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Kendinde-şey Olarak İradenin Tecrübenin Kuruluşuna Geri Dönmesi ve

Segundo Goldsmith, Lyons e Freas (2003, p. 204), coaching é uma palavra que está na moda e possui muitos significados diferentes nos círculos de negócios. Alguns vêem o coaching como parte da responsabilidade do chefe de desenvolver os subordinados; outros o consideram como os esforços de um gerente para modificar e reforçar o comportamento do funcionário; outros ainda têm aplicado o coaching a certo estilo gerencial ou o vinculam ao mentoring, que é o desenvolvimento gerencial e o desenvolvimento de carreira que ocorre durante um período longo de tempo.

No esporte, o coaching vem sendo utilizado de forma crescente por muitas pessoas. Devido ao grau de profissionalismo que hoje é exigido dos treinadores, o coaching é algo que não pode ser ignorado, dado a sua estreita ligação com o exercício de liderança e pelo fato de poder oferecer condições para promover transformações em outras áreas da vida dos atletas e dos treinadores (SMITH; SMOLL, 2005; ISBERG, 2005).

Conceituar coaching não é uma tarefa das mais fáceis, uma vez que esta palavra já se tornou parte do vocabulário de muitas pessoas ligadas ao meio empresarial e esportivo (STELTER, 2005). Neste trabalho, utiliza-se o significado que esta palavra tem na área esportiva. A palavra coach é oriunda do termo coche, do francês antigo, que era um veículo usado para transportar pessoas; traduzida do inglês, coach é a pessoa que ensina as habilidades necessárias para o esporte (LONGMAN, 2003). Ainda utilizando o Dictionary of Contemporary English – Longman (2003) observa-se que a palavra coaching, no contexto esportivo, significa processo no qual se ensina a uma pessoa ou a um time habilidades que são necessárias para um determinado esporte.

Em relação ao fator histórico da palavra coaching, Goldsmith, Lyons e Freas (2003, p. 205) apresentam um contexto parecido com o descrito no parágrafo anterior, no qual

segundo eles, o primeiro uso da palavra na língua inglesa foi em relação a um tipo particular de carruagem, surgindo assim o significado básico de “transportar uma pessoa valiosa de onde ela está para onde ela quer ir”.

Para estes mesmos autores, em uma era em que a liderança está substituindo a gestão, e o aprendizado está substituindo a instrução, o coaching, que é fundamentado na conversa, está evoluindo como uma forma natural de liderança, porque esse é um método que respeita as pessoas como indivíduos e não meramente como engrenagens de máquinas de resultados.

No esporte, Stelter (2005) se refere ao coaching como sendo instruções, treinamento e educação, que evidentemente incluem fatores psicológicos. Salmela (1996) corrobora essa idéia e revela que os coaches exercem um papel significante na identificação e treinamento de várias habilidades que contribuem para o alcance do rendimento excepcional. Lyle (2002) e Sullivan (2005) também concordam com esta relação e afirmam que o ponto central do coaching nos esportes está relacionado com a melhora dos estados psicológicos e das capacidades coletivas e/ou individuais.

Visualizando também o contexto esportivo, Côté et al. (1995) desenvolveram o modelo dinâmico de coaching, o qual estuda a relação treinador-atleta. Segundo Durand- Bush, Thompson e Salmela (2006, p. 73), a análise indutiva dos dados desse modelo possui como tema principal três componentes que afetam o processo de ensino, quais sejam, a competição, o treinamento e a organização. Além desses fatores centrais, existem outros três fatores que são periféricos: as características pessoais do treinador, as características pessoais do atleta e o seu nível de desenvolvimento, e o contexto. Por fim, segundo Jorge (1998, p. 40), nesse modelo o desenvolvimento do atleta é considerado a tarefa mais óbvia de todo o processo.

Para Durand-Bush, Thompson e Salmela (2006, p. 73), o coaching é importante porque fornece uma fácil explicação da estrutura do processo de ensino e orientação à prática de treinadores em ambientes aplicados.

De acordo com Serpa (1996, p. 414), o modelo dinâmico de coaching “pretende ser uma perspectiva que, de um modo global e sistêmico, explique o processo de treino- instrução centrado na intervenção do treinador”.

FIGURA 5 - Modelo Dinâmico de coaching

Fonte: DURAND-BUSH, THOMPSON e SALMELA, 2006, p. 73.

Apesar do modelo dinâmico de coaching ter sido desenvolvido a partir de dados de entrevistas realizadas somente com treinadores de ginástica, Durand-Bush, Thompson e Salmela (2006, p. 74) afirmam que tem sido encontrada aplicabilidade desse modelo no meio dos esportes coletivos (BLOOM, 1996; BLOOM; SALMELA, 2000) e nos esportes de combate (MORAES, 1998; MORAES; SALMELA, 2001). Por fim, esses autores relatam que tal modelo foi validado no contexto dos esportes coletivos através do estudo de Gilbert e Trudel (2000). E stim a tiva d o trein a d or so bre o p o te n cial d o a tleta C o m p e tiçã o T rein o O rg a niza ção C arac terís tica s

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Sendo assim, Goldsmith, Lyons e Freas (2003, p. 57) afirmam que “os coaches devem abordar temas que sejam individuais, da equipe e da organização; devem agir de uma forma que se coadune com o estilo de liderança da organização; devem promover e facilitar o desenvolvimento organizacional positivo; devem ser práticos e ajudar na consecução dos resultados do negócio”.

No esporte, Lyle (2002) e Stelter (2005) acreditam que o papel do coach é direcionar e gerenciar o processo que conduz ao alcance das metas pré-estabelecidas. Segundo eles, esse processo envolve a integração das habilidades técnico-táticas e as inspirações dos atletas, a habilidade dos atletas em se auto-regularem, as metas identificadas, o meio externo e a necessidade de um programa de intervenção. Para Lyle, coordenação e integração são as palavras-chave.

Para finalizar este tópico, serão apresentados quatro aspectos-chave do coaching, segundo Sullivan (2005). O primeiro aspecto diz respeito às estratégias de jogo, que envolve a competência do coach em comandar sua equipe em direção ao sucesso. Este aspecto também se relaciona com a capacidade do coach em compreender as estratégias de jogo, além de reconhecer os pontos fortes e fracos do time oponente.

O segundo aspecto está relacionado à eficácia da motivação. Nesse aspecto, espera-se que o coach seja capaz de afetar, por meio de vários recursos, as características psicológicas dos seus atletas. Um exemplo prático deste aspecto seria a capacidade do coach em motivar os atletas para uma determinada partida e/ou motivar os atletas diariamente procurando obter a coesão do grupo ou team buiding.

O terceiro aspecto se relaciona com a eficácia das técnicas de ensino, no qual o coach deve ser capaz de demonstrar os seus conhecimentos profissionais no esporte,

reconhecendo talentos, diagnosticando erros de execução e ensinando técnicas e táticas mais eficientes para o desempenho dos atletas.

Finalmente, o quarto aspecto se relaciona à eficácia de construção da personalidade, no qual o coach deverá ter a capacidade de estimular o senso de fair play e responsabilidade dos seus atletas em relação ao esporte e aos outros participantes.