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1.5. İşsizlik Türleri

1.5.6. Gizli İşsizlik

A relação de emprego que era outrora, apenas regulada por normas de direito privado é hoje tutelada, em muito de seus aspectos, por disposições de direito público, com as quais o Estado impõe sua vontade, em nome do interesse coletivo. 55 O que designamos como Intervenção do Estado nos riscos de trabalho, é conhecido no Direito Ambiental como “Princípio da obrigatoriedade da intervenção estatal” encontra- se na Carta da República de 1988 no art. 200, inciso VIII, que estatui competir ao SUS, entre outras atribuições, “colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho” (FIGUEIREDO, 2000, p. 67).

Quando o exercício de dada atividade econômica causa dano que repercute no âmbito da relação de emprego (como sucede, por exemplo, nos danos causados ao meio ambiente de trabalho e irradiam reflexos sobre os empregados do causador do dano), o interesse difuso aí presente assiste também aos trabalhadores.

A Constituição Federal de 1988 trata o Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

O Ministério Público do Trabalho integra o Ministério Público da União (CF, art. 128, I, b). A ele incumbe, dentro da esfera de suas atribuições, as mesmas tarefas que a Constituição assinala ao Ministério Público em geral entre elas a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Entre suas funções institucionais, inclui-se a de promover a ação civil pública.

55“A velha divisão do Direito Público e do Direito Privado já não pode ter, na realidade, aquela

significação que lhe atribuíam os romanos, tanto mais quando cada vez se faz sentir com mais rigor a penetração da influência do Estado, mesmo na esfera até hoje reservada ao Direito Civil. E nessa penetração, longe de constituir uma subordinação de uma disciplina a outra, representa antes uma transformação no próprio Direito Privado, regulado por normas mais amplas, sob a influência da evolução social” (CAVALCANTI, apud SUSSEKIND, 1996, v. 1, p. 123).

Assim, esse princípio tem por escopo permitir ao Ministério Público do Trabalho ajuizar Ação Civil Pública perante a Justiça do Trabalho para a defesa do meio ambiente do trabalho, a fim de obrigar o empregador a cumprir as disposições legais ou outras relativas à higiene e segurança no ambiente de trabalho.

Examinado os aspectos da responsabilidade civil no capítulo primeiro e observado no capítulo segundo que, hoje, o meio ambiente se constitui como direito fundamental além de conceituarmos o meio ambiente em geral nos aspectos doutrinário e legal e no presente capítulo termos tecido considerações sobre o meio ambiente do trabalho e, levando-se em consideração o respeito à dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, como vem estabelecido no art. 1º, III, da Constituição de 1988, bem como o respeito ao trabalho, manifestação de caráter gregário que preside as relações humanas desde o mais remoto tempo, é impositivo considerarmos que as atividades humanas produtivas, em benefício da sociedade, não podem ser realizadas em condições adversas à saúde, alçada à condição de direito social fundamental pelo artigo 6º da nossa Norma Maior.

Assim, é que o meio ambiente do trabalho deve permitir a preservação da integridade física e psicológica do trabalhador, compatibilizando os meios de produção com o equilíbrio ambiental interno aos locais onde se desenvolvem as atividades laborativas. Trata-se do direito à vida, bem indissociável à saúde, que lhe atribui a necessária qualidade, resultando que o bem jurídico ambiental tutelado, quando se trata especificamente do aspecto relativo ao meio ambiente do trabalho, é a saúde.

A concepção de nossa tese é responsabilizar objetivamente o empregador pela degradação do meio ambiente do trabalho, ou seja, se não tomou o empregador as precauções devidas, pois é sabido que “se a ausência ou incerteza científica não deve servir de pretexto para procrastinar a adoção de medidas efetivas visando prevenir a degradação do meio ambiente” e se o empregado venha a sofrer qualquer dano no seu ambiente de trabalho não mais deverá ser aplicada a teoria da culpa subjetiva. Com efeito, fica claro que iremos tratar dos casos de acidente de trabalho ocasionados pela degradação do meio ambiente do trabalho com abordagem sobre o dano moral.

CAPÍTULO 4

ACIDENTES DO TRABALHO 4.1 Introdução

O aumento vertiginoso do número de acidentes de trabalho que se deu a partir da Revolução Industrial; as agressões quer físicas, ou psicológicas, a que se vê constantemente submetido o operário em seu ambiente laboral, ainda hoje, em pleno início do terceiro milênio; as péssimas e indignas condições de trabalho nas indústrias, nas minerações, nas lavouras; o descaso com milhares de famílias operárias; a jornada de trabalho fatigante, sem o repouso compensador; o trabalho de crianças e mulheres em troca de alimentação ou por míseros salários; a inexistência de higiene física e psíquica; o maquinismo; o desemprego, etc., cujos efeitos são danos, quase sempre, irreversíveis para o trabalhador vitimado e sua família e, em contrapartida, o desinteresse ou desinformação de algumas empresas em efetivarem as normas de proteção ao meio ambiente laboral, que são fontes eficazes na prevenção de acidentes do trabalho, tudo contribuiu para os inúmeros casos de acidentes e doenças profissionais e, via de conseqüência, para uma completa desordem social: chefes de famílias doentes, aleijados ou mortos, o que os conduz para a miséria, a marginalização.

Quando se fala em acidente de trabalho a idéia que de logo surge é a busca da sua reparação civil ou previdenciária ao invés de se antever um bem muito mais precioso: a dignidade humana.

Nem mesmo o extraordinário avanço tecnológico não foi capaz de eliminar ou, ao menos, reduzir os infortúnios laborais a números aceitáveis. Ao contrário, em parte, a alta tecnologia é apontada como uma das atuais causas mediatas do acidente de trabalho, juntamente com o fenômeno chamado globalização oriundo do neo- liberalismo, que impõe um modo de produção transnacional com novas condições de trabalho agressivas à segurança e saúde do trabalhador, onde se constata que a

prioridade dos empresários pelo aumento do capital é inversamente proporcional ao desenvolvimento sócio-econômico sustentável.

Assim, é mister que se busque o porquê da razão do pouco interesse em dar efetividade às medidas de segurança e higiene do trabalho, mesmo após o crescimento estarrecedor dos infortúnios oriundos da inadequação do ambiente laboral, cujos efeitos são danos, quase sempre, irreversíveis para o trabalhador vitimado e sua família.