Dergisi IV Edebi Çeviri ve Kültür Transferi Özel Sayısı, İzmir, 2002, s 31.
EK 1 Fantastik Çocuk Kitapları Bibliyografyası (1990–2000)
Como se pode ver houve uma ampliação do volume de publicações oficiais sobre diversos temas a partir do momento em que a EI finalmente passa a integrar os sistemas educacionais. Assim, esta busca leva a uma resposta interativa e exaustivamente repetitiva entre as publicações oficiais que nos remete à compreensão de que em relação às perspectivas do Direito à Educação e da Gestão Escolar não existem posições controversas entre os documentos destinados à Educação Infantil.
Na análise, verificou-se que em relação ao Direito à Educação a concepção dos documentos oficiais analisados (BRASIL, 1988, 1998, 1999c, 2002, 2005, 2006, 2008d, 2009d, 2009e, 2009f, 2009g, 2010g, 2010h) enfatiza uma gestão organizacional democrática para a Educação Infantil, sendo esta uma prerrogativa do Estado.
Os documentos são enfáticos ao expressarem que o Direito à Educação pode ser exigido do Estado, primeiramente, por meio do poder executivo e legislativo e, excepcionalmente, por intermédio do poder judiciário quando os órgãos competentes não os cumprirem e, portanto só pode ser alcançado mediante a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Contudo, apesar da Educação Infantil não ser
etapa obrigatória95, ela é direito da criança, opção da família e dever do Estado e a distinção entre creches e pré-escolas, segundo a legislação, pode ser feita apenas pelo critério de faixa etária.
Estas publicações expressam que novas exigências colocam-se para fazer cumprir este direito, seja no sentido de orientar a ampliação dos espaços de diálogo com a comunidade, seja no de atribuir conteúdo político à ação escolar, isto significa organizar a proposta pedagógica no intuito de cumprir a “função sociopolítica e pedagógica” da escola, respeitando os princípios estabelecidos por todos os documentos.
Os documentos analisados sugerem uma diretriz fundamental que se deve seguir no compromisso efetivo para transformar a realidade precária à que a Educação Infantil está submetida desde o seu surgimento, tendo claro que o que define esta transformação das escolas infantis é o oferecimento mínimo de qualidade no atendimento que é atingida por meio do cumprimento das orientações trazidas pelas legislações e as publicações oficiais.
Chama a atenção nos documentos mais recentes (BRASIL, 2008d, 2010h) um amadurecimento promovido pelas pesquisas acadêmicas e adotados pelas novas publicações oficiais na concepção de criança, em que esta é vista como produtora de cultura e nela inserida, que estabelece inúmeras relações na interação com os seus pares. Para a construção deste perfil o MEC, no intuito de subsidiar a prática explica que tem buscado elaborar novos documentos que tenha como eixo norteador esta perspectiva (BRASIL, 2010h, p. 32).
Constatou-se que algumas dimensões do direito à educação aparecem nas publicações oficiais associadas a outras categorias de direitos, como, por exemplo, no direito da criança ser respeitada pelos (as) educadores e pela gestão do sistema com práticas “[...] que respeite a dignidade e os direitos básicos das crianças, nas instituições onde muitas delas vivem a maior parte de sua infância [...]” (BRASIL, 2009d, p.07).
Verificou-se também, que não há uma publicação específica sobre a gestão escolar para as escolas infantis, esta é tratada de forma pulverizada entre as publicações analisadas, além disso, esta questão não é aprofundada nos documentos, os quais privilegiam muito mais as práticas realizadas pelos (as) professores (as) que trabalham diretamente com as crianças.
É claro que esta atitude não significa que as publicações reconheçam os professores (as) como os únicos responsáveis pelo atendimento de qualidade à infância, porém o não
95 A EC. n. 59/2009, traz a redação de que a educação passa a ser obrigatória a partir dos 4 anos de
idade, portanto, como prevê a Lei, parte da Educação Infantil passa a ser obrigatória e os sistemas de ensino deverão organizar-se para que isto aconteça até 2016, ou seja, a Educação Infantil passa a ser direito público subjetivo dos 4 aos 5 anos de idade, em detrimento da educação para a criança de 0 a 3 anos que continua sendo opção da família.
aprofundamento de outras questões aponta lacunas e inconsistências em outros níveis de responsabilidade pelo não aprofundamento.
Entretanto, vê-se uma maior preocupação com este assunto no documento (BRASIL, 2008d, v.1) no qual há uma seção exclusiva sobre a Gestão Escolar na Educação Infantil. Isto pode revelar que conforme as pesquisas sobre este nível de ensino se aprofundam no terreno da educação, novas necessidades vão surgindo com a exploração de novos campos de pesquisa em que estas vão sendo incorporadas pelos documentos oficiais.
Observou-se que todos os documentos coadunam da mesma concepção de Gestão Escolar, ou seja, firmes na convicção do trabalho coletivo e da gestão democrática em dois sentidos: um que se direciona no âmbito escolar, por meio do trabalho do (a) gestor (a) escolar e sua equipe; e outro, que se dirige aos poderes públicos em nível Nacional, Estadual e principalmente, Municipal, na implementação de políticas para a infância e no cumprimento das Leis.
Para a Educação Infantil, isto corresponde à gestão do sistema educacional como um todo que possibilite: a garantia de vagas necessárias, condições de infraestrutura, a integração das instituições conveniadas aos sistemas de ensino, a formação e a valorização dos profissionais, ao credenciamento das instituições, ao fortalecimento da perspectiva do cuidado e da educação como algo inseparável, garantindo e aprimorando a participação da comunidade via gestão democrática com a implantação de conselhos escolares, em que a família da criança possa opinar sobre a proposta pedagógica e a gestão da escola.
Estes resultados obtidos por meio da análise dos documentos oficiais podem ajudar a compor as inferências desta pesquisa com a integração dos dados encontrados sobre as publicações acadêmicas do capítulo 4, apontando suas possíveis convergências e/ou divergências.
Portanto, no próximo capítulo se tentará construir um perfil sobre parte das pesquisas acadêmicas da área da Educação Infantil encontradas em uma nova busca, que pelo tempo da pesquisa não abrangerá toda a produção da área como já se explicitou na introdução, mas, certamente, poderá traçar um perfil diagnóstico catalisador significativo das produções em geral nas perspectivas analisadas.
CAPÍTULO 4
ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES ACADÊMICAS NOS PERIÓDICOS COM QUALIS