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Kayalık İstasyonu’nda İtfaiye Erlerinin Vardiya Planlanması

3.5. Çalışmanın Matematiksel Modeli

3.5.2. Kayalık İstasyonu’nda İtfaiye Erlerinin Vardiya Planlanması

A entrevista em grupo foi um recurso utilizado para nos apropriarmos um pouco mais do cotidiano das escolas e de seus professores, para então chegar à questão mais específica das estratégias utilizadas em sala de aula. Para esta entrevista foram convidados todos os 11 professores que participaram das entrevistas individuais.

Compareceram cinco professores do total de convidados. Uma parte deixou claro a falta de interesse da escola em dar continuidade à pesquisa; outra parte teve problemas de substituição de professores no dia do encontro.

Nesse encontro, discutimos assuntos como a hierarquia no sistema educacional de ensino, a formação de rede na escola, o trabalho e o lugar da família na escola, a angústia e o sofrimento do professor com relação à inclusão do aluno com deficiência e os sentidos e imaginários sobre a deficiência. Dentre esses temas, os que mais apareceram durante a entrevista foram a hierarquia, a angústia e as estratégias utilizadas em sala de aula.

Apesar de reconhecer as dificuldades que o sistema educacional vem enfrentando como a superlotação das salas, a falta de formação continuada, e a angústia que ainda permeia o processo de inclusão de crianças com

deficiência em suas salas, os professores mostraram uma visão positiva de seu trabalho, apropriando-se do seu fazer.

As percepções e o imaginário sobre os alunos com deficiência também foram tratados de uma forma positiva, como um grande desafio para o professor que tem que descobrir caminhos para atingir essas crianças.

— Descobrir que habilidades ele tem e pensar em estratégias, porque aí quantas estratégias também você vai fazer e como você vai viabilizar isso numa sala grande, numa sala numerosa, porque eu sei assim que não é só pra socialização. Eu sei que eu tenho que descobrir as habilidades dele (Anexo I).

A entrevista em grupo também foi interessante porque os professores puderam falar e ser escutados por outros educadores que vivem problemas muito semelhantes aos seus. Durante a conversa, a hierarquia no sistema educacional de ensino e a imposição de programas apareceram diversas vezes. Ilustramos esse fato com algumas das falas:

— Ninguém te consulta pra saber se você é a favor, se você é contra, o que você pensa a respeito, se você acha adequado, se você acha inadequado, ninguém liga (Anexo I).

— Tem avaliação externa, a prova Brasil está aí. Sai na mídia. O ensino público de São Paulo, tantos por cento dos alunos não sabem ler e escrever. Eu estou ensinando, eu dou formação, se o professor não está aplicando é porque ele não quer aplicar. Se ele não participa da formação é problema dele (Anexo I).

Ficou claro que os professores sentem-se muito cobrados pelo sistema que não permite, segundo a visão deles, a construção de um trabalho coletivo que valorize sua prática em sala de aula. Sobre isso, um dos professores explicita:

— Então é essa a angústia do professor hoje, eu acredito que de toda a rede. É essa angústia, ninguém olha para o professor, ninguém dá um elogio, uma palavra de incentivo... (Anexo I).

Diante desse cenário educacional geral, os professores também falaram da sua angústia com relação ao trabalho de inclusão:

— Tem essa angústia mesmo. A gente quer que [os estudantes] alcancem o conteúdo todo da 6ª série, por exemplo, de geografia, porque gostaria, mas não, a gente sabe que eles não vão conseguir, então se eles conseguirem pela metade, e conseguirem bem, está ótimo (Anexo I).

Ou ainda:

— É, é isso que angustia. E aí você passa a dizer: "E agora, o que eu faço?" E você fica assim, "pra quem eu vou pedir ajuda? Pra onde que eu vou?" Então você às vezes vai por erros e acertos mesmo ( Anexo I).

Assim como nas entrevistas individuais, essa angústia e a falta de apoio são diminuídas quando a escola conta com o trabalho de uma professora de SAAI como rede de apoio:

— O que ajuda muito a gente aqui na escola é a presença da Isabel [professora da Saai], a gente tira dúvidas, discute e muitas vezes, ela entre na sala com a gente, ajuda na prática (Anexo I).

Essas declarações mostram o quanto é importante ter uma rede de

apoio para dar suporte ao processo de inclusão. Mendes91 observa que uma

parte dos estudiosos da área da Educação Especial concorda e reconhece a manutenção de serviços de apoio:

Do outro lado, contrários aos inclusionistas totais, estão os adeptos da educação inclusiva, que consideram que a melhor colocação seria sempre na classe comum, embora admitindo a possibilidade de serviços de suportes, ou mesmo ambientes diferenciados (tais

como classes de recursos, classes especiais parciais, escolas especiais ou residenciais.

Com relação às estratégias utilizadas em sala de aula, os professores citaram vários exemplos:

— É, você vai reinventando todo dia. Você vai re- adaptando, re-organizando o trabalho (Anexo I).

— Uma vez, eu fiz as mesmas perguntas em forma de teste, uma com testes com alternativas e outra não, e distribuí para aqueles que realmente não conseguiam ler e escrever para fazer o teste. Aí eu ia lendo pergunta por pergunta, alternativa por alternativa, pra ele ir marcando com um X a que ele achava certa (Anexo I).

Através dessas manifestações, podemos observar que os professores fazem uso de estratégias, porém, muitas vezes, sentem-se inseguros com relação ao que estão fazendo e, na maioria das vezes, tomam atitudes por meio de tentativas e erros. Além disso, os professores também destacaram a dificuldade de colocar em prática suas estratégias com a dinâmica da sala de aula, sobretudo pelo número de alunos.

As estratégias descritas pelo grupo de professores coincidiram com aquelas descritas nas entrevistas individuais, mas cada professor pôde ouvir a experiência do outro com relação a esses recursos, de forma a enriquecer sua prática.