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İslami Bonoların Avrupa’da Yükselişi

II. BÖLÜM: FAİZSİZ BANKACILIK SİSTEMİ

2.2. FAİZSİZ FİNANS SİSTEMİNİN YÖNTEMLERİ

2.2.2. FON KULLANDIRMA YÖNTEMLERİ

2.2.2.11. SUKUK

2.2.2.11.7. İslami Bonoların Avrupa’da Yükselişi

Analisando os dados e vídeos veiculados no site oficial da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, referentes ao projeto São Paulo faz Escola (disponível no site http://www.rededosaber.sp.gov.br, conforme referências deste trabalho) refazemos, conforme versão oficial, o percurso cronológico das ações da Proposta Curricular de São Paulo.

Em julho de 2007, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo diagnostica um desempenho insuficiente de seus estudantes nas provas do SAEB - Sistema de Avaliação da Educação Básica (atualmente Prova Brasil) e do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, realizadas naquele ano.

Tal constatação faz com que o governo estadual elabore dez metas para a Educação Paulista, a serem atingidas até 2010, com o objetivo de melhorar a aprendizagem dos estudantes. Entre essas metas encontra-se: o pagamento de bônus para o magistério estadual, conforme critérios estabelecidos com base no rendimento da escola e na frequência anual dos professores; incorporação de gratificações pagas aos salários dos professores; compra de materiais para a escola e sala de aula (multimídia, impressoras), entre outras providências.

A criação de uma nova proposta curricular surge como uma “ação integrada e articulada”, que tem como meta anunciada melhorar a organização do sistema educacional estadual, através da implantação de uma base curricular comum para toda a rede escolar. Tal objetivo surge como uma forma de fazer frente à descentralização resultante da autonomia dada para as escolas, a partir da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para a definição de seus projetos pedagógicos.

Em 2007, a então Secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pede que professores e gestores enviem à Secretaria de Educação (via Internet) o relato de boas experiências e práticas pedagógicas realizadas na rede com sucesso. Esse material deveria “iluminar o currículo” que se pretendia implantar. Em outras palavras, a Secretaria de Educação utiliza-se de um levantamento documental e técnico pedagógico do que já existia e consulta as escolas sobre práticas ou experiências pedagógicas que obtiveram êxito nas salas de aula (SÃO PAULO, 2008a).

Em outubro do mesmo ano, a Secretaria de Educação organiza, a partir das experiências relatadas, a proposta do novo currículo, buscando uma base comum a ser aplicada em toda rede estadual, através do programa São Paulo faz escola, criado para a implantação de um currículo único para todas as escolas estaduais. A Secretaria da Educação procura desse modo, que todos os estudantes recebam o mesmo material didático e que se execute nas escolas o mesmo plano de aula. Em dezembro de 2007, a nova organização dos conteúdos para o Ciclo II do Ensino Fundamental e Médio é publicada no site da Secretaria, podendo ser acessada pelos professores.

A Secretaria de Educação, com base nos dados do IDESP de 2007, que indicavam como insuficiente o aprendizado obtido pela maioria dos alunos da educação básica estadual, elabora o Jornal do Aluno, que durante os primeiros 42 dias letivos de 2008 foi aplicado em toda a rede como forma de realizar uma “recuperação pontual”, referente a conteúdos das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática (principalmente, interpretação de textos e compreensão de estruturas e operações básicas da matemática). Junto com esse material é enviada, para as escolas, a Revista São Paulo faz escola, com orientações sobre as atividades propostas para os alunos.

Nesse momento, o objetivo é que todas as disciplinas colaborem em fornecer uma base recupere o que era entendido como fundamental, para que os alunos pudessem “interagir” melhor com a proposta curricular, que seria efetivamente implantada após o período dos 42 dias iniciais. Esse trabalho com as atividades do Jornal do Aluno forneceu um diagnóstico dos alunos que necessitavam de reforço, indicando-os para atividades de recuperação de Língua Portuguesa e Matemática, no turno contrário das aulas. Defendia-se que, a partir daí, os alunos superariam as dificuldades acumuladas ao longo de sua escolarização, tornando-se aptos para novas aprendizagens.

Depois dessa primeira etapa, o Caderno do Professor torna-se orientador das aulas a serem ministradas em toda a rede estadual de ensino. Esse caderno é organizado em quatro volumes, um para cada bimestre, contendo sequências didáticas “como sugestão de trabalho” para que o professor desenvolva o conteúdo previsto. Nesse material, constam sugestões de metodologias, de temas, assuntos e maneiras de complementar o conteúdo a ser estudado, com sugestões de tarefa para classe e casa, além de bibliografia de referência para o professor.

Na fala de Maria Inês Fini, coordenadora do projeto, esse material tinha por finalidade dar apoio aos professores, para que esses se sentissem mais seguros diante da implantação do novo currículo, além de permitir-lhes inventar outras formas de trabalhar com o conteúdo.

Desde 1996, a Secretaria da Educação estadual paulista realiza uma avaliação da educação básica, nomeada SARESP – Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo. Em 2007, enquanto a Secretaria ainda

preparava a proposta curricular, percebe-se que o SARESP “tinha muito mais características de avaliação de aprendizagem do que especificamente avaliação do sistema de ensino” e, por essa razão, são realizadas mudanças na avaliação proposta, para que essa sirva de base de ação para a gestão das políticas da Secretaria da Educação. O SARESP deveria estar atrelado ao currículo, além de explorar habilidades cobradas também no SAEB (Prova Brasil) e ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), “de modo a falar a mesma linguagem”, ter o mesmo sistema métrico, consolidando-se com as avaliações nacionais e internacionais. Nos anos de 2007 e 2008, as novas avaliações já aparecem adequadas a essa nova finalidade.

Ainda em 2008, a Secretaria de Educação monitorou a implantação da proposta curricular, pedindo através de seu site que o corpo docente e os gestores de sua rede encaminhassem sugestões de modificações e ajustes. As propostas consideradas adequadas foram incorporadas ao material de 2009.

No ano de 2009, já não se trata mais de uma proposta, mas sim do currículo oficial. Nesse ano, já são confeccionados e distribuídos os cadernos dos alunos (das diferentes disciplinas, um por bimestre), com as atividades sugeridas no caderno do professor, exercícios e espaços para as anotações dos estudantes, num registro pessoal com a mediação do professor.

Nesse mesmo ano, o SARESP é elaborado totalmente com base no novo currículo, sendo que 77% dos 2,5 milhões de estudantes da rede estadual fazem a prova. Os resultados obtidos servem como base para Relatórios Pedagógicos, Referenciais de Avaliação e Guias de Ação para a Secretaria de Educação. A partir deles a Secretaria passa a ter elementos para analisar a qualidade da aplicação do material proposto e procurar organizar cursos voltados para a formação continuada de professores. Segundo Fini “(...) para que a gente possa cada vez mais capacitá- los a trabalhar com esse currículo, que agora é o currículo oficial do Estado de São Paulo”.

Em 2010, segundo o discurso da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o currículo já estava consolidado, conforme se podia verificar através dos bons resultados de sua implantação, avaliados pelo SARESP, pelas devolutivas de professores e da comunidade escolar. Em uma de suas falas, Fini aponta para a

existência de um currículo com uma série de inovações do ponto de vista estrutural, referenciado em princípios ligados aos movimentos de uma educação de mais qualidade, contextualizado nas práticas, valores e inovações da cultura em que está inserido e preocupado em desenvolver competências e habilidades, respeitando o pensamento das crianças e jovens, de modo que esses possam desenvolver, com a mediação do professor, sua inteligência e continuar a aprender ao longo da vida, privilegiando a capacidade do aluno em aprender e não só os mecanismos de ensinar.

Conforme anunciado no site oficial da Secretaria de Educação, em 2011, ocorre a atualização dos cadernos dos alunos, organizados em Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias e a versão dos textos-base do currículo, já incorporando as sugestões de professores e especialistas, tornando-se definitiva em 2012.

Os Cadernos do Professor, do Aluno e do Gestor são hoje referenciais para as matrizes de avaliação do SARESP, dos programas de reforço e recuperação e dos cursos de formação de professores da rede estadual paulista e do trabalho dos professores na sala de aula.

2.4 A proposta curricular na visão das entidades ligadas ao Magistério