• Sonuç bulunamadı

7. PERFORMANS YÖNETİM SİSTEMİNDE YAŞANAN GELİŞMELER

3.2. Kariyer Planlama Süreci

No início do século XXI, as conjunções se apresentaram com a seguinte frequência: mas: 63,4%, no entanto: 13,4%, porém: 11%, contudo: 4,9%, e: 3,7%, entretanto: 1,2%, em contra partida: 1,2% e por sua vez: 1,2%.

Tentaremos, adiante, apontar as motivações para essa diferença de frequência dos itens de um século pra outro. Antes, observemos os itens mas, no entanto, porém e contudo de acordo com os critérios do princípio da marcação:

mas no entanto porém contudo - marcado +/- marcado + marcado Quadro 9: Marcação pela distribuição de frequência das conjunções no corpus do século XXI

Pelo critério da frequência, percebemos o mas como mais recorrente e menos marcado e o item contudo como menos frequente e, consequentemente, mais marcado, como vemos no quadro 9. Conforme já aludimos, o item mas é o preferido como formador de orações adversativas, sendo o item com maior grau de gramaticalização como conjunção adversativa, dentre todos os aqui estudados. Os dados reforçam que esse fenômeno já ocorria no início do século XX e continua a ocorrer no século XXI.

O mais marcado, de acordo com a frequência, continua sendo o contudo, tal qual ocorreu no século XX. O que chama a atenção é a inversão, na frequência, dos itens porém

(em terceiro lugar neste recorte do século XXI) e no entanto, que nem apareceu entre os quatro mais frequentes no século anterior.

Assim, comparando o uso dos quatro itens, quanto à frequência, nos dois recortes, temos o seguinte continuum por ordem de frequência:

mas > no entanto > porém > contudo

Houve uma mudança nas posições intermediárias da ordem de frequência em relação ao século XX, que apresentou o continuum:

mas > porém > entretanto > contudo

Talvez seja possível, analisando os itens através da complexidade estrutural e da complexidade cognitiva, encontrar respostas para essa inversão na frequência. Vejamos, na sequência, o quadro 10 com o continuum de menos a mais marcado de acordo com a complexidade estrutural dos itens em estudo.

mas porém contudo no entanto - marcado +/- marcado + marcado Quadro 10: Complexidade estrutural/marcação das conjunções no corpus do século XXI

Levando em conta a complexidade estrutural das conjunções apresentadas nesse recorte, temos o mas como menos complexo e menos marcado. O item é o menos extenso estruturalmente, sendo, talvez, por isso, mais fácil de ser acionado pelo usuário. O item porém, em se tratando de complexidade estrutural, aparece em segundo lugar, seguindo a observação de sua massa morfonológica. Vale ressaltar a coincidência desses usos com as listas presentes em diversas GTs, nas quais o porém segue o mas na ordem de listagem.

Em sequência, aparece o contudo, que possui um maior volume estrutural que os itens já citados e é originário de uma junção de dois outros termos: com + tudo, o que implica numa estrutura mais complexa que as menos marcadas mas e porém. Na sequência, surge o no entanto, com a estrutura mais complexa dos quatro itens apresentados neste recorte, formada por duas palavras que resistem à fusão, caracterizando-se como o item de maior estrutura.

Quanto à ao critério da complexidade cognitiva, o continuum de marcação entre os 4 (quatro) itens mais frequentes pode ser traçado como no quadro a seguir:

Mas porém no entanto contudo - marcado +/- marcado + marcado

Quadro 11: Complexidade cognitiva/marcação das conjunções no corpus do século XXI

Seguindo a lógica já apresentada nesta análise, no século XX, o mas seria menos complexo que o porém e este menos complexo que os demais: no entanto e contudo. Os aspectos já anteriormente apontados, os quais ratificam tanto o menor quanto o maior grau de marcação dos itens em estudo, poderiam tomar os critérios de complexidade estrutural e cognitiva como determinantes da distribuição de frequência, ou seja, o fato de um elemento linguístico ser menos complexo deve influenciar sua escolha por parte do usuário em determinados contextos de uso.

O termo mas é o mais frequente no recorte, o que condiz com sua condição tanto de menor complexidade estrutural quanto de menor complexidade cognitiva. Sua escolha em maior escala para formar a adversidade também comprova o grau avançado de gramaticalização do item como conjunção adversativa.

O contudo, como mais marcado, teve seu uso de menos produtivo tanto no recorte do século XX quanto no do século XXI.

Algo que chamou atenção neste estudo foi a alteração no continuum de marcação, se considerarmos os itens no entanto e porém. Pela lógica dos critérios da marcação, o porém deveria ser menos marcado que o no entanto, tanto pela complexidade estrutural como pela complexidade cognitiva, conforme já explicitamos.

De fato, não podemos explicar essa preferência pelo no entanto em detrimento do porém recorrendo ao fator flutuação, isto é, a capacidade de poder se colocar em várias partes da sentença, já que os itens compartilham as mesmas características em se tratando de mobilidade na estrutura do enunciado.

A hipótese mais plausível para explicar essa motivação para a preferência atual pelo no entanto é a de que os termos no entanto, entretanto, contudo, todavia, de acordo com a GT, são mais usados em textos escritos, caso que se apresenta aqui. Estaríamos, então, diante de uma situação na qual o contexto mais formal exigiria o uso de um conector também mais formal. Mas continuaríamos sem explicações para a supremacia do porém no século passado.

Talvez a resposta esteja em outro questionamento: o item porém, hoje, pode estar sendo ativado como mais formal do que o no entanto/entretanto pelos usuários da língua? Uma resposta à questão poderá, talvez, ser encontrada em pesquisas que manipulem dados de língua oral captados em conversações mais espontâneas, o que foge à nossa ambição no presente trabalho.

4.2.3 A marcação e o contexto de acordo com a posição dos termos na estrutura