1.7. Sultan Melikşah ve Kavurd İle İlişkisi
2.1.2. Kirman Selçuklularının Horasan Selçukluları İle Münasebetleri
Como detectamos em outro item deste estudo, e constatado em estudos como o de Nunes (2001) e Vieira, Ferreira e Nogueira (2002), os(as) professores(as) deixaram marcas e influências significativas na vida e na formação inicial das professoras. Ao serem indagadas sobre a temática a maioria das professoras os consideraram como referência significativa para sua formação. Neste estudo, 79% das professoras-alunas mencionaram os(as) professores(as) do curso em seus discursos. Esta menção é considerada como uma influência positiva. Enquanto que 21% do tal de referências ao tema são negativas, o que pode ser visto em falas como as que se seguem:
A imagem que tenho de alguns professores é bastante positiva. Com eles aprendi que é possível incentivar os alunos pobres. No caso de minha professora de Prática, quando fiquei sabendo que seria a professora X, no grupo geral surgiu aquele iche...., não por achar que ela fosse má professora, mas por achar que ela é muito exigente. Tínhamos uma idéia pré-concebida, mas no final deu tudo certo. Foi uma experiência significativa. Ela cobrou muito, mas deu suporte para que pudéssemos fazer um bom trabalho (PROFESSORA I).
Eu tive um professor na Universidade que era uma maravilha (PROFESSORA O).
Minha professora de Prática é uma pessoa muito boa, foi muito especial. Uma pessoa bastante compreensiva, sempre deu o maior apoio em nossas dificuldades. (PROFESSORA L).
Eu tenho um carinho enorme pela minha professora de Prática. Tivemos uma convivência muito boa, uma afetividade que considero importante no ser
professor(a) É aberta para as questões que lhe são postas e não, respeita bem como as opiniões dos alunos. É uma pessoa amiga, isso favorece a aprendizagem (PROFESSORA M).
Em algumas falas das professoras-alunas fica claro a imagem do(a) professor(a) como um modelo a ser seguido, ou seja, alguém em quem se pode espelhar. Nos depoimentos a seguir pode-se constatar esta situação.
Eu conheci na Universidade, verdadeiros mestres. Um exemplo a ser seguido (PROFESSORA N).
Eu me identifiquei com a professora de Filosofia. Quando estou tentando resolver uma questão me espelho nos seus comportamentos e maneira de solucionar problemas, me interrogando como ela fazia (PROFESSORA L). Eu sempre achei as professoras de Avaliação e Prática Educativa maravilhosa. Tenho boas lembranças. Tento por em prática com meus alunos comportamentos que se espelham nos seus modos de agir, como professoras (PROFESSORA P).
As imagens positivas ou negativas são consideradas pelas professoras como modelos que contribuíram no seu agir profissional (fazer) ou não-agir (não-fazer).
Conheci, bons mestres, bons educadores, na universidade, aqueles que tocaram, aqueles que aprenderam. Mas tive aqueles que ficaram naquela conversa fiada. Um contava uma experiência aqui outra acolá e perdíamos duas preciosas aulas. Outros mandavam uma apostila enorme para a gente ler, sem haver uma discussão anterior sobre o assunto. Penso que pensaram assim: Este é um bando de professoras que vêm de X repartição, alguns já estão se aposentado. Então, qualquer coisa para esse povo vai servir. Acontece que qualquer coisa não serve, para este povo. Tenho pena deles. São completamente descomprometidos com a educação. Não gosto nem de lembrar (PROFESSORA O).
Esta visão negativa mostra a intensidade e o peso dela na construção do ser professor(a) de determinadas professoras-alunas que parecem ser difícil de serem esquecidos(as). Produzem marcas negativas no eu da docente. Nos discursos a seguir isso fica bem demarcado:
Fui bastante prejudicada no meu estágio. A Universidade deveria procurar professores que tenham afinidade com esse trabalho, para que possa contribuir mais com o nosso trabalho em sala de aula (PROFESSORA I). Tive um professor ruim, que pouco contribuiu no meu trabalho, não gosto de lembra-lo. Fui muito prejudicada, por que não acompanhou o meu estágio. (PROFESSORA J).
Além de provocar um certo desconforto, algumas professoras se consideram prejudicadas na aprendizagem e também consideram como uma situação traumatizante:
Tive um professor na Universidade que ficava contando lorotas na sala de aula, como se fossemos um bando de idiotas. É descomprometido com a aprendizagem dos alunos. Isso é crítico, um absurdo, lamentável. Estou de certa maneira traumatizada com esse tipo de descaso e de atuação. Eu renego esse tipo de atitude (PROFESSORA M).
Tive uma professora da disciplina X nesse curso que é meio perturbada, agrediu uma colega com palavras na sala de aula. Isso é muito triste. Cadê a postura docente? (PROFESSORA N).
Outras críticas foram feitas aos(às) professores(as) que possuem uma melhor qualificação, que dos quais é esperada uma boa atuação. Os discursos seguintes deixam bem clara essa realidade:
Os professores que têm uma melhor formação, ou seja, maior titulação como é o caso de Mestres e Doutores, têm conhecimento livresco, mas desconhecem a realidade do Ensino Fundamental. Conheci aqueles que acrescentaram e outros que aprenderam conosco. Então, o ensino fica apenas livresco (PROFESSORA P).
Alguns professores da Universidade, principalmente os Mestres e Doutores que tendem a usar um vocabulário rebuscado e terminam por não se fazer entender. Fica muito difícil se aprender. (PROFESSORA Q).
Outro aspecto bastante enfatizado como postura negativa, é o pedantismo profissional. Nos depoimentos de algumas professoras isso fica evidente:
Tenho professores que são profissionais muito pedantes. Pensam que sabem tudo e humilham os alunos. É lamentável, isso no magistério. (PROFESSORA I).
Existem professores que nos seus discursos falam uma coisa, mas na prática eles agem tal qual a elite dominante. Falta compromisso com a mudança, mas apresentam um pedantismo profissional. Falta humildade. Isso é ridículo. (PROFESSORA M).
Durante a realização da pesquisa, ouvimos diversas alunas se queixarem do comportamento de determinados professores, esta questão teve uma grande repercussão fez com que algumas professoras formassem uma imagem negativa de determinados docentes formadores.