ÜÇÜNCÜ BÖLÜM
3.4. THE WONDERFUL WIZARD OF OZ ADLI ESERİN DÖRT ÇEVİRİSİNİN KARŞILAŞTIRMALI İNCELEMESİ
3.4.3. Kaynak ve Erek Metinlerin İçerik Açısından İncelenmes
O estudo Interação escola-família: subsídios para práticas escolares realizado pela UNESCO em parceria com o MEC foi impresso em 2010 com base em diferentes pesquisas de diversos autores (as) sobre o tema, com o objetivo de ajudar a ultrapassar os desencontros
entre a escola, a realidade e a família, por meio de exemplos de projetos e políticas que foram desenvolvidas em alguns municípios do país.
Esta é uma categoria assinalada por todos os documentos oficiais analisados, porém sem maior aprofundamento, por este motivo, optou-se por classificar esta publicação que, apesar de não ser específica da Educação Infantil, também é destinada a este nível de ensino e orienta o caminho para fazer esta interação. A publicação compreende que esta é uma tarefa de equipe e que não dá para entender o aluno (a) sem considerar o seu contexto familiar e social.
Segundo o documento, uma das responsabilidades da escola que precisa ser parte constitutiva do planejamento educacional, é fortalecer os vínculos de família, ou seja, o aluno (a) é membro de uma família e isto deve ser considerado, neste ritmo, não se pode desconsiderar a situação socioeconômica, as mudanças que ocorreram na sociedade, as novas configurações familiares, a violência, etc., porém não se pode admitir “que a escola se transforme numa agência de assistência e negligencie sua função específica de zelar pela aprendizagem escolar” (BRASIL, 2010g, p. 14).
Explica que na relação entre escola e família existe o contexto institucional e o familiar, a condição de aluno (a) e a de filho (a). De acordo com a publicação (Ibid., p. 15-16) é uma “[...] atribuição formal e inevitável da escola [...]” fornecer informações à família sobre a educação dos (as) filhos (as) e possibilitar a gestão democrática, estreitando os laços entre comunidade e escola, dentre outros.
Partindo da afirmativa de que “o aluno esperado, nem sempre é o aluno real” (Ibid., p. 17), aponta que a conquista dos direitos da infância não dá margem para a exclusão de nenhuma delas93. No entanto, a publicação reconhece que para conhecer a realidade de cada aluno (a) é necessário disposição dos (as) profissionais da escola, apoio técnico da equipe de gestão e apoio financeiro dos órgãos políticos competentes, pois esta não é uma política que se faz sozinho, sabe-se que a escola tem o papel fundamental, mas não exclusivo, devendo haver articulação com diferentes setores.
Assinala (Brasil, 2010g, p. 30) a importância de se respeitar e dialogar os direitos da infância com os pais, mas para isto, o documento aponta para a necessidade de incorporar a compreensão da doutrina de proteção integral à criança estabelecida no ECA na formação
93 O documento ressalta que há crianças que não dispõe de recursos materiais ou de apoio de um
adulto para realizar tarefas, ou que não sabem transitar pelas regras da escola, dentre outros; entretanto, é preciso fazer das diferenças um material para planejar as práticas escolares, pois não cabe mais espaço para práticas preconceituosas e inferiores, pois a equidade é a base para um “projeto político de igualdade que parte do reconhecimento das desigualdades iniciais” (Ibid., p. 19).
inicial e continuada dos profissionais da educação, para que estes possam discutir com a comunidade escolar e orientar os pais.
Na escola, de acordo com as pesquisas que nortearam o estudo (Ibid., p. 33), constata- se que as experiências que se tem no sentido de integrar escola e família, acontecem por meio de “[...] eventos pontuais - dia da família na escola, ação comunitária, festividades [...]”, geralmente, descontinuas e com pouco tempo de duração, além disso, o comportamento comum da escola é atribuir a culpa às famílias pelos fracassos dos (as) alunos (as).
Outro ponto destacado pela publicação é o tipo de propostas de interação escola- família possível de realizar-se, porém salienta que as estratégias podem ser iguais, mas os resultados das experiências são diferentes para cada escola, como segue:
QUADRO 14 - Abordagens de Interação Escola-Família.
ABORDAGENS COMO FAZER?
Educar a família
A escola pode abrir canais de escuta das famílias por meio de reuniões organizadas de “forma lúdica, com técnicas de dinâmica de grupo para que as pessoas sintam-se mais acolhidas” (Ibid., p. 35).
Abrir a escola para a participação
familiar
O espaço escolar é público e pode estar a serviço da comunidade na realização de atividades comunitárias, oficinas para geração de renda e trabalho. A família deve participar como “parte da comunidade escolar” em conselhos escolares, associações de pais e até como voluntários (as). Há o questionamento de que esta estratégia só privilegia um “tipo de família”, porém, há a possibilidade de programas de formação de conselhos municipais de educação, conselhos escolares e outros, “que ajudam a qualificar esses processos de decisão coletiva”, desta forma, a família pode e deve ser qualificada para participação nos espaços democráticos (Ibid., p. 36).
Interagir para melhorar os
indicadores educacionais
As pesquisas mostram que “o direito à educação continua sendo confundido com vaga na escola, acesso ao transporte, ao uniforme e à merenda escolar”; orientar os pais em torno dos direitos e deveres é importante para que estes possam adquirir mais conhecimento e ampliar isto, inclusive, para exigir qualidade do ensino aos órgãos competentes, pois dialogando é possível encontrar alternativas para enfrentar os problemas e as dificuldades da escola; junto a isto, é preciso que a escola esteja aberta para receber críticas (Ibid., p. 37).
Incluir o (a) aluno (a) no seu
contexto
Abordagem difícil, mas considerada não impossível, se houver vontade e apoio profissional e político. Estabelecer: “visitas domiciliares, entrevistas com as famílias, enquetes, trocas de informações com outros agentes sociais que interagem com as famílias, como os agentes de saúde”.
É necessário que a equipe de gestão prepare esta aproximação e posteriormente, planejem com o grupo as atividades pedagógicas “a partir do que foi apreendido sobre os (as) alunos (as) e seu contexto familiar”; esta abordagem é importante quando resulta em programas de atendimento organizados pela escola em articulação com outros profissionais da rede de proteção à criança, voltado para alunos (as) que não tem apoio familiar (Ibid., p. 37-38).
Reflexões sobre a prática
Rever as práticas que se realiza com a família; ”importa mais o tipo de relação que a atividade favorece do que a modalidade da atividade em si”, sendo importante estabelecer qualidade na relação com os pais e ter bom senso para fatores que podem inibir a participação; pensar sobre os rituais burocráticos que acabam sendo travestidos de democráticos e nas abordagens que colocam a instituição escolar no centro do debate, ou seja, um “escolacentrismo” que impedem aos agentes escolares a escutar e compreender as famílias.
A interação não pode ser pensada apenas como uma forma de conhecer a situação familiar, precisa vir acompanhada de intervenção para que as famílias possam responder “de forma mais efetiva às demandas da escola”, assim, “os profissionais da escola fazem perguntas e dialogam com os pais antes de propor ações de responsabilidade conjunta”; as atividades devem garantir a oportunidade de educarem-se (escola-família) juntas (Ibid., p. 38-40).
Fonte: BRASIL. Interação escola-família: subsídios para práticas escolares. Org.: Jane Margareth Castro e Marilza Regattieri. Brasília: UNESCO, MEC, 2010g. p. 34-40. Elaboração: GELMI, Gisele.
A publicação mostra que a participação da família, principalmente nos primeiros anos escolares, é uma estratégia importante de apoio à aprendizagem; além disso, a relação escola- família começa pelo tratamento que é dado ao (a) aluno (a) na sala de aula, pois quando o (a) professor (a) aproxima-se da criança e dá a oportunidade para que ela se expresse, certamente, estas sentem-se mais seguras “[...] para expressar seus medos e dúvidas na sala de aula [...]” (Ibid., p. 42).
Apontou (Ibid., p. 44-51) que a própria escola ou as secretarias e conselhos municipais de educação podem iniciar a realização desta interação por meio do diálogo entre as equipes e com planejamento das ações. Explica experiências de projetos pequenos que se transformaram em projetos maiores, com: integração com outras secretarias municipais, criação de Fórum Família-Escola, visitas domiciliares94 preparadas como atividade formadora (de troca de conhecimentos entre escola e comunidade) e com remuneração aos (as) professores (as) que fazem este trabalho nas casas dos (as) alunos (as), dentre outros.
As políticas e as ações intersetoriais e a coordenação de um evento como este costuma ficar a cargo do prefeito municipal, isto significa que,
[...] se dos prefeitos espera-se o papel de coordenador das políticas intersetoriais, do gestor educacional esperam-se iniciativa, disposição e capacidade de articulação horizontal com seus pares da Saúde, Assistência Social etc., pois muitas vezes é necessário agilidade para que os problemas sociais não se alojem apenas nos estabelecimentos de ensino. (BRASIL, 2010g, p. 45)
94 Na ocorrência de visitas domiciliares é preciso que se respeite a disponibilidade dos pais para não
gerar uma pressão; é importante que se estruture “linhas de formação”, apoio e monitoramento das atividades, que devem ser planejadas, executadas, registradas e avaliadas em equipe (Ibid., p. 52).
Porém, esta política não deve ser imposta à escola, é de suma importância que as Secretarias tenham capacidade necessária para ”[...] informar e dar condições para que as escolas se posicionem [...]” (Ibid., p. 52).
Enfim, a publicação esclarece que o fato da escola não ter como lidar sozinha com todas as questões que afetam a vida das crianças “[...] não fará com que esses problemas deixem de existir ou de desafiá-la, pelo contrário: se não forem enfrentados, eles tenderão a agravar-se.” (Ibid., p. 60).
Isto implica em profissionais com fôlego para transpor a realidade caótica que, infelizmente, contém a sociedade, a cultura e a política que afetam a educação brasileira e que perpassam desde a boa formação profissional que consequentemente, pode dar boa formação aos alunos (as) e vai até a valorização deste trabalho pelas políticas públicas, ou seja, esta é uma política que precisa ir além das meras orientações de papel.
3.2 UM PERFIL DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DA GESTÃO ESCOLAR NOS