• Sonuç bulunamadı

Kanun’un yayımı tarihi itibariyle henüz bir borç yok, ancak risk varsa, Kanun’la getirilen

Inclusão digital é um conceito que aparece com frequência nesta tese. Os programas e projetos de informática educativa da atualidade perpassam esse conceito, pois a informática educativa contribui para a inclusão digital das crianças que estudam nas instituições públicas e, muitas vezes, seu contato com o computador, internet, dentre outros recursos digitais, se restringe aos espaços da escola. A inclusão digital não está restrita somente ao acesso às tecnologias, mas aos benefícios que seu uso oferece aos estudantes.

Inclusão digital é a denominação concebida aos esforços desenvolvidos por governos, organizações do terceiro setor e empresas, com vistas a possibilitar que as pessoas tenham acesso às tecnologias digitais de informação e comunicação. Lemos (2011) explica que a inclusão digital deve ser pensada de maneira complexa com origem no enriquecimento de quatro capitais básicos da inteligência coletiva, social, cultural, intelectual e técnico.

Dar ensejo aos cidadãos ao acesso às tecnologias é um importante passo no combate à exclusão social. Esse caminho é longo e ainda temos muito a percorrer para chegar a todos os cidadãos ainda excluídos digitalmente e que, geralmente, também são os desprovidos dos bens sociais básicos. Damasceno, Bonilla e Passos (2013, p. 7) assinalam que Processos de inclusão digitais compreendem ações de ampliação do acesso a computadores conectados à internet e de formação para seu uso competente e autônomo, buscando participação emancipatória de todos os membros da sociedade.

A educação tem o compromisso de inserir as TDIC na escola, com o objetivo de promover a democratização das tecnologias para toda a comunidade escolar. Para isso, investir apenas em infraestrutura não é suficiente se, concomitantemente, não houver

investimentos na formação dos professores, para utilizá-las com finalidades educativas visando à melhoria da educação.

Existem iniciativas do Governo Federal com vistas a assegurar disseminação e o uso mínimo das TDIC orientadas para o desenvolvimento social, econômico, político, cultural, ambiental e tecnológico. Nesse sentido, tem por objetivos conceder oportunidade à comunidade escolar instrumentalizando os professores e proporcionando gratuitamente fonte de informação, conhecimento e comunicação.

Transformar a inclusão digital em política pública é fundamental para o desenvolvimento de programas e projetos em todo o Brasil, de modo que não seja ligado somente ao governo vigente. Inclusão digital não significa somente ter acesso ao computador ou à internet, mas também aos recursos digitais e conteúdos educacionais. Envolve apropriar- se dessas tecnologias para resolução de problemas, motivo pelo qual são pontos de cidadania, diminuição da exclusão social e educação. Portanto, a pessoa que está incluída na sociedade digital é capaz de melhorar suas condições de vida desde o maior aproveitamento das potencialidades desses veículos informacionais.

Mattos e Chagas (2008) revelam que as políticas de inclusão digital devem se nortear com base em alguns aspectos fundamentais: inserção no mercado de trabalho e geração de renda; melhoria nos relacionamentos; facilitação de atividades cotidianas; aprimorar a cidadania e difundir o conhecimento tecnológico.

O software livre, por ser mais acessível e de baixo custo, pode auxiliar na inclusão digital. O sistema operacional é o principal programa ou software que tem o computador, é a linguagem responsável pela comunicação entre o ser humano e a máquina. Deve haver envolvimento entre Estado e Municípios no desenvolvimento de ações de formulação e implementação das atividades destinadas a inclusão digital. Existe ampla relação entre a inclusão digital e social, o que pode ocorrer concomitantemente.

A tecnologia não é neutra, ou seja, seu emprego pode ocasionar fatores positivos e negativos; positivos, no sentido de despertar estímulos físicos e mentais, possibilitando transformação, mediação, aprendizagem. Negativos, quando utilizada para fins maliciosos ou quando há exclusão digital. A expressão exclusão digital pode ser utilizada para caracterizar a falta de acesso e benefícios proporcionados pelas TDIC a pessoas e/ou países. Miranda (2005, p. 19) nos explica:

Exclusão digital é a expressão utilizada costumeiramente para identificar a falta de acesso a uma serie de dimensões. Ao passo que quando uma dentre as várias dimensões são disponibilizadas aos indivíduos, caracteriza-se um processo de

inclusão digital, que será completo idealmente quando todas as dimensões tiverem sido contempladas.

Relaciona-se a exclusão social e a digital, pois estas representam a criação de oportunidades e geração de renda, e também agregam questões técnicas, cognitivas e sociais. Somente as políticas de inclusão digital não resolvem as desigualdades sociais. Pensando assim, uma das ações para minimizar a exclusão digital é investir em ações integradas que envolvam educação e as tecnologias digitais.

É difícil falar da modalidade digital sem mencionar a exclusão digital. Tentando minimizar essa exclusão, criam-se políticas públicas e investimentos na formação docente. A inclusão digital enseja igualdade de oportunidades na sociedade da informação, uma vez que esta exige cada vez mais transformação, novas atitudes e soluções para problemas antigos. Hoje a inclusão digital é fator determinante para a inclusão social e a educação é um meio importante para atingir a sociedade.

Valente (2002) ensinava que devemos viabilizar a inclusão digital no sentido de aprender a aprender, integrar o sujeito aos meios tecnológicos, visando a formação e inclusão social. A exclusão é um estado dentro de determinado contexto, não representando uma situação permanente. Desse modo, uma pessoa pode estar incluída num campo específico da sociedade e excluída de outro, sem que isso represente uma contradição, ou seja, a falta ou inabilidade de acesso às tecnologias pode ser considerada exclusão digital. Silveira (2003, p. 18) nos convida a refletir obre o real sentido da exclusão digital, ao perguntar

Qual o sentido de se falar em exclusão digital? Não seria ela uma mera decorrência da exclusão social? Seu enfrentamento não seria consequência da melhoria de condições de vida e de renda da sociedade? Em outras palavras, até que ponto o combate a essa exclusão seria importante diante de tantas carências?

O problema consiste em que boa parte dos excluídos digitalmente não são excluídos apenas nesse setor. A sociedade enfrenta outras dificuldades e exclusões piores. Consideramos, entretanto, a educação um meio indispensável para melhoria da qualidade de vida e por isso entendemos que ela é capaz de combater a exclusão digital, dentre outros problemas sociais.

Temos de refletir sobre que sociedade tencionamos formar e, para isso, quais as mudanças necessárias, principalmente na escola. As TDIC já fazem parte do contexto social dos estudantes são inseridas cada vez mais na educação, pois acarretam muitas mudanças. Daí o cuidado com a inserção de modo descontextualizado, pois a simples introdução de tecnologias na educação não garante transformação, uma vez que essa inclusão é apenas

condição necessária para termos um sistema educacional compatível com as necessidades da sociedade.

Sabemos que a falta de informação resultante das poucas oportunidades de acesso às tecnologias digitais vai muito além desse fator, o que pode ensejar prejuízos, e um meio de suprir esse problema é investir na disseminação do acesso às tecnologias. É nesse sentido que surgem os programas de inclusão digital para buscar resolver os problemas sociais, tendo como consequência desejável a melhoria da qualidade de vida das pessoas. De acordo com Silva Filho (2003), para combater a exclusão digital, deve haver investimentos em três pilares: em tecnologias digitais, renda e educação. Esses projetos e investimentos devem considerar a realidade social dos cidadãos, assim, tem-se muito a contribuir para a qualidade de vida da sociedade menos favorecida.

Desse modo, a inclusão digital contribui para o fortalecimento das habilidades e conhecimentos dos cidadãos, abrindo oportunidades de emprego. Melhora a autoestima, facilitando o acesso às informações, contribuindo para a educação e ajudando a solucionar problemas, além de facilitar a comunicação entre as pessoas e o acesso à cultura. Uma das maneiras de minimizar essa situação é transformar cada vez mais a inclusão digital em políticas públicas, desenvolvendo programas e projetos que atuem em diversos níveis e modalidades em todo o Brasil.

O PROINFO integrado também investiu em inclusão digital, equipando as escolas com recursos tecnológicos, conteúdos educacionais e internet, além de promover o uso pedagógico da informática nas escolas públicas e a formação de professores na área. Vários programas voltados à oferta de internet e tecnologias digitais são desenvolvidos. Essas ações tornam-se cada vez mais relevantes ao cenário educacional, pois promover o uso pedagógico das tecnologias nas escolas públicas é um grande passo para a inclusão digital. Na perspectiva de Santos (2009, p. 1758) a informática educativa nas escolas,

[...] é hoje uma das áreas mais fortes da Tecnologia Educacional e uma reflexão sobre os significados do termo “tecnologia” bem como integrá-las à prática pedagógica é um bom começo para uma perspectiva ampla sobre as possibilidades e limites das novas tecnologias da informação (TI) no cotidiano da escola.

É nesse sentido que as políticas de inclusão digital devem ser desenvolvidas, permitindo a formação de cidadãos críticos e conscientes conectados em igualdade. É importante ressaltar que somente o acesso às TDIC não determina a inclusão digital. É comum a população acreditar que a inclusão digital se faz somente com investimentos em tecnologias digitais. É necessário, entretanto, ir além, precisa-se usar essas tecnologias em

benefício pessoal, profissional e social. Uma das estratégias encontradas pelo Governo brasileiro para reduzir os custos foi investir em softwares livres. Borges Neto e Rodrigues (2009, p. 19) concordam na ideia de que,

Não se trata de negar a importância das práticas de inclusão digital com ênfase difusionista, particularmente em países como o Brasil, onde a maior parte da população não possui condições financeiras para ter acesso às tecnologias digitais. Essa difusão, no entanto, precisa gerar conhecimento e transformação no uso das tecnologias e precisa proceder em linha com os interesses e necessidades dos usuários. Portanto, acesso e uso, per se, não constituem inclusão digital.

Tal significa exprimir políticas públicas que geram condições de acesso às tecnologias digitais são relevantes, mas as ações não devem se restringir somente a isso.

Lemos (2011, p. 6) esclarece que “a inclusão digital não é alcançada apenas quando se dá

computadores ou acesso à Internet, mas quando o indivíduo é colocado em um processo mais

amplo de exercício de sua cidadania”. Esse autor explica que há dois tipos de inclusão digital:

a espontânea (inserção das pessoas na sociedade da informação por meio do uso das tecnologias) e a induzida (resultado de políticas públicas e ações educativas com a finalidade de inclusão digital).

Temos de ter consciência da diferença entre educação digital e inclusão digital. A educação digital prevê o ensino a pessoa para que esta seja capaz de utilizar tais recursos tecnológicos. A inclusão digital vai além do ensino que é buscar oferecer condições de acesso as TDIC, além de proporcionar o ensino de seu manuseio com finalidades específicas, para que o sujeito possa avançar em sua apropriação tecnológica.

As instituições e órgãos governamentais precisam ir além das políticas de inclusão digital, necessitam transformar as metas em ações, o que recai sobre a formação e preparação docente. Exige uma educação que incorpore o fazer pedagógico, abrangendo as múltiplas necessidades e informações da nossa sociedade, buscando formar cidadãos mais críticos, participativos e emancipados. Essa, sim, é uma das metas a serem alcançadas pela inclusão digital.

Ações e políticas públicas de educação digital promovem a inclusão social na medida em que o homem tem acesso e domina o uso das tecnologias, ou seja, efetiva o compromisso de desenvolver as potencialidades dos sujeitos quanto ao uso de interação para o cumprimento da responsabilidade social vigente.

A emergência da sociedade do conhecimento implica a criação de ações que promovam a inclusão digital, para que não ocorra o processo contrário, uma vez que a exclusão social e a digital são bem próximas; ou seja, a exclusão digital diz respeito às

consequências econômicas, sociais e culturais da distribuição desigual do acesso às TDIC. Certamente as ações governamentais e suas políticas públicas aceleraram o crescimento do número de projetos desenvolvidos na área das tecnologias digitais, envolvendo o uso do computador com acesso à internet, trazendo investimentos em tecnologia para á área e melhorias sociais.

A discussão sobre inclusão digital é algo recente e perpassa os projetos mais atuais de informática educativa. Quando falamos em inclusão digital, a formação de professores aparece como um meio de transformar o uso das tecnologias digitais em produtos para o desenvolvimento da sociedade. Pensando nisso, realizamos uma discussão sobre esta temática no tópico seguinte.

Outline

Benzer Belgeler