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I. BÖLÜM: OSMANLI’NIN FETHİ ÖNCESİ BOSNA VE HUM’DAKİ SİYASİ

1.5. II Stjepan Tvrtko’nun I Döneminde Bosna ve Hum

A decisão de criar o CEFOR trouxe a necessidade de se pensar numa estrutura física adequada aos seus propósitos. Deveria ser uma estrutura de apoio técnico, pedagógico, que utilizasse o próprio quadro de pessoal da rede de saúde municipal para o desenvolvimento dos seus projetos. Houve um confronto desse entendimento com a proposta defendida pelos técnicos dos Ministérios - a criação de Escolas Técnicas de Saúde no país. Para a direção do CEFOR, considerando entre outros fatores a diretriz da integralidade do SUS, seria um equívoco da equipe reduzir a atuação deste Centro apenas à formação do pessoal de nível médio e mais particularmente, à enfermagem, na sua condição de maior contingente de trabalhadores. A mudança que se buscava extrapolava a questão da formação. Por isso, desde o início, incorporou-se a discussão dos concursos, a ampliação da equipe de saúde através da contratação de diversos profissionais, a reorganização dos serviços, a adequação dos programas de atenção à saúde, a capacitação de gerentes, a especialização de técnicos etc.

(....) além das tarefas de formação no ‘stricto sensu’, de dar o diploma de auxiliar, de técnico, disso, daquilo, ele deveria mexer também com a questão de desenvolvimento de pessoal, quer dizer, de oferecer as atividades que a gente fazia...(DEPOIMENTO 2, 1999).

Os depoimentos nortearam ainda que, quando se buscou os referenciais teóricos que deram sustentação ao Centro de Formação, foi necessário retornar ao final da década de 70 e identificar os fatos importantes daquele período e as articulações sociais realizadas. Assim, recuperou-se três grandes vertentes que deram sustentação a um processo de ruptura e reordenação social: o surgimento de um “novo sindicalismo”, os movimentos sociais urbanos e a articulação da Igreja através dos movimentos eclesiais de base e a Teologia da Libertação.

Estas matrizes propiciaram ao setor saúde algumas aproximações e articulações que reverteram em teorias e propostas de reorganização dos processos de trabalho em saúde: surgem os programas de atenção à saúde: saúde do trabalhador, saúde da mulher, saúde da criança, a luta antimanicomial. Também contribuíram alguns sanitaristas vinculados ao Departamento de Medicina Preventiva da

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que passaram a discutir o papel da saúde coletiva, seu objeto de trabalho, seus instrumentos, seus conceitos.

De acordo com os relatos, estas foram as fontes que contextualizaram importantes movimentos sociais e sujeitos sociais, que trouxeram para dentro da Secretaria Municipal da Saúde e, particularmente para dentro do CEFOR, as suas propostas de reorganização dos serviços de saúde municipais e de sustentação teórica para os cursos de formação.

O Centro de Formação ao finalizar os levantamentos dos trabalhadores interessados na profissionalização, procurou realizar as capacitações pedagógicas dos profissionais de saúde que desenvolveriam os cursos de formação, inicialmente as enfermeiras e os dentistas. Estas capacitações consistiam em cursos de 80 horas, destinados a fazer uma primeira aproximação teórica/metodológica com aqueles que seriam os Instrutores dos cursos de formação. Ocorreram diversos cursos coordenados pelo Cefor, num primeiro momento, nas dependências do próprio Centro de Formação e, num segundo momento, nas Administrações Regionais de Saúde que pudessem sediá-los e, em parceria com as equipes de recursos humanos daqueles locais.

Constatamos, com a incorporação de diferentes profissionais de saúde na rede municipal mediante os concursos públicos, que as próprias capacitações abarcaram outras categorias profissionais tais como as educadoras de saúde pública, as psicólogas, as médicas, as assistentes sociais, as farmacêuticas, as fonoaudiólogas, entre outras. Havia uma preocupação da Coordenação do PLE de não isolar o projeto de formação das demais atividades relativas a recursos humanos: buscou-se estimular que os coordenadores da formação participassem das demais atividades de RH do seu nível local além, de valorizar a composição multidisciplinar das equipes de coordenação e desenvolvimento dos cursos Havia um entendimento de que a formação deveria estar muito próxima da dinâmica do serviço.

Eles tinham que necessariamente envolver os educadores, psicólogos, assistentes sociais, médicos, porque eles precisariam disso, desses profissionais e isso é que ia dar uma cara para o curso voltada para o trabalho, que constituía a equipe multiprofissional (DEPOIMENTO 1, 1999).

A direção do CEFOR revelou que o seu empenho foi muito grande no sentido de manter a integração das questões relativas a RH, o que veio posteriormente a

determinar a realização das reuniões das equipes de RH no Centro de formação, onde seriam pontos de pauta todas as questões que envolvessem recursos humanos (formação e desenvolvimento de pessoal). Além dessas reuniões gerais de RH, o CEFOR também promovia as reuniões com os Coordenadores dos cursos de formação (profissionais que viabilizavam o desenvolvimento dos cursos em diferentes áreas) além das reuniões por área específica. (enfermagem, odontologia e posteriormente a farmácia).

A realidade nos mostrou que cada local, cada curso, desenvolveu-se como um sistema, com as características decorrentes da articulação de todos estes fatores, o entendimento da proposta, o envolvimento dos profissionais, as questões pessoais, as questões estruturais relativas ao serviço, e à dinâmica de cada região/local/curso/alunos/instrutores.

O CEFOR constituiu-se num legítimo palco articulador de todos esses eventos tanto na área de formação, quanto na área de desenvolvimento técnico e gerencial. Acreditamos que a política de RH teve esta possibilidade de articular e, fundamentalmente, de viabilizar as políticas da SMS porque desenvolveu-se mediante a descentralização política e administrativa, esteve assentada sobre duas diretrizes básicas: a integralidade e a participação com vistas a equidade e a universalização.