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Hükümet Programlarında Çokkültürlülük ve Çokdillilik

iii) Demokratik Eğitim Kurultayımda (DEK) Çokkültürlülük ve Çokdillilik

B) Hükümet Programlarında Çokkültürlülük ve Çokdillilik

O fenômeno do envelhecimento requer uma atenção multidimensional, de maneira que sejam considerados os aspectos de saúde, o bem-estar físico, psicológico e social, propiciando uma melhora na qualidade de vida das pessoas de mais idade. É tão importante a Geriatria, que a partir da Medicina se ocupa da saúde, quanto a Gerontologia Social e seus ramos, pois, além das manifestações patológicas e das frequentes doenças observadas nesta faixa etária, é necessário que se compreenda, também, os aspectos familiares, culturais, econômicos, psicológicos, sociais, entre outros, que possuem relação direta com a saúde e com a vida desse segmento social. Faz-se necessária a participação de distintos profissionais, tanto no atendimento direto ao idoso como no processo de construção do próprio conhecimento.

Identifica-se que a gerontologia social, enquanto ciência, possui uma dimensão multidisciplinar, por abarcar um conjunto de ramificações que compreendem as ciências biológicas, as psicológicas e as sociais, que, no seu conjunto, possuem uma atuação direta sobre os múltiplos aspectos do fenômeno do envelhecimento e de suas consequências (FERNÁNDEZ-BALLESTEROS; 2009b PAPALÉO NETTO, 2006). Entretanto, no que se refere à intervenção profissional, constata-se que a gerontologia social possui um caráter interdisciplinar, na medida em que o idoso requer uma atenção que contemple um conjunto de saberes específicos que deem conta de situações determinadas e que possibilitem a busca conjunta de soluções através de constantes mediações. Tanto a compreensão, como a intervenção profissional, exigem uma abordagem interdisciplinar deste fenômeno que se constitui como “multifacetado” em seus aspectos e “multifatorial” em sua gênese (PAPALÉO NETTO, 2006).

Frigotto (2004) discute a interdisciplinaridade no campo das Ciências Sociais e explica que ela é necessária, como um desafio a ser decifrado, ao mesmo tempo em que representa um problema que se impõe, historicamente, como um imperativo na

produção do conhecimento. A necessidade está indicada no caráter dialético da própria realidade social, que exige uma análise que contemple todas as dimensões (biológicas, psicológicas, intelectuais, culturais, etc) existentes nas relações e nas práticas sociais. A consideração da interdisciplinaridade como um problema advém dos limites encontrados pelo sujeito que busca a construção do conhecimento, bem como, da complexidade e do caráter histórico dessa realidade. Ou seja, o maior desafio do conhecimento consiste em

[...] revelar no plano do pensamento e do conhecimento as determinações que assim as constituem, enquanto parte, que tem que ser explicada na integralidade das características e qualidades da totalidade. É justamente no exercício de responder a essa necessidade que o trabalho interdisciplinar se apresenta como um problema crucial (FRIGOTTO, 2004, p. 33).

Vasconcelos (2002) salienta que existem algumas barreiras e limites que dificultam a realização de uma proposta de interdisciplinaridade, decorrentes de um conjunto de estratégias de saber e de poder, de competição inter e intra corporativa, e de processos culturais e socioculturais que determinam a flexibilidade, a colaboração e a troca de saberes nas práticas interprofissionais, como o processo de constituição dos saberes e sua inserção histórica na divisão social e técnica do trabalho; o mandato social dos campos específicos na divisão sócio técnica do trabalho; a institucionalização de organizações corporativas, entre outros.

Para Severino (2010), a conceituação da interdisciplinaridade é uma “tarefa inacabada”, pois significa algo que se pretende, que se busca, mas que ainda não foi possível atingir enquanto uma prática concreta. Assim, ela se constitui como uma “tentativa” de unidade do saber, tanto no que se refere ao ensino, à pesquisa como a prática profissional. Vasconcelos (2002) salienta a distinção existente entre a multidisciplinaridade, a pluridisciplinaridade, a transdiciplinaridade e a interdisciplinaridade. A multidisciplinaridade ou multiprofissionalidade consiste numa gama de disciplinas reunidas a partir de um objetivo comum, em que os profissionais de diferentes áreas trabalham de forma isolada, não existindo, em geral, troca de informações e de cooperação entre eles.

A pluridisciplinaridade representa a justaposição de várias disciplinas num mesmo nível hierárquico e com objetivos múltiplos, em cooperação, mas sem coordenação. Um exemplo são as reuniões de profissionais que partilham informações sobre os usuários, planejam ações, procedimentos científicos e

assistenciais, porém não existe a criação de uma axiomática (sentença ou proposição) própria, que coordene os trabalhos. Na transdiciplinaridade há um sistema de objetivos múltiplos e uma coordenação que visa a atender uma finalidade comum dos sistemas, com tendência a horizontalização das relações de poder. Cria- se um novo campo teórico, operacional ou disciplinar mais amplo, como forma de confrontar e flexibilizar as divisões convencionais das especialidades e de amenizar as relações de poder existentes entre elas (VASCONCELOS, 2002).

A interdisciplinaridade pressupõe a existência de um grupo de disciplinas conexas que possuem uma axiomática teórica comum, com vistas à realização de um trabalho conjunto em prol da resolução de uma determinada problemática. Há uma tendência à reciprocidade, ao enriquecimento mútuo e à horizontalização das relações de poder (VASCONCELOS, 2002). A perspectiva interdisciplinar requer a pluralidade, a originalidade, a diversidade e a manutenção da especificidade de distintos campos do saber, para a compreensão do objeto e a realização da prática profissional (RODRIGUES ON, 2001). Entretanto, o que se percebe, na atualidade, é uma fragmentação do saber, devido a uma herança positivista (SEVERINO, 2010).

O que se pretende, com a interdisciplinaridade, não é a substituição de especialidades por generalidades, nem, tampouco, de saberes específicos por um saber geral, que não contenha especificação nem limitações. Busca-se uma reavaliação do papel da “ciência” e do “saber” e sua interconexão com o “poder”, o que implica no estabelecimento de mecanismos e estratégias de efetivação do “diálogo solidário” nos planos teórico, prático e operacional, envolvendo ensino, pesquisa e prestação de serviços (SEVERINO, 2010).

O Serviço Social foi uma das primeiras profissões que reconheceram a importância da abordagem grupal para a qualificação do trabalho com distintos segmentos sociais, a partir de escolas, de grupos de recreação, de clubes de idosos, de indústrias, etc. (MINICUCCI, 1982). Na atualidade, a abordagem grupal significa uma importante estratégia de atuação dos Assistentes Sociais e de outros profissionais junto aos grupos de idosos, conforme será evidenciado no próximo item.

4.3 A ABORDAGEM GRUPAL COM IDOSOS NA PERSPECTIVA DA