Gider Polikası ve Uygulamaları
B. KAMU KAYNAK TAHSİS VE KULLANIM SÜREÇLERİNİN ETKİNLİĞİNİN ARTIRILMASINA VE İDARİ KAPASİTENİN
5. Kamu İç Mali Kontrol Sistemi Alanında Eğitim ve Yönlendirme Çalışmaları 2014 yılında, 5018 sayılı Kanun kapsamında kamu iç mali kontrol sisteminin
Após os atentados de 11 de setembro de 2001 o mundo viu popularizar-se uma nova forma de legítima defesa, anterior ao ataque, propalada por expressões como “Doutrina Bush” ou “ataque preventivo”. O que não se divulgou era que tal argumento era antigo na história, sendo sempre polêmico, principalmente quanto a sua legalidade e legitimidade.
A ideia de legitima defesa preventiva está ligada a não ocorrência, no momento, de um ataque. Baseia-se na possibilidade e plausibilidade de um ataque futuro a ameaçar um Estado. Não é possível identificar claramente quando ou mesmo se haverá o ataque e se a ameaça é real ou apenas potencial, quem dirá imaginária do possível agredido futuro.
De acordo com o artigo 51 da Carta da ONU, que funciona como norma permissiva de uso da força e prevê a legítima defesa, para que esta seja possível deve haver de fato um “ataque
não há nenhuma ameaça a integridade dos participantes europeus. Porém, há quem afirme que o sistema do Atlântico Norte continua necessário em face das ameaças terroristas.
armado”, não teórico ou potencial, mas efetivo, acontecendo e claramente identificável no espaço e no tempo. Ao contrário disso é o enquadramento da legítima defesa preventiva. Leite Neto (2009, p. 156) assim define a situação de parte da doutrina que não aceita a legítima defesa preventiva:
(…) a legítima defesa consoante o artigo 51 da Carta baseia-se na ideia de contra-ataque, de reação ao uso efetivo – e não potencial – da força armada. O máximo permissível a um determinado Estado ameaçado pela possibilidade de ser vítima de um ataque armado é a preparação de seus efetivos militares a fim de repeli-lo. A Carta proíbe qualquer ação armada preventiva de legítima defesa. Nada nos trabalhos preparatórios da Carta indica, ademais, uma intenção ampliativa de fundamento costumeiro acerca da legítima defesa disposta claramente na redação do artigo 51. (grifo nosso)
Para os defensores dessa corrente, em caso de não ataque, só o Conselho de Segurança pode tomar alguma medida inicialmente. A legítima defesa, como permissivo de uso da força em caso de ataque armado deve ser interpretado restritivamente, não podendo o intérprete incluir novas formas sob a denominação legítima defesa que sejam diferentes da prevista na Carta da ONU, que não prevê, expressamente a modalidade preventiva. Por não haver previsão expressa estaria terminantemente proibida. Se não houver ataque armado não pode haver defesa legítima, pois o que se defenderia, na modalidade preventiva acabaria sendo o agressor, ao tomar a iniciativa.
Defensores dessa corrente expressam a preocupação, como Michael Byers (2007, p. 99):
A adoção de direitos ampliados de legítima defesa em caráter preventivo também introduziria perigosas incertezas nas relações internacionais. Quem decidiria que uma possível ameaça justificaria a ação preventiva? Como se proteger de intervenções militares oportunistas justificadas por uma capa de legítima defesa preventiva? Estaríamos realmente dispostos a conceder o mesmo direito ampliado à Índia, ao Paquistão e a Israel – potências nucleares com um histórico de intervenção além fronteira –, como estaríamos obrigados a fazer pelo princípio da aplicação equitativa do direito consuetudinário internacional? E não será que a adoção desse direito levaria possíveis países-alvo a atacar primeiro, decidindo utilizar em vez de perder suas armar biológicas, químicas e nucleares? Os governos têm em geral plena consciência das consequências potencialmente perigosas da Doutrina Bush, e em sua maioria se têm mostrado cautelosos em hipotecar seu apoio. (grifo nosso)
As indagações são sérias. Se um Estado se arma é porque pretende usar as armas de maneira ofensiva ou pelo menos defensiva. A partir do momento em que considera a possibilidade de perder seu armamento estratégico, como artefatos nucleares, tão difíceis de serem obtidos, pode ser que a tentação de usá-los seja maior que outras ponderações, pois perderia poder no cenário internacional, caso perdesse essas armas e já estaria sendo punido só por tê-las. Caso houvesse ameaça de ataque para destruí-las haveria também o blefe de usá-las, que não se saberia a extensão da verdade.
O Direito deve ser igual a todos, principalmente quando se recorre às mesmas fontes. Permitir o uso por um Estado-nação significa liberar o uso, sem controle, por todos os outros, e
aferir a legalidade de todos os atos é impossível.
O ponto mais importante e também preocupante é o que questiona como evitar que uma ação militar oportunista use o argumento da legítima defesa preventiva. Conforme veremos na análise de casos, é muito comum se usar o argumento de legítima defesa em caráter prévio para justificar uma invasão militar com outros interesses, tal qual ocorreu com o caso do Iraque em 2003. Essa é a questão mais difícil de ser resolvida, talvez só podendo ser solucionada com um acréscimo na Carta da ONU para prever a legítima defesa preventiva e os meios e circunstâncias nas quais ela seria aceita. A norma poderia limitar a abrangência do ataque prévio e também prever o ressarcimento do dano caso seja declarada ilegal a ação.
Os defensores da legalidade da ação preventiva dizem que quando a Carta da ONU se refere à legitima defesa, indicando as modalidades individual e coletiva o faz de modo exemplificativo, pois a própria Carta prevê o direito inerente à legítima defesa no artigo 51, que Leite Neto (2009, p. 162) afirmou, em tom de ironia que “se tornou uma espécie de emplasto de Brás Cubas, a panaceia de todos os males” já que o recurso ao artigo se tornou a saída para todas as ações que levam a alcunha de legítima defesa.
Nos últimos anos a ideia de legítima defesa preventiva perdeu adeptos e passou a ser vista com reservas. Certamente em resposta a impopular Doutrina Bush, que previa a possibilidade de ataques e guerras preventivas para liquidar no âmbito internacional ameaças aos Estados Unidos, assim definidas pelo governo americano. Obviamente é interesse de todos a preservação da paz e contar com um Estado, definido como única superpotência, definindo sozinho o que é ameaça e onde atacar é demais para o sistema interestatal. Devemos ter em mente que o principal motivo do aferrecimento da Doutrina Bush deveu-se muito mais aos problemas enfrentados em guerras já existentes, como a do Iraque e no Afeganistão e a problemas econômicos do que uma simples mudança de pensamento com relação à legalidade dessas ações.
Do ponto de vista jurídico-teórico, entendo que é possível o uso de legítima defesa preventiva, porém em circunstâncias por demais estreitas. Se Inglaterra e França houvessem atacado a Alemanha nazista antes de 1939 poderiam até ter entrado para a história como violadoras da paz, mas sua leniência foi muito mais comprometedora para o mundo do que se tivessem agido. É certo que os critérios que devem definir a possibilidade de uso legal e legítimo precisam ser bem definidas, ficando claras as situações possíveis, pois é certo também que em pouquíssimas vezes na história um governo se encontra na situação anglo-francesa da década de 1930.