• Sonuç bulunamadı

A. β-hücre fonksiyonlarının genetik defekt

2.7. Diabetes Mellitus Komplikasyonları

2.7.2. Kronik Komplikasyonlar

O conteúdo aqui apresentado não tem a pretensão de ser um estudo aprofundado sobre a realidade científica brasileira e nem possui a abrangência que um estudo desta natureza requer, uma vez que a realização de estudo com esse nível de densidade demandaria esforços e que estão além do escopo do tema da presente pesquisa de doutorado. A intenção, portanto, é apresentar um breve panorama da pesquisa científica no Brasil.

Se nos Estados Unidos e Europa, somente no século XIX, a ciência passa a ser financiada por grupos industriais e governos (De MEIS & LETA, 1996), na América Latina, somente nos anos 50 e 60, vários países criaram conselhos nacionais de pesquisas para promover e financiar pesquisas científicas, ciência e tecnologia; conseqüentemente, observou-se o aumento nas universidades do investimento em ciência (AYALA, 1995).

A este respeito, é importante considerar que a história da universidade no Brasil é relativamente recente, podendo-se dizer o mesmo da história de pesquisa no Brasil. Data do início do século passado a criação da Universidade de Manaus (1909), hoje conhecida como Universidade Federal do Amazonas. Depois dela vieram a Universidade Federal do Paraná (1912), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (1920), a Universidade Federal de Minas Gerais (1927) e a Universidade de São Paulo (1934), esta última respondeu em 2006 por 28% da produção científica brasileira (http://www4.usp.br/index.php/a-usp).

Salienta-se ainda o fato de que o programa de Pós-Graduação da universidade brasileira é muito recente e data da década de 60, o que reforça o fato de que a pesquisa científica no Brasil tem uma trajetória muito curta. A USP destaca-se neste cenário por ser hoje a universidade com maior número de programas de pós-graduação no Brasil.

A seguir é feita uma retrospectiva do cenário brasileiro, iniciando pelo estudo conduzido por Schwartzman (1985), que é considerado um clássico dentro do contexto de delineamento do cenário da pesquisa científica no Brasil. Este estudo focou o desempenho de unidades de

pesquisa, que segundo critério definido pela Unesco, são grupos envolvidos em projetos de pesquisa com duração mínima de um ano e formados por no mínimo um pesquisador sênior e em média por dois assistentes. O estudo de Schwartzman avaliou o desempenho de 288 unidades de pesquisa brasileiras voltadas a várias áreas de conhecimento (ciências biológicas, tecnológicas, exatas, médicas e agrícolas) e apontou na época um total de aproximadamente 5 mil unidades de pesquisa cientifica que satisfaziam a definição da Unesco. Destas, 60% estavam localizadas em instituições universitárias, 32% em institutos de pesquisa governamentais não universitários, e 8% em empresas orientadas para a produção, públicas ou privadas (mas, em sua maior parte, estatais).

Em relação ao volume de investimentos em P&D realizados em 1982, os dados levantados pelo estudo estão relacionados a seguir em ordem decrescente dos investimentos: 265 milhões de dólares para o Ministério da Agricultura, 111 milhões para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), 106 milhões para o Ministério da Educação e Cultura, 96 milhões para Minas e Energia, e 64 milhões para a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP. No entanto, a totalidade destes recursos não vai exclusivamente para as atividades de pesquisa e boa parte deles é utilizado para arcar com despesas administrativas. É o caso do CNPq que utilizou 47,1% dos seus recursos na sua administração.

No caso específico da Embrapa, empresa cuja produção científica relativa à cultura do sorgo foi escolhida para aplicação da modelagem do conhecimento científico proposta nesta tese, o estudo revela que em 1982 o seu orçamento total foi da ordem de 142 milhões de dólares, dos quais 30 milhões foram para atividades de “administração e coordenação”, 47 milhões para "fortalecimento da pesquisa agropecuária" e 65 milhões para pesquisas realizadas principalmente nas suas diversas unidades de pesquisas espalhadas pelo Brasil.

Dados mais recentes indicam que o orçamento da empresa foi de R$ 670 milhões em 2001 e de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2006. Segundo o documento publicado pela Embrapa, intitulado “Balanço Social 2009”, o expressivo apoio do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa) permitiu em 2009 ampliar em 34,17% as receitas da Empresa, que passaram de R$ 1,35 bilhão para R$ 1,81 bilhão, o que, em dólares, significa um orçamento superior a US$ 1 bilhão.

ambientes universitários, a maior parte dos financiamentos tem sido canalizados para fora deles, principalmente as pesquisas de cunho experimental, que demandam alto volume de recursos. Isto leva a crer que há uma certa predisposição das agências de fomento à ciência e tecnologia a alocar recursos em instituições, cujas atividades de pesquisa possivelmente gozem de maior credibilidade do que as universidades.

Evidentemente passados 25 anos após este estudo, embora muitos traços da pesquisa universitária ainda se mantenham, é percebida uma outra realidade no cenário da pesquisa científica brasileira a qual se encontra em outro nível de desenvolvimento, e qualificação do seu quadro de pesquisadores. Isto não só vale para a pesquisa universitária como também como para os institutos de pesquisa, entre os quais destaca-se a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa.

Para ilustrarmos o foco dado pela Embrapa no alto nível de especialização do seu quadro de funcionários, chama-se a atenção para o fato de em dezembro/2009 a empresa ter publicado edital convocando concurso publico em nível nacional para preenchimento de 697 vagas, a maioria das quais tendo como exigência diplomação em nível de doutorado (Pesquisador) e em nível de mestrado (Analista). Isto revela uma forte orientação da empresa em relação à qualificação técnica do seu quadro de pessoal, orientado para as atividades de pesquisa e suporte à pesquisa.

Por outro lado, citando ainda a Embrapa, diferentemente do que foi assinalado à época pelo estudo de Schwartzman, a empresa possui um plano bem definido de cargos e salários, que permite aos seus funcionários planejar uma progressão na carreira. O seu quadro de pessoal é continuamente avaliado por critérios de produtividade, dentre eles: total de artigos publicados, participação em projetos de pesquisa, participação em palestras e seminários, cursos de aperfeiçoamento e outros.

2.6.1 Institutos de pesquisas agronômicas no Brasil

No Brasil, o processo de institucionalização da pesquisa científico-tecnológica iniciou-se no século XX. O primeiro instituto de pesquisa científica brasileiro de reconhecimento internacional foi o Instituto Oswaldo Cruz, fundado em l900 no Rio de Janeiro (De MEIS & LETA, 1996).

Um outro instituto de pesquisa com prestígio consolidado é o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), órgão público federal ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2009 completou 55 anos de atividades voltadas para a missão de promover a competência, o desenvolvimento de recursos e a infra-estrutura de informação em ciência e tecnologia para a produção, socialização e integração do conhecimento científico- tecnológico do Brasil.

Já no caso dos institutos de pesquisas agronômicos, a história remonta ao século passado. No ano de 1887 foi criada por um decreto de D. Pedro II, a Imperial Estação Agronômica de Campinas, que inicialmente esteve voltada aos estudos da cultura cafeeira, buscando desenvolver variedades adaptadas às condições das diversas regiões brasileiras.

Segundo Salles-Filho (2000), a história dos institutos de pesquisas agrícolas faz parte de momentos importantes da economia e do desenvolvimento do Brasil. Segundo dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em 2003 o agronegócio respondia por cerca de 31,5% do PIB nacional, atualmente é o maior responsável pela pauta de exportações brasileiras.

Mais do que números, estes dados refletem o processo de modernização tecnológica da agroindústria nacional do qual participaram ativamente os diversos institutos de pesquisa agronômicos existentes no Brasil (ver Anexo 3).

Os institutos de pesquisas agropecuários têm tido uma atuação pujante no Brasil, e em conjunto têm tido resultados expressivos em ações voltadas ao melhoramento genético de diversas culturas, adaptação de culturas às características específicas de clima e solo das diversas regiões do Brasil, estudo de pragas e doenças visando seu combate e aumento da resistência das culturas a estes elementos nocivos. Destaca-se o importantíssimo papel sócio- econômico que os institutos de pesquisa desempenham através dos seus programas de transferência de novas tecnologias para o pequeno e médio produtor brasileiro. Todos estes esforços de pesquisa têm sido orientados pela busca de sustentatibilidade, incremento de produtividade e da competitividade da agropecuária brasileira no cenário internacional.

Destaca-se o papel da Embrapa, que desde sua fundação em 1973, tem transformado profundamente a agricultura brasileira. A empresa é considerada atualmente o maior centro de tecnologia agropecuária tropical do mundo, tendo sido responsável pela inclusão da região

dos cerrados no sistema produtivo, transformando a região em uma das maiores fronteiras agrícolas do mundo. Em 2003, esta região foi responsável por 40% da produção brasileira de grãos. No setor de pecuária, as pesquisas da Embrapa também foram altamente frutíferas, tendo multiplicado por três a oferta de carne bovina e suína, enquanto a de frango experimentou um aumento de dez vezes. A produção de leite, por sua vez aumentou de 7,9 bilhões em 1975 para 21 bilhões de litros, em 2002.

No Anexo 3 estão elencados os principais institutos de pesquisas agronômicos brasileiros, assim como a descrição sintética da sua área de atuação.

Na próxima seção faz-se uma breve apresentação mais detalhada da Embrapa Milho e Sorgo, empresa escolhida para aplicação da modelagem proposta.

2.6.1.1 Embrapa Milho e Sorgo

Inicialmente conhecida como Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo - CNPMS, este centro de pesquisa foi inaugurado em 1976, aproveitando a infra-estrutura existente do então Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária do Centro-Oeste (IPEACO). Posteriormente sua denominação foi alterada passando a adotar o nome pelo qual é conhecida até os dias de hoje, Embrapa Milho e Sorgo.

A Embrapa Milho e Sorgo - http://www.cnpms.embrapa.br - é uma das 40 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária espalhadas pelo território brasileiro. Este centro de pesquisa está localizado no km 65 da Rodovia MG 424, que liga Belo Horizonte a Sete Lagoas, esta distante 70 km de Belo Horizonte e 12 km de Sete Lagoas, possui uma área total de 1.933 hectares além de possuir um campo experimental de 125 hectares localizado em Porteirinha, no norte do estado de Minas Gerais.

A unidade dispõe de modernos laboratórios nas áreas de Solos e Nutrição de Plantas, Fisiologia Vegetal, Biologia Molecular, Cultura de Tecidos, Entomologia, Fitopatologia, Análise de Sementes, Microbiologia e Agrometeorologia. Conta ainda com um centro de processamento de dados, uma pequena gráfica e uma ilha de edição de vídeo. Essa infra- estrutura, além de atender às necessidades da Unidade, presta serviços ao público externo, realizando serviços diversos.

A empresa conta com 300 funcionários, dos quais 170 dedicados a atividades de pesquisa. As atividades de pesquisa se concentram nos seguintes núcleos: Núcleo de Recursos Genéticos e Desenvolvimento de Cultivares; Núcleo de Desenvolvimento de Sistemas de Produção; Núcleo de Pesquisa em Fitossanidade; Núcleo de Biologia Aplicada; Núcleo de Água, Solo e Sustentabilidade Ambiental. A atuação da empresa pode ser resumida através da sua missão: “Viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura em benefício da sociedade brasileira”. Os valores que balizam as práticas e os comportamentos da Embrapa e de seus integrantes e representam as doutrinas essenciais e duradouras da empresa são: Excelência em pesquisa e gestão; Responsabilidade sócio- ambiental; Ética; Respeito à diversidade e à pluralidade; Comprometimento; Cooperação. Os objetivos estratégicos a serem alcançados pela empresa podem ser entendidos através da sua visão: “Ser um dos líderes mundiais na geração de conhecimento, tecnologia e inovação para a produção sustentável de alimentos, fibras e agroenergia”. É importante ressaltar que a Embrapa é considerada centro de excelência em pesquisa agropecuária, sendo que a unidade de Sete Lagoas é responsável pelo programa de pesquisas das culturas de milho e sorgo.