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Kıraat Vecihlerine Başvurması

III. Araştırmanın Amacı

2.5. Kıraat Vecihlerine Başvurması

A difratometria de raio-X, segundo Resende et al. (2005, p. 17), “é a mais poderosa ferramenta para estudo de minerais do solo, particularmente aqueles presentes na fração argila”. Conforme Merten e Poleto (2006), a identificação de

M* areia total (g) = (Peso areia total + tara) – (Tara)

M dispersante (g) = (Peso dispersante + tara) – (Tara) (Branco)

M argila (g) = [(Peso argila(g) + dispersante + tara) – (Tara) – (M dispersante)] x (1000ml/50ml).

*M = massa

Teor de areia (%) = M areia total (g) x 100/20(g) Teor de argila (%) = M argila (g) x 100/20(g)

minerais de sedimentos pode ser realizada através de estudos de raio – X do comportamento da rede cristalina destes minerais.

Os raio-X estão sujeitos a fenômenos de difração, reflexão, refração, entre outros. Assim, a interação entre os raio-X e as partículas de uma amostra pode respeitar a lei de Bragg, isto é, se a reflexão dos raio –X for coerente, como também os planos anatômicos de estruturas cristalinas.

A análise através da difratometria de raio - X utiliza amostra de argila em estado pastoso ou em suspensão, sendo esta colocada em lâmina de vidro sob a forma de uma fina película para que as lamelas dos minerais planares fiquem paralelas uma às outras, intensificando, assim, seus picos diagnósticos. A identificação de minerais não planares, como quartzo, feldspato, óxidos cristalinos de ferro e alumínio, pode ser feita na amostra seca, em pó, montada em porta amostra do tipo “janela” (EMBRAPA, 1997).

A argila 2:1 é identificada através das mudanças de comportamento mineral ao ser submetida a tratamentos químicos e térmicos, sendo que, a cada etapa, a amostra é levada ao difratômetro, quando possibilidades de identificação vão sendo confirmadas ou eliminadas.

Além da fração argila, também foi analisada a fração areia das amostras, que é feita na amostra seca, em pó, montada em porta amostra do tipo “janela” (EMBRAPA, 1997).

4.4 Avaliação de Impactos Ambientais

Existem distintas linhas metodológicas para Avaliação de Impactos Ambientais (AIA). Neste trabalho, utilizou-se a Lista de Verificação ou “Checklist”. A Lista de Verificação representa um dos métodos mais utilizados em AIA. Essa metodologia caracteriza-se por uma listagem dos indicadores do meio natural e do meio antrópico, utilizada na análise dos efeitos dos projetos e de suas alternativas locacionais e tecnológicas (BASTOS; ALMEIDA, 2010).

Tal metodologia contribuiu para a identificação e enumeração dos impactos presentes em Teresina em áreas com presença de cascalhos e areia, assim como nas áreas extrativas e de separação dos seixos da matriz massará, a partir da diagnose ambiental dos elementos dos meios físico, biótico e socioeconômico. Os impactos foram discriminados a partir dos efeitos ambientais potenciais e seguirão

os seguintes critérios: valor - positivos (benéficos) e negativos (adversos); Ordem - diretos e indiretos (cadeia de efeitos); Tempo - imediato, curto, médio e longo prazos; Dinâmica – temporários, permanentes e cíclicos, conforme o tipo da modificação antrópica que foi introduzido no sistema analisado (Quadro 4).

Quadro 4 - Critérios de tipificação dos impactos da atividade mineradora de massará e seixos em Teresina-Piauí

Critério de Valor

Positivo

- Quando uma ação causa melhoria da qualidade do ambiente

Negativo

- Quando uma ação causa um dano à qualidade do ambiente

Critério de Ordem

Direto

- Resulta de uma simples relação de causa e efeito

Indireto

- Quando é parte de uma cadeia de reações - Decorrente de um impacto direto sobre outro meio que tem reflexos em um segundo meio

Critério de Tempo

Imediato

- Ocorrem imediatamente após a ação impactante

Curto Prazo

- Ocorrem em até dois anos após a ação impactante

Médio Prazo

- Ocorrem entre dois e 10 anos após a ação impactante

Longo Prazo

- Ocorrem depois de dez anos após a ação impactante

Critério de Dinâmica

Temporário

- Quando permanece por um tempo determinado, após a realização da ação - Tem seu início e fim previamente definidos Permanente

- Quando uma vez executada a ação, os impactos não param de se manifestar num horizonte temporal conhecido

Cíclico

- Quando o impacto se faz sentir em determinados ciclos, que podem ser ou não constantes ao longo do tempo

Fonte: Silva (1994). Adaptado por Bartira Viana (2013).

Os 35 questionários aplicados com os moradores do entorno das áreas extrativas de massará e seixos (mineração extinta e em áreas de mineração ativa) serviram para direcionar a avaliação dos impactos, tendo como vantagem metodológica o emprego imediato na avaliação qualitativa de impactos relevantes.

De acordo com o disposto na metodologia apresentada, foram analisados os seguintes aspectos impactados pela atividade mineral em Teresina, ou seja, as áreas de influência direta e indireta dos empreendimentos extrativistas:

 Meio Biológico – a fauna e a flora;

 Meio Socioeconômico – o uso e ocupação do solo, destacando as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais/ minerais e a potencial utilização futura desses recursos.

Para uma averiguação dos potenciais impactos ambientais decorrentes da atividade extrativa na área, foi feito uso das Listas de Verificação, sendo que tais impactos foram subdivididos em grupos, de acordo com o ambiente afetado. As três listas (Quadros 5, 6 e 7) a seguir trazem descritos os impactos potenciais da mineração, em particular a extração de massará e de seixos em Teresina, sobre o meio biológico, físico e socioeconômico local. A principal justificativa para o emprego deste método foi o baixo custo, o emprego desnecessário de maiores recursos, a necessidade de um método que permitisse seu uso em visitas de verificação e a facilidade de manuseio.

Quadro 5– Lista de impactos potenciais sobre o meio biológico

Descrição dos impactos Existente Verificação dos impactos Inexistente Alteração parcial/total da flora na área de extração/

circundante

Impedimento ao processo natural de recuperação da vegetação

Fonte: Martins Junior (2001). Adaptado por Bartira Viana (2012).

Quadro 6 – Lista de Impactos potenciais sobre o meio físico

Descrição dos impactos Existente Verificação dos impactos Inexistente Instabilidade dos taludes

Alteração da drenagem superficial

Desencadeamento de processos erosivos e assoreamento Compactação do solo, devido ao trânsito de máquinas

Perigo de inundação/alagamentos após afloramento do lençol freático

Aterramento das lagoas Ruídos e vibrações em geral

Formação de poeira, pelo tráfego e mobilização do material Gases de escapamento

Formação de crateras

Formação de depósitos de rejeitos

Carreamento de material para os rios, córregos e lagoas Fonte: Martins Junior (2001). Adaptado por Bartira Viana (2012).

Quadro 7 – Lista de impactos potenciais sobre a socioeconomia

Descrição dos impactos Existente Verificação dos impactos Inexistente Exploração sem autorização do proprietário

Conflitos de uso do solo e/ou recursos hídricos

Estabelecimento de populações a partir da área de mineração Danos às habitações, por possíveis inundações decorrentes da obra

Acúmulo de lixo e proliferação de doenças

Choques entre a população local e os técnicos/operários Geração de emprego e renda

Baixos preços dos materiais de construção civil

Desvalorização dos terrenos no entorno do empreendimento mineral

Fonte: Martins Junior (2001). Adaptado por Bartira Viana (2012).

Dessa forma, os efeitos ambientais de determinada intervenção nas áreas de mineração de massará e seixos em Teresina foram verificados através da identificação das condições iniciais do meio, das consequências das ações e dos seus efeitos na área pesquisada.

Benzer Belgeler