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VI. Genel Olarak Yahudilik

2. KURAN YOLU TEFSİRİNE GÖRE YAHUDİLİĞİN İNANÇ ESASLARI

2.2. Peygamber İnancı

2.2.2. Kuran Yolu Tefsirine Göre Yahudilikteki Peygamber İnancının Yorumları

Embora não exista um consenso de teorias sobre o conceito de identidade organizacional, existem diversos insights sobre o processo de construção dos autoconceitos e das identidades nas organizações, pelos seus membros. As discussões acerca do conceito de identidade organizacional ou nas organizações e sua dinâmica são controversas e organizadas diferentemente por diversos autores. Nesta pesquisa apresentarei tal discussão sob o prisma de duas grandes vertentes: (a) a identidade como algo possível de ser construída, mantida e modificada/moldada pela organização sobre os sujeitos que com ela

se relacionam (BROWN, 2001; IEDEMA; RHODES; SCHEERES, 2005); (b) a existência de diversas identidades grupais na organização, moldadas pelos diversos grupos de indivíduos que se relacionam com ela e identificam-se (ou não) com estes grupos (CALDAS; WOOD, 1997; FOUCAULT, 2002; HATCH; SCHULTZ, 2002; ALVESSON; EMPSON, 2008; CARRIERI; PAULA; DAVEL, 2008; WATSON, 2009; WEBER, 1999; PIMENTEL; CARRIERI, 2011). O interesse principal na compreensão dos significados desta dinâmica nos estudos de identidade é o de entender as relações humanas nas organizações.

Para guiar e estruturar uma reflexão sobre a temática da identidade organizacional (ou nas organizações) e sua dinâmica, escolhi três modos de pensar a identidade nas organizações presentes no estudo de Alvesson e Empson (2008): a visão funcionalista da

identidade organizacional; a perspectiva crítica da identidade organizacional; e a perspectiva da identidade nas organizações.

O primeiro prisma dos estudos de identidade apresenta a visão funcionalista da

identidade organizacional, ao questionar a presença ou a ausência de identidade

organizacional de característica distinta, duradoura e central nas organizações. Inicialmente Alvesson e Empson (2008) apontam que não são muitas as pessoas que definem a si mesmas primeiramente a partir da identificação com a organização. Para estes autores são constantes os termos quantitativos de positividade e negatividade utilizados pelas pessoas ao caracterizarem processos de identificação com as organizações na literatura desta temática. Por exemplo, forte identificação de membros/stakeholders com a organização é percebida como positiva, destacando-se as principais qualidades citadas: distinta, coerente e forte (identificação).

Em uma segunda instância, surge o prisma da perspectiva crítica da identidade

organizacional que terá como preocupação principal criticar a visão funcionalista da

identidade organizacional, denunciando o monitoramento identitário que tal perspectiva suscita. Por exemplo, Iedema, Rhodes e Scheeres (2005) discutem a identidade nas organizações, sob o prisma da subordinação aos outros, ou seja, objeto da subjetividade de uma própria pessoa, sob o controle e dominação de uma „representação‟ nas relações de trabalho.

Brown (2001) traz esta análise para o contexto das organizações contemporâneas, as quais administram meios de inculcar valores e identidades nos sujeitos, ou seja, o indivíduo “veste uma máscara” de profissionalismo, podendo agir contrário aos seus desejos e às suas crenças, em troca de ganhos econômicos. As identidades individuais (selves) são construídas nas organizações e as demandas do trabalho moderno afetam suas autoconceituações frente à pressão para suprimir a individualidade e se adequar às normas de conformidade social, como as comparações sociais e a auto-apresentação (GOFFMAN

apud BROWN, 2001). Brown (2001) aprofunda conhecimentos sobre as implicações

emocionais na vida dos indivíduos de um grupo em virtude da observação panóptica de controle e subordinação das organizações em suas relações. Nesse contexto, a privacidade destes indivíduos encontra-se totalmente exposta, podendo gerar formas destrutivas de mau comportamento, como a fraude.

Nesta mesma linha, Iedema, Rhodes e Scheeres (2005), investigam as implicações da economia global pós-moderna na identidade no trabalho, caracterizando a essência da identidade do trabalhador como instável e calcada em estruturas de administração e organizacionais de poder. Neste cenário os trabalhadores incorporam a tecnologia de comunicação informatizada, trabalho imaterial (unindo tarefas analíticas e simbólicas e resultando em criativas e inteligentes manipulações) e o contato humano (via corpo) ou virtual influenciando a produção e manipulação de afeições. Os autores analisaram de maneira crítica que a revolução de informação apresenta uma complexa transição nas relações e identidades no trabalho, gerando formas inculcadas de administração de poder na qual a produção tende a focar-se em serviços, tratando o ser humano de forma racional- instrumental.

Sobre um terceiro prisma, Alvesson e Empson (2008) refletem sobre a identidade

nas organizações através de variações empíricas entre as organizações e os empregados

como meios de desenvolvimento no entendimento deste complexo fenômeno. Para isso buscam nas narrativas dos pesquisados encontrar o equilíbrio entre a realidade e a fantasia, ou seja, o quanto se reflete uma fantasia idealizada sobre o que a organização deve ser, quais autoconceitos são idealizados pelos membros da organização, e quais as implicações destas fantasias na identidade. Para estes autores, durante os períodos de mudanças, os membros das organizações ao encararem ameaças externas e descontinuidades e ao

refletirem sobre como as coisas são e eram feitas provocam uma „identidade no trabalho‟ e assim (re) constróem suas identidades.

A perspectiva da identidade nas organizações segue as premissas sociológicas de que o indivíduo constrói sua identidade em relação à organização e a outras categorias como o grupo de trabalho, por idade, entre outras que possuam características semelhantes de identificação. Ao longo de suas vidas os indivíduos moldam suas identidades tanto temporalmente quanto setorialmente e o envolvimento organizacional é uma fonte dentre outras tantas da construção da identidade das pessoas, da vida do profissional e do resultado da sua experiência, passível de ser identificada empiricamente em estudos de vários indivíduos (WATSON, 2009; WEBER, 1999). Para Watson (2009) as identidades são parte de experiências organizacionais, administrativas e ocupacionais significativas e quando estudadas permitem ampliar a compreensão de sua relação com: a vida humana, as organizações, a administração e os processos de trabalho.

Foucault (2002) por sua vez, defende que as identidades individuais e coletivas são intensamente governadas por convenções sociais, monitoramento comunitário, normas legais, obrigações familiares e injunções religiosas. As correntes de identidade social e auto-apresentação (e também a da identidade organizacional) geralmente negam os processos de poder, controle e monitoramento constante que afetam a subjetividade do indivíduo. Foucault (2002) indica que subordinação a um Deus torna os seres representativos de um caráter de objeto nas culturas ocidentais dominadas pelas práticas representacionais e caracteriza a instabilidade na identidade dos trabalhadores sujeita a intensidade das emoções e ações performativas no trabalho, no qual a construção da identidade é um processo de poder e resultado complexo de processos de submissão e resistência.

Para Hatch e Schultz (2002) e Caldas e Wood (1997) a identidade organizacional deve ser teorizada em relação à cultura e à imagem relacionando definições internas e externas à organização. Para estes autores a identidade é definida em relação a um sistema de significações, valores, ideologias e pelas significações culturais que as perpassam.

A partir das discussões sobre a dinâmica da identidade nas organizações, escolhi seguir a linha destes estudos que privilegiam a existência de diversas identidades grupais na organização, moldadas pelos diversos grupos de indivíduos que se relacionam com ela e

identificam-se (ou não) com estes grupos (CALDAS; WOOD, 1997; FOUCAULT, 2002; HATCH; SCHULTZ, 2002; ALVESSON; EMPSON, 2008; CARRIERI; PAULA; DAVEL, 2008; WATSON, 2009; WEBER, 2009; PIMENTEL; CARRIERI, 2011).