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2. KİL MİNERALLERİ VE KAOLEN

3.2 Kil-Su Sistemleri

Nesta seção estão reunidos os depoimentos dos profissionais que responderam aos questionários, quanto aos pressupostos sobre a gestão da mudança provocada pela Lei Societária 11.638/2007.

[...] dificuldade de conscientizar e mudar culturalmente a visão dos

gestores (RC1).

[...] Muitos empresários vão resistir às mudanças [...] o gasto com a

contabilidade vai subir muito, a cultura de achar que a contabilidade é “DESPESA” sem nenhum retorno. É um pensamento que precisamos mudar na cabeça dos empresários. [...] A valorização profissional que não existe para categoria, pois inúmeros profissionais preferem receber até meio

salário mínimo por mês para elaborar apenas um livro caixa sem nenhuma qualidade, e ter na sua carteira de clientes mais 100 pessoas jurídicas (sic. RC2).

[...] passar por um processo de muito estudo para acompanhar todo esse ciclo de mudanças de conceitos e valores (RC3).

[...] percebi uma resistência, especialmente pelos profissionais mais

“antigos” sobre a nova sistemática de se trabalhar, hoje prevalece a “essência sobre a forma” antes a grande preocupação era em atender ao fisco [...] observo isto como uma grande quebra de paradigma, percebi que

a questão do fisco era uma questão cultural muito forte [...] ter que aprender a elabora as demonstrações pensando primeiro na “essência sobre a forma” e deixar o fisco para o segundo plano é uma barreira que está aos poucos sendo quebrada. (sic. RC5).

[...] não estou tendo dificuldades, porém percebo que os profissionais mais

antigos têm demonstrado algumas resistências (sic. RC6).

[...] toda mudança tem seus impactos iniciais de retração, ou seja, largar o

comodismo e encarar o novo [...] bastante complicada a aceitação, ou

seja, a quebra de paradigmas é muito difícil (RC8).

[...] Há aspectos da lei que irão exigir das empresas brasileiras, do

Governo e dos profissionais uma mudança cultural, uma postura de maior integridade e ética, o que pode levar um bom tempo para ser

assimilada (RC9).

[...] acho o profissional de contabilidade como qualquer outro profissional,

constrói uma cultura própria com alguns mitos e paradigmas e que a

qualquer hora podem ser quebrados como exemplo o que aconteceu agora com a mudança na legislação, [...] Toda profissão tem sua cultura, tudo aquilo que advém de conhecimento adquiridos e repassados pode ser chamado de cultura (RC10).

[...] com relação aos empresários, alguns ainda resistem a essas mudanças (RC11).

[...] Ainda tem muito a se mudar, principalmente na área fiscal e suas obrigações acessórias na relação com o Governo. Culturalmente, essas

coisas demoram em nosso país ainda mais quando envolve impostos e receita governamental (RC12).

[...] A mudança culturalmente para o Contador que não buscou a atualização o estudo duro sobre CPC CVM entre outro órgão que legitimaram as implantações, do lado da empresa o investimento em Sistemas de ERP, principalmente quebra dos paradigmas de não querer ouvir o contador (sic. RC14).

[...] grande maioria já estavam habituados com uma contabilidade voltada

tributários, também tem que atender a essência da contabilidade (sic.

RC15).

[...] Havia na cabeça de um certo número de profissionais de contabilidade, que o profissional contábil bom era aquele que sabia dar um “jeitinho” nas informações contábeis (nos seus demonstrativos) para agradar

inescrupulosos gestores. A Lei 11.638/2007 traz em suas entrelinhas a necessidade da mudança desse tipo de postura. Cobra mais

responsabilidade dos profissionais que trabalham com as informações

contábeis ao mesmo tempo em que exige dele um nível de conhecimento muito mais apurado (sic. RC16).

[...] O Contador antes era visto apenas como mero emissor de DARF’s

(RC17).

[...] Quando se trata de mudança cultural, sabe-se que exige tempo para que

as mudanças possam integrar-se às rotinas dos profissionais. Pelo que

observo muitos deles se quer pararam para ler o CPCs ou a Lei 11.638/07,

existe certa “resistência” aos novos procedimentos (sic. RC18).

[...] Hoje vivemos um mundo globalizado e as necessidades de atender aos mais diversos tipos de clientes é única. Isso faz com que as pessoas

envolvidas no processo busquem se adaptarem o mais rápido possível.

Sabemos que existem as gestões puramente familiares, que ainda são resistentes, mas a velocidade das mudanças força essa adaptação em

benefício da própria sobrevivência (sic. RC19).

[...] A aplicabilidade de assuntos polêmicos como a alteração na Legislação Societária, sempre vão de encontro com a cultura enraizada, mas entendo que muitos desses choques de cultura são necessários para que haja o desenvolvimento. [...] O crescimento da valorização das informações contábeis aos poucos vão sendo o lastro para a quebra de muitos

paradigmas, e isso tudo só começou a dar certo quando os estudiosos da área

pararam de querer colocar em prática apenas o que era traduzido das

normas do IASB e FASB e passaram a interpretá-las e adaptá-las a realidade nacional (sic. RC20).

As declarações dos profissionais que responderam aos questionários, quanto aos pressupostos sobre a mudança provocada pela Lei Societária 11.638/2007, indicam contrariamente ao que tanto se discute na administração, que são poucos os casos de resistência a essa mudança, o que representa um mito da resistência humana à mudança, isto é, como se já fosse uma verdade absoluta que as pessoas são resistentes à mudança.

Os poucos relatos neste sentido, referiram-se aos empresários e aos profissionais mais antigos. Semelhantemente não houve sentimentos de medo com relação à possibilidade de demissão, nem tampouco lamentação por motivo da perda de referências sociais na organização ou falta de reconhecimento.

Quanto aos valores, percebe-se claramente a mudança desses, quando os entrevistados se referem à alteração na postura dos Contadores: mais integridade e ética para esses

profissionais, empresas e Governo; ou quando declaram que ‘o bom Contador era aquele que sabia dar um jeitinho nas informações contábeis’.

Vê-se a evolução desse conceito de ‘bom’, de ‘expert’ para ‘transparência’ e ‘confiança’. Essa mudança de valores passa também para a sociedade, quando ela mesma também já espera por profissionais mais responsáveis: hoje reconhecidos como os ‘bons’.

Outro aspecto diz respeito à mudança nas práticas contábeis atuais: mais importante que fazer contabilidade para o Fisco é priorizar a “essência sobre a forma”. Segundo os entrevistados, atualmente o Fisco fica em segundo plano, na ordem das prioridades.

Ao que se refere às crenças, constata-se pelos depoimentos que há ainda uma resistência dos gestores, quanto às despesas com a contabilidade da empresa. Parece que ainda há uma visão de que elas representam gastos, ao invés de investimentos.

Percebe-se pelas declarações, que existe a crença de que os profissionais de contabilidade não são valorizados pela sociedade, nem pelos gestores. Outra crença diz respeito à receita e aos impostos que devem ser pagos ao Governo: parece que se acredita que eles não são necessários e importantes. Outra crença popular parece ser a compreensão de que cabe aos Contadores apenas a atividade de emissão de DARF’s.

Finalmente, percebe-se a crença sobre a condição atual para os profissionais desta área: ou se adaptam às mudanças ou não há como sobreviverem no mercado de trabalho.

Sobre as normas, verifica-se que os Contadores precisam mudar as suas rotinas de trabalho e se adaptarem às novas normas de conduta, isto é, uma contabilidade não mais voltada para atender ao fisco, sobretudo, para realizar um trabalho confiável e que tenha clareza quanto às informações.

Eles têm consciência, ao que parece, sobre o fato de que as normas advindas pela mudança na Lei Societária têm ordenado novas rotinas de trabalho.

Quanto aos tabus, percebe-se que eles existem, embora haja a tendência de serem minimizados pelo próprio resultado do trabalho dos atuais Contadores, ao seguirem as

mudanças exigidas pela Lei Societária: darem mais valor à “essência sobre a forma”, evitarem atitudes que os levem ao famoso ‘jeitinho nas informações contábeis’ ou quando as atitudes desses profissionais indicarem mais integridade, ética e responsabilidade nos seus trabalhos.

Outro aspecto importante e que tende a deixar de ser tabu, diz respeito à visão dos empresários, quanto aos investimentos na área contábil: pensar assim, ao invés de considerá- los como despesas.

5 CONCLUSÃO

Este capítulo apresenta as conclusões da pesquisa e as sugestões para futuros trabalhos.

A ideia de pesquisar as reações à mudança na Legislação Societária surgiu da curiosidade em saber como os profissionais de Contabilidade estavam exercendo as suas tarefas. Qual o sentimento que eles estão tendo e se veem oportunidade nessa mudança. Será que eles estão resistentes? E os gestores?

Desta forma, buscou-se identificar como os profissionais de contabilidade, da Região Metropolitana do Recife-PE, percebiam às mudanças na legislação societária lei 11.638/2007.

Os resultados das análises dos dados indicam que a mudança na Lei Societária não é percebida pelos profissionais de Contabilidade, em sua maioria, como sendo negativa, constatam-se significados, sentimentos importantes e uma visão de oportunidade de progressão em suas carreiras, além de alguns pressupostos sobre essa mudança.

Inicialmente, buscou-se perceber significados que profissionais de contabilidade da Região Metropolitana do Recife-PE, atribuem à mudança, face às alterações na Lei Societária 11.638/2007.

As respostas dos entrevistados indicam vários tipos de significados atribuídos à mudança da Lei Societária, em sua maioria, eles assinalam para uma mudança renovadora, isto é, muitos deles descobrem potencialidades latentes não somente para eles, mas também para a organização. Percebe-se que as opiniões foram divididas, porém com aspectos comuns de uma visão positiva.

Observa-se que a partir das mudanças na Legislação Societária os profissionais passaram a ser mais comprometidos com o trabalho, percebe-se que as alterações na Legislação Societária forçou os profissionais a renovar seus conhecimentos.

O passo seguinte foi de identificar os sentimentos para esses profissionais, face às alterações da Lei Societária.

Apesar de algumas declarações indicarem para uma mudança brusca, a qual provoca insegurança pela incerteza, indiferença, outras declarações são positivas e indicam confiança e otimismo, o que caracteriza uma mudança progressista.

Os resultados da análise também mostram sentimentos de renovação quanto aos novos conhecimentos e habilidades, contrariamente a percepção que eles tinham antes do processo de mudança, quando eles sentiam-se obsoletos e estagnados.

Os sentimentos também são positivos quando se referem à profissionalização dessa categoria: não somente sentem-se valorizados pelo próprio mercado de trabalho onde atuam, mas também percebem a projeção em nível internacional, além do sentimento de mais respeito proveniente das instituições governamentais e da sociedade. Percebia-se que a contabilidade precisava urgentemente de uma mudança que a tornasse mais confiável e respeitada.

Observou-se que os profissionais sentiram-se motivados a buscar mais conhecimentos para não correrem o risco de se tornarem profissionais ultrapassados, e também constatou-se um maior interesse nas organizações em investir em treinamento para os profissionais.

Percebeu-se um sentimento de confiança e que a mudança tanto é importante para os profissionais quanto para as organizações.

Em seguida, buscou-se verificar as oportunidades para profissionais de contabilidade da Região Metropolitana do Recife-PE, face às alterações na Lei Societária 11.638/2007.

Nessas mudanças identificam-se grandes possibilidades de crescimento profissional, e percebe-se que para àqueles que estão buscando domínio da nova Legislação Societária o mercado de trabalho tem oferecido mais oportunidades.

Observa-se e é fato que aqueles que se dedicam as novas práticas contábeis estão tendo oportunidades em empresas multinacionais e até com oportunidade de trabalho fora do país.

Após a análise dos dados, chega-se à conclusão que, em sua maioria, elas são positivas, em especial, para aqueles que têm buscando qualificação.

Percebe-se que este é um momento favorável não somente aos novos conhecimentos sobre a Lei Societária, mas também para melhores propostas de emprego, melhor remuneração e até mesmo a possibilidade de expatriação.

Finalmente, a intenção era de identificar pressupostos sobre a gestão da mudança, na percepção de profissionais de contabilidade da Região Metropolitana do Recife-PE, face às alterações na Lei Societária 11.638/2007.

As declarações dos respondentes indicam poucos casos de resistência a essa mudança, o que, surpreendentemente representa um mito sobre mudança organizacional.

Quanto aos valores, percebe-se claramente a mudança desses, quando se fala em integridade e ética no trabalho desses profissionais.

Ainda, quando se mencionam que atualmente as prioridades não são as informações para o Fisco, mas sim, obedecer às práticas contábeis atendendo a princípios, ou seja, observa-se o tratamento contábil da essência sobre a forma.

Quanto às crenças, constatam-se algumas, tais como: costumam tratar os gastos com a contabilidade como despesas, alguns consideravam o contador apenas como o responsável pelos cálculos dos impostos, percebia-se a não valorização dessa categoria pela sociedade e pelos gestores em geral, ou ainda quanto à receita e aos impostos que devem ser pagos ao Governo.

Observa-se que os gestores passaram a tratar os profissionais de contabilidade com mais respeito e seriedade, nota-se que uma crescente valorização profissional.

Sobre as normas, verifica-se aquela referente à nova conduta: atender ao Fisco e realizar um trabalho confiável, que tenha clareza quanto às informações. Percebe-se que após as alterações na Legislação o contador passou a ser um profissional mais respeitado.

Por fim, quanto aos tabus, eles são perceptíveis, embora se reconheça a tendência de serem minimizados pelo próprio resultado do trabalho desses profissionais, ao seguirem as mudanças exigidas pela Lei Societária.

Conclui-se que as mudanças na Legislação Societária eram necessárias, visto que, as organizações brasileiras precisavam de harmonização com normas internacionais de contabilidade porém, percebe-se que os impactos dessa mudança foram mais visíveis nos profissionais.

Considerando-se a pesquisa atual é recomendável a realização de pesquisa futura com objetivo de acompanhar o desenvolvimento profissional do contador após à mudança na Legislação Societária Lei 11.638/2007.

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