• Sonuç bulunamadı

Kelimenin Müfred-Müsennâ-Cem’ Sîgaları ile Bağlantılı Kıraat

II. Araştırmanın Yöntemi ve Kaynakları

3. ZÂDÜ’L-MESÎR FÎ ‘İLMİ’T-TEFSÎR ADLI TEFSİRİN KIRAATLERE

3.2. SARF KURALLARI AÇISINDAN KIRAAT UYGULAMALARI

3.2.1. İsimler İle Alakalı Kıraat Farklılıkları

3.2.1.4. Kelimenin Müfred-Müsennâ-Cem’ Sîgaları ile Bağlantılı Kıraat

Analisando a procedência da matéria-prima utilizada em 2003 pelas empresas entrevistadas, verificou-se que apenas 35% originou-se de projetos de manejo aprovados pelo IBAMA. Por outro lado, por meio dos projetos de exploração florestal, a conversão das florestas para a criação extensiva de gado gerou 53% da madeira em tora utilizada nesse ano e com isso foi a principal fonte de matéria-prima das indústrias madeireiras entrevistadas. O restante, aproximadamente 12%, foi declarado pelos entrevistados madeira sem procedência legal, originada, segundo os mesmos, principalmente de desmatamentos não autorizados e extrações ilegais praticadas em grandes propriedades. É importante destacar, conforme é mostrado na Tabela 13, a baixa participação dos projetos de manejo no suprimento das empresas de grande porte.

Tabela 13 – Caracterização da origem da matéria-prima utilizada em 2003, de acordo com o porte das empresas entrevistadas.

Origem Consumo de Madeira em Tora (m3)

Micro Pequena Média Grande Total Projeto de Manejo

Aprovado - 15.950 20.680 11.000 47.630

Desmatamento Autorizado 8.660 17.300 11.920 36.500 74.380 Sem Procedência Legal 5.100 1.450 4.900 4.500 15.950

Total 13.760 34.700 37.500 52.000 137.960

Fonte: Dados da Pesquisa.

5.4.1.1. Desmatamento Autorizado

Em relação à madeira proveniente de desmatamentos autorizados, é importante destacar que aproximadamente 88% originaram-se de áreas de terceiros e apenas 12% originaram-se de áreas próprias. A Empresa 6, entre as entrevistadas a que possui a maior extensão de áreas com aptidão para a extração madeireira, em 2003, consumiu 30 mil metros cúbicos de madeira em tora, dos quais 85% originaram-se de desmatamentos autorizados em áreas de terceiros.

“Grande parte da matéria-prima que consumimos, origina-se de áreas de terceiros com projeto de desmate aprovado. Pelo fato do município ainda ser relativamente novo, temos ainda muita oferta de madeira com esta procedência. Muitos proprietários ainda não fizeram uso dos 20% da propriedade permitidos por lei para alteração do uso do solo. O manejo só se efetivará a partir do momento que estas áreas para desmate se esgotarem. Não temos como induzir um fornecedor de matéria-prima a manejar se ele ainda possui áreas referentes aos 20% que podem sofrer corte raso. Estamos errados, mas essa é a nossa realidade e não temos outra alternativa.”21

Por se tratar de uma fronteira madeireira recente, a oferta de mercado é composta essencialmente por madeira proveniente de desmatamentos que, além de insustentável, é uma fonte abundante e barata de madeira o que tem

21 Profissional do setor madeireiro em Cotriguaçu – MT, gerente industrial da Empresa 6, sobre a origem

funcionado como um forte desestímulo para a adoção efetiva do manejo florestal. Portanto, diante da oportunidade oferecida pelo mercado, as empresas com grandes extensões de terra com potencial madeireiro farão a opção por comprar madeira de terceiros à extrair das próprias reservas. Preservar as reservas próprias para constituir estoque para suprimento futuro, diante da realidade do setor florestal local, constitui um grande diferencial para a longevidade dessas empresas, como argumentaram alguns madeireiros.

5.4.1.2. Projetos de Manejo Florestal

Por meio das entrevistas e observações diretas pôde-se constatar que, não diferentemente do que ocorre na maior parte da Amazônia, em Cotriguaçu, o projeto de manejo também constitui um mero aparato burocrático por meio do qual se obtém a permissão para extração de madeira em uma determinada área. As já conhecidas dificuldades conjunturais dos órgãos responsáveis pela fiscalização, juntamente com a corrupção, têm contribuído para que as especificações relacionadas nos projetos dificilmente sejam implantadas de forma efetiva. Além disso, segundo relato de alguns entrevistados, tomou-se conhecimento da utilização de projetos de manejo para documentar madeira que não possui origem legal.

Na Fig. 09 apresenta-se a caracterização, de acordo com a origem, do suprimento de matéria-prima referente ao ano de 2003, para cada unidade industrial entrevistada. Entre aquelas empresas que utilizaram madeira proveniente de projeto de manejo florestal, destaca-se a Empresa 10 com mais de 80% da madeira utilizada neste período originada de projetos de manejo aprovados pelo IBAMA, dos quais 72% se originaram de projetos executados em áreas da própria empresa.

0% 20% 40% 60% 80% 100% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 13 15 16 17 18 Empresas Entrevistadas

Projeto de Manejo Desmatamento Autorizado Sem Origem Legal

Figura 09 – Caracterização, quanto à origem, da matéria-prima consumida em 2003, no município de Cotriguaçu – MT, pelas indústrias madeireiras entrevistadas.

5.4.1.3. Madeira sem Procedência Legal

Das 15 empresas que operaram em 2003, 12 admitiram que utilizaram madeira de origem ilegal, porém, como foi mostrado na Fig. 09, somente oito especificaram uma estimativa da quantidade utilizada. Portanto, o volume real utilizado é bem maior daquele que se tomou conhecimento. A Empresa 15, a

Empresa 16 e a Empresa 17, instaladas na região do assentamento, merecem

destaque, pois 50% da madeira utilizada em 2003 foram extraídas irregularmente, principalmente de terras devolutas.

É importante ressaltar que estas empresas atuam exclusivamente como fornecedoras de outras empresas do pólo e de municípios vizinhos, que utilizam inúmeros artifícios para legalizar parte deste fornecimento, que muitas vezes chega até o pátio das mesmas sem qualquer documento. Isso evidencia o quanto é complexo chegar a valores consistentes que sejam representativos da ilegalidade, podendo-se afirmar que uma parte razoável da mesma se encontra difusa e de difícil mensuração.

De acordo com depoimento daqueles entrevistados que admitiram o uso de madeira ilegal, as principais fontes são desmatamentos e extrações ilegais em áreas próprias ou terras devolutas. Verificou-se também que os meios utilizados pelos madeireiros para burlar a lei e as fiscalizações são variados. A maior parte dessa madeira ilegal só é “esquentada” quando chegam ao pátio das empresas, com auxílio de projetos de desmatamento de outras áreas ou mesmo projetos de manejo.

Um outro artifício revelado durante as entrevistas é a compra da Autorização para Transporte de Produto Florestal (ATPF), cuja utilização foi justificada por alguns entrevistados que citaram a excessiva burocracia do órgão ambiental na liberação das documentações. Neste caso, os agentes fornecedores são principalmente falsos madeireiros que se figuram entre os empresários do setor. Em algumas entrevistas também foi mencionada a existência de um plano de manejo falso adquirido por algumas empresas do pólo para a cobertura de madeira ilegal. Também foi revelada a existência de projetos de desmatamento aprovados em áreas em que a cobertura florestal já tenha sido suprimida, possuindo meramente esta função ilícita.