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2.2. İŞ HUKUKU’NUN ESNEKLEŞTİRİLMESİ KAVRAMI

2.3.1. İş Sözleşmelerinde Esneklik

2.3.1.2. Kısmi Süreli Çalışma

Escolheu-se para o respectivo trabalho a pesquisa qualitativa, de caráter exploratório. Para Thomas e Nelson (2002), a pesquisa qualitativa é utilizada há muito tempo pelos campos da sociologia, antropologia e educação, sendo descrita como pesquisa etnográfica, fenomenológica, interpretativa etc. Por se tratar de uma pesquisa de análise qualitativa esta exige do pesquisador maturidade acadêmica, pois como sugere Alves-Mazzotti e Gewandsnadjer (2002) é fundamental que o pesquisador se aproxime do objeto de estudo em uma fase anterior à estruturação da pesquisa, o que lhe permitirá o estabelecimento de algumas das questões iniciais e procedimentos metodológicos. Desta forma, os dados da coleta são predominantemente descritivos; a preocupação com o processo é muito maior do que com o produto; o significado que as pessoas dão as coisas e à sua vida são focos de atenção especial e a análise dos dados tende a seguir um processo intuitivo.

Para Costa (1994) é justamente o que precisa ser feito na ciência da educação, interpretar dados para ser capaz de problematizar a realidade, além de escolher estratégias que respondam aos seus objetivos.

Em linhas gerais, as pesquisas qualitativas têm como principal característica o fato de seguirem uma tradição “compreensiva” ou “interpretativa”, significando que estas investigações partem do pressuposto de que as pessoas agem em função de suas crenças,

percepções, sentimentos e valores. Neste contexto, o comportamento adotado tem sempre um sentido, um significado que não se dá a conhecer de modo imediato, precisando ser desvelado (PATTON, 1986).

Como caminho escolheu-se o construtivismo social que tem como pressupostos as seguintes características:

“1. Uma ontologia relativista: se em qualquer investigação há muitas interpretações possíveis e não há processo fundacional que permita determinar a veracidade ou falsidade dessas interpretações, não há outra alternativa senão o relativismo. As realidades existem sob a forma de múltiplas construções mentais, locais e específicas, fundadas na experiência social de quem as formula.

2. Epistemologia subjetivista: se as realidades existem apenas nas mentes dos sujeitos, a subjetividade é a única forma de fazer vir à luz as construções mantidas pelos indivíduos. Resultados são sempre criados pela interação pesquisador/pesquisado.

3.Metodologia hermenêutica-dialética: as construções individuais são provocadas e refinadas através da hermenêutica e confrontadas dialeticamente, com o objetivo de gerar uma ou mais construções sobre as quais haja um significativo consenso entre os respondentes” (ALVES- MAZZOTTI & GEWANDSZNADJDER, 1998:133-134).

Nesta proposta, o pesquisador se propõe a compreender os significados atribuídos pelos atores às situações e eventos dos quais participam, tentando entender a “cultura” de um grupo ou organização, na qual coexistem diferentes visões correspondentes aos subgrupos que os compõem.

Visando colher informações relevantes sobre o objeto de estudo, escolheu-se como técnica para a coleta de dados o questionário, pois a ideia seria realizar um estudo exploratório de mapeamento da realidade no que se refere à literatura de autoajuda, envolvendo a rede municipal de educação e também a consulta à fonte bibliográfica que buscou identificar informações factuais nos textos a partir de questões de interesse.

A pesquisa bibliográfica compreende a leitura e análise das fontes secundárias de informação (livros, periódicos, etc.), com a finalidade de embasar a revisão de literatura. Foi realizada uma análise da literatura referente aos temas envolvidos na pesquisa, buscando observar na literatura as pesquisas existentes sobre o assunto.

Já o questionário foi composto por questões abertas e fechadas, procurando conhecer algumas concepções e crenças que perpassam a classe docente vinculados à Secretaria de Educação do município de Rio Claro – SP, além de fazer um levantamento sobre questões relevantes ao objeto de estudo. Esse questionário passou por um pré-teste no ano de 2011 e em 2012 aplicou-se a versão final.

De acordo com Gil (1989), o questionário apresenta uma série de vantagens, já que permite que um grande número de pessoas contribua com a pesquisa, mesmo que estes se localizem em áreas geográficas longínquas, pois podem enviar as respostas virtualmente; pode assegurar o anonimato dos sujeitos; possibilita que os sujeitos o respondam no momento que acharem mais adequado; evita que os pesquisados sejam influenciados pelas opiniões e crenças do pesquisador.

Dessa forma o estudo abordou como participantes 55 professores que lecionam na rede de educação municipal na cidade de Rio Claro. Essa rede atente desde a creche até os anos inciais do ensino fundamental, sendo assim nove professores estavam vinculados a creches, 30 atuavam junto à educação infantil e 16 em escolas de ensino fundamental I. Cabe mencionar que todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo comitê de ética da instituição (Protocolo 3330, decisão 063/2011).

Essa amostragem reflete o critério posto a priori que tinha como intuito atender a diferentes nivéis de ensino e de diferentes regiões da cidade. Desta forma, antes de entrar nas escolas, a pesquisadora encaminhou o projeto de pesquisa, junto de um ofício à Secretaria de Educação, o qual solicitava que a coleta de dados pudesse ser realizada em 12 escolas que foram previamente determinadas (três creches, cinco escolas de Educação Infantil, três escolas de Ensino Fundamental e uma que atende Educação Infantil e Ensino Fundamental). Após tomar conhecimento da temática da pesquisa, de maneira muito solícita a Secretaria possibilitou que os questionários fossem aplicados e ainda enviou um e-mail às 12 escolas selecionadas informando que a pesquisadora as visitaria para apresentar sua proposta.

Neste sentido, o próximo passo foi ir até as escolas, de modo que a pesquisadora visitou cada uma delas por três vezes. Na primeira entrou em contato com as mesmas para esclarecer a pesquisa junto à coordenação/gestão e analisar se haveria ou não a aderência, bem como combinar como seria a entrega dos questionários. Num segundo momento voltou para entregar a quantidade solicitada de questionário aos professores interessados e num terceiro momento retornou para recolher os questionários preenchidos.

A maior parte das escolas (oito) preferiu que os professores respondessem aos questionários no período letivo, deixando a critério desses quando e aonde iriam respondê-los (em casa ou na escola durante o intervalo ou horário de trabalho pedagógico individual- HTPI). Uma escola solicitou que os questionários fossem enviados na semana que antecedeu o recesso escolar, pois preferiu que os docentes respondessem nesse período de recesso. Nessas nove escolas a pesquisadora não estabeleceu contato direto com os professores, a

proposta foi explicada à coordenadora ou diretora e essas se responsabilizaram por conversar com os docentes, entregando os questionários aos interessados.

Em apenas uma escola esse processo foi diferenciado, pois a coordenação cedeu espaço para a pesquisadora explicar a pesquisa aos próprios professores interessados. A pesquisadora foi a um HTPI, no qual se reuniram as quatro docentes que lecionam na unidade, assim explicou a proposta e tirou as dúvidas das participantes, que responderam ao questionário em sua presença. Depois de todas responderem foi estabelecida uma breve discussão sobre a temática, de modo que as professoras se mostraram bastante interessadas, acreditando que o tema deveria ser mais discutido nas escolas e nas universidades.

Para esses momentos supracitados utilizou-se uma carta de apresentação que encontra- se junto aos apêndices, a qual foi encaminhada a cada respondente. Como já mencionado, à princípio buscou-se estabelecer contato com 12 escolas, entretanto duas se recusaram a participar, uma delas alegou que estava com muitos estagiários e que não haveria tempo para mais uma atividade, pois seus professores estavam demasiadamente atarefados; a outra pediu que o projeto de pesquisa fosse enviado para que esta avaliasse se desejaria ou não participar, entretanto não retornou à pesquisadora. Totalizaram-se então 10 escolas (três creches, quatro de educação infantil e três de ensino fundamental I). Foram disponibilizados 72 questionários e recolhidos 55. O questionário foi disponibilizado em papel ou por meio online junto à ferramente google docs1 a pedido de uma escola. Contudo acabou sendo

utilizado apenas o formato em papel.

No tratamento dos dados foi utilizada a análise de conteúdo por se constituir numa técnica de análise de comunicação, tanto escrita quanto dita, que tem por finalidade a interpretação da mensagem, de modo objetivo e subjetivo. Para Bardin (1979) a análise de conteúdo busca compreender e conhecer aquilo que esta “por trás” das palavras, na busca de outras realidades através das mensagens.

Dessa forma, em posse dos dados os mesmos foram organizados (sistematização das ideias), codificados (atribuição de sentido aos dados) e categorizados (classificados), emergindo assim quatro grandes eixos (1) Perfil dos Participantes, (2) Concepção de Identidade, (3) Elementos da Dimensão Afetiva e (4) Autoajuda: Significados e atribuições.

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https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?fromEmail=true&formkey=dFVNNjlONEJxNzZPaFNocXFKQm5Yanc6M Q