4. KENT-YOKSULLUK ŞİDDET VE YENİ KİMLİKLER
4.4. Baskı ve Direniş Arasında Kimlik ve Siyasallaşma
4.4.4. Legal Kürt Kurumları ve TMK Mağduru Çocuklar
destaque para as lagoas interdunares, apresentando lençol freático da região. Fonte: Miriam Cunha, Maio 2007.
5. Solo
São identificadas cinco classes de solos segundo a classificação da SUDENE (1971), que podem ser encontradas isoladas ou em associações, sendo elas: Areias Quartzozas Distróficas Marinhas, Solonchak Sonolétzico, Solonetz Solodizado, Solos Indiscriminados de Mangue, Podzólico e Latossolo Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico (LVE). Um mapa mostrando a localização dos principais tipos de solo é apresentado na Figura 1.10.
• Areias Marinhas Quartzozas Distróficas (AQD): São solos típicos de sedimentos de origem marinha e pontualmente estuarina, depositados por ação de ventos, ondas e marés, e concentrado próximo à costa, textura arenosa, excessivamente drenado e relevo plano, constituídos basicamente por quartzo, de textura arenosa, situando-se num relevo plano a suavemente ondulado, muito drenados, de raso a profundo e com baixa fertilidade natural, não sendo apto para a agricultura (Souto, 2004) e estudos ambientais dezembro, 2006).
• Associação de Solos 1 (ALP):
Areias Quartzosas Distróficas fase caatinga hiperxerófila relevo plano: São solos derivados dos sedimentos areno-quartzosos do Grupo Barreiras, constituídas por areias quartzosas, cascalhos e concreções ferruginosas, apresentando cobertura vegetal de caatinga hiperxerófila arbustiva ou arbórea-arbustiva densa ou pouco densa.
Latossolo Vermelho Amarelo Eutrófico textura média intermediária para Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico fase caatinga hiperxerófila relevo plano: são
solos desenvolvidos a partir de sedimentos arenosos e areno-argilosos do Grupo Barreiras, constituídos por areias e cascalhos quartzosos, geralmente com aerência argilo-arenosa, com cobertura vegetal de caatinga hiperxerófila arbustiva densa (Souto, 2004);
Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico latossólico textura média fase caatinga hiperxerófila relevo plano: são solos predominantemente arenosos originados a partir do Grupo Barreiras, prováveis influências do calcário cretáceo, constituídos em especial por areias e cascalhos quartzosos. Possui vegetação composta por caatinga hiperxerófila densa.
• Associação de Solos 2 (SK):
Solonchak Solonétzico: na área. Apresentam normalmente crostas salinas. Na área do estudo, este solo está caracterizado como uma transição para Solonetz associado às planícies de inundação flúvio-estuarina sob influência direta do movimento da maré (meso e supramarés), daí o alto teor de sal nos sedimentos. A textura é indiscriminada, mal drenado e a vegetação está ausente na maior parte da área devido à alta salinidade. A gênese desses solos está relacionada aos sedimentos holocênicos argilosos a arenosos não consolidados. Devido ao alto teor de sal, este solo não se presta para desenvolvimento de atividades agrícolas.
Solonetz Solodizado: Apresenta-se na área em três situações diferentes, devido à cobertura vegetal desenvolvida. Podem ser encontrados o Solonetz Solodizado Fase Vegetação de Caatinga, o Solonetz Solodizado Fase Vegetação Herbácea de Várzea e Solos Indiscriminados de Mangues. Os Solonetz Solodizado Fase Vegetação de Caatinga são solos rasos, mal drenados e de textura indiscriminada, desde areia à silte. A vegetação associada é do tipo caatinga hiperxerófila, com relevo predominantemente plano. Na área do levantamento, estes solos são encontrados nos terraços flúvio-estuarinos. Quase toda área deste tipo de solo é ocupada por vegetação, que é utilizada para pecuária e secundariamente para agricultura. O Solonetz Solodizado Fase Vegetação Herbácea de Várzea encontra-se na feição terraço estuarino recente. São solos de textura arenosa a areno-argilosa, de relevo plano, com ondulação suave, coberto por um tapete de vegetação herbácea e rasteira. Os Solos Indiscriminados de Mangues são holomórficos indiscriminados, localizados nas áreas alagadas sob influência da maré (zona de intermaré) e em adjacência aos solos Solonchack Solonétzico, com densa vegetação de mangue associada. Nestes solos se desenvolve a vegetação de mangue.
• Latossolo Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico (LVE): São constituídos por solos que mostram altos valores para a relação silte/argila, localizados em relevo plano suavemente ondulado da superfície de aplainamento, com vegetação dominante de caatinga hiperxerófila. A textura é média, bem a fortemente drenado, espessos e porosos, desenvolvidos a partir das seqüências arenosas e areno-argilosas das formações Barreiras e Tibau. Dentre os solos da área do estudo, este é o solo de melhor fertilidade, permitindo o cultivo durante os períodos chuvosos, além da pecuária extensiva de pequeno porte na região (Souto, 2004).
Figura 1.10 – Mapa pedológico integrando dados de Souto (2004) e De Barros Pereira (2008). 6. Vegetação
A área do estudo se apresenta de uma forma muito bem definida com dois tipos de vegetação (Farias, 1997 e Souto, 2004):
6.1. Vegetação Litorânea:
Ocupa grande parte da porção norte da área sofrendo influência marinha (água do mar, vento, salinidade, temperatura). Destacando-se principalmente dois tipos de vegetação, resultando numa flora característica adaptada a seus microambientes: de manguezal e de dunas fixas. Os manguezais são afetados diretamente pala água salgada no interior da laguna e baixos cursos dos rios. A vegetação de dunas fixas é halófila, basicamente constituídas por plantas que toleram viver em solo com alta concentração de sais. A vegetação de restinga é de suma importância por proteger a costa de ações erosivas e proteção das áreas lagunares riquíssima na biodiversidade marinha. Percebeu-se durante o mapeamento dos canais de maré e as análises
multemporais o avanço sobre os terrenos de manguezais, tanto pelo avanço do mar como pela deposição de dunas móveis. A área de melhor conservação desta vegetação é a localizada na RDSEPT (Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão).
6.2. Vegetação de Caatinga:
Ocupa a porção sul da área, constituída por árvores e arbustos espinhosos, apresentando- se quase totalmente desfolhadas durante o período seco, quando permanecem em estado latente (Miranda, 1983; Farias, 1997; e Souto, 2004), sendo classificada como tipos de caatinga arbustiva-arbórea aberta (porte médio das espécies, pode alcançar até 3 metros de altura), caatinga arbustiva arbórea fechada (porte entre 3 a 4 m de altura, com alto grau de cobertura do solo) e caatinga arbórea aberta (porte de 4 a 5 m de altura, com árvores em concentração significativa, alto grau de cobertura do solo e presença de bosques).
7. Aspectos Socioeconômicos
A área abrange dois municípios, Macau e Porto do Mangue, municípios que juntos somam 31.460 habitantes (Tabela 1.4). Como grande parte da área de estudo está inserida no município de Macau, será dado destaque para a sócioeconomia deste município. O Município de Macau localizado na região salineira do vale do Assu, têm uma área territorial de 788 km2 onde residem 26.855 pessoas, com uma taxa de urbanização de 72,4%, possuindo na área do estudo três comunidades com características rurais, Diogo Lopes, Barreiras e Sertãozinho.
Tabela 1.4 - Dados populacionais dos municípios obtidos pelo IBGE, no censo demográfico de 2007
em Estudo Ambiental Petrobras, Dezembro 2006.
Municípios População 2007 Área (km2) Habitantes/(km2)
Porto do Mangue 4.507 319 14,13
Macau 26.855 788 34,08
Macau é considerado o quinto município do estado em termos econômicos, contribuindo com 3,2% do produto interno bruto (PIB) do Rio Grande do Norte (IBGE, 2004). As principais atividades econômicas são a produção petrolífera (óleo e gás) e a extração de sal, seguidos da pesca artesanal, da carcinicultura e atividade agrícola (Figura 1.11).
7.1. Produção de Petróleo e Gás
A PETROBRAS iniciou suas atividades de exploração na região com a operação do Campo de Macau em 1987, ampliando as operações após a entrada em produção do Campo de Serra, descoberto em 1996, e com a implantação do Parque Eólico em 2003. Para o Ativo de Produção responsável pelo desenvolvimento deste campo, manter a produção do campo é trazer divisa econômica para a PETROBRAS, refletindo em royalties para o município e estado. Este fato demonstra a importância de manter este campo em plena atividade e, para a sua manutenção na área, se faz necessário aprofundar o conhecimento dos processos costeiros atuantes na região. O município de Macau possui poços de extração tanto em terra como no mar, com uma produção no campo de Macau acumulada de 341.918 m3/d (Fevereiro/08). O campo de Serra com uma produção acumulada de 1.867.073 m3/d (Fevereiro/08). A usina tem capacidade para produzir 1,8 Megawatt: suficiente para atender ao consumo de eletricidade de uma cidade com de 10 mil habitantes e atende o fornecimento de energia elétrica da Petrobras na operação dos campos de Macau (Foto 1.5) Serra (Foto 1.6), Aratum e Salina Cristal.