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Evlerde Üretilen Malların İnternetten Satışında Esnaf Muaflığı

174 SERİ NO’LU GELİR VERGİSİ GENEL TEBLİĞİ

3. Ticari kazancın ve serbest meslek kazancının tespitinde özel tüketim vergisi ve katma değer vergisi hariç ilk iktisap bedeli (2021 yılı için) 170.000 Türk lirasını, söz konusu

4.1.7. Ticari Kazanç İstisnaları

4.1.8.3. Evlerde Üretilen Malların İnternetten Satışında Esnaf Muaflığı

A Etnolinguística é o estudo das relações existentes entre linguagem e cultura, entre língua e cultura, portanto entre duas ciências, a linguística e a etnologia. Também chamada de linguística antropológica ou antropologia linguística, desenvolveu-se principalmente entre os norte-americanos, a partir do século XIX. A Etnolinguística propõe-se a analisar os possíveis relacionamentos da linguagem em geral, e das línguas em particular, com o ambiente cultural em que são produzidas. Procura analisar as línguas faladas pelas diversas sociedades, a adaptação dessas línguas ao ambiente cultural do grupo, bem como a sua capacidade de exprimir as experiências vividas.

Produto da união entre a Antropologia e a Linguística envolve também princípios teóricos da Sociologia, da Psicologia ou Ciência Cognitiva, entre outras vertentes que têm interesse pelas relações linguísticas culturais e processos cognitivos, podendo desse modo com maior profundidade fazer a investigação de um ou outro aspecto. Assim, a linguística se desdobra em sócio, geo e psicolinguística, entre outras vertentes que, muitas vezes, complementam-na.

A Etnolinguística, talvez seja quem melhor caracterize esse caráter de complementação, tendo em vista a interdisciplinaridade com a antropologia e a linguística, visto que a análise de um fato social não permite uma delimitação do objeto de forma unilateral. Através de um estudo etnológico sobre elementos culturais, incluindo a linguagem, Boas (2004, p.41-52) afirma:

Os fenômenos da linguagem mostram claramente que condições bastante diferentes daquelas para as quais a psicanálise dirige sua atenção determinam o comportamento mental do homem [...] As categorias de linguagem nos compelem a ver o mundo arranjado em certos grupos conceituais determinados, que, pela nossa falta de conhecimento dos processos linguísticos, são tomados como categorias objetivas e, portanto, se impõem à forma de nossos pensamentos.

O estudo dos usos linguísticos no seio da vida social está concentrado na Etnolinguística, explicando, desse modo, o significado que as formas linguísticas adquirem nos contextos em que são utilizadas, permitindo descobrir padrões interativos reveladores de visões do mundo e a forma de relação entre os indivíduos. Segundo Valls (2000, p.10), este

ramo da Linguística produz instrumentos de descrição e análise que proporcionam a observação do funcionamento das línguas na construção das identidades individuais.

O contexto é extremamente importante, nesse sentido, uma vez que a enunciação vincula-se a uma situação particular, para fins particulares. Assim sendo, a atividade verbal, na qual sua existência vai depender de fatores ligados a algo coletivo, seja visão de mundo, relações sociais, ou ideologia, tendo em vista que o falante é um ser social e histórico, é uma atividade situada. O interesse da Etnolinguística é pelo contexto de enunciação.

Os métodos de estudo da Etnolinguística variam de acordo com os interesses e orientações de linguistas e antropólogos. A Etnolinguística revela especialmente em seus estudos a função das línguas, que é promover a comunicação entre os seres humanos. As pesquisas etnolinguísticas revelam que é possível provar a influência da cultura no vocabulário e mesmo na gramática dos povos. Assim, o léxico de uma língua é condicionado pelos interesses, organização social e situação geográfica das sociedades que a fala. À medida que determinado grupo humano demonstra maior interesse em um elemento, seu léxico tende a apresentar vocábulos específicos, que distinguem as variedades ou as qualidades desse elemento. Por outro lado, o menor interesse de uma sociedade em determinado elemento revela-se na existência, de apenas um termo genérico para designá-lo. Podemos citar como exemplo um termo genérico em português para designar neve, enquanto os esquimós utilizam três palavras que designam tipos diferentes de neve. O ambiente geográfico condiciona os interesses da sociedade e, consequentemente, o seu vocabulário.

Na concepção de Duranti (2000, p.21-22), a disciplina se apresenta como “o estudo da linguagem como um recurso da cultura, e da fala como uma prática social” o falante seria um ator social e a linguagem “conjunto de estratégias simbólicas que formam parte do tecido social e da representação individual de mundos possíveis ou reais”. Para o referido autor (p. 143), a Etnolinguística tem como temas de interesse: a organização básica de relação entre sons e significados, tal como aparece no uso da linguagem real em diversas atividades sociais; a distribuição espacial do uso da linguagem; os significados culturais do que se entende como ritual ou linguagem cerimonial; distribuição social de estilos e gêneros de fala; o papel da socialização linguística na configuração da pessoa, da mente e das relações sociais; a interpretação de códigos distintos na constituição das mensagens e suas representações (análise semiótica).

Outras questões que poderiam parecer de interesse apenas de antropólogos ou cientistas políticos podem ser avaliadas pela Etnolinguística. Neste sentido, Souza afirma que:

A distinção entre os antropólogos linguistas e os outros estudos da linguagem está “no foco da linguagem como um conjunto de recursos simbólicos” que entra na constituição do sistema social e a representação individual de mundos reais ou possíveis. Isto permite que se abordem algumas questões da pesquisa antropológica: política de representação, constituição de autoridade, legitimação do poder, conflito cultural da pessoa, política de emoção e a relação entre desempenho ritual e formas de controle social entre conhecimentos específicos e cognição, entre a performance artística e a política de consumo estético e entre o contato cultural e a mudança social (SOUZA, 2000).

A descrição dos fatos não é única preocupação do método etnológico. Sua principal preocupação é com a compreensão desses fatos em relação com o conjunto ao qual pertencem. Segundo Cuche (1996, p. 445), “Um costume particular só pode ser explicado se relacionado ao seu contexto cultural”. A Etnolinguística compartilha desse princípio ao adotar o método antropológico da observação participante, partindo da premissa de que não se pode estudar uma cultura analisando-a do exterior, menos ainda à distância. Assim sendo, a contribuição teórica e metodológica que a Antropologia Cultural pode fornecer à nossa pesquisa é de grande significância, uma vez que essa disciplina se apresenta como o estudo da linguagem como recurso cultural, e da fala como uma prática social.