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EĞİTİMDE AYRIMCILIKLARA TANIKLIKLAR Kürt Dili İle İlgili Tanıklıklar

iii) Demokratik Eğitim Kurultayımda (DEK) Çokkültürlülük ve Çokdillilik

EK 4. EĞİTİMDE AYRIMCILIKLARA TANIKLIKLAR Kürt Dili İle İlgili Tanıklıklar

Nos anos de 1969 (Século XX), a Prefeitura Municipal de Porto Alegre iniciou o Programa de Centros de Comunidades e Esportivos, ligados à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com o objetivo de oferecer recreação, esportes e cultura às

comunidades. No ano de 1979, inaugurou-se o primeiro Centro de Comunidade denominado CECOBI, no Bairro Ipiranga, e o primeiro Centro de Esportes, denominado 1º de Maio (CEPRIMA), aos quais se somaram vários outros que foram criados nos anos seguintes.

Em 1976, foi criada a Fundação de Educação Social e Comunitária (FESC), subordinada à Secretaria Municipal de Educação (SMED), que se transformou na entidade gestora da Política de Assistência Social de Porto Alegre no ano de 1994, através da Lei Municipal 7414/1994. No ano de 2000, com a criação da Lei nº 8.509, a FESC passou a denominar-se Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), mantendo as atribuições definidas em leis anteriores, além da responsabilidade pela gestão do Fundo Municipal de Assistência Social, segundo deliberações do Conselho Municipal (FASC, 2010).

Dessa forma, a FASC tornou-se responsável pela formulação, gestão e execução da política de Assistência Social do município de Porto Alegre, de acordo com as orientações da LOAS (BRASIL, 1993a), e passou a oferecer programas e serviços à população em situação de vulnerabilidade social. A partir de uma Rede de Serviços, com entidades próprias e entidades conveniadas, são atendidas famílias, crianças e adolescentes, população adulta, idosos e pessoas com deficiência, nos Centros de Comunidades, que passam a denominar-se Centros Regionais de Assistência Social38. Os programas e serviços desenvolvidos pela FASC estão em

consonância com a LOAS, seguem os eixos propostos pelo SUAS e são de competência da Diretoria Técnica composta por três áreas: a Coordenação da Rede Básica, a Coordenação da Rede Especializada e a Coordenação Técnica Administrativa de Convênios.

A Coordenação da Rede Básica (CRB) é responsável pela coordenação, execução e supervisão das Equipes de Atenção à Família, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e idosos, que atuam nos 8 Centros Regionais de Assistência Social, nos 14 Módulos de Assistência Social subordinados aos Centros Regionais e em aproximadamente 250 organizações não governamentais que possuem convênios com o Município. Compete à Coordenação da Rede

38 Através do Decreto nº 14.213, de junho de 2003, estabeleceu-se a competência da Presidência, da

Diretoria Executiva (Administrativa e Técnica) e do Conselho Fiscal. Em 2004, consolidou-se o Estatuto Geral da FASC (a partir do Decreto Municipal nº 14.585) e, no mesmo ano, publicou-se o Regime Interno da Entidade especificando sua organização, estrutura administrativa, competências, finalidades e atribuições, conforme informado na página web da FASC. Disponível em <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/fasc/default.php?p_secao=56>. Acesso em: out. 2011.

Especializada (CRE) o atendimento de maior complexidade (como os abrigos), destinado ao atendimento de pessoas que se encontram em maior risco de vulnerabilidade social, como crianças, adolescentes e adultos em situação de rua, pessoas com deficiência e idosos em situação asilar, através de 8 unidades próprias no sistema de abrigagem, 2 serviços de abordagem de rua e 34 serviços conveniados. A Coordenação Técnica Administrativa de Convênios (CTAC) é responsável pela coordenação, implementação e execução de convênios e contratos que integram as redes Básica e Especializada, em consonância com os princípios da LOAS (BRASIL, 1993a).

A implementação da Assistência Social em Porto Alegre, com base na LOAS (BRASIL, 1993a), na Política de Assistência Social (BRASIL, 2004) e no SUAS (BRASIL, 2005), ocorreu a partir de uma adequação permanente da FASC no sentido de qualificar a rede socioassistencial através da formação e da contratação de recursos humanos, da adequação dos equipamentos, da ampliação do atendimento, dos convênios e das parcerias, entre outros. Ressalta-se o processo de Capacitação Continuada realizado pela FASC em parceria com a Faculdade de Serviço Social da PUCRS, no período de dezembro de 2007 a outubro de 2008, que contemplou 500 pessoas, entre integrantes de diversas áreas da entidade, da rede socioassistencial, representantes de Conselhos de Direitos (Idoso, Criança e Adolescente), de setores da Política de Assistência Social, entre outros. A Capacitação incluiu a compreensão sobre os processos sociais inerentes à materialização do sistema (níveis de complexidade, mecanismos de gestão, vigilância, controle social, trabalho em equipes, trabalho em redes, atenção à família, etc), além de temas e conteúdos transversais como legislações, registros, monitoramento e avaliação, matricialidade sociofamiliar, georeferenciamento, diagnósticos de vulnerabilidades, entre outros (DORNELLES, A.E., et al., 2009).

A gestão da Assistência Municipal de Porto Alegre se caracteriza como plena, o que lhe difere de municípios com gestão básica39, e lhe exige um nível maior de responsabilidades em função de ações que demandam maior complexidade. Está previsto, a partir do Plano Plurianual para o Quadriênio 2010-2013, a implementação

39 Conforme estabelecido na PNAS (BRASIL, 2004), a gestão da Assistência Social pode ocorrer a

partir de três níveis, o inicial, o básico e o pleno. A gestão municipal inicial prevê o atendimento de requisitos mínimos, como a existência e funcionamento do conselho, do fundo e de planos municipais, além da gestão da Proteção Social Básica com recursos próprios; na gestão municipal básica o município assume a gestão da proteção social básica com plena autonomia; já a gestão municipal plena, implica na gestão do município em todas as ações socioassistenciais.

de 22 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), distribuídos em 15 regiões da cidade, privilegiando-se níveis mais elevados de vulnerabilidade social e de risco da população (FASC, 2010).

Os CRAS são considerados como a porta de entrada do SUAS, que devem possibilitar o acesso de famílias que se encontrem em situação de vulnerabilidade ou de risco social à rede de proteção de assistência social do município. Possuem, portanto, um caráter de prevenção, devem contribuir para o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e para a ampliação do acesso aos direitos de cidadania. Além de fornecer informações sobre a rede de proteção social, são responsáveis pela gestão da rede socioassistencial de proteção básica de seu território e pela oferta do PAIF - Programa de Atenção Integral à Família (BRASIL, 2009).

Em conformidade com as orientações do MDS (BRASIL, 2009) e considerando a realidade dos territórios, no que se refere ao número de famílias georeferencidas e à existência de populações tradicionais em sua área de abrangência, os CRAS de Porto Alegre se constituem em Básicos e Ampliados40. Está prevista, também, a criação de CRAS Indígenas e Quilombolas, em territórios identificados com a presença destas populações tradicionais, onde deve ser garantido o atendimento através de ações itinerantes e da constituição de profissionais de referência capazes de estabelecer interlocução permanente com as lideranças desses locais.

No que se refere aos Profissionais, os CRAS de Porto Alegre seguem as orientações da NOB/RH/SUAS (BRASIL, 2006) e contam, minimamente, com a seguinte equipe: 1 coordenador de nível superior, 2 Psicólogos, 2 Assistentes Sociais, 1 Educador de Nível Médio e 1 Assistente Educativo. As equipes dispõem, também, de estagiários de nível médio que atuam em apoio ao administrativo, junto ao PAIF e no Serviço de Fortalecimento de Vínculos, e de estagiários de nível superior, que atuam junto ao Cadastro Único, o Busca Ativa, entre outros.

A atuação das equipes dos CRAS deve ocorrer de forma direta com as famílias e indivíduos referenciados ao território, privilegiando os seguintes procedimentos e estratégias (FASC, 2010): acolhida, estratégia fundamental que permite o vínculo entre o CRAS e a comunidade, e permite o acesso do usuário à rede

40 Os serviços e benefícios ofertados nos CRAS Básicos e Ampliados são os mesmos, com exceção

de ações destinadas ao público de 6 a 15 anos, que somente é oferecido nos CRAS Ampliados, em função de sua disponibilidade de espaço físico adequado (FASC, 2010).

socioassistencial; a recepção, que deve ocorrer diariamente e ser oferecida em local acessível; a entrevista de acolhida, que consiste no atendimento inicial de escuta qualificada das necessidades e demandas trazidas pelo individuo ou família; os grupos de acolhida, considerados como uma estratégia de acolhida coletiva que oferece um espaço grupal para socialização de informações, de direitos e de serviços oferecidos no território, através de reuniões que visam fortalecer os vínculos entre a equipe do CRAS, as famílias e a comunidade; o cadastro único, instrumento de identificação da situação socioeconômica que identifica as famílias de baixa renda e as principais necessidades que devem ser contempladas na formulação e implementação dos serviços sociais oferecidos; a “busca ativa”, uma importante ferramenta de proteção social que disponibiliza informações essenciais sobre o território e aponta vulnerabilidades e potencialidades.

Entre as estratégias de “busca ativa, destacam-se o deslocamento da equipe do CRAS para conhecimento do território, a realização de visitas aos domicílios, o preenchimento do CADÚNICO (cadastro) in lócus, o monitoramento e o acompanhamento às famílias, indivíduos e às populações tradicionais, o estabelecimento de contatos com atores sociais como as lideranças comunitárias, associações comunitárias, entre outros, a obtenção de informações e dados provenientes de outros serviços socioassistenciais, a realização de campanhas de divulgação, a identificação de pessoas com deficiência e de idosos em situação de risco e de vulnerabilidade, possibilitando sua inserção na rede socioassistencial e o recebimento do Beneficio de Prestação Continuada (BPC).

A Rede de Proteção Básica da Fundação de Assistência Social e Cidadania da Prefeitura Municipal de Porto Alegre oferece, a partir dos CRAS, dois tipos de Serviços: o de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, para o público infanto-juvenil, adulto, pessoas com deficiência e idosos. O PAIF se constitui como um serviço de proteção à família de caráter estruturante e continuado, que deve ser ofertado obrigatoriamente nos CRAS e estar articulado com todas as ações de proteção social básica, oferecendo serviços socioassistenciais, de convivência, socioeducativos, projetos de preparação para a inclusão produtiva, entre outros (FASC, 2010).

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos se materializa através de práticas realizadas em grupos organizados a partir das necessidades comuns (que garantem aquisições progressivas), de acordo com o ciclo de vida, e orientando

a construção das histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território. Este serviço deve estar articulado com as demandas encaminhadas através do PAIF e deve oferecer ações para o atendimento dos seguintes segmentos sociais: crianças (0 a 6 anos), crianças e adolescentes (6 a 15 anos), adolescentes e jovens (15 a 17 anos), pessoas com 60 anos ou mais (FASC, 2010). O item seguinte aborda o Serviço de Convivência de Fortalecimento de Vínculos da FASC, direcionado à população idosa.

5.3 A FASC E OS GRUPOS DE IDOSOS INTEGRANTES DO SERVIÇO DE