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EVLİLİK AÇISINDAN KADIN HAKLARI

3.2 Kadınların Boşanma Hakkı

Outro problema de interpretação e classificação ocorre na distinção entre o tipo petrográfico eclogito e a fácies metamórfica eclogito. Um grupo de estudo de rochas de alta pressão, ligados à Subcomissão de Sistematização das Rochas Metamórficas

(IUGS), tem debatido a origem e a definição do tipo petrográfico chamado eclogito e da fácies eclogito, entretanto até o presente momento não se tem nenhum parecer

definitivo. Para Carswell (1990), o termo petrográfico específico eclogito só deve ser empregado para rocha que contenha mais de 70% de granada e clinopiroxênio jadeítico (onfacita e/ou chloromelanita), sem plagioclásio e com composição química compatível com uma composição de rocha basáltica.

Os xenólitos de eclogito descritos em kimberlitos hospedeiros são rochas de granularidade grossa, compostas principalmente de granada (piropo-almandina- grossularita) e clinopiroxênio onfacítico (ex.: jadeíta NaAlSi2O6-diopsídio CaMgSi2O6), com minerais acessórios tais como cianita, ortopiroxênio, flogopita, anfibólio, rutilo, esfeno, córindon, ilmenita, sanidina, coesita, sulfeto, grafita e diamante. Apresentam composição química similar à dos basaltos, que cristalizaram (ou

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recristalizaram) a pressão relativamente alta na crosta inferior e/ou manto superior (Shervais et al., 1988).

Segundo Carswell, (1990), o esquema de classificação inicial desenvolvido por Eskola (1921) enfatiza a ocorrência de eclogitos em quatro ambientes geológicos distintos. Entretanto, o esquema de subdivisão mais conhecido é o de Coleman et al. (1965), que divide os eclogitos de acordo com as diferenças composicionais entre granada e clinopiroxênio:

i) Grupo A contém granada com porcentagem molar de piropo > 55%, e clinopiroxênio com baixo conteúdo de jadeíta;

ii) Grupo B apresenta granada com porcentagem molar de piropo entre 30 e 55%; iii) Grupo C possui granada com porcentagem molar de piropo < 30% e

clinopiroxênio com elevado conteúdo de jadeíta;

Esse esquema de classificação também correlaciona cada grupo de eclogitos com um ambiente geológico particular, enfatizando que todos os eclogitos encontrados como xenólitos em kimberlitos deveriam ser classificados como grupo A.

Posteriormente, MacGregor & Carter (1970) subdividiram os xenólitos de eclogitos para o kimberlito de Roberts Victor (Africa do Sul) conforme suas texturas: i) Eclogitos do Grupo I apresentam granulação grossa e são compostos de granadas subédricas e/ou arredondadas em uma matriz com clinopiroxênios intersticiais. Ocasionalmente, apresenta grandes cristais de clinopiroxênio ao redor de granadas arredondadas em textura poiquilítica. Muito comum também são finas lamelas de exsolução de um outro piroxênio em cristais de clinopiroxênio. Os autores observaram também que os piroxênios desse grupo eram bem mais alterados, e as granadas mostravam aspecto turvo ou nublado. Esse grupo apresenta textura granular grossa (e/ou textura granoblástica com limite entre grãos exibindo junção tríplice bem desenvolvida) e muitos xenólitos exibem bandas definidas por variação modal de granada e clinopiroxênio. Texturas de exsolução (lamelas de granada ou cianita em clinopiroxênio) são características desse grupo (MacGregor & Manton, 1986) e podem apresentar ocasionalmente ortopitoxênio ou olivina como minerais primários (Hatton & Gurney, 1987).

ii) Eclogitos do Grupo II, consiste de granadas anédricas, algumas vezes alongadas (estiradas) com bordas retas e piroxênios com textura interlocking (entrelaçada). O piroxênio desse grupo apresenta-se menos alterado, e as granadas com aspecto límpido. Entretanto, uma característica marcante desse grupo é a presença de pequenas inclusões

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de rutilo, em forma de agulhas orientadas (lamelas de exsolução), tanto na granada quanto no piroxênio. Em contraste com o grupo I, os xenólitos do grupo II exibem texturas gnáissicas pouco desenvolvidadas e não apresentam bandas com variação modal (MacGregor & Manton, 1986).

Hatton (1978), em um extenso estudo de 700 xenólitos de eclogito do kimberlito de Roberts Victor, continuou aplicando o mesmo esquema de classificação de MacGregor & Carter (1970). Essa classificação de eclogitos, reconhecendo-se dois grupos de texturas distintos tem sido também amplamente utilizada em diversos trabalhos. Entre eles, Jagoutz et al. (1984 apud Jacob et al., 1991) baseado em petrografia e química descrevem dois grupos (grupo A e Grupo B) os quais correspondem aos eclogitos do grupo I e II de MacGregor & Carter (1970 ), respectivamente.

Por outro lado, Dawson (1980), usando somente as fases mineralógicas presentes, subdividiu os eclogitos em:

i) Metaluminosos são os eclogitos que não apresentam minerais acessórios distintivos, portanto não necessitando de prefíxos como adjetivos; ii) Peraluminosos, eclogitos contendo cianita e/ou córindon, nos quais outros subgrupos foram identificados com base na quantidade modal de tais minerais:

-Grospydito (grossularita + piroxênio + distena e/ou cianita; Sobolev et al., 1968); -Alkremito (granada Py - Gr>50% + espinélio pleonasto; Ponomarenko, 1975); -Corganito (córindon + granada; Mazzone & Haggerty, 1989);

-Corgaspinito (córindon + granada + espinélio; Mazzone & Haggerty, 1989);

iii) Carbonatados, eclogitos contendo diamante e/ou grafita. Entretanto, alguns eclogitos peraluminosos também contém diamantes (Dawson & Carswell, 1990).

Outra classificação de eclogitos que leva em conta texturas e critérios químicos, como o conteúdo de Na2O na granada e o conteúdo de K2O em clinopiroxênio, é apresentada por McCandless & Gurney (1989) para eclogitos do kimberlito de Roberts Victor. Os autores mostraram que mais de 81% das granadas do grupo I exibiam conteúdo de sódio maior de 0,09 % (> 0,09 % em peso de Na2O), e 89 % das granadas do grupo II apresentavam teor de sódio menor de 0,09 % (< 0,09 % em peso de Na2O). Para o conteúdo de K2O em clinopiroxênio, 94 % dos clinopiroxênio do grupo I mostravam conteúdo de potássio maior de 0,08% (> 0,08 % em peso de K2O), e 76 % dos clinopiroxênio do grupo II continham concentrações menores de 0,08 % em peso de K2O.

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Evidências químicas apontam para um confinamento maior de diamantes nos eclogitos com textura características do grupo I (McCandless & Gurney, 1989). Embora a grafita ocorra em ambos os grupos texturais (Robinson et al., 1984).

Uma classificação bastante utilizada na literatura internacional (Shervais et al., 1988; Snyder et al., 1997) é a subdivisão de xenólitos de eclogitos de acordo com a química de minerais (elementos maiores, traços e isótopos), em três grupos principais (Quadro 1.5.3a):

i) ECLOGITOS DO GRUPO A (ou Grupo I): Apresentam minerais com alto crômio, alto número de magnésio (Mg#) em rocha total, valores de 18O similares ao do manto superior (5,1 a 5,6‰), valores baixo 87Sr/86Sr (0,7042 - 0,7046) e valores de 

Nd (-14 a - 16). Ocasionalmente ocorrem ortopiroxênio e/ou olivina como minerais acessórios primários. Clinopiroxênio rico em Cromo, baixo proporção molecular de jadeíta e enriquecido em elementos terras raras leves (ETRL). Granada rica em magnésio e cromo. Sendo assim, são considerados como cumulatos ígneos (granada piroxenitos) de alta pressão no manto superior (McGregor & Carter, 1970; Smith et al., 1989; Caporuscio & Smith, 1990).

ii) ECLOGITOS DO GRUPO B (ou Grupo II): Clinopiroxênio com moderada proporção molecular de jadeíta, empobrecimento em ETRL. Granada rica em ferro é também extremamente empobrecida em elementos terras raras pesadas (ETRP). Apresentam valores baixos de 18O (3,0 - 3,3‰), razões elevadas de 87Sr/86Sr (0,7087 - 0,7100) e valores extremos de Nd (+40 a +219).

iii) ECLOGITOS DO GRUPO C: São caracterizados por clinopiroxênio com alto conteúdo da molécula de jadeíta e granada rica em cálcio. Apresentam baixos conteúdos de elementos terras raras (ETR), acompanhados por anomalia positiva de Eu, tanto em granada quanto em Cpx. E com razões intermediárias de 87Sr/86Sr (0,7083 - 0,7100), Nd (+46 a +110) e baixo valores de 18O (4,3 - 4,9 ‰).

As composições químicas dos eclogitos do Grupo B e C são similares à composição dos MORBs e/ou de basaltos ou gabros com alto alumínio, e apresentam valores 18O consistentes com alteração hidrotermal de alta temperatura de componentes da crosta oceânica (basaltos e gabros anortosíticos). Assim, essas características suportam a interpretação de que os xenólitos dos Grupos B e C seriam originados como produto de metamorfismo de crosta oceânica subductada (Jagoutz et

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al.,1984; MacGregor & Manton, 1986; Shervais et al., 1988; Taylor & Neal, 1989; Neal et al., 1990).

Outra classificação é a de Beard et al. (1996), que através do conteúdo químico de Ca, Fe e Mg em núcleo de granada, subdividiram os eclogitos encontrados no kimberlito Mir (plataforma da Sibéria) em três grupos principais:

i) Grupo de Baixo Cálcio: apresentam granada com conteúdo de CaO entre 2,65 a 5,39 (% em peso), e razão Mg/(Mg+Ca) variável entre 0,65 a 0,38. A quantidade modal de granada nesse grupo também é baixa (17 – 48 %);

ii) Grupo com Cálcio intermediário: apresentam granada com conteúdo de CaO entre 5,31 a 9,09 (% em peso), e razão Mg/(Mg+Ca) semelhante ao grupo de baixo cálcio (0,67 a 0,40). A quantidade modal de granada nesse grupo é moderado (38 – 50%);

iii) Grupo de Alto Cálcio: apresentam granada com conteúdo de CaO entre 11,70 a 13,64 (% em peso), e razão Mg/(Mg+Ca) restrita entre 0,57 a 0,48. A quantidade modal de granada nesse grupo é alta (35 – 73 %).

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CARACTERÍSTICAS GRUPO A

(ou GRUPO I)

GRUPO B

(ou GRUPO II) GRUPO C

CPX Na2O K2O Al2O3 Cr2O3 Mg # 0.6 - 2.8  0,08 0.9 - 3.5 0.1 - 1.3 90 - 96 3.7 - 5.7 < 0,08 5.5 - 8.6 < 0.1 86 - 89 7.6 - 8.7 14.8 - 17.0 < 0.1 90 - 93 GRANADA Composição Cr2O3 Na2O Mg # Rica em MgO 1.0 - 2.2  0,09 78 - 93 Rica em FeOT < 0.1 < 0,09 57 - 59 Rica em CaO < 0.1 67 - 73 OPX Mg # 89 - 93 ROCHA TOTAL Mg #ETR Anomalia de Eu Nd 18O 87Sr/86Sr 82 - 89 Rico ETRL; Pobre ETRP Não -19 a -16 +5,1 a +5,6 0.7042 - 0.7046 61 - 67 Rico ETRP Pobre ETRL Não +39 a +241 +2,9 a +4,0 0.7086 - 0.7100 72 - 78 Pobre ETRL Pobre ETRP Sim +46 a +112 +3,4 a +4,7 0.7083 - 0.7101 PROTÓLITO Cumulato do manto Crosta oceânica subductada - morb Crosta oceânica subductada - cumulato

Quadro 1.5.3a - Características geoquímicas dos xenólitos eclogíticos encontrados no Kimberlito de Bellsbank (Taylor et al., 1991; McCandless & Gurney, 1989) Óxidos em % em peso.

Finalizando, vale lembrar que nem sempre os critérios texturais são completamente consistentes com a classificação através da composição química de minerais de eclogitos. Sendo assim, a melhor classificação de xenólitos de eclogitos

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pode ser estabelecida distinguindo-se claramente texturas de desequilíbrio ígneo daquelas texturas metamórficas bem equilibradas. Associado a isto, deve-se realizar microanálises detalhadas de zonações minerais, as quais permitem uma interpretação mais conclusiva do cálculo de temperatura. Assim, fica evidente que não é um simples modelo que satisfará a origem de formação e a classificação para todos os grupos de eclogitos.

Mais recentemente, Gréau et al (2011) estudando os eclgitos do kimberlito Roberts Victor (Africa do Sul), enumeram diferenças petrográficas e geoquímicas entre os grupos I e II (Quadro 1.5.3b):

CARACTERÍSTICAS GRUPO I GRUPO II

Lamela de exsoluçaõ em CPX

Não apresenta Comum lamela de GRT

em CPX

Inclusões de rutilo Não apresenta Inclusões em CPX e GRT

Contato entre grãos Muito encurvados Reto

Flogopita primária Sim Não

Aspecto de CPX e GRT Limpos Granada com aspecto

“sujo” Inclusões de sulfeto de

Ni-Cu-Fe

Abundantes Não ocorre

Ocorrência de diamante Quase sempre Nunca descrito

GRT (FeO + CaO) 16,6 a 23,7 21,9 a 31,2 Nd [CPX] Média 6,0 p.p.m. Média 0,3 p.p.m. Sr [CPX] Média 247 p.p.m. Média 27 p.p.m. Zr [CPX] Média 22 p.p.m. Média 6,0 p.p.m. Hf [CPX] Média 1,3 p.p.m. Média 0,5 p.p.m. Ti [CPX] Média 1970 p.p.m. Média 1164 p.p.m. Cu [CPX] Média 10,8 p.p.m. Média 41,3 p.p.m.

Anomalia positiva de Sr [CPX] Sim Não

Quadro 1.5.3b - Características geoquímicas dos xenólitos eclogíticos encontrados no Kimberlito de Roberts Victor, Africa do Sul (Gréau et al., 2011).

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CAPÍTULO II

Benzer Belgeler