Gider Polikası ve Uygulamaları
B. KAMU KAYNAK TAHSİS VE KULLANIM SÜREÇLERİNİN ETKİNLİĞİNİN ARTIRILMASINA VE İDARİ KAPASİTENİN
4. İç Denetim Sistemi ile İlgili Çalışmalar
O conceito de legítima defesa se divide em muitas espécies. No presente tópico trataremos de uma das divisões mais aceitas e comuns, a que divide a legítima defesa em individual e coletiva. Embora a nomenclatura seja bastante explicativa, pois se refere aos agentes envolvidos há nuances que devem ser frisados. Ambos estão previstos no artigo 51 da Carta da ONU.
A legítima defesa se caracteriza como individual na situação mais comum de um ou mais participantes agressores, em bloco, realizarem um ataque armado contra um Estado (legítima defesa individual individualmente exercida) ou grupo unido de Estados (legítima defesa individual coletivamente exercida), sendo porém que ocorre mais um Estado contra outro Estado (DINSTEIN, 2004, p. 341). Assim, ao sujeito passivo do ataque é dado o direito de se defender, por se encontrar na linha de frente do ataque.
O agredido é quem toma, inicialmente todas as medidas relacionadas a sua proteção e defesa. Pode acontecer de haver ajuda de outros Estados, mas isso só ocorre em outros momentos, mesmo que quase seguidos ao ataque. Nem sempre é possível ao atacado ser bem sucedido em sua defesa, daí necessitar posteriormente de ajuda, mas é pouco provável que não faça nada, deixando a
agressão correr sem resposta. É o caso do Kuwait, no início da década de 1990, por conta da agressão iraquiana, quando ele era o único capaz de oferecer alguma resistência ao avanço das tropas iraquiana, sendo que a resistência por mais heroica que pudesse ser não tinha como segurar o avanço, de modo que apenas depois a coalizão internacional libertou o país. Para Ávila e Rangel (2009, p. 134)
Evidente que nenhuma reação do país agredido precisa ser desenvolvida instantes após a agressão. A contramedida utilizada deve ser, por certo, refletida, calculada e estudada. O uso da força deve pressupor um cuidado especial, tanto pela eventual ilegalidade do ato de legítima defesa quanto pelas particularidades de um sistema no qual a guerra é, em princípio, proibida.
Todo esse cuidado e preparo, além de atenção estrita a legalidade não tem como ser tomadas, na realidade, caso o ataque armado seja de grandes proporções, esteja ocorrendo de maneira total, e haja até mesmo invasão terrestre. Isso porque a necessidade de defesa é tão premente, tão necessária e desesperada que não há condições para isso. Mas também, nesses casos, o permissivo de legítima defesa costuma ser claro. Nos casos em que a agressão seja pontual, limitada, é que o cuidado especial com a legalidade pode gerar maiores reflexões.
No geral, a legítima defesa individual não difere muito de tudo aquilo que narramos para o conceito de legítima defesa na introdução deste tópico. Praticamente tudo se aplica a ela pois foi tomando-a por base que quase todos os outros conceitos e classificações se desenvolveram.
Já a legítima defesa coletiva possui como peculiaridade o fato de que normalmente se insere num contexto de segurança coletiva. Isso se dá quando Estados deixam de organizar a defesa em vista de sua proteção imediata e passam a organizá-la em vista a proteção de um terceiro. Leite Neto (2009, p. 147-148) define a legítima defesa coletiva quando se tem como “objetivo principal preservar a tranquilidade de Estados fracos militarmente, incapazes quanto à manutenção de sua própria segurança sem o apoio de uma aliança militar”.
Pode ocorrer na forma de legítima defesa coletiva individualmente exercida, quando apenas um Estado vai em socorro do agredido ou legítima defesa coletiva coletivamente exercida, quando um grupo de Estados vai em favor do agredido. No primeiro caso a decisão de apoiar o atacado costuma vir como decisão individual. Já no segundo costuma ocorrer via acordo, por sistema regional de segurança coletiva, que como exemplo podem ser citados o Pacto de Varsóvia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), criadas no contexto da guerra fria, como uma forma de proteção de Estados menores dentro de cada bloco geopolítico como meio de proteção contra um ataque de uma das superpotências do sistema opositor.16
16 Com o fim da União Soviética o Pacto de Varsóvia foi extinto e muitos dos países que anteriormente faziam parte do Pacto chegaram a entrar para a OTAN, como a Polônia. Muito se discute sobre a necessidade atual da OTAN, já que
O critério coletivo ocorre tanto se houver um vínculo anterior entre os Estados (OTAN) como quando não havendo vínculo houver pedido de auxílio por parte do agredido (Vietnã do Sul solicita apoio americano).
Além dos critérios comumente aceitos para legítima defesa, como agressão injusta e imediatismo, para haver legítima defesa coletiva outros dois requisitos são necessários, que devem ser a solicitação de ajuda deve vir da autoridade reconhecidamente legítima do país e que deve ter sido configurado um ataque armado (LEITE NETO, 2009, p. 166-167). Portanto, não é possível, com vistas a legalidade da legítima defesa coletiva a intervenção de um Estado no território de outro para apoiar uma facção interna.
A modalidade coletiva pode ser vislumbrada, também, numa lógica de poder estatal. Isso é observado quando um Estado traduz uma agressão a um terceiro como inaceitável ao seu poder ou interesse e no caso de a agressão obter sucesso isso seria uma grave violação não só as normas do Direito Internacional, mas também à balança de poder, levando a uma situação de insegurança futura. Para isso basta imaginarmos uma situação imaginária em que a República Popular da China invadisse Taiwan; o governo americano poderia interpretar a situação como um desacato ao seu poder e intervir na defesa de Taiwan, em legítima defesa, talvez até mesmo sem a solicitação do governo local, pois a credibilidade americana estaria ameaçada caso houvesse uma série de atos de agressão de Estados poderosos contra fracos no mundo.