BÖLÜM I: KURAMSAL ÇERÇEVE
1.2. MEKANSAL FARKLILAŞMA VE AYRIŞMA KAVRAMI, NEDENLERİ VE TEMEL
1.2.2. Mekansal Farklılaşma ve Ayrışmanın Nedenleri ve Temel Dinamikleri
1.2.2.4. Küreselleşme ve Mekan (Kent)
A evolução da cadeia de suprimentos do leite descrita está resultando na consolidação nos setores de processamento e produção. A necessidade de ganhar poder de mercado, vantagem de economias de escala, participação em novos mercados, desenvolver marcas fortes e ter acesso a novas tecnologias, guia o processo de consolidação (RABOBANK AUSTRALIA, 2003).
No setor de processamento da indústria do leite da Austrália, a queda na rentabilidade dos principais processadores de leite fluido, seguida da desregulamentação, tem se somado aos argumentos para promover a racionalização (ISSAR, 2004).
Dada à consolidação ocorrida na indústria de alimentos ao redor do mundo (DOBSON; WILCOX, 2002), a indústria de processamento de leite australiana considera que é importante que se promova a consolidação que vem ocorrendo no setor de processamento de leite para se obter economias de escala e manter competitividade em escala global.
Nos EUA, a consolidação tem mudado a estrutura em todos os níveis da indústria láctea – do processamento do leite fluido e dos produtos manufaturados, passando pelas cooperativas de produtores até ao nível da fazenda. Avanços em transporte, distribuição, comunicação e tecnologia de informação têm continuado a expandir o alcance dos mercados lácteos, levando a maior integração e mudando a natureza do mercado de local para principalmente nacional, onde os produtos manufaturados são dominantes. Estes avanços têm permitido ao mercado a utilização de poucas operações, porém em grande escala (USDA, 2004).
Em todo o setor de processamento e fabricação, um menor número de plantas processa o leite fluido e produtos manufaturados. Com os avanços em tecnologias associadas ao manuseio do leite, armazenamento, processamento, fabricação e comercialização, continuamente se criam economias de escala e se eliminam deseconomias, com as firmas que procuram lucro expandindo
suas instalações para obter vantagem. O tamanho das plantas (medida pelo volume produzido ou vendido) tem crescido consideravelmente, proporcionando evidências de que economias de escala são importantes em todos os segmentos de processamento e fabricação. Embalagens aperfeiçoadas, melhor coordenação nas atividades de armazenamento e distribuição e melhorias no transporte têm reduzido os altos custos associados com o aumento das plantas, tal como a redução nos custos de distribuição, resultado da estrutura de indústria mais concentrada com menor número de plantas.
A evolução gradual em tecnologia de informação também melhorou a coordenação na movimentação do produto dentro e fora das firmas. A pressão dos negócios à jusante, incluindo o alto volume dos varejistas, as grandes cadeias de restaurantes e os processadores de alimentos, estimularam os processadores e produtores de produtos lácteos a crescer o suficiente para servir os consumidores eficientemente; a satisfazer às exigências de venda no varejo e outras atividades de apoio; a adotar tecnologias compatíveis, melhorando a qualidade e uniformidade do produto e produzindo para firmas com padrões específicos, assim como compensar o poder de mercado das empresas à jusante (BLAYNEY; MILLER, 2003).
Mudanças na demanda do consumidor por produtos lácteos estimularam as mudanças no mix de produtos, estrutura e organização. O processamento do leite fluido foi afetado pela mudança na demanda por produtos fluidos. O número de plantas de processamento vem diminuindo continuamente, enquanto o volume médio processado por planta tem aumentado. O número de firmas consideradas como grandes proprietárias de companhias de processamento se consolidou através de fusões e aquisições. Economias de escala têm sido o principal fator influenciando a consolidação de plantas de processamento de leite fluido, enquanto o tamanho mínimo eficiente continua a aumentar (MANCHESTER; BLAYNEY, 1997). Novas tecnologias aumentam o custo de processamento do leite fluido, exigindo um maior volume processado para cobrir os custos.
A demanda por ingredientes com altos teores de proteínas ou outras propriedades nutricionais ou funcionais expandiu o mercado para produtos como o soro do leite, a caseína ou o leite em pó desnatado, ajudado pelo desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitam ao leite ser fracionado em seus componentes mais básicos. Os fabricantes podem isolar e usar os componentes com as características desejadas em outros produtos lácteos processados ou em outros alimentos.
A consolidação também ocorre entre as cooperaivas. Hoje existe um menor número de cooperativas que há 20 anos atrás, mas elas manuseiam maiores volumes de leite e servem áreas geográficas mais amplas. As tendências de consolidação no resto da indústria láctea têm sido a razão principal para a consolidação entre as cooperativas (UNITED STATES GENERAL ACCOUNTING OFFICE – US GAO, 2001). A consolidação entre as cooperativas geralmente segue a consolidação entre processadores e distribuidores, a qual desequilibra as relações de poder estabelecidas. A consolidação permite as cooperativas integrar suas operações a fim de explorar economias de escala, usar eficientemente a capacidade de processamento e reduzir despesas administrativas e os custos de transporte (US GAO, 2001). As cooperativas de leite estão cada vez mais formando alianças estratégicas, incluindo joint-ventures, para assegurar mercado para o leite de seus membros.
Dobson e Wilcox (2002) estudaram como as principais companhias mundiais de produtos lácteos ajustaram suas estratégias às mudanças do mercado global. Segundo os autores, a maior parte das companhias se ajustou efetivamente ao ambiente econômico no qual elas se encontram. As companhias, com poucas exceções, perseguiram estratégias orientadas para o crescimento. Aquisições foram usadas por muitas das firmas para alcançar os objetivos de crescimento. Em particular, as estratégias de crescimento das companhias enfatizaram práticas que ajudam as firmas a: tornar-se mais eficientes na produção; abrir novos mercados; ganhar market share e poder de mercado; expandir seu portfólio de marcas; reforçar sua capacidade inovadora; assegurar o suprimento de leite; e melhorar o acesso a capital.
Zwanenberg (2001) também chama a atenção para a recente e rápida consolidação da indústria do leite no mundo – manifestada por novas fusões, aquisições e alianças – que refletem os ajustes feitos pelas firmas de leite para lidar com as mudanças e os desafios. O crescimento, segundo o autor, seria essencial para a estratégia das principais firmas. O uso de alianças foi mais evidente no comportamento estratégico de companhias como Nestlé, Fonterra, Dairy Farmers of America e Land O’Lakes. Com poucas exceções, as firmas empregaram as alianças de forma potencialmente benéfica.