3.2. Çalışma Prosedürü
3.2.10. İstatistiksel Değerlendirme
O componente Pesquisa em Ensino de Matemática, de acordo com seu Ementário, deverá proporcionar aos graduandos o uso de ferramentas, recursos e metodologias para enfrentar, individual e coletivamente, situações de aprendizagem novas e de tipos diferentes, na qual a pesquisa deverá mobilizar a construção de conhecimento, por meio da problematização, aos alunos.
Esse componente traz como proposta ações que visam potencializar, nos licenciandos, a atenção para os elementos de referência (como por exemplo:
Métodos quantitativos e qualitativos. Definição e delimitação da pesquisa, dentre outros), e sua utilidade como instrumento para a interpretação teórica e conceitual a
partir da investigação de estratégias de ensino e pesquisa como princípio científico e educativo.
Ementa:
As ciências humanas e sociais e as ciências da natureza. Metodologia da pesquisa na área das ciências humanas. Métodos quantitativos e qualitativos. Definição e delimitação da pesquisa. O computador como ferramenta de busca de informações em mídia impressa e eletrônica. Pesquisa em Ensino de Ciências; Ensino de Ciências como ciência humana aplicada; aspectos teóricos e metodológicos da pesquisa em ensino de ciências e matemática; a emergência do professor-pesquisador no cenário acadêmico; professores e grupos de pesquisa; informação, publicação e acesso via internet; ferramenta cognitiva de análise e produção de conhecimento; Investigação de estratégias de ensino, pesquisa como princípio científico e educativo (PPC, p. 33)
Aqui destacamos o quanto seria importante, já no início da formação, a participação dos estudantes em um laboratório de informática, no qual o professor aplicaria metodologias que promovam o desenvolvimento de pesquisas na Internet, sob sua orientação e mediação, contribuindo para que os estudantes superem suas limitações em relação à leitura e produção textual. A formação do aluno para buscar informações e lidar com elas de maneira crítica é fundamental, em razão da presença cada vez maior das novas tecnologias nas salas de aula, ainda que não em ações educativas (uso de celulares e tablets pelos alunos).
Contudo, na pretensão de levantar os pontos de articulação, elementos e momentos que limitam ou potencializam a formação dos graduandos para aprender e a ensinar por meio da pesquisa, foi possível perceber que nesse quesito as opiniões se concentraram fortemente no eixo relativo à Pesquisa, como destacamos nas falas de alguns estudantes que participaram da pesquisa.
Desmotivou-me/limitou-me: ver os companheiros de sala demonstrarem desânimo no curso, e um dos pontos está relacionado com a pesquisa, que é pouco praticada durante o curso. Os professores não desenvolvem pesquisa, e assim, pegam leve com os alunos, e isso os tornam relaxados. Muita teoria e pouca prática, é motivo de desmotivação e limitação (ACADÊMICO DO VI PERÍODO) Os cursos de licenciatura devem trabalhar mais a pedagogia em seu plano de curso e incentivar mais a pesquisa durante o curso porque é o que a nova clientela necessita. Muitos alunos não têm acesso ao PPC do curso, as informações são insuficientes, e necessita melhorar o processo ensino aprendizagem tanto os docentes como para os discentes. Consideramos regular, as ações que potencializam nossa formação. Ainda insuficiente. (ACADÊMICO DO VII PERÍODO)
Motivou-me/ ensinou-me: aprender que com a pesquisa para o professor pode conhecer as deficiências do aluno e refletir sobre elas a fim de desenvolver técnicas para corrigi-las. Somos conscientes de que é preciso desenvolver mais a leitura, domínio e segurança no ato de ensinar a pesquisa. Conhecer a pesquisa na educação, mesmo que na teoria. A oferta de bolsas como o PIBIC e PIBID, elaboração de um portfólio na disciplina de Desenvolvimento Profissional, pois esse trabalho contribuiu muito com os saberes pedagógicos adquiridos no curso. A elaboração de Memorial também fortalece nossa formação. (ACADÊMICO DO VIII PERÍODO)
O questionamento foi relativo aos elementos e momentos que limitam ou potencializam a formação, e, diante desse panorama, sobressaiu a presença e
equivalência entre os termos: desmotivou-me = limitou-me e motivou-me = ensinou-
me. Há uma alteração do lugar por onde passa a ação/intervenção desse professor
formador, cujas falas podem desvendar as articulações possíveis de serem realizadas dentro da complexidade do ato educativo.
Há um consenso entre Freire (1985; 2001), Pimenta (2005; 2006; 2010; 2011), Tardif (2002; 2008), Borba (2010), D‟Amore (2007) e D‟Ambrósio (2002), no que diz respeito aos dispositivos que possibilitam a implantação de uma pedagogia que, para eles, deve ter por objetivo garantir aos formandos a coerência e a continuidade de seus processos de aprendizagem, ou seja, a permanência e o êxito, considerando que a desistência e evasão ainda são realidades marcantes no Ensino Superior. Esse quadro demonstra a relevância do desenvolvimento de saberes e competências para ensinar e para aprender.
Convergindo com a opinião do corpo discente, os docentes do Curso assumem que o principal eixo de formação profissional é aquele em que as ações educativas possam ser mediatizadas pela tríade teoria, prática e pesquisa, capaz de ampliar as possibilidades de desenvolvimento de saberes fundamentais à realização do trabalho docente do professor de Matemática, os quais envolvem simultaneamente aspectos teóricos e práticos, conceituais e didático-pedagógicos, fundindo-se ao saber fazer e ao saber ser. É em função desse eixo que, segundo os professores, os demais devem orbitar durante o Curso de Licenciatura.
Potencializam são as atividades que envolvem a prática, pois remete a uma reflexão sobre a ação, consequentemente provoca a pesquisa. (PROFESSOR A)
Elementos e momentos que limitam: o tempo, pois muitos realmente estudam por necessidade, sem muito tempo para se envolver com todos os eixos de sua formação; falta de organização do tempo, por parte daqueles que ainda não possuem tantas ocupações; a falta de orientação, pois nós os professores formadores precisamos nos preocupar e buscar sempre está à frente, buscando formação permanente para fortalecer a nossa prática e consequentemente termos segurança para ensinar e acompanhar o nosso aluno. (PROFESSOR B)
Elementos e momentos que potencializam: as disciplinas que potencializam essa competência nos alunos; participação em eventos; integração como os projetos PIBIC, PIBID, Ciências sem Fronteira; cumprir os estágios com compromisso. (PROFESSOR C)
Ponte (1996) defende, em contraposição à ideia tradicional de formação, que é preciso conceber o desenvolvimento profissional do professor vinculado à sua participação em múltiplas formas e processos, mas que possibilitem aos professores a ampliação de seus saberes profissionais a partir do que já sabem e vêm desenvolvendo. Mas torna-se imprescindível reconhecer nas falas destacadas, que os docentes possuem consciência de que a prática pode desencadear a pesquisa e que é essencial a orientação do professor nas ações educativas. Os docentes reconhecem a extrema importância da formação permanente do professor-formador, e que seja dispensada uma atenção maior aos investimentos em eventos para os alunos, bem como sua integração nos projetos PIBIC, PIBID, Ciências sem Fronteira.
Destaca-se também a preocupação com os estágios, nos quais a pesquisa deveria ser contemplada como metodologia de ensino e aprendizagem, considerando o PPC, desde o 5º período do Curso. Perrenoud (2000; 2002) afirma não ser uma tarefa fácil (mas, possível!), transformar os padrões estabelecidos, e cultivar uma prática mais reflexiva, o que possibilitaria evitar, ou pelo menos minimizar, a forma fragmentada e reducionista de ensino, que não tem favorecido o desenvolvimento das potencialidades dos estudantes.
Nessa direção, o Projeto Pedagógico do Curso de Matemática prevê para os formandos alcançarem nos quatro anos as seguintes Competências e Habilidades:
Conhecer os principais paradigmas de pesquisa em Educação. Discutir e analisar os recursos necessários para elaboração de
diferentes tipos de pesquisa.
Apresentar, discutir e analisar aspectos metodológicos que possibilitem a pesquisa em Educação.
Desenvolver uma postura investigadora sobre a ação e atuação profissional como instrumento de trabalho, compreender o processo de produção do conhecimento e a possibilidade das críticas científicas; experimentos, recriação de formas de intervenção didática, potencializando aprendizagem;
Despertar o interesse pela pesquisa no ensino de ciências buscando elevar o nível da formação de professores;
Adquirir subsídios sobre pesquisa em Ensino de ciências e matemática como um usuário e produtor crítico dessa pesquisa, exercendo o papel de professor-pesquisador;
Conhecer a área de pesquisa em ensino de ciências e matemática como a mais nova área de conhecimento adotada pelas organizações de pesquisa científica;
Discutir aspectos teóricos e metodológicos da pesquisa em ensino de ciências;
Estimular a pesquisa na sala de aula como elemento imprescindível à melhoria da aprendizagem.
Elaborar projetos de investigação na área de Ensino de ciências e Matemática. (PPC, p. 33)
Nacarato e Paiva (2013) apontam que seria impactante se os
[...] futuros professores de matemática fossem orientados para que, no primeiro ano do curso, escolhessem um conteúdo matemático e desenvolvessem, durante todo o curso, uma atividade de pesquisa que permitisse investigar os aspectos didáticos, filosóficos, sociológicos, psicológicos e políticos do conteúdo escolhido (NACARATO; PAIVA, 2013, p. 85).
Assim, seria oportuno instrumentalizar o curso de Matemática para o desenvolvimento de atividades destinadas aos futuros professores, colocando à sua disposição pesquisas sobre a atividade escolar, oportunizando a investigação da realidade da escola já nos primeiros anos. De acordo com D‟Ambrósio (1999), “os cursos de licenciatura insistem em ensinar teorias obsoletas, que se mantêm nos currículos graças ao prestígio acadêmico associado a elas, mas que pouco têm a ver com a problemática educacional brasileira” (p.82).