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Türk Lirası Mevduat ve Katılma Hesabından Vadeden Önce Çekim Yapılma- Yapılma-sı Durumu Yapılma-sı Durumu

174 SERİ NO’LU GELİR VERGİSİ GENEL TEBLİĞİ

3. Ticari kazancın ve serbest meslek kazancının tespitinde özel tüketim vergisi ve katma değer vergisi hariç ilk iktisap bedeli (2021 yılı için) 170.000 Türk lirasını, söz konusu

4.1.7. Ticari Kazanç İstisnaları

4.1.7.13. Sosyal içerik üreticiliği ile mobil cihazlar için uygulama geliştiriciliğinde kazanç istisnası

4.1.7.14.5. Türk Lirası Mevduat ve Katılma Hesabından Vadeden Önce Çekim Yapılma- Yapılma-sı Durumu Yapılma-sı Durumu

O termo cultura, antes confundido com ideia de civilização, emerge nos séculos XVIII e XIX, período em que floresceu a revolução industrial e a partir daí foi sendo entendido como arte, literatura. O termo não envolve apenas valores espirituais, mas também materiais, incluindo-se as qualidades que são peculiares ao homem e também as adquiridas no período de sua existência, do seu desenvolvimento, na aquisição da linguagem e nas suas relações com os outros.

Cultura pode ser considerada um conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização em que fazem parte, entre outras, as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, dança, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social.

Segundo o Dicionário Houaiss (2003), cultura é definida como “conjunto de crenças costumes, atividades etc. de um grupo social; civilização, conhecimento; instrução”. Para Aurélio Buarque de Holanda (1999), “cultura é o conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos.”

Estudiosos de áreas diversas têm apresentado pontos de vista diferentes no que concerne às relações de língua, sociedade e cultura. Há quem afirme estarem intrinsecamente relacionados e os que defendem existir demarcação de suas fronteiras. Às diferentes línguas correspondem realidades diversas e diferentes recortes culturais.

O conceito de cultura para Antônio Augusto Arantes (1990, p.7), não está bem definido pelas ciências humanas, especialmente a Antropologia Social. Os seus significados são vários e os eventos que essa expressão recobre são heterogêneos e variáveis. Ainda segundo Arantes, um grande número de autores pensa a “cultura popular” como “folclore”, como um conjunto de objetos, práticas consideradas “tradicionais”. A exemplo dessa afirmação, Câmara Cascudo (1939), com referência ao modo de vida do sertão nordestino, no prefácio aos Vaqueiros e Cantadores, afirma: “a cultura se mantinha fiel ao século XVIII”.

Chauí (1981) afirma que a cultura popular se caracteriza por “um conjunto disperso de práticas, representações e formas de consciência que possuem lógica própria (o jogo interno do conformismo, do inconformismo e da resistência)”, distinguindo-se da cultura dominante exatamente por essa lógica de práticas, representações e formas de consciência. A referida autora critica duramente a ideia de cultura popular como dominada, ou ainda aos que consideram esta como tendo um quadro simbólico reduzido e por esta razão se constituiriam uma cultura pobre.

Segundo Peter Burke (1988), “razões estéticas, razões intelectuais e razões políticas foram alguns dos fatores que provocaram o interesse pela cultura popular na Europa, desde o final do século XVIII e início do século XIX”. No Iluminismo surge o conceito antropológico de cultura como competência da capacidade genérica e ideológica do ser humano, não se restringindo apenas à formação de uma simbologia, mas corporificando-se na sua competência linguística.

O pesquisador Renato Ortiz (2005, p.142), com referência à cultura como fenômeno linguístico, define “a cultura enquanto fenômeno de linguagem é sempre possível de interpretação nas em última instância são os interesses que definem os grupos sociais que decidem sobre o sentido da reelaboração simbólica desta ou daquela manifestação”.

Em sua obra, LINGUAGEM REGIONAL/POPULAR: uma visão léxico-semântica de MENINO DE ENGENHO, de José Lins do Rego, Schellin (1990, p. 30-31) afirma que “A linguagem humana abrange especificamente a combinação de símbolos capazes de expressar relações entre coisas indivíduos e acontecimentos”.

A referida autora acrescenta ainda que “a cultura segundo a definição antropológica é um fenômeno supra-individual. Ela é aprendida, partilhada e adquirida, tornando-se permanente através do tempo e independente de seus portadores”.

Segundo Lyons, Sapir-Whorf (apud LYONS, DATA ) argumenta que os seres humanos não vivem no mundo objetivo sozinhos, nem sozinhos no mundo da atividade social, nós estamos em todo o nosso pensamento e para sempre, à mercê da língua determinada que tornou-se o meio de expressão para a nossa sociedade, porque só podemos ver, ouvir, experimentar em termos de categorias e distinções codificadas na linguagem. As categorias e distinções codificadas em um sistema linguístico são exclusivas àqueles sistemas e incomparáveis aos outros sistemas. É completamente ilusório, imaginar um ajuste à realidade sem o uso da língua e que a língua é meramente um meio de resolver problemas específicos de comunicação e reflexão. O fato é que o “mundo real” é construído pelos fatos da língua. (SAPIR-WHORF, apud LYONS, 1987, p.276).

A língua, a sociedade e a cultura são tão interdependentes e relacionadas que não podemos pensar o uso da língua em suas diversas expressões e contextos, sem atrelá-la aos processos de interação social produzidos em diferentes espaços geográficos, tendo em vista que a língua revela modos de vida, crenças, perfis identitários e os valores culturais de uma sociedade ou grupo social – ou seja, a língua é marcada pelos aspectos socioculturais que revestem essas realizações. Por isso, “ao se estudar a língua, os contextos socioculturais em que ela ocorre são elementos básicos e, muitas vezes, determinantes de suas variações, explicando e justificando fatos que apenas linguisticamente seriam difíceis ou até impossíveis de serem determinados” (ARAGÃO, 1983). Cabendo, portanto, à Sociolinguística, à Dialetologia e à Etnolinguística analisar as relações entre linguagem, sociedade e cultura em sua heterogeneidade dialetal, uma vez que a Sociolinguística abarca a análise da língua em seu contexto social, buscando sistematizar e descrever os processos de variação e mudança linguística; a Dialetologia estuda os dialetos de determinadas comunidades de fala, estabelecendo a interpretação de seus traços característicos e a Etnolinguística é responsável pela pesquisa sobre a relação existente entre língua e cultura.

Nesta pesquisa partimos do pressuposto de que há intrínsecas relações entre língua, sociedade e cultura. Ferdinand Saussure ao definir a língua como parte social, situa a dimensão linguageira no seio das relações sociais e como fundadora do próprio convívio social. Benveniste (1976, p.20) segue a mesma distinção saussuriana relativa à linguagem como faculdade universal que se realiza nas línguas “sempre particulares e variáveis”, e

ressalta duas propriedades essenciais da linguagem. A primeira referente à função modalizante da linguagem, isto é, a propriedade da linguagem que a faz produzir e reproduzir a realidade por meio da capacidade simbólica e a segunda como comunicação intersubjetiva:

A linguagem reproduz a realidade. Isto deve entender-se da maneira mais literal: a realidade é produzida novamente por intermédio da linguagem. Aquele que fala faz renascer pelo seu discurso o acontecimento e a sua experiência do acontecimento.

Aquele que ouve apreende primeiro o discurso e através desse discurso, o acontecimento reproduzido. Assim a situação inerente ao exercício da linguagem, que é o da troca e do diálogo, confere ao ato de discurso dupla função: para o locutor, representa a realidade: para o ouvinte, recria a realidade. Isso faz da linguagem a própria constituição da comunicação intersubjetiva. (BENVENISTE, 1976, p.26).

Também chamada de cultura de massa, a cultura popular é assim chamada pelas suas características especialmente da moderna civilização urbana. Criada e inventada pelo povo, convive lado a lado com a cultura erudita, mostrando uma visão de mundo que contradiz aspectos formais, partindo de expressão criadora, estabelecendo uma harmonia em cada hábito, crença, emoção, inferindo novos significados, em constante reelaboração, através da ação do homem, enquanto renovador vai entrelaçando ao longo da história, o moderno com o arcaico, numa expressão única de arte.

A cultura popular segue em ritmo da vida cotidiana, através da qual o artista busca nos objetos e fatos, formas ricas e variadas de externar a vida do povo, como podemos evidenciar através dos contos populares, selecionados como corpus para o nosso trabalho e cuja teoria será descrita a seguir. Percebemos nos contos apresentados, o entrelaçamento de humor, suspense, numa ação que não perde de vista a retratação da vida do homem nordestino.

A divulgação do Nordeste como repositório da cultura popular deve-se a vários artistas, dentre os quais podemos citar: José Lins do Rego, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna, este último, grande divulgador e colaborador da cultura popular, reafirmando com sua obra a expressão do fazer popular, e estabelecendo um elo entre o real e o imaginário. Os referidos intelectuais têm em comum a cultura popular, atreladas ao regionalismo, buscando no passado a memória e estabelecendo uma relação com o presente.

O tema cultura popular nos remete ao cenário do corpus que estamos trabalhando tendo como cerne a linguagem popular paraibana, retratada através dos contos e pelo(s) autores sobre os quais nos debruçamos.