9. ARAŞTIRMACI PERSONELİN ÖNEMİ 9.1 Bilimsel Düşünce
10. İSTİHDAM VE TEKNOLOJİK GELİŞME İLİŞKİSİ 1 Teknolojik Bilginin İstihdama Etkisi
primeira.164 Como afirma Molinet: “Rondós gêmeos mantêm‐se juntos e é o pequeno no
conjunto parte do grande”.165 Essa definição explicita a duplicação dos versos do rondó
duplo que, em vez dos oito versos do simples, tem dezesseis, distribuídos em quatro estrofes de quatro versos. O rondó duplo retoma a primeira dupla de versos na segunda parte da segunda estrofe e também repete a primeira quadra no final do poema, segundo diferentes esquemas de rimas cruzadas e entrelaçadas. No Grande Testamento, o primeiro rondó duplo é iniciado por “Mort, j’appelle de ta rigueur”166 e o segundo é
iniciado por “Repos eternel donne à cil”.167 Os dois rondós duplos são formados por
rimas entrelaçadas, segundo o esquema ABBA.
C. AS FORMAS FIXAS ESPARSAS
Excetuadas as Baladas em jargão, o corpo poético atribuído a Villon desde a edição Levet possui sete baladas esparsas e uma quadra.168 As três baladas esparsas
compostas em octassílabos, bem como três baladas em decassílabos169 possuem uma
oferenda regular. Além disso, há uma balada em decassílabo com oferenda de sete versos (CCCDCCD).170 Todas as baladas esparsas da edição Levet são compostas com
base no esquema da balada comum, exceto a “Balada dos provérbios” (Ballade des
proverbes) e a “Petição ao Senhor de Bourbon” (Requeste a monseigneur de Bourbon).171
164 “Rondeaux sont simples lesquelz n’ont que 5 lignes; et fault que toutes les lignes [soient] retournables et sugites a la premiere ligne; et le puelt on faire de tant de silabes comment l’en vuelt, a ceste exemple: (...) Ainsi doit estre rondelez un rondel, et doit estre fait d’esquivoques ou de parfais sonnans, ou au moins de leoninés” (“São simples os rondós que possuem apenas cinco linhas; e é preciso que todas as linhas [sejam] retornáveis e subordinadas (sugites) à primeira linha; e se pode fazê-lo com tantas rimas quantas se queira, como por exemplo (...). Assim deve ser rondelado um rondó, e deve ser feito de equívocas ou de sonantes perfeitas, ou pelo menos de leoninas”) (LES RÈGLES de la seconde rhétorique, In: LANGLOIS, E., Op. cit. p. 20-1).
165 “Rondeaux jumeaulx. Rondeaux jumeaulx tiennent ensemble, et est le petit enson tout partie du Grant" (MOLINET, J. L’Art de Rhétorique, In: LANGLOIS, E., Op. cit., p. 228).
166 VILLON, F. Op. cit., p. 192. 167
VILLON, F. Op. cit., p. 288.
168 “Cause d’appel dudit Villon”, “Le rondeuz que feist ledit Villon quant il fut jugie”, “Epitaphe dudit Villon”, “Le debat du cueur et du corps dudit Villon”, “La requeste que bailla ledit Villon a messeigneurs de parlement”, “La requeste que le dit Villon bailla a monseigneur de Bourbon”, segundo as rubricas de Levet. Além disso, ele inclui a Ballade des Provérbios e a Ballade des menus propos, introduzidas pela rubrica “outre balade” (VILLON, F. Le grant testament Villon et le petit, son codicile, le jargon et ses balades. Edição de Pierre Levet, Paris, 1489).
169
Requeste a Monsieur Bourbon (VILLON, F., Op. cit., p. 350-2), Epitaphe Villon (VILLON, F., Op. cit., p. 368) Requeste a la Cour de Parlement (VILLON, F., Op. cit., p. 372-4).
170 Le débat du Cuer et du corps de Villon (VILLON, F., Op. cit., p. 354-8). 171 VILLON, F. Op. cit., p. 312-314, p. 351-353, respectivamente.
62
Inteiramente composta por provérbios repetindo em anáfora “tanto… que”, a
Balada dos provérbios é a única balada de Villon com quatro estrofes e uma oferenda. A Petição ao Senhor de Bourbon é uma balada composta em decassílabos que, depois da
oferenda, adiciona uma quadra de octassílabos, segundo o esquema de rimas cruzadas. A ruptura dessa quadra de octassílabos em relação aos decassílabos parece situá‐la como um aposto em relação à balada. Na edição Marot, essa quadra é introduzida pela rubrica “no dorso da carta”.172 Segundo o título dado por Levet, o “Rondó [sic] que Villon fez
quando foi condenado” é a única quadra do corpo poético atribuído a Villon. Ela é composta por octassílabos com rimas entrelaçadas com as mesmas rimas, que variam apenas a consoante anterior à rima, segundo o esquema de rimas entrelaçadas (ABBA).
Há seis “Baladas em jargão” (Ballades en jargon) entre as formas fixas esparsas atribuídas a Villon desde a edição Levet. As rimas e o ritmo dessas baladas são as mais irregulares do seu corpo poético. Dessas seis Baladas em jargão, quatro são inteiramente e duas parcialmente constituídas por versos octassílabos (na primeira
Balada em jargão, há alternância entre decassílabos e octassílabos e, na terceira, os
octassílabos são combinados com versos quebrados). Somente duas Baladas em jargão mantêm as mesmas três rimas ao longo de todas as estrofes (a quinta e a sexta). As quatro primeiras Baladas em jargão variam as rimas entre as estrofes, mantendo o esquema ABABBCBC da balada comum em octassílabo (somente na primeira estrofe da primeira Balada em jargão ele não é respeitado). Além disso, esse esquema de três rimas no interior da estrofe é nas Baladas em jargão explorado de diferentes formas. Na sexta Balada em jargão, por exemplo, as rimas A e B se equivalem. A repetição da rima em /i/ em seis das oito rimas de cada estrofe dissolve o contraste entre as rimas A e B, o que faz apenas a rima C variar na estrofe. Na segunda estrofe da segunda Balada em
jargão, as rimas A e B tem o mesmo som, mas a primeira é pobre, enquanto a segunda é
rica. O contraste entre as rimas não se deve ao valor fônico, mas à duração das rimas. A terceira Balada em jargão é uma “balada” particular do corpo poético atribuído a Villon. Ela é a única composição em todo o corpo poético de Villon estruturada por rimas planas articuladas à técnica de versos quebrados.173 Cada estrofe da terceira
172
“Au dos de la lettre” (VILLON, F. Les Oeuvres de François Villon de Paris, edição por Clément Marot, Paris, 1533).
173 Na balada comum de Villon, a rima plana aparece uma única vez no centro do verso, enquanto que a rima intercalada aparece quatro vezes. Na terceira Balada em jargão, ocorre justamente o contrário: a rima intercalada
63
Balada em jargão contém doze versos, dos quais metade é constituída por versos
inteiros e metade por versos quebrados. Os versos quebrados contêm três ou quatro sílabas, já que a cesura do octassílabo recai na terceira ou na quarta sílaba. Os seis versos inteiros e seis metades resultam em uma estrofe com um total de nove versos. Ela explora rimas planas associadas à técnica de combinação de versos inteiros e de versos quebrados pela metade.174 Esses exemplos permitem supor que as Baladas em
jargão exploram uma versificação deliberadamente dissonante em relação às demais
baladas atribuídas ao poeta. Nas seis Baladas em jargão da edição Levet, o poeta rompe algumas regras de composição da balada comum, em particular a manutenção das mesmas rimas ao longo das quatro estrofes.175
Além dessas quatorze composições atribuídas a François Villon pela edição Levet, há pelo menos mais oito composições que, retiradas de diferentes manuscritos, foram incluídas nas edições modernas de suas obras.176 Entre essas oito composições, há sete
baladas e uma epístola em verso.177 Duas baladas são em octassílabos, uma com
oferenda regular178 e outra de seis versos.179 As outras cinco baladas são em
decassílabos, das quais três são regulares, 180 uma com oferenda de sete versos
aparece uma única vez no meio do verso para mediar as rimas secundárias, enquanto que a rima plana prevalece na estrofe. Isto confere uma enorme incidência da mesma sonoridade, repetindo-se a cada três ou quatro sílabas dentro do mesmo grupo de versos.
174 “Spelicans/ Qui en tout temps/ Avancés dedans le pogoiz/ Gourde piarde/ Et sur la tarde/ Desbousez les pouvres nyais/ Et pour soustenir vos pois/ Les duppes sont privés de caire/ Sans faire haire/ Ne hault braire/ Metz plantez ilz sont comme joncz/ Par les sires qui sont si longs” (VILLON, F. Ballade en jargon III, str.I, In: SAINÉAN, L. Les sources de l’Argot Ancien, Champion, Paris, 1912, p. 126).
175
No entanto, devido ao enorme grau de variação das Baladas em jargão, que constituem a parte mais modificada pela transmissão “acidentada” do corpo poético de Villon, não é possível concluir com Barrette que elas exprimiriam na própria forma uma “poética da criminalidade”: “Nous pouvons dire en premier lieu que Villon agit en criminel poétiquement et enfreint toutes les lois de la poétique, ajoutant ainsi une nouvelle nouance à sa renommée” (“Nós podemos dizer, em primeiro lugar, que Villon age como um criminoso poeticamente e infringe todas as leis da poética, acrescentando assim uma nova nuance ao seu renome”) (BARRETTE, P., “Les ballades en jargon de François Villon ou la poétique de la criminalité”, Romania, 98, 1977, p. 65-79)
176 VILLON, F. Le Lais Villon et les poèmes diverses. Edição de Rychner & Henry, Genebra, Droz, 1977, p. 41- 50; p. 56-7, p. 62-3, p. 64-5, p. 68-9.
177 Segundo o título da edição Rychner & Henry, elas são: Ballade contre les ennemis de la France; Ballade de
la Fortune; Ballade contre les ennemis de la France; Ballade des Contradictions; Ballade de Bon conseil; Epître a ses amis; Ballade des contraverités, Epître à Marie d’Orléans. Duas baladas não utilizam estrofes quadradas:
uma é composta por estrofes de onze versos de decassílabos e a outras por estrofes de doze versos de decassílabos: intituladas Ballade contre les ennemis de la France e Ballade de la Fortune, respectivamente (Ibid. p. 58-60; p. 64-66).
178
A Ballade Franco-Latine (VILLON, F., Op. cit., p. 48). 179 A Ballade des contre-verités (VILLON, F., Op. cit., p. 56).
180 A Ballade contre les ennemis de la France, Ballade de Bon conseil e a Epître a ses amis, respectivamente (VILLON, F., Op. cit., p. 58; p. 62; p. 68)
64
(CCDDCCD) e a outra com oferenda de seis versos (CCCDCD).181 A epístola é constituída
por dez oitavas e uma balada dupla. Chamada de Dupla balada em elogio a Maria
d’Orléans,182 essa dupla balada é precedida por seis oitavas quadradas e sucedida por
outras quatro.