A educação a distância foi uma temática que apareceu na fala dos sujeitos entrevistados e seu surgimento passa pela história da informática educativa. Por esta ser ampla e não ser uma modalidade trabalhada nas escolas, no entanto, não é o objetivo da pesquisa detalhar sobre seu funcionamento, legislação e metodologias.
A educação à distância (EaD) é uma modalidade de educação que utiliza as tecnologias digitais para promover o conhecimento. Embora os docentes e discentes estejam separados fisicamente, ficam juntos num ambiente virtual de aprendizagem8 (AVA). Sua disseminação aconteceu no século XIX, em decorrência da expansão da internet e do aperfeiçoamento das tecnologias digitais. A sigla EaD é empregada tanto para educação a distânciaquanto para ensino a distância(BELLONI, 2009).
As metodologias de ensino se adequaram a estes ambientes, o que mudou suas formas de comunicação. Nesse sentido, é importante refletir sobre a metodologia utilizada em EaD, uma vez que esta não se opõe ao ensino tradicional, apenas atribui um caráter inovador à educação. As tecnologias proporcionam, por meio do uso do computador com acesso a internet, a educação a distância.
Antes mesmo do uso de tecnologias, a educação a distância já exista: por meio de correspondências, depois rádio, telefone, televisão, até a chegada dos computadores e da internet, o que provocou, ao longo desses anos, sua expansão. Esses meios de ensino e de aprendizagem produzem habilidades variadas e diferentes maneiras de pensar e aprender.
De acordo com Guarezi (2009, p. 20), “os conceitos de EaD mantêm em comum a separação física entre o professor e o aluno, e a existência de tecnologias para mediar à comunicação e o processo de ensino aprendizagem”. De um modo geral, a EaD aplica as tecnologias digitais para superar as dificuldades de tempo e espaço, promovendo, assim, os processos de ensino e de aprendizagem, fortalecendo a autonomia, organização, interação e comunicação dos estudantes.
Faria e Salvadori (2010) comentam que a educação a distância nasceu na Alemanha no século XV e seus primeiros registros foram via correspondência em que o professor enviava lições aos alunos inscritos. Em 1882, surgiu o primeiro curso universitário em EaD, na Inglaterra, em que o material era enviado pelo correio. Sua difusão ocorreu,
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AVA: denominados Ambientes Virtuais de Aprendizagem são softwares baseados na Internet eu facilita a
gestão de cursos no ambiente virtual. Disponível
em:<http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_a_dist%C3%A2ncia>. Acesso em: 26 abril de 2015.
principalmente, na França, Inglaterra e Espanha. Assim, o período de 1728 a 1970 ficou marcado pelo estudo por correspondência.
Pode-se dividir a EaD, contudo, em três grandes momentos: seu início se deu pelo ensino por correspondência. Em 1960, com a evolução das tecnologias e a queda do modelo fordista, esse período denominou-se segunda geração da EaD. De 1990 em diante, veio a terceira geração da EaD, caracterizada pela integração das mídias e redes de conferência. No Brasil, sua evolução foi marcada pela disseminação dos meios de comunicação. Hoje já vivenciamos a quarta geração, com as teleconferências, e a quinta geração, com os AVA e redes sociais.
Bastos, Cardoso e Sabbatini (2000) nos contam que a primeira fase da EaD marcada pelo livro impresso possibilitou a replicação do conhecimento e a alfabetização popular. Na segunda fase, marcada pela tecnologia dos correios, possibilitou a distribuição de materiais impressos e o ensino por correspondência. A terceira fase, com o concurso dos meios eletrônicos, dinamizou a instrução pela facilidade de comunicação via TV, computadores, internet, dentre outros. Alves (2009, p.9), em discussão sobre a história da EaD no Brasil, exprime que
Há registros históricos que colocam o Brasil entre os principais no mundo no desenvolvimento da EaD, especialmente até os anos 70. A partir dessa época, outras nações avançaram e o Brasil estagnou, apresentando uma queda no ranking internacional. Somente no final do milênio é que ações positivas voltaram a acontecer e pudemos observar novo crescimento, gerando nova fase de prosperidade e desenvolvimento.
As primeiras experiências no Brasil foram pelo rádio. Em 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro transmitia programas de literatura e línguas, dentre outros. Em 1939, criou-se o Instituto Rádio Monitor, para usar a rádio como método de ensino. O suporte televisivo iniciou nos anos de 1970, com o Projeto Saci (Sistema Avançado de Comunicações Interdisciplinares), cujo objetivo era oferecer um sistema de teleducação. Em seguida, outros projetos obtiveram alcance nacional, como o Telensino e o Telecurso no ano 2000, voltado para a educação básica e profissionalizante. Em 1996, também tivemos o projeto nacional TV Escola para formação de professores e apoio ao trabalho docente.
Estes programas de educação a distância com suporte televisivo não serão apontados nesta tese, por não fazer parte dos objetivos da pesquisa que se concentra na informática educativa partindo do uso do computador como um suporte à educação básica das instituições públicas.
Na proposta pedagógica do Telecurso 2000, tivemos o projeto Tempo de Avançar, que teve início em 1993. Foi elaborado pela Fundação Roberto Marinho e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), um curso composto por níveis do ensino fundamental e médio aprovado pelo Parecer nº 1.151/2000.
Os cursos eram voltados para adolescentes e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos de ensino fundamental, médio ou profissionalizante, permitindo a atualização dos conhecimentos e aperfeiçoamento profissional. A Secretaria de Educação Básica do Estado do Ceará (SEDUC), bem como as Secretarias Municipais de Educação (SME), eram os responsáveis pela organização das telessalas e as infraestruturas necessárias, bem como pela contratação de professores.
O professor que trabalha com educação a distância é chamado de tutor. Nesse formato educacional, ele não está fisicamente e assume a função de tutor dos demais aprendizes. É responsável por promover a interação, orientações e acompanhamento dos alunos em uma plataforma ou ambiente virtual de cursos a distância. A educação a distância tem peculiaridades que influenciam no modo de aprender e de ensinar. Abranches (2003) aponta como requisito para ser professor de EaD ter o perfil adequado a essa realidade e que tenha hábitos de usar os meios digitais no dia a dia pessoal e profissional.
Reativamente à educação superior e à pós-graduação, temos avançado muito, e vários projetos de empresas públicas e privadas investem na utilização de vídeos e softwares, oferecendo novos espaços e acesso aos ambientes de aprendizagem. As universidades gastam com parcerias e adesões a cursos ofertados pela Universidade Aberta do Brasil (UAB).
A UAB é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior por meio do uso da educação a distância para a população que tem dificuldade de acesso à formação universitária. Os professores atuantes na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal.
O Sistema UAB, criado em 2005, foi instituído pelo Decreto 5.800, de 08 de junho de 2006, para "o desenvolvimento da modalidade de educação à distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País". Além de fomentar a modalidade de educação a distância nas instituições públicas de ensino superior, estimulando a criação de centros de formação em polos para apoio presencial, também apoia pesquisas em metodologias inovadoras de ensino superior que envolvam tecnologias de informação e comunicação. De acordo com o Decreto 5.800, de 08 de junho de 2006, são objetivos do Sistema UAB:
I - Oferecer, prioritariamente, cursos de licenciatura e de formação inicial e continuada para professores da educação básica;
II - Oferecer cursos superiores para capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores da área de educação básica dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios;
III - Oferecer cursos superiores nas diferentes áreas do conhecimento; IV - Ampliar o acesso à educação superior pública;
V - Reduzir as desigualdades de oferta de ensino superior entre as diferentes regiões do país;
VI - Estabelecer amplo sistema nacional de educação superior à distância;
VII - Fomentar o desenvolvimento institucional para a modalidade de educação à distância, bem como a pesquisa em metodologias inovadoras de ensino superior apoiadas em tecnologias de informação e comunicação.
É, pois, uma política pública de articulação entre a Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC) e a Diretoria de Educação a Distância (DED/CAPES), com vistas a ampliar e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação. De acordo com as informações do site da CAPES, apoia-se em cinco eixos fundamentais:
1. Expansão pública da educação superior, considerando os processos de democratização e acesso;
2. Aperfeiçoamento dos processos de gestão das instituições de ensino superior, possibilitando sua expansão em consonância com as propostas educacionais dos estados e municípios;
3. Avaliação da educação superior à distância tendo por base os processos de flexibilização e regulação implantados pelo MEC;
4. Estímulo à investigação em educação superior à distância no País;
5. Financiamento dos processos de implantação, execução e formação de recursos humanos em educação superior à distância.
Enseja a disseminação e o desenvolvimento de metodologias educacionais de inserção dos temas de áreas como educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação patrimonial, educação para os direitos humanos, educação das relações étnico- raciais, de gênero e orientação sexual, além de assuntos relacionados à atualidade cotidiana das redes de ensino pública e privada de educação básica no Brasil. Já são cerca de 88 instituições que integram o Sistema UAB, entre universidades federais, universidades estaduais e institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia, mas o número de polos vem crescendo a cada ano em todo o País.
O Sistema UAB funciona como um instrumento para a universalização do acesso ao ensino superior e para a requalificação do professor em outras disciplinas, fortalecendo a formação em nível superior, propiciando a articulação entre os níveis governamentais (federal, estadual e municipal) com as universidades públicas e demais organizações interessadas, viabilizando mecanismos para a implementação e execução de cursos de graduação e pós-graduação de modo consorciado. Assim, cada instituição de ensino deve ser
responsável por ministrar determinado curso em certo município por meio dos polos de apoio presencial.
A adesão para participação dos governos locais e das instituições públicas de ensino superior ao Sistema UAB acontece por meio dos fóruns estaduais permanentes de apoio à formação docente, criados pelo Decreto nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009. A direção dos fóruns estaduais compete às secretarias estaduais de educação ou de ciência e tecnologia. Para os estudantes, há duas modalidades de ingresso: pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (para isso é necessário ser professor da educação básica das redes públicas, estadual ou municipal, ou participar da seleção através da Plataforma Freire) pela candidatura às vagas destinadas à demanda social (abertas a qualquer candidato que atenda aos prerequisitos do curso e tenha sido aprovado em processo seletivo organizado pela instituição de ensino ofertante).
Os polos presenciais de apoio são fundamentas para o processo formativo a distância, que disponibiliza o acesso aos meios e às tecnologias de informação e comunicação necessárias à mediação didático-pedagógica, o acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), aos conteúdos digitais e à biblioteca, além do espaço para as formações presenciais, tirar dúvidas ou mesmo acessar o curso para estudo ou realização de atividades.
É importante que a UAB e as políticas de avaliação do ensino superior acompanhem a oferta dos cursos na modalidade a distância, de maneira a extinguir as práticas que apontam para uma concepção de EaD como simples transposição do ensino presencial para a modalidade a distância. Afinal, os programas de formação mediados pelas tecnologias não somente difundem conteúdos, conhecimentos, competências e habilidades, como também buscam consolidar a inclusão social e digital necessária à melhoria da qualidade de vida da sociedade e, por consequência, da educação.
Dentre as ações voltadas para o ensino superior, a UAB tem um importante papel com o objetivo de melhorar os índices de ingresso e permanência de estudantes nos cursos de graduação em consonância com o Plano Nacional de Educação (PNE). Em Fortaleza, o polo da UAB fica sob a responsabilidade da SME. Iniciou sua oferta de cursos no ano de 2008 e, entre cursos ofertados, foram três de aperfeiçoamento, um de bacharelado, dois de licenciatura e quatro de especialização, totalizando dez cursos e cerca de 925 alunos atendidos por esses programas que foram realizados em parceria com as universidades do Ceará e de outros Estados9.
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A trajetória da EaD foi marcada por avanços e retrocessos oriundos da ausência de políticas públicas nesse setor. Muitos projetos foram desenvolvidos no Brasil, mas tiveram rupturas e descontinuidades. Embora tenham se desenvolvido desde o século XVII, as bases legais para o seu funcionamento ocorreram com a LDB de 1996 que, em seu artigo 80, determina que o Poder Público incentive o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino:
§ 1º. A educação à distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. § 2º. A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação à distância. § 3º. As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas
de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas. § 4º. A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá: I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e
de sons e imagens;
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.
Com os investimentos na educação a distância e a expansão da UAB a procura por cursos a distância cresce significativamente. Seu público-alvo é formado por estudantes que não conseguiram estudar em um sistema tradicional de educação em razão da distância, incompatibilidade de horários, entre outros fatores. Vejamos na lista seguinte alguns decretos que se efetivaram no sentido de garantir a normatização, o credenciamento das instituições, a oferta dos cursos, a admissão de alunos, dentre outros aspectos essenciais para garantir sua qualidade:
Decreto Nº. 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394,
de 20 de dezembro de 1996 (LDB). Este documento apresenta a caracterização da Educação a distância, o credenciamento de instruções e programas na modalidade a distância e a oferta de cursos nas modalidades de ensino.
Decreto N.º 5.773, de 09 de maio de 2006. Dispõe sobre o exercício das funções de
regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino.
Decreto N.º 6.303, de 12 de dezembro de 2007. Este documento altera dispositivos dos
Decretos nos 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das
funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino.
A sociedade atual almeja novas habilidades e conhecimentos de modo que somente a educação presencial não dá conta dessa demanda. Isso não significa que a educação presencial é antagônica à educação a distância. Elas podem caminhas juntas. Dentre suas vantagens, encontramos a flexibilidade de horários e prazos, interatividade e desenvolvimento da autonomia. Os autores Hermida e Bonfim (2006) nos exprimem uma linha do tempo com alguns programas que marcaram a história da EaD; conforme vêm na sequência.
Década de 1930 a 1940: a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro Roquette-
Pinto (1930); a Rádio-Escola Municipal Rio de Janeiro (1934); o Instituto Rádio Técnico Monitor, em São Paulo, instituição privada que oferecia cursos profissionalizantes (1939); a Universidade do Ar, da Rádio Nacional voltada para o professor leigo/ Instituto Universal Brasileiro (1941).
Década de 1950: em 1954, a Universidade do Ar - criada para treinar comerciantes e
empregados em técnicas comerciais no Serviço Social do Comércio (SESC) e no Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAC); o Sistema Rádio Educativo Nacional (SIRENA) passa a produzir programas transmitidos por diversas emissoras (1957); a Arquidiocese de Natal no Rio grande do Norte lançou um sistema de radiodifusão, cujo sucesso inspirou a criação do Movimento Nacional de Educação Básica (MEB), em 1958.
Década de 1960: o Movimento Nacional de Educação de Base, concebido pela Igreja e
patrocinado pelo Governo Federal (1961); a solicitação do Ministério da Educação de reserva de canais VHF e UHF para a TV Educativa; a criação da Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa na UFRJ/ Fundação Padre Landell de Moura - FEPLAM - RGS/ TV Universitária de Recife – Pernambuco (1967); a Fundação Maranhense de Televisão Educativa (1969) e o Decreto n.º 65.239, de 1969, que criou o Sistema Avançado de Tecnologias Educacionais – SATE, em âmbito Federal.
Década de 1970: a Associação Brasileira de Teleducação (ABT) ou Tecnologia
Educacional/ Projeto Minerva, em Cadeia Nacional; a fundação Roberto Marinho inicia Educação supletiva à distância para primeiro grau e segundo graus; o Programa Nacional de Teleducação (PRONTEL); o Projeto Sistema avançado de Comunicações Interdisciplinares (SACI); a Emissora de Televisão Educativa (TVE) Ceará; o Projeto
de Piloto de Teledidática da TVE; Projeto Logos - MEC; Telecurso do 2º grau; Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa/ MEC; Projeto Conquista; Programas de alfabetização – (Movimento Brasileiro de Alfabetização, MOBRAL).
Década de 1980: a Universidade de Brasília cria os primeiros cursos de extensão à
distância; Curso de Pós-Graduação Tutorial à distância; TV Educativa do Mato Grosso do Sul; Projeto Ipê; TV Cultura de São Paulo; Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos.
Década de 1990: Telecurso 2000 e Telecurso Profissionalizante – Fundação Roberto
Marinho e SENAI; TV Escola – Um Salto para o Futuro; Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO); Canal Futura – canal do conhecimento; Criação do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa – SINRED; Sistema Nacional de Educação à Distância SINEAD; PROFORMAÇÃO – Programa de Formação de Professores em Exercício.
O ensino a distância, contudo, tem crescido em virtude da facilidade de acesso e flexibilidade para romper barreiras, como a distância, o difícil acesso e a falta de tempo, além da economia. Para que sua qualidade seja atingida, depende do compromisso do aluno, sua responsabilidade e autonomia, ou seja, pode ser considerado um instrumento de promoção de oportunidades.
Suas limitações se caracterizam pela necessidade de uma internet de bom alcance. A ausência do contato físico pode ensejar acúmulo de dúvidas, desestímulo e evasão, além de que alguns estudantes não conseguem organizar seu tempo de estudo sozinhos e acumulam atividades, perdendo os espaços de interação, prejudicando a qualidade do curso. A EaD pode ser considerada a mais democrática das modalidades de educação, pois, ao utilizar as TDIC, transpõe obstáculos à conquista do conhecimento, rompendo barreiras e criando um espaço próprio que complementa a modalidade presencial.
A educação a distância engloba o uso de variados recursos tecnológicos. Como o foco deste estudo é a informática educativa e seu uso como ferramenta pedagógica na educação, é relevante conhecer mais sobre as tecnologias digitais e seu uso na educação. No tópico a seguir, será realizada uma discussão acerca da evolução das tecnologias digitais e seu uso na sociedade.