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5. TERSĐNE LOJĐSTĐK AĞI TASARIMI

5.3 Literatür Araştırması

Em um famoso hino do século XIII d.C., escrito em latim, chamado Dies irae (Dia da ira) está dito na primeira estrofe da sequência rimada medieval que evoca o fim do mundo e o Juízo Final, Teste David cum Sibylla (testemunho de Davi com Sibila) Quem é essa Sibila, por que ela se encontra subitamente ao lado do rei Davi, e como ela assume o papel da profetisa do fim iminente?135

Segundo Aune136, a Sibila (uma designação cuja etimologia é desconhecida), foi sempre uma mulher e de longe mais popular do que Baco, que foi sempre considerado como homem. As características da Sibila são: 1) ela pertencia a um passado remoto, 2) seus oráculos foram pensamentos pronunciados em um estado de inspiração ou possessão divina, 3) estes oráculos foram pronunciados espontaneamente e não em resposta para perguntas, 4) as coleções de seus oráculos foram biografia e

completamente circulados no período Greco-Romano. Somando a isso, Klauck137

afirma que a Sibila era uma mulher de idade avançada, com dons visionários que irrompem de tempos em tempos, sem ligação fixa a um lugar de oráculo, ela anuncia em estado de êxtase sinais premonitórios funestos e catástrofes.

Os oráculos sibilinos são um fenômeno muito difundido no mundo antigo. Eles foram encontrados invariavelmente em hexâmetros épico Grego (talvez influenciado pelo oráculo de Delfos), mas o fenômeno não foi peculiar da Grécia138. Muitas sibilas eram Asiáticas e seu tipo de profecia é amplamente assumido para ter vindo para Grécia do Oriente. O número de sibilas cresceu rapidamente na literatura, não parece certo que todas as sibilas citadas fossem históricas, entretanto, é notório que houve tentativas de legitimar coletâneas de oráculos atribuindo a elas uma sibila de autora139. Entre as mais famosas dessas sibilas, está a de Eritréia na Ásia Menor e a sibila de Cumas na Itália. A primeira vez que a sibila é mencionada, foi pela famosa afirmação atribuída ao filósofo Heráclito (século VI a.C.):

135KlAUCK, Hans-Josef. Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião

doméstica, cultos de mistérios, crença popular. São Paulo: Loyola, 2011, p.214.

136AUNE, David E. Prophecy in Early Christianity and the Ancient Mediterranean World. Michigan: Grand Rapids, 1983. p. 36.

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KlAUCK, Hans-Josef. Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião

doméstica, cultos de mistérios, crença popular. São Paulo: Loyola, 2011, p.214.

138CHARLESWORTH, James H. The Old Testament Pseudepigrapha, Vol.1,. New Jersey: Hendrickson Publishers, 2010, p.317.

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KlAUCK, Hans-Josef. Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião

Mas, “a Sibila com lábios frenéticos,” segundo Heráclito, “proferindo palavras tristes”, não embelezadas, não perfumadas, ainda alcança a mil anos com sua voz, por meio do deus140.

Autores como Aune141 e Collins142, mostram que os oráculos sibilinos judaicos e cristãos faziam previsões de desgraças e catástrofes que viriam sobre a humanidade. Provavelmente, uma posição crítica à cultura dominante grega e romana. Além dos oráculos sibilinos gregos, havia um oráculo sibilino caldeu (Babilônia). Judeus e cristãos se apropriaram desse gênero literário e produziram coletâneas de oráculos sibilinos, a fim de promover o monoteísmo, atacar o império romano, articular sua própria esperança messiânica e, dessa forma, defender expectativas escatológicas143 O termo “sibila” foi, portanto, um pseudônimo que tentava legitimar oráculos que podem ou não podem ter sido pronunciados em um estado de possessão divina por adivinhadores que coletaram e interpretaram tais oráculos144.

Todos os oráculos sibilinos eram essencialmente religiosos. Prodígios, maravilhas, e crises políticas foram todos relacionados com a vontade dos deuses e a maneira certa de adoração145. A sibila pagã falava de Apolo, em contrapartida, a sibila judaica falava de Yahweh. A coleção desses oráculos escritos em grego era consultada nos momentos de crise do Império Romano, a consulta ocorria da seguinte maneira: os especialistas escolhiam uma das folhas de um livro oracular, que eram empilhadas soltas uma sobre as outras, e o texto ali encontrado era visto como uma informação fundamental146. Depois o Senado Romano tomava a decisão sobre o que iria fazer em seguida.

No inicio dos livros dois e três dos oráculos sibilinos tem duas citações importantes que expressa o fenômeno do êxtase. No segundo livro, está escrito:

140AUNE, David E. Prophecy in Early Christianity and the Ancient Mediterranean World. Michigan: Grand Rapids, 1983. p. 37.

141

Ibid. p.37.

142CHARLESWORTH, James H. The Old Testament Pseudepigrapha, Vol.1,. New Jersey: Hendrickson Publishers, 2010, p.318.

143KlAUCK, Hans-Josef. Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião

doméstica, cultos de mistérios, crença popular. São Paulo: Loyola, 2011, p.217.

144

AUNE, David E. Prophecy in Early Christianity and the Ancient Mediterranean World. Michigan: Grand Rapids, 1983. p. 38.

145CHARLESWORTH, James H. The Old Testament Pseudepigrapha, Vol.1,. New Jersey: Hendrickson Publishers, 2010, p.320.

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KlAUCK, Hans-Josef. Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião

Eu falarei o que segue com todo meu ser em êxtase,

Porque, eu não sei o que eu digo, mas deus manda me pronunciar cada coisa147.

E no começo do terceiro livro, está escrito:

Mas, porque meu coração treme outra vez? E porque meu espírito é açoitado por um chicote, compelido a partir de dentro para proclamar um oráculo para todos? Mas eu proclamarei todas as coisas outra vez, como deus me manda dizer para os homens148.

Nas duas citações é evidente uma proclamação profética em êxtase. A sibila simplesmente impelida por deus proclama uma mensagem em um estado de êxtase para os homens. Transmitir uma mensagem profética em um estado de transe revelatório era comum no Antigo Oriente Próximo, como realmente é por toda parte do mundo, afirma Aune149.

Por fim, verificamos que os oráculos Greco-Romanos ocasionalmente estavam preocupados com valores religiosos ou morais, isto mostra que a revelação divina desempenhou uma função social diferente no mundo Greco-Romano do que para os Judeus ou Cristãos. Os oráculos proféticos no mundo Grego foram suportados pessoalmente por um funcionamento em um culto central, funcionando mais para criar estabilidade e continuidade com valores tradicionais do que introduzir ou legitimar inovações. Outra diferença é que profecias não solicitadas do Antigo Testamento e do Judaísmo Primitivo foram frequentemente entregues durante períodos de crises sociais e revoltas expondo com isso um julgamento vindouro para os maus e os bons, enquanto consultas aos oráculos no mundo Greco-Romano foi uma maneira de regular os empreendimentos humanos reduzindo os riscos inerentes a eles, ou seja, no contexto Grego, a ajuda à decisão, o reforço da autoconfiança, era mais importante do que saber antecipadamente as coisas. Os oráculos ajudavam as pessoas a tomarem decisões ou não, sem especificar muita das vezes o que iria acontecer.

147

CHARLESWORTH, James H. The Old Testament Pseudepigrapha, Vol.1,. New Jersey: Hendrickson Publishers, 2010, p.345.

148

Ibid. p.362.

149AUNE, David E. Prophecy in Early Christianity and the Ancient Mediterranean World. Michigan: Grand Rapids, 1983. p. 86.