2006).
Durante muito tempo, esses três cientistas, Metchnikoff, Nascher e Stanley Hall, tiveram inúmeros desafios na busca de adeptos dessa visão menos pessimista da velhice e mais abrangente do fenômeno do envelhecimento, especialmente junto aos profissionais da medicina. Foi somente em 1930 que Marjory Warren introduziu
19 Foi, em especial depois da Segunda Guerra Mundial, que surgiram as primeiras Associações de
Gerontologia, como a norteamericana Gerontological Society, em 1945, a Associação Internacional de Gerontologia e a Associação Espanhola de Geriatria e Gerontologia, em 1948 (FERNÁNDEZ- BALLESTEROS, 2009b), entre outras, tanto na Europa como na América Latina. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Geriatria (SBG) foi criada em 1961 (PAPALÉO NETTO, 2006) e a Associação Nacional de Gerontologia foi criada no ano de 1987 (BULLA, 2002).
20 Este cientista foi, também, o fundador da Sociedade de Geriatria de Nova York, em 1912. Também
merece destaque, nessa época, o psicólogo G. Stanley Hall, que publicou, em 1922, o Senescensel lhe Last Half of Life, procurando provar, a partir de distintas evidências, que as pessoas idosas possuíam capacidades que até então não eram consideradas e que a velhice não significava somente o inverso à adolescência (PAPALÉO NETTO, 2006).
o conceito de geriatria e possibilitou a implementação de ações de avaliação geriátrica especializada, sendo pioneira no processo de avaliação multidimensional e da interdisciplinaridade. Posteriormente, muitos outros trabalhos e estudos surgiram, possibilitando o reconhecimento da gerontologia como uma área de conhecimento científico ou a chamada ciência do envelhecimento, reconhecida pelas autoridades e pela comunidade científica (PAPALÉO NETTO, 2006).
Esta ciência apresenta três ramificações ou disciplinas médicas e não médicas, que permitem o estudo do fenômeno do envelhecimento e da velhice a partir de uma ótica interdisciplinar. A Gerontologia Social refere-se a aspectos sociais, econômicos, legais, éticos, ambientais, antropológicos, psicológicos, politicas de saúde, etc. Como esclarece Neri (2006), ela se ocupa, também, de temas como as atitudes, as políticas sociais e públicas, formas de gestão da velhice nas instituições, índices de bem-estar das populações, redes de suporte social, entre outros. A Geriatria possui uma estreita ligação com as disciplinas da área médica e está relacionada com aspectos preventivos e curativos de atenção à saúde. A Gerontologia Biomédica é responsável pelo estudo de fenômenos do ponto de vista molecular do envelhecimento (como e por que envelhecemos), e de estudos populacionais e prevenção de “doenças associadas” (PAPALÉO NETTO, 2006).
A palavra gerontologia procede do vocabulário grego geron ou gerontos/es que significa os “mais velhos” ou os “mais notáveis” do povo grego, e o termo logos, logia ou tratado, significa “grupo de conhecedores”. Etimologicamente, pode-se dizer que a gerontologia consiste numa “disciplina” que se ocupa do estudo e do conhecimento dos mais velhos, sendo a gerontologia social uma “especialidade” que trata eminentemente dos aspectos sociais da velhice (FERNÁNDEZ- BALLESTEROS, 2009b).
Neri (2006) ressalta que o Serviço Social do Comércio (SESC) teve uma grande importância na constituição da Gerontologia Social no Brasil, a partir dos anos de 1960, através da realização das primeiras atividades, os centros de convivência21 e os cursos de preparação para a aposentadoria. Posteriormente, a entidade enviou profissionais para aprender os fundamentos das Universidades de Terceira Idade que se estabeleciam em Tolouse, na França. Baseado na ideologia do movimento francês, o SESC implantou o “Movimento Tempus”, com atividades de lazer
baseadas na Teoria da Atividade, contribuindo para a formação de recursos humanos no Brasil e a criação da categoria social Terceira Idade.
A partir de 1970, o processo de formação de recursos humanos, que até então era desenvolvido pelo SESC, em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, passa a ser desenvolvido pelas Universidades. O processo de internacionalização da geriatria e da gerontologia também foi muito influenciado pela criação do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da PUC do Rio Grande do Sul, através de um convênio celebrado entre o Brasil e o Japão, no ano de 1973. A partir dos anos de 1980 foram sendo criados cursos de especialização, mestrados e doutorados, em Geriatria e Gerontologia, e Universidades de Terceira Idade, em vários estados do País. Destaca-se o Curso de Especialização em Gerontologia Social desenvolvido a partir da Faculdade de Serviço Social da PUCRS22, de caráter interdisciplinar, que formou profissionais de diversas áreas para o ensino, a pesquisa e a extensão na área da Gerontologia Social (BULLA, 2002).
O objeto de estudo da gerontologia social é tanto o envelhecimento (processo), a velhice (estado) ou o velho (condições específicas da pessoa). Ela possui um caráter biopsicossocial, por requerer um âmbito amplo de conhecimentos da biologia, da psicologia e da sociologia, além de se constituir como interventiva, na medida em que visa a melhora das condições de vida das pessoas idosas (FERNÁNDEZ-BALLESTEROS, 2009b).
Como salienta Roso (2006), a Gerontologia permite estabelecer a interação do indivíduo com o meio ambiente, de forma simultânea, englobando três espaços: o micro espaço, com que somente a pessoa se relaciona (cama, cadeira, computador, etc); o médio espaço (o seu lar, sua casa, com todas suas peças, que também podem ser utilizadas por outras pessoas); o macro espaço (plano maior), que é a comunidade onde vive (a cidade, a rua, a praça, o edifício, etc).
Identifica-se uma controvérsia com relação ao caráter inter ou multidisciplinar da Gerontologia Social. Alguns autores, como Martins de Sá (1999), compreendem que a Gerontologia Social se constitui como interdisciplinar a partir de sua própria gênese, assim como o fundamento da produção do saber e da ação interventiva. Papaléo Netto (2006) salienta que a Gerontologia, enquanto uma “disciplina
22 Coordenado pelo Professor da Faculdade de Serviço Social, Dr. Silvio Henrique Filippozzi Lafin,
este curso teve mais de dez anos de existência e formou alunos de vários municípios do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros (BULLA, 2002).
científica”, apresenta um caráter multi e interdisciplinar, devido às suas finalidades de estudar o processo de envelhecimento e suas características biopsicossociais, as características da velhice (fase final do ciclo vital) e das pessoas idosas.
Para Fernández-Ballesteros (2009b) a característica essencial da gerontologia social é a multidisciplinaridade, por requerer um conjunto de conhecimentos independentes para a consecução de seu objeto de estudo. Entretanto, a autora ressalta que o “gerontólogo” deve integrar em sua formação profissional os distintos saberes necessários para a compreensão da multidimensionalidade do envelhecimento, de forma a garantir a solução de problemas específicos que podem requerer uma intervenção mono ou interdisciplinar. Neri (2006) defende a ideia de que é provável que a gerontologia caminhe para “núcleos de interdisciplinaridade”, mas crê que é muito difícil que haja uma unificação da disciplina como um todo.
Assim como não existem modelos para o envelhecimento, não há modelos para a formação nessa área. Entretanto, o que se considera autêntico da Gerontologia é sua múltipla etiologia (estudo das causas) e a interdisciplinaridade, que devem permear o processo formativo. Cucurella (2006) ressalta a necessidade de uma formação continuada dos profissionais que lidam com o envelhecimento, pois ela não pode ser estável e deve acompanhar as mutações que sofre a sociedade. Alerta, também, para a necessidade de se levar em conta as realidades particulares e as necessidades de cada pessoa idosa na hora de programar qualquer tipo de assistência, além de se considerar sua própria opinião, inclusive, daquelas pessoas que possuem alguma demência, pois há que se ter em conta que “Não é a demência que tem o indivíduo, mas o individuo que tem a demência”. Igualmente, é necessário que haja “coração”, união de esforços e a criação de linhas de circuito do nível micro ao nível dos macro serviços, envolvendo os governos e os países.
No item seguinte, apresentam-se algumas teorias biológicas, psicológicas e sociológicas do envelhecimento.