BÖLÜM 2: AHMEDİNEJAD ÖNCESİ DÖNEMDE TÜRKİYE-İRAN
2.1. İslam Devrimi Sonrası Türkiye-İran İlişkileri
Decreto 1386 (1995) Decreto 3756 (02/2001) Decreto 3981 (10/2001)
1ª Versão 1ª Versão 1ª Versão
OBJETIVOS
PRINCIPAIS FUNÇÕES
Formulação Formulação -
- Decisão Adoção
Coordenação Coordenação Coordenação
- - Implementação OBJETIVOS SECUNDÁRIOS Comércio Exterior em Geral Diretrizes Comércio Exterior Diretrizes, Orientações e Procedimentos para o Comércio Exterior Diretrizes, Orientações e Procedimentos para o Comércio Exterior Negociações
Comerciais Fixar Parâmetros das Negociações Comerciais Diretrizes para as Negociações Comerciais Diretrizes para as Negociações Comerciais Política Aduaneira Diretrizes Política Aduaneira Orientação Política Aduaneira Orientação Política Aduaneira Impostos de Importação e Exportação Diretrizes para as alterações nas Alíquotas de Impostos (Import/Export) Fixar Alíquota de Impostos Importação e Exportação Fixar Alíquota de Impostos Importação e Exportação Defesa
Comercial Diretrizes Defesa Comercial Fixar Direitos Defesa Comercial Fixar Direitos Defesa Comercial
RESTRIÇÕES BUROCRÁTICAS INSTITUCIONAIS
Ministérios e Temas
- FAZENDA (Art.237) - Pol. Aduaneira FAZENDA (Art.237) - Pol. Aduaneira
- MRE - Negoc. Internac. MRE - Negoc. Internac.
- CMN e BACEN - Mercado Financeiro CMN e BACEN - Mercado Financeiro
ÓRGÃOS INTERNOS
Nível Ministerial Câmara Câmara Câmara
Nível Executivo Secretaria Executiva Casa Civil Secretaria Executiva MDIC Secretaria Executiva MDIC
- Comitê Executivo Comitê de Gestão
Nível Auxiliar - - -
- - -
PRESIDÊNCIA DA CAMEX CASA CIVIL MDIC MDIC
NOMEAÇÃO DO SECRETÁRIO –
EXECUTIVO DA CAMEX PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA148 PRESIDENTE DA CAMEX
DELIBERAÇÃO - Resoluções Resoluções
Fonte: Decretos 1386/1995; 3756/2001; e 3981/2001
Observação: Estão hachuradas as principais reformas consideradas.
A partir de sua criação como órgão eminentemente consultivo e de discussão, a Camex foi
148 Embora a nomeação da Secretaria Executiva fosse competência da Presidência, quem nomeou Roberto Giannetti da Fonseca em 2000 foi Alcides Tápias. Até então, quem havia nomeado os secretários Frederico Alvarez, Mendonça de Barros e Botafogo Gonçalves fora o próprio Presidente da República.
aos poucos ganhando força, principalmente com as reformas de fevereiro de 2001, mesmo que o conflito burocrático com o Ministério da Fazenda tenha sido muito difícil e prejudicial ao MDIC e certas divergências institucionais entre este ministério, a Fazenda e o MRE não permitissem que projetos como a formação de um USTR brasileiro ou de um Ministério de Comércio Exterior florescessem149.
Por outro lado, a reforma de outubro de 2001 acabou restringido o escopo de suas funções. A Câmara deixou de ser um órgão de formulação, tornando-se apenas um veículo de implemen- tação e coordenação da política comercial, numa clara demonstração da disfuncionalidade que sua transferência para o MDIC trouxe para sua capacidade de se impor como locus de coordena- ção supraministerial. Uma possível hipótese para explicar isto nos remete à atitude menos combativa tomada pelo ministro Sérgio Amaral. No entanto, conforme já sublinhamos acima, esta interpretação deve ser matizada. Alguns assessores presentes na Camex neste momento não observaram grandes diferenças com a realização desta alteração, enquanto outros qualificaram a gestão Amaral como muito tímida e em desarmonia com as necessidades de maior ativismo na gestão dos instrumentos disponíveis ao MDIC.
No que toca às competências da Camex, a grande vitória obtida foi decorrente da ação insistente de Tápias e Giannetti. A Camex obteve as competências para fixar direitos de defesa comercial e impostos de importação e exportação. Por outro lado, tendo aprendido com os exemplos dos Mendonça de Barros e de Carvalho, o ministro Tápias não levou as discussões com a Fazenda para o campo mais perigoso das críticas às balizas fundamentais da condução da política econômica. As baterias de Tápias se voltaram rotineiramente à gestão de Everardo Maciel, que (para Tápias) seria pouco flexível e despreocupada das consequências que o foco excessivamente arrecadatório da Receita e do sistema tributário trazia para o setor produtivo.
A mais importante mudança institucional ocorrida com a Camex foi a transferência de sua Presidência, secretaria-executiva e alocação física da Casa Civil para o MDIC, durante a breve passagem de Clóvis Carvalho. Esta transferência foi importante para o fortalecimento do Ministério do Desenvolvimento. No entanto, para o sistema de comércio exterior como um todo, isto restringiu a capacidade de coordenação que a Camex buscava realizar. A Câmara tornou-se parte de um dos interessados nas disputas: o empresariado representado dentro do MDIC; e perdeu o poder de convocação que a proximidade com à Presidência trazia. Para Giannetti, que
149 Estas restrições ficam claras se observarmos que em todos os Decretos da Camex publicados a partir de 2001 constam limitações às suas competências nos campos de atuação da Fazenda e do MRE. Em relação à Fazenda, a Camex deve respeitar: o exposto no artigo 237 da Constituição Federal sobre o controle e fiscalização do comércio exterior e as competências do Conselho Monetário Nacional e do próprio Ministério no que toca à política de finan- ciamento e seguro às exportações. Já sobre o MRE, a Camex tem estipulado que no âmbito da promoção comercial e da representação do governo na ALCA, MERCOSUL e OMC, as competências de coordenação são do MRE.
foi o primeiro secretário-executivo da Camex indicado por um ministro do Desenvolvimento:
“Na prática o que aconteceu é que a Camex passou a ser na verdade, quase um órgão assessor do Ministério do Desenvolvimento e foi totalmente desfigurada de sua missão original. Ela saiu da Presidência da República para ser subordinada ao Ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, onde o Presidente da Camex não é o Presidente da República, mas o Ministro do Desenvolvimento, por delegação do Presidente da República; portanto, o ministério do Desenvolvimento é que articula com os outros Ministérios a política de comércio exterior, junto com o secretário-executivo da Camex (...) mas ele (o MDIC) é parte conflitante, então fica difícil ser também coordenador. É a mesma coisa se você colocasse num time de futebol um jogador para ser o técnico (...)” (em
Ramos, 2008).
Em outra entrevista, Giannetti fez suas principais conclusões a respeito do modelo institucional do comércio exterior brasileiro após o fortalecimento da Camex em 2001, que demonstrava a disfuncionalidade que a transferência para o MDIC trouxe ao comércio exterior:
“O Brasil adotou um modelo de atividade de comércio exterior dispersa e todos os ministérios da área econômica têm uma interface com a política de comércio exterior do País. A Camex foi criada em 1995, quando o governo sentiu que faltava uma coordenação do setor. Ela procura cumprir esse papel de coordenar o comércio exterior, mas ainda encontra dificuldade porque a formação de consenso nem sempre é possível, e quando ele não ocorre pode haver uma inércia. As decisões necessárias para a melhoria do comércio exterior não são tomadas. Ficam aguardando uma evolução às vezes longa e exaustiva e surge uma frustração do setor privado pela sensação de que a Camex não é tão eficaz. Há que se refletir se essa estrutura é adequada ou deve ser alterada com a criação de um ministério do comércio exterior”150.
A partir de fevereiro de 2001 a Camex se transformou num órgão deliberativo e não apenas consultivo, podendo tomar decisões obrigatórias por meio de Resoluções e não apenas solicitar aos ministérios que cumpram com aquilo que foi acordado no Conselho de Ministros. Para o Chefe de Gabinete da Camex, Gustavo Fontenele, a capacidade de decidir por Resoluções foi a mais importante vitória institucional da Camex. Segundo este ator, a história da agência se divide em dois momentos, o antes e o depois da autorização para emitir resoluções obrigatórias151.
Por outro lado, do ponto de vista da evolução do quadro de funcionários da Secretaria Executiva da Camex, que é o órgão permanente da instituição, ao analisarmos sua evolução, percebe-se que o momento de grande impacto é sua transferência da Casa Civil para o MDIC. O número de Cargos de Direção e Assessoramento Superior (D.A.S.) só aumentará de forma considerável em 2010. Não há grandes alterações no equipamento administrativo da Camex em 2001, ano em que se tornou órgão com capacidade decisório e com competências para decidir
150 Revista Istoé. Edição nº01704. 24 de maio de 2002. Entrevista com Roberto Giannetti da Fonseca. 151 Entrevista em 12/05/2010.
sobre os impostos de importação e exportação e sobre a política de defesa comercial. O mesmo se repete para a número de Assessores Especiais do Secretário-Executivo.
No Quadro 5 fica claro que a mais relevante mudança na Secretaria Executiva ao longo dos governos Cardoso e Lula foi sua transferência da Casa Civil para o MDIC, quando se tornou uma secretaria de assistência direta ao ministro do Desenvolvimento, que é quem preside o Conselho de Ministros da Camex.
Quadro 5. Evolução do Equipamento Administrativo da Secretária Executiva da Camex
CAMEX - Secretaria Executiva