BÖLÜM I: KURAMSAL ÇERÇEVE
1.5. DENİZLİ’NİN SOSYO-EKONOMİK YAPISI
Há várias classificações possíveis para se diferenciar os custos. Neste trabalho será dada ênfase às seguintes classificações: diretos e indiretos, fixos e variáveis.
Essencialmente, classificam-se os custos de duas maneiras: • quanto ao objeto a ser custeado: custos diretos e indiretos; • quanto ao volume de produção: custos fixos e variáveis5
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A classificação dos custos considerando sua relação com o volume de produção divide-os em custos fixos e variáveis (MARTINS, 1996; BORNIA, 2002). Os custos fixos são aqueles que independem do nível de atividade da empresa, ou seja, não variam com a alteração no volume de produção. Os custos variáveis, ao contrário, estão intimamente relacionados com a produção, isto é, crescem com o aumento do nível de atividade da empresa. Alguns exemplos são comentados a seguir.
No caso dos custos variáveis, o consumo de materiais diretos por mês depende diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade fabricada, maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo (mês, nesse exemplo), o valor do custo com tais materiais varia de acordo com o volume de produção; logo, materiais diretos são custos variáveis. O custo mensal de mão-de-obra para descarregar manualmente certo tipo de veículo vai estar
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diretamente relacionado com a quantidade de carga movimentada naquele período. Igualmente, o custo mensal de combustível de certo tipo de veículo vai estar diretamente relacionado com a quilometragem mensal percorrida.
Por outro lado, o aluguel da fábrica ou de um depósito em certo mês é de determinado valor, independentemente de aumentos ou diminuições naquele mês do volume elaborado de produtos. Por isso, o aluguel é um custo fixo. A mão-de-obra indireta também é um custo fixo.
Outra classificação bastante importante para as tomadas de decisões é a separação dos custos em diretos e indiretos, de acordo com a facilidade de identificação dos mesmos com um produto, processo, centro de trabalho ou qualquer outro objeto (BORNIA, 2002).
Segundo Martins (1996), a classificação de direto e indireto é feita com relação ao produto feito, e não com relação à produção no sentido geral ou aos departamentos dentro da fábrica.
Custos diretos são aqueles facilmente relacionados com as unidades de alocação dos custos (produtos, processos, setores, clientes) e podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo, como por exemplo, kg de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e quantidade de força (kwh) consumida.
Segundo Padoveze (2006, p. 41), um custo é direto se:
a) é possível verificar ou estabelecer uma ligação direta com o produto final; b) é possível de ser visualizado no produto final;
c) é clara e objetivamente específico do produto final e não se confunde com os outros produtos;
d) é possível ser medida objetivamente sua participação no produto final.
Portanto, os atributos que definem um custo direto em relação ao produto final são: possibilidade de verificação, possibilidade de medição, identificação clara, possibilidade de visualização da relação do insumo com o produto final, especificidade do produto etc. Os principais custos diretos são os materiais diretos e a mão-de-obra direta. Outros gastos também podem ser classificados como diretos desde que tenham uma ligação direta, específica e identificável a um determinado produto e não sejam atribuíveis também a outros produtos.
Os custos indiretos não podem ser facilmente atribuídos às unidades, necessitando de alocações para isso. As alocações causam a maior parte das dificuldades e deficiências dos sistemas de custos, pois não são simples e podem ser feitas por vários critérios. A problemática
de alocação dos custos indiretos aos produtos e análise dos mesmos dá origem ao que se denomina de métodos de custeio (BORNIA, 2002). Em empresas modernas os custos estão se tornando cada vez mais importantes, fazendo com que a discussão sobre a alocação desses custos tenha relevância crescente.
Os custos indiretos caracterizam-se por serem de caráter genérico e não específicos a produtos finais. A sua relação com os produtos finais existe, porém de forma indireta. Exemplo de custo indireto são os gastos com as gerências ou diretorias da fábrica, pois essas pessoas trabalham genericamente para todos os produtos da empresa, e não especificamente para um determinado produto. Para alocar esses gastos a cada um dos produtos da empresa, há a necessidade de se elaborar um critério de distribuição, com alguma base numérica ou percentual, que normalmente é denominada rateio (PADOVEZE, 2006).
Todos os custos podem ser classificados em fixos ou variáveis, diretos ou indiretos ao mesmo tempo (MARTINS, 1996). Os custos diretos são variáveis e os custos indiretos são tanto fixos como variáveis (predominam os custos fixos).
Outra importante classificação de custos para este trabalho é o conceito de custos comuns ou conjuntos. Segundo Horngren et al. (2000, p. 343), “custo comum é o custo de uma instalação, de uma operação, atividade ou objeto de custo que é repartido por dois ou mais usuários”. Este é, justamente, o custo incorrido na operação logística de coleta de leite onde vários produtores utilizam-se de um mesmo serviço. Tais custos também estão presentes em outras atividades logísticas. No caso ferroviário, ativos coma via, terminais, pátios e instalações de manutenção estão entre os muitos que servem a vários fluxos de carga e passageiros, gerando custos comuns e conferindo economias em função da produção conjunta de mais de um serviço.
Para Martins (1996), quaisquer que sejam os critérios de alocação para custos comuns, pode-se sempre dizer que são muito mais arbitrários que aqueles utilizados em termos de rateio dos custos indiretos. No rateio dos custos conjuntos deve-se levar em conta inclusive os custos diretos (matéria-prima e mão-de-obra direta, principalmente).
De posse dessas informações, o objetivo agora perseguido é o de determinar formas de alocar os custos comuns da coleta de leite aos diferentes objetos de custo, no caso os produtores de leite. Para isso, as principais metodologias abordadas na literatura são apresentadas com o intuito de identificar as que mais se ajustam ao problema proposto.