4. KENT-YOKSULLUK ŞİDDET VE YENİ KİMLİKLER
4.4. Baskı ve Direniş Arasında Kimlik ve Siyasallaşma
4.4.2. Kimlik Kurucu Olarak Şiddet
2007 CBERS-2/CCD PC4 03/04/2007 ~12:15hs 20m
1998 LANDSAT 5 TM PC1, PC5 28/09/1998 ~12:15hs 30m
1989 LANDSAT 5 TM R-PC4 G-PC5 B-PC2 02/08/1989 ~12:15hs 30m
1977 LANDSAT 3 MSS R4-G5-B7 14/07/1977 ~12:15hs 30m
1967 Fotografia Aérea ____ Indisponíveis ____
1954 Fotografia Aérea ____ Indisponíveis ____
¾ Base de dados georreferenciados: Os dados vetoriais, matriciais e tabulares levantados nesta etapa foram integrados em ambiente SIG numa base de dados georreferenciados na projeção UTM Zona 24S utilizando o aplicativo ArcGis 9.2.
2.2. Etapa de Campo
A segunda etapa refere-se aos trabalhos desenvolvidos em campo em diversas campanhas, que correspondem respectivamente:
¾ Sobrevôos de helicóptero em diferentes anos, meses e altitudes diferenciadas: 450 pés (1.476 m), (sobrevôo de detalhe), 800 pés (2.624 m), (panorâmica local) e 1500 pés (4.929 m), (panorâmica regional).
¾ Levantamento altimétrico das sondagens e poços com GPS geodésico de precisão. ¾ Reconhecimento das unidades geoambientais, geomorfológicas e geológicas presentes
na área e monitoramento da atuação de processos costeiros na linha de costa provocando erosão e deposição em diversos setores, afetando inclusive as instalações industriais e áreas urbanas.
¾ Coleta de informações para correção e aperfeiçoamento dos mapas de uso do solo, vegetação, geológico, geomorfológico e de áreas areno-lamosas.
¾ Aquisição de fotografias compondo um documentário fotográfico histórico. ¾ Aquisição de dados de GPR (Ground Penetrating Radar).
¾ Mapeamento, avaliação da eficiência tecnológica de obras de engenharia costeira na área com documentário fotográfico.
2.3. Etapa de Laboratório
Nesta etapa foi realizada manipulação dos dados no software ArcGIS 9.2, atualizando os mapas temáticos desenvolvidos por Souto (2004) e De Barros Pereira (2008). Foi realizada a montagem de um banco de imagens de pequeno formato, para monitoramento das áreas críticas: Ilha do Tubarão, Canal da Soledade, Campos petrolíferos de Macau e Serra e o Canal do Arrombado, onde estão sendo identificadas áreas que sofrem processos de erosão e acresção.
¾ Análise multitemporal: Com a interpretação das imagens de sensoriamento remoto associada à obtenção de informações em campo foi possível realizar a análise multitemporal do sistema de ilhas barreiras, das dunas móveis e dos canais flúvio- marinhos. Esta análise é desenvolvida no ArcGis 9.2, sendo iniciada com a vetorização dos alvos em formato poligonal a partir das imagens. Os dados de anos diferentes são cruzados utilizando a ferramenta “Union” em “Analysis Tool” do “ArcTollbox”, integrando assim a informação espacial (forma dos polígonos) e atributos da tabela, o que permite em conseqüência a classificação de áreas de surgimento e desaparecimento de feições superficiais no período analisado. As áreas são calculadas e exportadas para o Microsoft Excel, onde são desenvolvidos gráficos e tabelas.
¾ Mapeamento de áreas areno-lamosas: As áreas areno-lamosas foram mapeadas, determinando áreas prioritárias para possíveis sítios com aptidão para o plantio de vegetação tipo mangue. Como até o momento não foi possível obter junto ao órgão ambiental estadual (IDEMA) a autorização especial para o desenvolvimento do experimento “Estudo de restauração de áreas costeiras através do plantio de espécies vegetais nativas, no campo de Macau município de Macau - Rio Grande do Norte”, está sendo possível, através de visitas técnicas, acompanhar o monitoramento do projeto desenvolvido no Rio Jaguaribe, sobre o plantio de mangue em área degradada e que está sendo feito para recuperação da nascente, possibilitando avaliar metodologias de alternativas sustentáveis para áreas costeiras, como também, apresentação de sugestões de restauração de ambientes costeiros.
¾ Proposta de restauração de ambientes costeiros: Um levantamento bibliográfico foi realizado à cerca do estado da arte buscando conhecer os princípios e técnicas com boas práticas já desenvolvidas em ambientes semelhantes à área do estudo. Conhecendo as técnicas, suas vantagens e desvantagens, é possível sugerir alternativas tecnológicas sustentáveis combinadas ou individuais como a restauração de ecossistemas de manguezais e restauração ecológica com engordamento de praia.
Por fim, foi realizada a interpretação e análise dos resultados consolidados na Dissertação de Mestrado e em subseqüentes publicações em periódicos científicos (Figura 1.2).
3. Aspectos Fisiográficos
A ação constante dos processos do meio físico, das condições climáticas (El Niña e El
Niño), das variações do nível do mar (Holoceno e Quaternário), da natureza das seqüências
geológicas, das atividades neotectônicas, do suprimento de sedimentos carreados pelos rios e oceano, de acordo com Suguio (1988), são os fatores determinantes responsáveis pelas feições geomorfológicas geradas na área costeira. Segundo o autor, os litorais são uma das áreas de mais intenso intercâmbio de energia e matéria do planeta. Para esta região localizada no extremo Nordeste Brasileiro, a importância dos elementos climáticos em consonância com outros fatores, é determinante quando se observa nas análises multitemporais e espaciais da evolução da linha de costa a geometria do litoral. Vale salientar que esta região costeira apresenta peculiaridade geográfica como baixa altitude, baixa latitude, relevo plano a suavemente ondulado integrado a outros processos possibilita a ocorrência de uma intensa dinâmica costeira, sendo assim um laboratório vivo para a análise da dinâmica costeira brasileira.
3.1. Clima
Entender as condições climatológicas da região é fundamental na compreensão dos processos costeiros atuantes na área. As informações obtidas na estação meteorológica de Macau/RN, localizada na Latitude: 05°07’ S e Longitude: 36°38’ W, Altitude: 5,97 m 6,80 m (cuba do barômetro) entre 1961-1990 (EMPARN, 2001); na estação de Guamaré/RN (PETROBRAS, 1995), levantamentos de campo Chaves (2005) e estudos ambientais (PETROBRAS). O clima da região é do tipo muito quente e semi-árido, seguindo um regime tropical de zona equatorial, apresenta uma estação seca de 7 a 8 meses entre junho a janeiro, com período chuvoso de curta duração nos meses de fevereiro a maio (DNMET, 1961 a 1990), forte insolação, elevada evaporação e constantes ventos secos de leste (Tabela 1.2).
Tabela 1.2 - Normais Climatológicas–1961/1990 para Macau – RN. Fonte: Brasil. DNMET/MMRR, 1991,
compilado de MENEZES (2003).
Meses Pressão Atm (mb) Temperatura (°C) Precipitação (mm) Evaporação (mm) Umidade (mm) Insola- ção (hs) Nebulo- sidade (%) Média Máxima Mínima Máxima
Absoluta Absoluta Mínima Total
Altura Máxima em 24h Janeiro 1010.5 27.5 31,2 22.8 35.8-29/78 20.3-25/64 31.7 51-23/70 199.9 70.0 229.2 60.0 Fevereiro 1010.3 28.6 31,3 24.1 35.8-27/85 20.2-12/65 66.9 86.6-11/85 166.3 72.0 180.5 50.0 Março 1010.7 27.4 31,3 23.6 36.1-21/83 19.8-31/68 136.4 112.7- 16/82 157.3 75.0 196.9 50.0 Abril 1010.6 28.2 31,4 23.1 35.7-14/43 20.2-13/62 169.4 148.3- 05/85 146.3 76.0 202.1 50.0 Maio 1011.2 27.0 29.0 22.8 35.2-09/80 18.2-26/81 100.7 63.1-23/85 153.8 76.0 202.3 60.0 Junho 1012.6 26.4 31.2 20.3 34.8-24/90 18.4-13/68 36.5 57.2-17/85 180.4 70.0 195.3 60.0 Julho 1013.0 25.0 30.9 20.4 35.4-27/83 17.3-13/64 29.2 40.6-16/64 195.0 69.0 193.5 50 Agosto 1013.6 26.2 31.8 21.0 35.0-28/73 17.6-01/86 7.9 29.0-05/69 229.5 69.0 248.8 50 Setembro 1012.8 26.6 30.9 20.3 35.4-12/85 20.0-20/84 5.1 22.7-18/74 249.1 68.0 229.9 50 Outubro 1011.7 26.9 31.1 21.9 36.2-05/89 17.4-23/86 1.0 7.8-21/71 234.4 69.0 249.7 50 Novembro 1010.8 25.7 31.1 22.1 35.6-20/90 18.2-29/64 3.4 25.6-30/78 214.1 66 249.6 50 Dezembro 1010.5 26.7 31,5 22.9 34.7-07/66 18.4-04/63 11.2 53.7-30/67 199.50 70 222.5 50
3.2 Precipitação
As chuvas são elementos climáticos de grande significância para a região, tendo uma relação direta com a posição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Segundo Nimer (1989), a região é caracterizada por temperaturas elevadas ao longo do ano e pequena amplitude térmica. No entanto, sob o ponto de vista pluviométrico não ocorre à mesma distribuição, ou seja, há uma forte variação sazonal no regime de chuvas, a estação chuvosa com precipitações mensais acima de 100 mm tem duração média de 3 meses e ocorre entre março e maio (Figura 1.3), já o trimestre mais seco (setembro a novembro) tem outubro com o mês de menor precipitação. O clima é modificado no decorrer dos anos, dependendo dos fenômenos cruciais de
El Niño (período de estiagem) e La Niña (período chuvoso) (Figura 1.4). De acordo com
análises dos estudos ambientais do INMET, é importante destacar que apesar de baixa precipitação ao longo dos anos, no período de 1984 a 2008, a precipitação média anual foi de 582 mm, com menor nível total anual de 97,9 mm em 1993, e o maior total anual de 1.780,6 mm em 1985. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 P rec ip it açã o ( m m)
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Meses
Figura 1.3 - Precipitação mensal média em Macau no período de 1961-1990.
Fonte: DNMET in estudos ambientais PETROBRAS.
Figura 1.4 – Precipitações pluviométricas acumuladas/ano, na Bacia do rio Piranhas/Açu, período de 1914 a 2008,
porto de Macau Salina com indicação de El Niño (seta vermelha) e La Niña (seta azul). Fonte: Boletim pluviométrico da EMPARN (2008).
O número máximo de dias com chuva foi de 131 dias em 1985 e o mínimo foi de 35 dias em 1993, indicando que 1985 foi o ano mais úmido e 1993 o ano mais seco, durante o período considerado. É importante frisar que em 1985 foi identificado o rompimento de várias lagoas interdunares no campo de dunas móveis de Diogo Lopes, proporcionando o assoreamento de duas áreas naquela planície estuarina, inclusive assoreando alguns canais de maré (Foto 1.1).