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DÖRDÜNCÜ BÖLÜM SİVAS ve TURİZM

4.6.3. Kültür Turizmi Potansiyeli

Os modelos transacionais do stresse e confronto assumem que um mesmo acontecimento stressor pode desencadear reações diferentes em diferentes indivíduos,

43 dependendo de vários fatores, nomeadamente dos seus recursos de confronto (Graziani & Swendsen, 2007).

Após alguma revisão sobre os diferentes modelos de confronto descritos na bibliografia, optou-se como alicerce teórico para o desenvolvimento deste trabalho a Teoria da Crise de Moos e Schaefer (1984). Além do facto de propor uma taxonomia bastante clara e detalhada das estratégias de confronto, esta é uma das teorias basais de um dos modelos conceptuais da enfermagem moderna, a Teoria das Transições de Afaf Meleis (1994), revelando por isso importância no entendimento dos fenómenos relacionados com a enfermagem e os enfermeiros.

2.3.1. Teoria da Crise de Moos e Schaefer (1984)

Será abordada sumariamente a Teoria da Crise de Moos e Schaefer (1984), dando especial destaque à descrição dos processos de confronto, a partir da qual elaborámos a grelha categorial utilizada na análise de conteúdo.

A Teoria da Crise de Moos e Schaefer (1984) foi desenvolvida para a compreensão da vivência da doença, mas permite também a compreensão de outras crises de vida, pois centra-se no impacto psicológico das situações de crise e na forma como o indivíduo lida com as mesmas. Baseia-se nos estudos de Erich Lindemann (1944) sobre o luto e nas respostas utilizadas pelos indivíduos para ultrapassar essa situação, e na teoria do desenvolvimento de Erikson (1959) (Moos & Schaefer, 1984). Tem sido bastante utilizada como base teórica para a compreensão de múltiplas situações de crise e das transições que ocorrem concomitantemente (em inglês os turning point) e que poderão ter implicações futuras na sua capacidade de lidar com outros problemas críticos.

Segundo Moos e Schaefer (1984) todo o indivíduo necessita de um equilíbrio homeostático, assim como de um equilíbrio social e psicológico, gerando-se a crise quando existe uma quebra a nível dos padrões de vida, sociais e pessoais. Em situações mais normativas, o acontecimento provocador de desequilíbrio conduz à utilização de mecanismos de resolução do problema até que o equilíbrio seja recuperado. Porém, quando o acontecimento com o qual o indivíduo se depara é desconhecido ou os mecanismos de resposta que habitualmente utilizava se demonstram inadequados e ineficazes, surge um estado de desequilíbrio mais significativo, acompanhado de sentimentos como o medo e a culpa, intitulado de crise (Moos & Schaefer, 1984).

44 Dado que, como referido, o equilíbrio e homeostasia são necessários à sobrevivência, cabe ao indivíduo encontrar soluções para o problema num determinado espaço de tempo, que se espera curto, de dias ou semanas. O equilíbrio restabelecido pode significar a adaptação saudável ao evento, que promove o crescimento e amadurecimento pessoal, ou uma resposta mal adaptativa, indutora de desgaste e declínio psicológico (Moos & Schaefer, 1984).

2.3.2. Estratégias de Confronto

A escolha desta teoria, como já mencionado, prendeu-se essencialmente pelo seu contributo na descrição dos diferentes processos de confronto. Moos e Schaefer, tal como a teoria de Lazarus e Folkman (1984), assumem uma perspetiva mais cognitivo comportamental do confronto, propondo a existência de vários tipos de estratégias de confronto. Assim, ambos consideram que as estratégias de confronto não são estritamente adaptativas ou mal-adaptativas, mas sim mais ou menos eficazes em certas situações comparativamente a outras. As estratégias podem ainda ser utilizadas individualmente ou em conjunto, de forma mais estável ou temporária (Moos & Schaefer, 1984).

O processo de confronto carateriza-se assim por um conjunto de comportamentos, emoções ou processos cognitivos aos quais o indivíduo recorre para lidar com o acontecimento considerado stressor e que não são rígidos face ao mesmo evento, podendo o indivíduo adaptá-los não só ao stressor, mas também ao meio e ao contexto envolvente (Burgess et al., 2010; Schreuder et al., 2012). Enquanto processo, o confronto não pode ser encarado como traço de personalidade, mas sim como uma resposta dinâmica do indivíduo a uma situação específica e não normativa, em função da avaliação realizada (Santos & Teixeira, 2009; Custódio, 2010).

Procuramos distinguir estilos e estratégias de confronto. Os estilos de confronto assemelham-se a hábitos frequentes aos quais o indivíduo recorre, a fim de confrontar o acontecimento stressante, independentemente da qualidade ou tipo de stressor. Afirmam- se como um atributo individual, com tendência a persistir ao longo da vida, e dependente da personalidade do indivíduo (Folkman et al., 1986 cit. por Custódio, 2010). Por sua vez, as estratégias de confronto são processos cognitivos e comportamentais que o indivíduo aciona de forma situacional e menos previsível para lidar com o evento stressor (Amirkhan & Auyeung, 2007 cit. por Custódio, 2010).

45 As estratégias de confronto propostas por Moos e Schaefer (ver Figura 2) dividem-se em estratégias cognitivas, focadas no problema e focadas na emoção, que visam a manutenção do equilíbrio emocional.

Figura 2- Estratégias de confronto segundo a Teoria da Crise de Moos e Schaefer (1984)

Fonte: adaptado de Moos e Schaefer, 1984, p. 15

O conjunto de estratégias cognitivas engloba a análise lógica e mentalização, a redefinição cognitiva e a negação ou evitamento. As estratégias de análise lógica e mentalização correspondem ao fraccionamento do problema pelo indivíduo, transformando-o em aspetos mais pequenos mais fáceis de lidar. O acontecimento pode também ser encarado como lógico, mediante a crença no destino ou numa vontade divina. A redefinição cognitiva refere-se às estratégias que visam a aceitação do acontecimento, mas reestruturado, para que o indivíduo possa concentrar-se em aspetos positivos existentes no contexto. Além da reestruturação, o indivíduo pode também readaptar as suas prioridades e valores de maneira a se ajustar à realidade após o acontecimento. Finalmente, nesta categoria das estratégias cognitivas, surge a negação ou o evitamento, no qual o indivíduo procura evitar situações que lhe recordem o acontecimento, como o local ou pessoas que o presenciaram e também evitar a verbalização do ocorrido (Moos & Schaefer, 1984).

Relativamente às estratégias focadas no problema, os autores descrevem três tipos: a procura de informação e suporte, as estratégias de resolução do problema e a identificação de alternativas. Na procura de informações incluem-se as pesquisas bibliográficas ou na internet, assim como a formação que o indivíduo realiza para confrontar o acontecimento. Já a procura do apoio emocional e suporte geralmente envolve o desenvolvimento de interações com os pares, quer sejam familiares próximos, amigos ou colegas de trabalho. As estratégias de resolução do problema correspondem ao

ESTRATÉGIAS COGNITIVAS Análise lógica e mentalização Redefinição cognitiva Negação ou evitamento ESTRATÉGIAS FOCADAS NO PROBLEMA Procura de informação e suporte Estratégias de resolução do problema Identificar alternativas ESTRATÉGIAS FOCADAS NA EMOÇÃO Controlo emocional Descarga emocional Aceitação e resignação

46 desencadear de ações que visem resolver os aspetos práticos do acontecimento ou sugestões que capacitem o indivíduo para lidar com a situação. A identificação de alternativas equivale a encontrar substitutos para as perdas decorrentes da crise, tais como passatempos ou atividades de lazer (Moos & Schaefer, 1984).

As estratégias focadas na emoção dividem-se em dois tipos de processos: de controlo e de descarga emocional, assim como nas estratégias de resignação e aceitação dos acontecimentos. O controlo emocional corresponde ao controlo de emoções, à supressão de impulsos e à vivência ou gestão de sentimentos pessoais. Por sua vez, o descontrolo emocional resume-se no ventilar abertamente os sentimentos através de comportamentos como chorar, gritar ou verbalizar piadas fora de contexto, acting out. As estratégias de resignação e aceitação dos acontecimentos correspondem a encarar as situações como imutáveis e se conformar à realidade (Moos & Schaefer, 1984).

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