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As classificações climáticas auxiliam a estabelecer as generalidades das regiões climáticas, que são qualquer porção da superfície da Terra com elementos climáticos e características similares. As numerosas regiões climáticas podem ser agrupadas nos principais tipos climáticos. Utilizam-se, neste trabalho, as classificações do IBGE, Köppen e Trewartha.

5.1.2.1 IBGE

Segundo o IBGE (1994, p.108), a região tem clima quente semi-úmido, na faixa Tropical Brasil Central, com 4 a 5 meses secos. Na primavera-verão são comuns as temperaturas elevadas. As máximas de setembro e outubro (meses mais quentes) oscilam entre 30°C e 36°C. O inverno é uma estação amena, embora ocorram com frequência temperaturas baixas, em razão da invasão do ar polar - as chamadas friagens - muito comuns nessa época do ano, e que geralmente não se mantêm por mais de dois dias.

A distribuição sazonal de chuvas é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, principalmente o mês de julho.

5.1.2.2 Köppen

Classificação publicada pela primeira vez em 1918, pelo Dr. Wladimir Köppen, da Universidade de Graz, na Áustria. É baseada nas médias anuais e mensais de temperatura e precipitação. A classificação de Köppen é o sistema mais empregado, baseado na observação do crescimento das plantas. Dois elementos principais determinam a cobertura vegetal:

• temperatura - que define as espécies possíveis;

• chuva - que permitirá ou não a sua existência, pois a escassez de água e a secura do ar só admitem vegetação sobre fontes subterrâneas, os oásis, ou então resistentes à seca, quando dotadas de espinhos e reservas de água.

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Para Köppen, a vegetação nativa é a melhor expressão da totalidade de um clima, e as plantas são instrumentos meteorológicos capazes de medir todos os elementos climáticos integrados. Por esse motivo, muitos limites climáticos são definidos em função da vegetação. “El calor influye en la vegetación sobre todo mediante la existencia o la ausencia de determinados géneros o asociaciones de vegetales, por la riqueza de sus formas o por la exuberancia de su desarrollo, y mucho menos, en cambio, mediante el carácter de la vegetación en general. Sólo donde el calor no basta para que prospere una vegetación arbórea o donde la falta de calor hace desaparecer cualquier clase de vegetación, el aspecto del paisaje llega a sufrir una transformación de los órganos vegetales a las temperaturas se notan poco en el paisaje.” (KÖPPEN, 1948, p.153-155)

Segundo TREWARTHA (1954,p.226), existem algumas críticas a essa classificação. Porém, ela tem seus méritos como estratégia de ensino, e é largamente aceita nos Estados Unidos e no exterior. As principais críticas são:

• a escassez de observações meteorológicas em grandes partes do mundo faz com que uma classificação climática com limites bastante rígidos seja insatisfatória, gerando algumas incoerências;

• alguns limites climáticos foram estabelecidos considerando-se a paisagem natural, outros foram estabelecidos arbitrariamente;

• fórmulas desenvolvidas para climas em terras baixas foram utilizadas para altitudes maiores.

Köppen adota uma nomenclatura simbólica para designar tipos climáticos, através de uma combinação de letras com sentido bastante preciso. São cinco zonas fundamentais de clima que, partindo do equador em direção aos pólos, agrupam-se da seguinte maneira:

A → zona tropical chuvosa, sem inverno; B → duas zonas secas;

C → duas zonas temperadas, sem uma capa de neve regular;

D → uma zona boreal de neve e bosque, com verão e inverno, em que ambas as estações se apresentam de forma perfeitamente marcada (esta zona não existe no hemisfério austral);

E → duas zonas polares com clima de neve e fora do limite de vegetação arbórea.

Na zona tropical A pode-se encontrar:

• abundantes chuvas em todos os meses, principalmente no Equador; • temporadas de seca mais ou menos bem marcadas.

Como nesta zona todos os meses apresentam mais ou menos as mesmas temperaturas, o único fator decisivo com respeito à vegetação é o grau de intensidade das temporadas de seca e os meses em que elas ocorrem. Para uma denominação mais precisa são utilizados os índices f para indicar clima de selva, com chuva contínua durante todo o ano e w para clima de savana, onde as chuvas são periódicas

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e o inverno é seco. Os índices i, g, g’, m, w’ e w” também são utilizados para indicar pequenas variações de temperatura, vento, umidade e frequência de chuvas.

Segundo Köppen, o clima da região é do tipo Aw, tropical com verão úmido e inverno seco. O tipo Aw tem estação seca no inverno, e as chuvas só ocorrem quando o sol alcança maior altura sobre a região. Conforme a latitude pode haver também uma pequena seca no verão, chamada de veranico. A variabilidade das precipitações é sempre acentuada, havendo anos de escassez e outros de inundações. Dada a regular distância do equador, Aw apresenta maior amplitude anual de temperatura que o tipo Af, em média 12°C, e as temperaturas mais elevadas ocorrem antes do rigor do verão, por este ser chuvoso. A vegetação, afetada pela seca, limita-se a bosques ralos ou gramíneas.

5.1.2.3 Thornthwaite

A classificação de Thornthwaite emprega três índices climáticos - eficiência da precipitação, concentração sazonal de chuvas e eficiência térmica - para diferenciar e localizar limites climáticos. Esses limites são determinados comparando-se precipitação e evapotranspiração, independentemente da vegetação, tipo e uso do solo. Ao contrário de Köppen, aqui a vegetação é considerada apenas como um mecanismo físico pelo qual a água é transportada do solo para a atmosfera. Thornthwaite também emprega uma combinação de letras para designar tipos climáticos:

Segundo a eficiência da precipitação: A → chuvoso B → úmido C → subúmido D → semi-árido E → árido Segundo a temperatura: A’ → tropical

B’ → mesotérmico C’ → microtérmico D’ → taiga

E’ → tundra

F’ → gelo permanente Segundo a distribuição sazonal da precipitação:

r → precipitação em todas as estações w → precipitação deficiente no inverno

d → precipitação deficiente em todas as estações s → precipitação deficiente no verão

Segundo esta classificação, a região tem clima subúmido tropical, com precipitação deficiente durante o inverno, tipo CA’w, com vegetação característica de pastagem (TREWARTHA, 1957, p.227).

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