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6. SONUÇLAR

6.2 Kısıtlar ve Gelecek Çalışmalar için Öneriler

3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Cenário da pesquisa

O estudo quantitativo, do tipo transversal, foi desenvolvido em 4 (quatro) gráficas privadas na cidade de Teresina - PI, município com cerca de 810 mil habitantes e 1.680 km². A sua área metropolitana (Grande Teresina) é composta pela capital e por cidades vizinhas, tem mais de 1.150 milhões de habitantes. De acordo com o SINGRAF (Sindicato das Indústrias Gráficas de Teresina) no momento da pesquisa de campo, existiam 50 gráficas classificadas como de: pequeno, médio e grande porte, de acordo com suas atividades.

Inicialmente, as gráficas foram contactadas pela via institucional – CEREST (Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador e SINGRAF). Entretanto, como várias gráficas não responderam ao ofício do sindicato, optou-se por fazer o contato direto com as mesmas.

É importante relatar os motivos encontrados das recusas obtidas e como se procurou saná-las. O momento da pesquisa de campo coincidiu com um ano eleitoral em que há um aumento da produção da gráfica e os proprietários alegaram não poder parar a produção para participar da pesquisa. Em outras gráficas identificou-se uma produção e número de trabalhadores reduzidos (2) e outras que simplesmente recusaram participar.

Assim, a amostra foi sendo definida, considerando os elementos acima pontuados. Procurou-se configurá-las contemplando as diferentes localizações geográficas das gráficas em Teresina, quantidade de trabalhadores presentes em cada e o porte das mesmas, que se inserisse em nossa demanda de pesquisa.

Após aceitação por parte da gráfica, o estudo foi realizado com todos os trabalhadores dos setores de produção, que aceitaram participar da pesquisa.

3.2 Seleção da amostra

O estudo constou de dois grupos: Grupo I - 29 trabalhadores de 4 (quatro) gráficas dos setores expostos a ruído e tolueno e Grupo II com 30 trabalhadores de setor administrativo não exposto ocupacionalmente a esses riscos.

3.2.1 Critérios de inclusão

 Idade abaixo de 60 anos, para descartar possíveis alterações auditivas ocasionadas pela idade (presbiacusia) e acima de 18 anos;

 Trabalhar, no mínimo, há 2 (dois) anos em gráficas, por ser a perda auditiva ocupacional de instalação lenta e seu maior crescimento estar em torno dos 10 primeiros anos.

3.2.2 Critérios de exclusão  Ser tabagista;

 Uso de medicação contínua;

 Apresentar Perda Auditiva Condutiva ou Mista Unilateral (quando realizada a audiometria tonal e a imitanciometria foi excluída por quem apresentou esse tipo de perda);

 História familiar de Perda Auditiva Congênita;

 Inspeção do Conduto Auditivo Externo (CAE) (caso apresente excesso de cera que atrapalhe a realização do exame ou malformação do CAE ou perfuração de membrana timpânica).

3.2.3 Avaliação da amostra

A amostra foi composta por trabalhadores de gráficas e de setor administrativo, ressalta-se que, por motivo de falecimento, afastamento do trabalho, férias e aplicando os critérios de exclusão ou por não aceitarem participar da pesquisa, o número de participantes foi de 59 (cinquenta e nove).

Os sujeitos responderam aos Questionários A e B: “Beliefs and Attitudes on Hearing Loss Prevention elaborado por pesquisadores do National Institute for Occupational Safety and Health – NIOSH em 1986 e traduzido para o português

Brasileiro por Bramatti et al., 2011 com a denominação “Crenças e Atitudes sobre Prevenção de Perda Auditiva na versão A e B. Cada versão do questionário (A e B) constou de vinte e oito questões, subdivididas em dez áreas temáticas (ANEXO B e C).

Quadro 1: Áreas temáticas do questionário “Crenças e Atitudes sobre Prevenção de Perda Auditiva (Versões A e B) e suas referidas questões correspondentes.

ÁREAS TEMÁTICAS QUESTÕES

1-Percepção sobre o risco e implicações de perda auditiva e

uso do EPA 1, 3, 11, 12, 23, 28

2-Percepção sobre obstáculos, ação preventiva e auto eficácia 7, 8, 9, 10, 24 3-Percepção sobre interferência do uso do EPA no trabalho 15, 18, 19, 21

4-Percepção dos benefícios de uma ação preventiva 4, 5, 16

5-Percepção sobre a comodidade e normas sociais sobre uso

do EPA 17, 22

6-Percepção sobre conveniência e comunicação com o uso do

EPA 20, 26

7-Percepção sobre obstáculos à ação preventiva e

consequências de uma perda auditiva 2, 6

8-Percepção sobre conforto com o uso do EPA 25

9-Percepção sobre disponibilidade do EPA 27

10-Percepção sobre suscetibilidade de adquirir perda auditiva

e severidade (gravidade) 13, 14

Fonte: Questionário “Beliefs and Attitudes on Hearing Loss Prevention elaborado por pesquisadores do National Institute for Occupational Safety and Health – NIOSH em 1986 “Crenças e Atitudes sobre Prevenção de Perda Auditiva” traduzido para o português Brasileiro por Bramatti et al., 2011.

As respostas são reações a afirmações emitidas por meio da escala de Likert com cinco graus, configurando as respostas, onde: 1 – está “concordo plenamente”, 2 – “concordo”, 3 – “não concordo nem discordo”, 4 – “discordo” e 5 – “discordo totalmente”. O instrumento é válido e reprodutível para mesurar as atitudes dos trabalhadores brasileiros frente à exposição ao ruído ocupacional.

O pesquisador orientou cada participante a responder o questionário, marcando a alternativa que melhor descrevesse sua opinião a respeito da pergunta feita, conforme orientações dadas por Bramatti et al., (2008) em sua pesquisa. Os mesmos foram informados que não existiam respostas certas ou erradas e o que seria avaliado era sua opinião sobre o assunto questionado (BRAMATTI, 2008).

O Questionário A foi aplicado após a pesquisadora fazer a leitura e explicação do objetivo da pesquisa, orientando como os participantes deveriam responder ao questionário.

Após aplicação do Questionário A, repassou-se o treinamento onde foram abordados temas relacionados à audição como: funcionamento do sistema auditivo; aspectos preventivos da audição e sua importância para a qualidade de

vida, as consequências que uma alteração auditiva pode trazer para sua vida pessoal e profissional e a importância do uso dos equipamentos de proteção individual. Após 15 dias desta etapa, aplicou-se o Questionário B.

Utilizou-se um folder explicativo com os assuntos, acima citados, para o treinamento, o qual é usado no Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) e que se encontra em anexo (ANEXO H).

Figura 6: Esquema da avaliação da amostra por meio do questionário “Crenças e atitudes sobre prevenção de Perda Auditiva na versão A e B”.

Avaliação da Amostra