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BÖLÜM II: ALANYAZIN VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1. ALANYAZIN

2.1.2. Etik Sistemler

2.1.2.4. Kişisel Etik

Para DROMI532, historicamente, o constitucionalismo se manifesta em duas etapas, a saber: clássico ou liberal – segunda metade do século XVIII, e o constitucionalismo social – começo do XX; aquele apontava à consecução da liberdade, este à justiça social, sem que isso signifique renunciar à liberdade.

530 Id ibidem. p. 182 531

Id ibidem

532 DROMI, José Roberto. La reforma constitucional. El constitucionalismo Del “por venir”. La reforma de

la Constitucion. In: El Derecho publico de finales de siglo. Uma perspectiva iberoamericana. Editorial Civitas, S.A. p. 108.

O paradigma constitucional social democrático (sem alusão à doutrina política da social democracia) - com a base democrática aliada à constitucionalidade/legalidade/juridicidade do social - de latifúndio improdutivo de boas intenções, dá lugar à potencial concretização do programa constitucional, aparecendo a justiça social como objetivo fundamental e como norma de “calibração social”, ditando – corrigindo - o curso da ordem econômica. Nesta esteira, apontam ARAÚJO e NUNES JÚNIOR533:

”(...)a constituição identificou como objetivos fundamentais da República,

dentre outros, a construção de uma sociedade justa, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais. Tais objetivos foram incorporados, ainda uma vez, pelas regras constitucionais da economia(arts. 170), que, por disposição textual, ficou jungida à valorização do trabalho e à realização da justiça social. Além disso, a educação e a saúde deixaram de ser tratadas como programas de caráter indicativo, para integrar o rol de Direitos Fundamentais do cidadão.”

Atualmente, com atenção ao estabelecimento da jurisdição constitucional – sem nos aprofundarmos nesta seara534 - , no que diga sobre o moderno constitucionalismo, que não se pode conceber um sistema constitucional que não dê lugar à justiça constitucional535, onde a Corte constitucional é uma jurisdição criada para conhecer especial e exclusivamente o contencioso constitucional, situada fora do aparelho constitucional ordinário e independente destes e dos poderes públicos. Citando HAURIOU, FAVOREAU536 apresenta: “Percebemos a necessidade de controlar os parlamentos

porque a legislação, emudecida pelas paixões eleitorais, tornou-se uma perigosa ameaça

533 ARAUJO, Luis Alberto David, e NUNES JÚNIOR, Vidal Serrano. “Curso de direito constitucional”. 12ª

ed. Ver. E atual. São Paulo: Saraiva, 2008; p. 99

534

TAVARES, André Ramos. “Teoria da Justiça constitucional”. Sao Paulo: Editora. Saraiva, 2005.

535 FAVOREAU, Louis. “As Cortes constitucionais”. Tradução de Dunia Marinho Silva. São Paulo. Landy

Editora. 2004., introdução

para as liberdades.”. Ainda neste caminho, o juiz constitucional deve intervir para “garantir um controle efetivo do governo.” 537.

Como nos recorda AYRES BRITTO538, o liberalismo triunfou sobre o absolutismo porque limitar o poder político era(e é) a própria condição de defesa da liberdade e da cidadania. Era preciso fazer avançar o movimento racional e consciencial do constitucionalismo, levando-o também a limitar o poder econômico, sem o que não há como se impedir – numa economia de mercado – os fenômenos correlatos da concentração de renda e da exclusão social. Doutra maneira, ainda com AYRES BRITTO: “(...)sem a

limitação do poder econômico ou a aplicação de medidas saneadoras do mercado, ferido de morte ficaria (como fica) o princípio da igualdade”.

Há de se falar – ainda de acordo com as palavras do ilustre ministro - que a luta político-jurídica foi sem tréguas e o constitucionalismo social veio a significar: a- por um lado, preservação das conquistas liberais dos indivíduos e dos cidadãos contra o Estado; b- por outro, “desmanietação” desse mesmo Estado frente aos proprietários dos bens de produção, autóctones e alóctones, para que ele, mediante lei, assumisse postura intervencionista e dirigente em favor dos trabalhadores em particular e dos consumidores em geral. Ali, a inação do Estado como condição de império do valor da liberdade e da cidadania. Aqui, ação estatal para a realização do valor igualdade. Valores de cujo indissolúvel casamento nasce a fraternidade, esse terceiro motivo eleito da burguesia ascendente do final do século XVIII.

Depois da Segunda Grande Guerra, principalmente sob o influxo da Declaração dos Direitos do homem(1948), pensa AYRES BRITTO539 ser possível falar-se de Constituições de caráter holístico e função fraternal, porquanto vinculadoras de limites ao corpo social como um todo, já agora no campo do preconceito, do dano ao meio ambiente e à elitização do crescimento urbano, principalmente. Sem um mínimo de igualdade nas relações sociais de base (aquelas que definem o verdadeiro perfil da vida

537 FAVOREU, ob cit, p. 26

538 AYRES BRITTO, Carlos. “Teoria da Constituição”. Rio de Janeiro: Forense, 2006. p. 81 539 Id ibidem, p. 82

coletiva), as liberdades fundamentais não passam de ordenamento gráfico na tessitura dos dispositivos constitucionais. Uma normação apenas retórica(“simbólica”, diria Marcelo NEVES).

Ainda na toada dos princípios da igualdade e da liberdade, suas relações dialéticas, a primazia é pela igualdade(cuja essência está numa aproximativa distribuição de patrimônio e de renda), pois é muito mais plausível – assegura AYRES BRITTO540 – um povo igual vir a desembocar numa sociedade igualitária de fato. E mais, o bolo da riqueza nacional tem uma lógica peculiar que o faz crescer, à medida que é mais compassiva ou solidariamente dividido; quanto maior o número de pessoas aproximadamente iguais, numa sociedade, maior a cota de liberdade concreta de cada uma.

Tal como apresenta Flavia PIOVESAN541: “A idéia de não- acionabilidade dos direitos sociais é meramente ideológica e não científica. São eles autênticos e verdadeiros direitos fundamentais, acionáveis, exigíveis e demandam séria e responsável observância. Por isso, devem ser reivindicados como direitos e não como caridade, generosidade ou compaixão.”

Cumpre ademais, com QUEIROZ542, apontar que quanto aos direitos econômicos, sociais e culturais – ou direitos fundamentais sociais –, na medida em que não se diferenciam os tipos de direitos fundamentais, implica em cai por terra a “tese da inexigibilidade intrínseca” dos direitos fundamentais sociais.

Os desafios da atualidade, ante as questões sociais de relevo no Brasil e no mundo, discutem-se a viabilização de políticas públicas sociais que empreendam a inclusão social e o papel estratégico do Estado como agente promotor do

540 Id ibidem, p. 82-83

541 PIOVESAN, Flavia, “Desenvolvimento histórico dos direitos humanos e a constituição brasileira de

1988.” In: AGRA, Walber de Moura coordenador. Retrospectiva dos 20 anos da Constituição Federal. São Paulo: Saraiva, 2009. vários autores. p. 25 e 26

542 QUEIROZ, Cristina. “Direitos fundamentais sociais. Funções, âmbito, conteúdo, questões interpretativas

desenvolvimento econômico e social543. Vê-se, no entanto, um desenvolvimento pleno544 - além da sinergia entre os direitos fundamentais de liberdade e os direitos fundamentais sociais, inter-relacionados na medida em que a tutela de uns leva necessariamente à tutela dos outros545 -, aquele que abarca dimensões como a social, cultural, educacional, político, com núcleo positivo – na nossa perspectiva - no preâmbulo, bem como no II do art. 3º, constituindo objetivo fundamental da República, além de construir uma sociedade livre, justa e solidária, a garantia do desenvolvimento nacional, juntamente com a erradicação da pobreza e a promoção do bem de “todos”.

De acordo com SARLET546, quanto ao Texto de 88, a aderência a

determinadas concepções de Justiça, especialmente no que diz com a noção de justiça social(que foi expressamente inserida como objetivo a ser alcançado no âmbito da ordem econômica da Constituição, artigo 170), e no que diga acerca da ordem de valores, que encontra expressão também e acima de tudo por meios dos direitos fundamentais. Ademais, nos importa que também os direitos sociais – sendo, ou não, tidos como fundamentais – abrangeriam tanto direitos prestacionais(positivos), como defensivos(negativos), partindo- se aqui do critério da natureza da posição jurídico-subjetiva reconhecida ao titular do direito.