1.10. Türkiye Nüfusu
1.10.1. Kentsel ve Kırsal Nüfus
ECONÔMICA
Outro modelo de desenvolvimento econômico alternativo, que esse trabalho não poderia deixar de mencionar, é a chamada de economia criativa, a qual parte da perspectiva de integração entre os sistemas econômico e cultural, apresentando-se como face da economia da cultura e da própria economia solidária, quando organizado de forma coletiva.
Ocorre que, com a nova proposta de desenvolvimento qualitativo, iniciada na década de cinquenta e consolidada na década de noventa, a dimensão cultural passou cada vez mais a ser elemento integrativo de políticas de desenvolvimento, principalmente na perspectiva endógena, por causa da importância de construí-se uma
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SANTIAGO, Eduardo Girão. Empreender para sobreviver: ação econômica dos empreendedores de pequeno porte. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2008, p.91.
rede de significados para os membros das comunidades, expressões e experiências no âmbito local. Isso significa que o respeito a aspectos culturais podem ser consideradas como um dos elementos intrínsecos do desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, conforme antecipado no início desse trabalho e que será aprofundado no capítulo subsequente.
De acordo com Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD359, a economia criativa apresenta-se como um conjunto de atividades econômicas voltadas para ciclos de criação, de produção e distribuição de bens e serviços que utilizam o capital intelectual como investimento primário, produzindo bens tangíveis e intangíveis ou serviços artísticos com conteúdo criativo, valor econômico e objetivos mercadológicos. Nesse sentido, o atual Ministério da Cultura360 estabeleceu como princípios norteadores a diversidade cultural, sustentabilidade, inovação e inclusão social.
Desse modo, a economia criativa pode ser entendida como um conceito embasado em potenciais bens criativos, advindos da informação e do conhecimento, ou seja, da exploração econômica de potenciais artísticos, tanto em âmbito individual, quanto na seara comunitária. Nesse último âmago, pode, inclusive, ser interpretada como uma subespécie de economia solidária, voltada para o setor criativo.
Partindo-se da perspectiva de que o setor criativo é formado por bens culturais materiais e imateriais, a UNESCO361, classificou a produção daqueles em duas espécies, quais sejam: setores criativos nucleares e setores criativos relacionados. Nos primeiros encontram-se o patrimônio natural e cultural, espetáculos, celebrações, produção de livros, de periódicos, design, audiovisual e demais mídias interativas. Já nos setores criativos relacionados, estão a exploração da atividade turística e projetos envolvendo esporte e lazer de um modo geral.
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CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO - UNCTAD. Criative Economy Report 2008. Nova York: ONU, 2008, p.4. Disponível em http://unctad.org/fr/Docs/ditc20082cer_en.pdf. Consulta realizada em 12 de janeiro de 2013.
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BRASIL, MINISTÉRIO DA CULTURA. Plano da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011 – 2014. Brasília, Ministério da Cultura, 2011, p.33-36
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ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CULTURA - UNESCO. Relatório Mundial da UNESCO: Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural.
Nova York: ONU, 2009, p. 20-22. Disponível em
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001847/184755por.pdf. Consulta realizada em 15 de janeiro de 2013.
Ratifica-se que quando tais planos são concebidos de forma coletiva, em âmbito comunitário, devem ser observados os ditames de economia solidária, explicados anteriormente, principalmente no tocante à organização cooperativista, já que, na perspectiva deste trabalho, somente a forma associativa é adequada para alcance dos fins sociais inclusivos que norteiam esse modo de desenvolvimento econômico alternativo sob pena da própria perda dessa qualidade.
Esclarece-se também que as propostas de implantação de planos de economia criativa, em regra, são financiadas por incentivos fiscais e programas de oferta de microcrédito e também por projetos específicos de incentivo cultural. Nesse sentido, a Lei 8.313/12362 estabeleceu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com o fim de captar e canalizar recursos para o setor cultural de modo a, dentre outros objetivos proteger as expressões culturais no país, respeitando-se o pluralismo nacional, estimular e salvaguardar o florescimento dos modos de criar, fazer e viver e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando-se os recursos humanos e os conteúdos surgidos e executados em âmbito local.
Ainda segundo a Lei 8.313/12363, para cumprimento dessas finalidades, o Pronac será implementado através do Fundo Nacional da Cultura (FNC), Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e por meio de incentivo a projetos culturais. O primeiro364 será abastecido, dentre outras fontes, por recursos do Tesouro Nacional, doações, legados, subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos internacionais. Já o segundo365, assume a natureza de título de valor mobiliário, devendo ser disciplinado e administrado pela Comissão de Valores
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BRASIL. Lei Federal n° 8.313/1991. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; [...] IX - priorizar o produto cultural originário do País.
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BRASIL. Lei Federal n° 8.313/ 1991. Art. 2° O Pronac será implementado através dos seguintes mecanismos: I - Fundo Nacional da Cultura (FNC); II - Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart);III - Incentivo a projetos culturais.
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BRASIL. Lei Federal n° 8.313/1991. Art. 5° O FNC é um fundo de natureza contábil, com prazo indeterminado de duração, que funcionará sob as formas de apoio a fundo perdido ou de empréstimos reembolsáveis, conforme estabelecer o regulamento, e constituído dos seguintes recursos: I - recursos do Tesouro Nacional; II - doações, nos termos da legislação vigente;III - legados;[...] XII - saldos de exercícios anteriores; XIII recursos de outras fontes.
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BRASIL. Lei Federal n° 8.313/1991. Art. 11. As quotas dos Ficart, emitidas sempre sob a forma nominativa ou escritural, constituem valores mobiliários sujeitos ao regime da Lei n° 6.385, de 7 de dezembro de 1976.
Mobiliários, conforme Lei Federal n° 6.385, de 7 de dezembro de 1976. O último366 pode ser realizado por patrocínio e doações de pessoas jurídicas ou naturais através de deduções de parcelas do Imposto sobre a Renda e também por recursos do próprio Fundo Nacional da Cultura.
Também deve ser dito que os projetos de economia criativa, assim como a economia solidária promovem a inclusão econômica, produtiva da população por estimular setores que podem ser desenvolvidos com pouco investimento inicial, facilitando o direcionamento dessas políticas às comunidades as quais se encontram em agravado estado de vulnerabilidade social, através da formação e da qualificação profissional, bem como valorizando alternativas, que possam envolver diferentes interesses e segmentos sociais em um único projeto.
Além disso, há o acréscimo da perspectiva da própria valorização e proteção da cultura, o que acaba por promover não só a inclusão econômica, mas também a inclusão cultural, cujos principais aspectos serão analisados no capítulo a seguir.
366 BRASIL. Lei Federal n° 8.313/ 1991. Art. 18. Com o objetivo de incentivar as atividades culturais, a União facultará às pessoas físicas ou jurídicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda, a título de doações ou patrocínios, tanto no apoio direto a projetos culturais apresentados por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de natureza cultural, como através de contribuições ao FNC, nos termos do art. 5o, inciso II, desta Lei, desde que os projetos atendam aos critérios estabelecidos no art. 1o desta Lei.