RELATIONSHIP- TRANSFER OF PART OF A BUSINESS ABSTRACT
I. KARARIN ÇEVİRİSİ 2
Um dos fatores determinantes da insegurança do pedestre nos núcleos urbanos onde existem travessias urbanas é o excesso de velocidade manifestado pelos condutores de veículos. O estabelecimento de limites de velocidade adequados aos diversos trechos das vias e de penalidades aos infratores é indispensável para a segurança do pedestre na via urbana.
Há inúmeros fatores que influenciam na determinação da velocidade que os veículos devem desempenhar. A distribuição da velocidade ao decorrer do dia e a média das velocidades praticadas durante um dia são exemplos de fatores a serem levados em consideração para determinar a velocidade adequada. As características físicas da via também interferem no limite de velocidade a ser empregado pelo veículo. Dessa forma, as condições e peculiaridades dos pavimentos, o número de ocupações comerciais ao longo das vias e a existência de curvas, aclives e declives são relevantes, devendo sempre ser considerados e analisados (CUPOLILLO, 2006).
Nesse mesmo sentido, deve-se, ainda, analisar: os índices de acidentes da travessia urbana, as restrições de visibilidade, o volume e a composição do tráfego, a existência de núcleos urbanos ao longo da travessia urbana, a localização da via, as legislações pertinentes, os dispositivos de controle do tráfego e a velocidade máxima que pode ser desempenhada com segurança sobre um trecho específico de via em condições adequadas.
De acordo com o exposto, quanto à necessidade de faixas e passagens destinadas aos pedestres, percebe-se a relevância do estabelecimento de limites de velocidade apropriados a determinados trechos da travessia urbana, nos quais o número de pedestres é bastante elevado, assim como o número de acidentes que envolvem esses pedestres. Como exemplo, podem-se mencionar os centros comerciais existentes em travessias urbanas.
Os acidentes envolvendo pedestres de núcleos urbanos e em particular nos centros comerciais onde existe uma travessia urbana interceptando-os, na sua maioria,
são fatais para os pedestres e condutores de veículos não motorizados. Isso se deve ao fato de a velocidade empregada pelos condutores nas travessias urbanas ser a mesma utilizada nos trechos da via em que não existem centros urbanos, ou seja, os motoristas conduzem com uma velocidade inapropriada para núcleos urbanos.
Dessa maneira, faz-se indispensável a fixação de limites de velocidade para os variados trechos das vias urbanas e para os diversos tipos de via. É insuficiente, no entanto, a simples fixação de limites sem que haja a fiscalização efetiva do cumprimento ou não desses limites pelos condutores de veículos. A fiscalização deficiente impõe a necessidade de ferramentas de controle da velocidade, que não dependam desta.
O Código de Trânsito Brasileiro classificou os tipos de via e atribuiu limites de velocidade a esses tipos. Conforme disposições dos artigos 60 e 61, capítulo III – Das Normas Gerais de Circulação e Conduta, do citado Código, foram delineadas as classificações e velocidades mencionadas, in verbis:
“Art. 60. As vias abertas à circulação, de acordo com sua utilização, classificam- se em: I - vias urbanas: a) via de trânsito rápido; b) via arterial; c) via coletora; d) via local; II - vias rurais: a) rodovias; b) estradas.”
“Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas a suas características técnicas e as condições de trânsito.
§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de: I - nas vias urbanas: a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido; b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais; c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras; d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais; II - nas vias rurais: a) nas rodovias: 1) cento e dez quilômetros por hora para automóveis, camionetas e motocicletas; 2) noventa quilômetros por hora, para ônibus e microônibus; 3) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos; b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora.
§ 2º O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidades superiores ou inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.”
Verifica-se que são atribuídas velocidades para toda a via, independentemente do tipo de estabelecimento urbano que estiver ao longo dela, ou, até mesmo, das características específicas da comunidade ou cidade por onde a travessia urbana foi construída.
Felizmente, em contrapartida ao problema da fixação, no Código de Trânsito Brasileiro, de velocidades inadequadas a trechos da travessia urbana com caracteres peculiares, foi atribuída aos órgãos e entidades de trânsito a faculdade de regulamentarem velocidades inferiores àquelas estabelecidas no Código em questão, de acordo com o disposto no § 2º, artigo 61, do mesmo Código.
Dessa maneira, busca-se maior adequação da velocidade desenvolvida pelos veículos durante o percurso da travessia urbana às características de cada núcleo urbano, incluindo o número de habitantes, as atividades desempenhadas por eles, os horários e os trechos da via com grande concentração de pessoas nas suas proximidades, dentre inúmeras outras características não mencionadas nessa oportunidade.
Nas travessias urbanas, pode-se, então, atribuir velocidade inferior àquela atribuída a toda a via com a implantação de sinalização que indique a velocidade máxima permitida nesse determinado trecho e de controladores de velocidade. As lombadas físicas, as barreiras eletrônicas, os sonorizadores, entre outras, com o intuito de evitar excessos e apenar infratores, são exemplos de controladores de velocidade. Neste trabalho, estuda-se o pavimento intertravado como ferramenta de moderação da velocidade, com o objetivo de garantir a manutenção da velocidade reduzida durante todo o percurso da travessia urbana. As ferramentas de controle da velocidade serão abordadas em seguida.
Não é suficiente estabelecer normas de conduta, como o Código de Trânsito Brasileiro, considerando-se a tendência natural do ser humano de desconsiderar os limites impostos e infringir os padrões de conduta estabelecidos pelo conjunto normativo brasileiro. Diante dessa realidade, empregaram-se ferramentas de controle para garantir o cumprimento das normas de trânsito, inclusive aquelas referentes à velocidade.
É importante ressaltar o fato de que também estão previstos no Código de Trânsito Brasileiro os tipos e níveis de penalidades atribuídos aos condutores que excedem os limites de velocidade impostos por lei. A velocidade será indicada por uma ferramenta de controle, a qual é denominada de instrumento ou equipamento hábil pelo artigo 218, Capítulo XV – Das Infrações, do supramencionado Código, o qual teve sua redação alterada pela Lei nº 11.334, de 2006.