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1995 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005* Sanayiinin GSYİH

2.4. KAZAKİSTAN EKONOMİSİNDE DIŞ TİCARETİN YAPISI VE DIŞ TİCARET POLİTİKALAR

2.4.3. Kazakistan’ın Uyguladığı Dış Ticaret Stratejilerinin Değerlendirilmesi Bu bölümde Kazakistan’ın uyguladığı dış ticaret stratejileri ele alınarak,

2.4.3.1. Kazakistan’da Dışa Dönük Büyüme Stratejis

É sabido que um trabalho publicado em um único idioma limita seu poder de extensão e alcance. Foi justamente este o problema encontrado para divulgação da tese de Mário Pedrosa. Embora a apresentação da tese date de 1951, a efetiva publicação e divulgação

pública ocorrera somente trinta anos depois, no livro “Arte, Forma e Personalidade” em

1979, momento em que o crítico já estava envolvido com outras questões teóricas, e inclusive já se afastado efetivamente da prática crítica, por sua debilitada condição física.

No entanto, mesmo com restrita circulação na época em que fora proferido, o trabalho de Mário Pedrosa despertou a atenção da crítica francesa, na figura de Étienne Souriau, membro do corpo editorial da Revue D’Esthetique, juntamente com Charles Lalo e Raymond Bayer. Este periódico científico francês fundado em 1948 era dedicado a reflexões sobre filosofia da arte e estética. Suas publicações abarcavam artigos dedicados às teorias estéticas, às relações interdisciplinares entre os campos correlatos às expressões artísticas e contavam com resenhas de recentes obras publicadas sobre as artes, música, teatro e literatura, como uma atualização constante do que de novo se produzia neste universo.

Atento às questões e teorias estéticas, Étienne Souriau publica uma crítica elogiosa na edição de julho-dezembro de 1950 de sua Revista, sobre o trabalho apresentado por Mário Pedrosa. Escreve Souriau: « Nous signalons simplement l’excellente qualité scientifique de cette étude, diligente et fort bien documentée,centrée surtout sur le rapport de la psychologie de la forme avec la perception esthétique. »84Ao contrário da recepção receosa da crítica

84 SOURIAU, Étienne. Analyses sur PEDROSA, (Mário)- Da Natureza afetiva da Forma na obra de Arte (Rio de

Janeiro, 1949, 28/21 cm).In: Revue D’Esthétique, tome trois- fascicules 3 et 4, juillet- décembre 1950. Paris, Presses Universitaires de France. A tradução: “Nós simplesmente observamos a excelente qualidade científica

brasileira, no artigo de Souriau entrevê-se um entrosamento do crítico francês com as questões da psicologia da forma, e ainda que, porventura, não a conhecesse profundamente, reconhecia-lhe a relevância para os estudos artísticos. Seu comentário evidencia uma familiaridade com os estudos e termos gestálticos, pois descreve resumidamente alguns dos termos estéticos desenvolvidos por Mário Pedrosa. Escreve Souriau:

C’est surtout la dernière partie, Forme et Expression, qui permet à l’auteur de préciser ce qui lui semble essentiel à l’œuvre d’art, dont l’existence physique sert de support à des qualités sensibles, à un « objet phénoménal ». L’œuvre d’art se définit par une spécification unique, mais non finalisée utilitairement de sorte que ses qualités sensibles soient liées transitivement et médiatement à cette fin. L’action, en quelque sorte magique, que l’œuvre exerce sur le spectateur, et qui est essentiellement émotive, est exclusivement fonction de ces qualités intrinsèques, et inhère à sa structure formelle. 85 (SOURIAU, 1950)

O crítico francês tece um comentário curto, porém, em poucas palavras destaca, com simpatia, o trabalho do crítico brasileiro e coloca-se em concordância com suas elaborações teóricas. Em geral, Souriau aponta que os conceitos levantados por Mário Pedrosa tem muito mais relação com a psicologia do que propriamente com a estética. Neste sentido, tese de Pedrosa estaria alocada no domínio da Psicologia e menos na Estética, ou mesmo na Filosofia da arte.

A considerar a breve crítica de Étienne Souriau, nota-se a relevância da problemática levantada por Mário Pedrosa em sua tese. No entanto, ao assinalar as reações da classe universitária brasileira, nota-se que esta não se mostrou atenta às novas teorias que se desenvolviam no cenário internacional. Assinala-se, também, a necessidade que a intelectualidade tinha de conhecê-las, mesmo que sumariamente.

Ainda que, à revelia da opinião de sua época, os estudos desenvolvidos por Mário Pedrosa consolidaram uma Estética da Forma e foram-lhe instrumentos analíticos em seu ofício de crítico. As teses gestáticas fundamentavam sua crítica, que se queria objetiva e que apontava para um alargamento da dimensão perceptiva, onde o espectador se colocava diante

do estudo diligente, e muito bem documentado, o relatório centrou-se principalmente na psicologia da forma

com a percepção estética”. 85

Tradução: “Especialmente a última parte, Forma e Expressão, que permite ao autor especificar o que parece ser essencial para a obra de arte, cuja existência física serve de apoio às qualidades sensíveis, a um objeto " fenomenal ". A obra de arte se define por uma especificação única, mas não encerrada utilitariamente, de modo que as suas qualidades sensíveis estão relacionados transitivamente e mediatamente para esta finalidade. A ação, de alguma forma mágica, que a obra de arte exerce sobre o espectador, e que é essencialmente emotivo,e exclusivamente função destas qualidades intrínsecas e inerentes à sua estrutura formal.

da obra de arte, não para decifrá-la, mas para ouvir e deixar-se interpelar pelo o que a obra de arte seria capaz de transmitir. Com uma citação de Schopenhauer, Mário Pedrosa encerra sua tese: É preciso comportar-se diante de uma obra-prima como diante de um príncipe ; não falar primeiro, mas esperar que ela nos interpele. Do contrário não ouviríamos senão a nós mesmos. (PEDROSA, 1996, p. 177). Era este grau de envolvimento com a obra de arte que Mário Pedrosa queria desenvolver em seus espectadores.