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1.5. Kurum İçi İletişimde Araç ve Yöntemler

1.5.2. Kurum İçi İletişimde Yöntemler

A diversidade no uso do conceito de clima escolar presente nos documentos da SEEMG não ocorre nas medidas de desempenho dos alunos e das escolas. Com a implantação do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE), os indicadores obtidos pelos programas desse sistema passaram a nortear as medidas de melhoria educacional.

As primeiras avaliações externas no Estado de Minas Gerais se iniciaram em 1992 e duraram até 1998 por meio de avaliações censitárias dos alunos das 3ª, 5ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio e também da 4ª série do curso de magistério. Um fato importante que distinguia as avaliações desse Programa das atuais é a prova de redação e a avaliação de séries intermediárias. Os componentes curriculares avaliados também diferiam em parte dos que são abordados pelas avaliações atuais que ficaram restritos a Matemática e Língua Portuguesa. A metodologia adotada, da teoria clássica dos testes, não permitia a comparação dos resultados das sucessivas avaliações, as quais eram realizadas diretamente pela SEEMG, por meio da Diretoria de

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Avaliação do Ensino e do Centro de Qualidade de Avaliação e Informação Educacional. As avaliações tinham caráter diagnóstico e sistêmico, utilizavam como instrumentos testes de múltipla escolha, redações e questionários. Os itens eram testados numa amostra de três mil alunos e eram produzidas quatro versões de testes com 50 itens cada. A redação era corrigida descentralizadamente com orientação da SEEMG. O objeto da avaliação era a aprendizagem de conteúdos curriculares segundo três níveis de comportamento: conhecimento, compreensão e aplicabilidade.

Os aperfeiçoamentos sucessivos na metodologia e na estrutura foram sendo introduzidos para consolidar essas avaliações até o formato final do SIMAVE. Essas modificações visavam atender a necessidade de informações mais precisas que orientassem a gestão do sistema educacional e o trabalho pedagógico nas escolas. Em parte, também motivado pela implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEb) em 1990 pelo MEC, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), que exerceu grande influência sobre os trabalhos de avaliação em Minas Gerais e estabeleceu novos padrões de exigência e qualidade nessa área.

Por essa razão, em julho de 2000, por meio da Resolução SEE nº. 104, criou-se o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE) com as seguintes finalidades: promover a avaliação sistemática da rede pública de educação básica do Estado; criar novos instrumentos de participação da sociedade e dos profissionais da educação na gestão da escola pública; democratizar o acesso à informação sobre a educação pública; desenvolver procedimentos de gestão baseados na avaliação continuada das políticas públicas educacionais e em critérios de equidade e; fortalecer a escola como instituição fundamental de promoção da igualdade de oportunidade para todos os mineiros (SEEMG/SIMAVE, 2008).

Atualmente, o SIMAVE é responsável pelo desenvolvimento de três programas de avaliação: o Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (PROEB), o Programa de Avaliação da Alfabetização (PROALFA) e o Programa

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de Avaliação da Aprendizagem Escolar (PAAE). O PROEB é o mais antigo deles e destina-se a fazer avaliação de desempenho em Língua Portuguesa e em Matemática de todos os alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. De 2000 a 2004, a avaliação era bianual e alcançava apenas as escolas da rede estadual. Atualmente, é anual e avalia todos os alunos que se encontram em sala nos dias das provas, nas escolas estaduais e municipais.

Para que os resultados se tornassem comparáveis nas suas sucessivas avaliações e também com os do Saeb, o PROEB passou a utilizar a Teoria da Resposta ao Item (TRI) como metodologia de avaliação. Com isso, os testes passaram a ser constituídos por 26 cadernos distintos, com 39 itens cada, construídos a partir de uma coleção de 169 itens para cada uma das séries e disciplinas avaliadas. Alguns itens de uma mesma disciplina são utilizados nos testes de diferentes séries escolares e nos anos de aplicação com o propósito de produzir resultados em uma escala de proficiência única. Desse modo, torna-se possível investigar a aquisição de competências e conhecimentos ao longo das séries escolares da educação básica.

O cálculo dos escores alcançados pelos alunos envolve um tratamento estatístico desenvolvido em três etapas: a) calibração dos itens, considerando a dificuldade do item, o seu índice de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso (Modelo de três parâmetros da Teoria da Resposta ao Item); b) equalização de escalas entre as séries escolares e entre o PROEB e o Saeb, utilizando-se, para tanto, os itens comuns aos dois programas de avaliação; e c) cálculo da proficiência média dos alunos, utilizando-se a escala do Saeb, por escola e demais unidades de análise.

A partir de 2003, com a implantação de novas políticas e programas pela SEE, a necessidade de informação sobre o desempenho dos alunos aumentou, o que exigiu mudanças no PROEB e a criação de um novo programa de avaliação o PROALFA, cuja primeira avaliação ocorreu em 2005. O PROALFA tem por finalidade verificar os níveis de alfabetização alcançados pelos alunos dos 2º, 3º e 4º anos do ensino fundamental da rede pública e orientar as intervenções

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necessárias para a correção dos problemas encontrados. A meta perseguida era ter todas as crianças lendo e escrevendo até oito anos de idade. A partir de 2006, com a adoção da mesma metodologia do PROEB e construção de uma escala de proficiência específica para a alfabetização, os resultados anuais sucessivos tornaram-se também comparáveis.

O Acordo de Resultados da SEE estabeleceu metas gerais para a educação que foram desdobradas em planos de metas setoriais para cada uma das escolas e Superintendências Regionais de Ensino – SRE’s. Com isso, a periodicidade das avaliações passou a ser anual e a abrangência ampliada para atingir todas as escolas estaduais e municipais. Essas metas foram estabelecidas considerando não apenas a evolução da proficiência média nas disciplinas avaliadas, mas a variação do percentual de alunos em três faixas de proficiência: baixa, intermediária e recomendável.

O terceiro elemento do SIMAVE, o Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar (PAAE), foi criado para oferecer ao professor do ensino médio um instrumento de diagnóstico sobre a aprendizagem prévia dos alunos em relação aos Conteúdos Básicos Comuns (CBC), além de oferecer subsídios para fundamentar intervenções pedagógicas que promovam a melhoria do ensino e da aprendizagem. Um dos critérios de avaliação da qualidade do trabalho realizado pelos professores tem como principal indicador a aprendizagem dos alunos. Para conseguir esse indicador, foi desenvolvido um banco com aproximadamente 30 mil itens sobre os CBCs de todas as disciplinas do ensino médio. Esse banco de itens é gerenciado por um sistema informatizado que permite ao professor gerar provas que são aplicadas no início e ao final de cada ano letivo. As respostas dos alunos são lançadas no sistema pelo professor, o que permite a emissão de relatórios quase instantâneos. Os resultados da prova do primeiro semestre permitem ao professor realizar um diagnóstico da situação de cada aluno, enquanto que a prova do segundo semestre fornece a informação sobre a evolução do desempenho dos alunos em função do trabalho realizado pelo professor.

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Fez-se esta introdução sobre os distintos elementos do sistema de avaliação da educação mineira porque, no presente trabalho, serão utilizados os dados de um desses elementos - o PROEB, por meio dos testes de Língua Portuguesa e de Matemática, para avaliar o desempenho médio dos alunos. Também serão utilizadas as informações do questionário contextual aplicado na ocasião da aplicação desses testes, contendo os dados do clima escolar. No capítulo 4 da Metodologia de Pesquisa esse assunto será retomado.

Benzer Belgeler