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4. ÖNERİLEN MELEZ YÖNTEM VE KOBİ REKABETÇİLİK ENDEKSİ

4.1 Önerilen Melez Yöntem

A Constituição de 1988 originou o remédio da injunção. O legislador constituinte originário, ciente da mora que a edição de uma norma pode ter e que isso pode impedir o exercício de direitos assegurados na própria Carta Magna, percebeu a necessidade desse instituto.

A análise de situação jurídico-constitucional brasileira na contemporaneidade revela que esse mecanismo tão significativo para a garantia de direitos é ignorado ou superficialmente tratado pela doutrina. Nos tribunais, não é diferente. A quantidade de ações de injunção é irrisória.

A razão do desinteresse pode ter relação com a inefetividade do writ ante as constantes violações aos direitos por ele protegidos. O instituto que visa combater omissões normativas, não possuía uma lei que o regulasse. Ademais, a posição inicial do STF, não concretista, frustrou a expectativa criada do próprio constituinte ao criar o remédio. Logo, o mesmo foi deixado de lado.

Somente a partir de 2007 o Judiciário começa a dar maior efetividade ao MI. Logo, importantes direitos constitucionais até então obstados pela omissão legislativa puderam ser exercidos conforme apresentados nessa monografia.

Em 2016, o legislador finalmente regulamentou o procedimento do MI e estabeleceu os procedimentos da ação com a criação da Lei nº 13.300. Renasce a expectativa de que o Mandado de Injunção, conforme foi idealizado, ocupe o lugar de destaque junto às outras garantias constitucionais.

Como se percebe, a referida lei consolidou, no geral, os procedimentos que o STF, numa postura concretista, já vinha adotando a partir de 2007. Dessa forma, a lei visa dar mais segurança ao remédio do que propriamente inovar em sua aplicação. Apesar do STF ter decidido pela autoaplicabilidade do instituto, independentemente de regulação na legislação ordinária, existiam muitas controvérsias, principalmente em relação aos efeitos da decisão, o que gerava insegurança.

Um ponto que pode ser criticado é o fato da lei não prever a fixação de um prazo para que o Judiciário determine que a autoridade impetrada supra a omissão. O processo legislativo tradicionalmente é burocrático e a criação de uma norma, principalmente por se tratar de

49 matéria polêmica, pode se estender por muito tempo, notadamente por se submeter aos mais diversos debates políticos. Diante desse cenário, existe grande possibilidade da solução em sede de MI ser, comumente, do Judiciário e esse dispositivo não ter efeitos práticos.

No mais, a lei apresenta soluções para os casos de omissões normativas, tanto parciais, quanto totais. Foram estabelecidos os procedimentos que disciplinarão as situações concretas e, dessa forma, permitirão o exercício do direito obstado por falta de regramento. Do advento da lei até a data de conclusão desse trabalho, não foram detectados ações de Injunção, mas aguarda-se com a expectativa que as futuras ações sejam julgadas de forma mais harmônica em virtude do regulamento.

Vale dizer ainda que a inefetividade do writ possui inúmeras desvantagens para a sociedade. Apesar do estabelecimento de inúmeros direitos na Constituição, se não houver uma regulação sobre o exercício, os mesmos podem ser inócuos. A postura concretista adotada pelo STF e efetividade na Lei nº 13.300 de 2016, representa grande avanço, pois mesmo que não aja regulação de um direito conquistado, é criado em sede de injunção os meios para o seu exercício.

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