B. İPTAL DAVASI NİTELİĞİNDEKİ VERGİ DAVALARINDA
1. İYUK Kapsamında Subjektif Ehliyetin Tespiti
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é o documento que orienta a estruturação curricular do curso. Desde meados da década de 1990, a ideia de Projeto Político Pedagógico vem ganhando espaço no âmbito de quase todas as instituições de ensino no Brasil.
De acordo com Pinho (2010, p.41), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº. 9394/94), no artigo 12, inciso I, prevê que:
Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar a sua proposta pedagógica, deixando explícita a ideia de que a instituição de ensino não pode prescindir da reflexão sobre sua intencionalidade educativa. Por sua vez, o artigo 3º, da Lei Federal nº. 10.861/2004, que implantou o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES), determina que um dos elementos de avaliação das instituições de ensino superior será o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento do qual fazem parte os projetos políticos pedagógicos dos cursos.
Diante disso, o PPP dos cursos passou a ser objeto prioritário de estudo e de muita discussão nas instituições de ensino superior.
Como professora da UEFS e UCSAL, fiz parte de várias comissões constituídas no curso de LM nessas instituições, cujo objetivo era coordenar os trabalhos de elaboração dos
PPPs dos cursos com a participação coletiva de todos os membros da comunidade acadêmica. Tarefa que a época já se parecia com um enorme desafio; depois, com certeza, transformou-se em um grande problema tal a resistência e as dificuldades de organização da comunidade em torno de um objetivo comum: a construção coletiva do projeto político pedagógico do curso formando um modelo da gestão do curso que se entende democrático.
Se a experiência de integrar essas comissões de curso não foi plenamente exitosa, por outro lado serviu para a construção de conhecimentos sobre as bases legais, políticas, sociais, culturais, pedagógicas e profissionais que norteariam o funcionamento dos cursos com todos os seus elementos constituintes (o ECS, inclusive) numa perspectiva que se pretendia à época como emancipatória.
No PPP do curso de LM da UEFS, o perfil profissiográfico desejado para o professor de Matemática no novo currículo apresenta algumas características apropriadas do contexto atual, como as de um profissional ambicioso, crítico, pesquisador e em contínuo processo de educação. Isso me parece distante da realidade vivida nos curso de Licenciatura em Matemática. Todas essas características apontadas nas Diretrizes Curriculares para compor o perfil profissiográfico dos licenciandos em Matemática, diante das dificuldades de toda ordem, enfrentadas nos cursos de LM, para suprir lacunas e tentar garantir o funcionamento desses cursos apesar da limitação de recursos humanos e materiais das instituições investigadas nesta tese.
A definição das qualificações do profissional a ser formado pelo curso leva em consideração a formação científica e humanística: nas dimensões ética, sociocultural e cidadã, e pretende assegurar (isto aparece de modo claro no texto do Projeto Político Pedagógico da instituição) como:
Sólida formação de conteúdos matemáticos;
Formação pedagógica dirigida ao trabalho do professor;
Formação que possibilite tanto a vivência crítica da realidade do ensino básico como também a experimentação de novas propostas que considere a evolução dos estudos da Educação Matemática;
Formação geral complementar envolvendo outros campos do conhecimento necessário ao exercício do magistério.
Desse modo é que o PPP do curso da Licenciatura em Matemática da UEFS, baseado no exposto acima e nos pareceres, resoluções, dispositivos legais oriundos do CNE, propõe um currículo que permita a aquisição e desenvolvimento das seguintes competências e habilidades:
Elaborar e analisar propostas de ensino-aprendizagem de Matemática para a Educação Básica;
Conhecer e dominar os conteúdos básicos de Matemática que serão objeto da atividade docente, adequando-os às atividades escolares próprias das diferentes etapas e modalidades da educação básica;
Ser capaz de contextualizar os conteúdos básicos de Matemática, inserindo-os e relacionando-os com a atualidade, considerando, ainda, as dimensões pessoal, social e profissional dos alunos;
Desenvolver a interdisciplinaridade, articulando sua prática enquanto professor de Matemática com as diversas áreas de conhecimento;
Criar, planejar, realizar, gerir e avaliar situações didáticas no ensino da Matemática eficaz para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, fazendo uso não apenas do conhecimento específico matemático, como também de temas sociais transversais ao currículo escolar, contextos sociais relevantes para a aprendizagem escolar e especificidades didáticas envolvidas;
Analisar, selecionar e produzir materiais didáticos que venham facilitar a aprendizagem da Matemática;
Desenvolver estratégias de ensino que favoreçam a criatividade, a autonomia e a flexibilidade do pensamento Matemático dos educandos, dando mais ênfase aos conceitos do que às técnicas, fórmulas e algoritmos;
Perceber a prática docente de Matemática como um espaço de constante (re)criação; Contribuir para a realização de projetos coletivos dentro da escola básica;
Analisar criticamente propostas curriculares de Matemática para a Educação Básica. (Projeto Político Pedagógico do curso de Licenciatura em Matemática /UEFS) Além dessas, acrescento as competências elencadas nas Diretrizes Curriculares, Portaria nº 344, de 06/02/2002, publicada no Diário Oficial da União de 07/02/2002, em que o graduando deve apresentar um perfil com as seguintes características:
Capacidade de expressar-se com clareza, precisão e objetividade; Capacidade de compreensão e utilização dos conhecimentos matemáticos; Capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares e de exercer liderança; Visão histórica e crítica da Matemática; Capacidade de avaliar livros didáticos, estruturação de cursos e tópicos de ensino de Matemática;Capacidade de estabelecer relações entre a Matemática e outras áreas do conhecimento; Capacidade de aprendizagem continuada e de aquisição e utilização de novas idéias e tecnologias para a resolução de problemas, sendo sua prática profissional também fonte de produção de conhecimento;Capacidade de interpretar dados e textos matemáticos; Capacidade de identificar, formular e resolver problemas na sua área de aplicação, utilizando rigor lógico-científico na análise da situação-problema; Capacidade de realizar estudos de pós-graduação;Capacidade de trabalhar na interface da Matemática com outros campos de saber(Projeto Político Pedagógico do curso de Licenciatura em Matemática /UEFS).
Outro ponto destacado no PPP do Curso de Licenciatura em Matemática da UEFS, além do aprimoramento intelectual e da formação via pesquisa, é a utilização da informática como ferramenta no processo da aprendizagem, numa perspectiva de inclusão social. Destaca, ainda, que o licenciado em Matemática portará também sólida base para prosseguir na carreira da pesquisa e em estudos de pós-graduação, uma vez que ele poderá realizar estudos complementares que darão maior fundamentação teórica às diversas disciplinas do Eixo dos
Conhecimentos Científicos e Culturais. Esses estudos complementares acontecerão através de disciplinas (re)colocadas como optativas, como, por exemplo, Análise II, Topologia I, Evolução da Matemática II, Geometria Diferencial, Elementos de Cálculo Numérico, Tópicos Especiais de Lógica, constantes do currículo antigo que não estão na oferta regular desse novo currículo.
O PPP do curso propõe, também, que o licenciando continuará sendo incentivado a participar de cursos de verão nas diversas instituições de ensino superior, proporcionando-lhe a inserção em centros de excelência em pesquisa e produção científica pertinente à Matemática e áreas afins. E, certos de que um licenciado investigador será capaz de desenvolver em seu aluno a observação criteriosa, a problematização, a capacidade de propor soluções alternativas e de avaliar sobre a viabilidade de suas propostas enquanto educador, é que esse projeto oferece à pesquisa um espaço descrito e muito bem definido ao longo de todo o Curso, desenvolvendo no discente a autonomia intelectual e profissional. Há uma nítida separação percebida entre o que está proposto e vivido nos PPP elaborados por um coletivo de professores, estudantes, funcionários (uma minoria reduzida) que efetivamente se envolveu na construção e os que executam de fato, o PPP.